História Jogo de Sedução - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Victuri, Victuri Lemon, Victuri Yaoi, Viktor X Yuri, Yuri X Viktor
Exibições 199
Palavras 2.334
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei antes do previsto. E dessa vez dei uma esticada porque prometi a ~LadyKagome que não fecharia o capítulo com suspense de novela kkkk
Dito isto, vamo simbora!!!

Capítulo 4 - O melhor presente da minha vida.


Fanfic / Fanfiction Jogo de Sedução - Capítulo 4 - O melhor presente da minha vida.

03/12/2016

Não tenho muito tempo pra escrever hoje, mas não quero quebrar o ciclo. Estou me sentindo tão bem esses dias, não sei dizer se é pelo fato estar escrevendo sobre mim, ou de estar revivendo os detalhes da minha sessão D/S com o Viktor de uma forma mais analítica e racional. Durante os acontecimentos daquela noite eu não raciocinava muito bem, tudo era muito novo pra mim, era uma supresa atrás da outra e eu tinha que digerir tudo muito rápido.

Vou voltar mais uma vez na sessão. 

Pois bem, depois que me deu aquela promessa de um bônus, Viktor abandonou o encosto da poltrona e deslizou um pouco mais pra perto de mim, ficando na ponta do estofado, eu quase bati palmas com a expectativa. Não sabia direito o que ia acontecer, mas parecia ser bom. Ele tirou seu cinto, desabotoou a calça, eu engoli em seco e mordi o lábio com tanta força que acho que sangrou. Ele abriu o zíper e puxou a camisa que estava bem ensacada mostrando pra mim sua boxer que era preta, assim como o resto da sua roupa.

Salivei (talvez tenha até deixado a baba escorrer) vendo ele se exibir pra mim com uma cara tão safada que me fez sorrir de nervoso. Depois disso ele tirou as luvas, senti ciúmes. Por que me tocou com as luvas e as tirou quando foi se tocar? Tentei não esquecer disso pra perguntar depois (e ainda não perguntei), mas aquela definitivamente não era uma boa hora para perguntas! Ele se inclinou para trás baixando de uma só vez calça e cueca. Era a primeira vez que eu parava pra ver seu pênis tão de perto, e me arrependi amargamente de não tê-lo feito antes. Ele me mandou tirar suas calças, eu o fiz sem piscar. De onde estava eu tinha uma bela visão do seu corpo em destaque para seu membro que se assemelha a um monumento fálico esculpido em honra a Dionísio de tão perfeito que era seu pênis totalmente ereto. 

Ele abriu as pernas e começou a se masturbar para mim com movimentos graciosos e seus olhos fixos nos meus. WTF! Será que estava querendo trocar de lugar comigo?! Que ilusão! Eu estava errado! Era só mais uma investida sádica do seu joguinho de sedução. Como eu soube? Ahhh, fácil! Assim que eu me mostrei totalmente embasbacado, salivando de vontade, quando eu tentei me aproximar, ele me deteve colocando um pé no meu ombro e me mantendo longe. Eu estava louco! Queria tocar, apertar, engolir seu pênis. E ele ali, alisando o meu objeto de desejo, me chutando para longe. Aquilo tudo era meu e ele sequer me deixava chegar perto! Desgraçado! Eu nada podia fazer, resolvi tão somente aproveitar o show, e fazer cara de pidão pra tentar amolecer o coração daquela fera. Ahh sim, fera, porque àquela altura eu já tinha certeza que, apesar de eu estar usando coleira, o animal era ele, e não eu.

Quando eu já não sabia mais que cara fazer, ele pôs o pé de volta no chão e eu finalmente ouvi o que eu queria, era a primeira vez que estava acontecendo exatamente o que eu esperava, enfim eu receberia meu bônus!

— Chupe Yuri. 

Era música o que eu ouvia? Não, era a voz do Viktor que soava como um tenor perfeitamente afinado.

Eu o engoli de uma só vez, e fiz do jeito que ele mais gostava. As chupadas frenéticas, a sucção intensa e a língua circulando sua glande no ritmo ideal. Eu o chupava com tanta vontade que quase não sentia sua mão me puxando pela coleira. Embora eu pensasse "foda-se a coleira" e tentasse não dar cartaz para dor, eu sentia minha garganta sendo espremida pelo couro. Decidi ignorar, nada o tiraria da minha boca naquele momento!

Ele se contorcia movimentando os quadris no ritmo das minha abocanhadas. Me empolguei ainda mais com o sabor inigualável das primeiras gotas do seu gozo escorrendo pela minha língua boca adentro. Ele gemeu alto, adorei ouvir ele gritando "vkusny!". Não deixei escapar nenhuma gota sua e ergui os olhos no momento exato que ele gozava, só pra ver aqueles olhinhos apertados quase chorando. A sua expressão era mais bonita que qualquer outra coisa. Nunca me cansaria de ver o Viktor gozando, nunca. Era impagável. Ele arfava enquanto eu o observava orgulhoso. Eu era realmente muito bom naquilo.

— Levante-se e vá pra cama Yuri. — Ele ordenou sem demora.

Oh Kami!! Será que ele ainda não estava satisfeito?! Foi meu pensamento na hora, logo depois obedeci sem dar um pio. 

Eu o queria. Muito.

Ele se levantou indo em direção ao criado mudo, sem olhar pra mim ele mandou que eu tirasse as calças e deitasse. Ele mexeu na gaveta e tirou de lá um lubrificante e uma cartela de preservativos. Em seguida subiu na cama de joelhos e ficou na minha frente. Ele tirou o paletó e a gravata, com ela amarrou meus punhos cruzados na grade da cabeceira da cama. Me puxando pelas tiras de couro ele me pôs na posição que queria e abriu os botões da minha camisa, mas não desatou nenhuma das fivelas que prendiam as tiras de couro ainda amarradas ao meu corpo. Sem dizer uma palavra ele abriu minhas pernas e se pôs no meio delas.

Levantando um pouco meus joelhos ele baixou o olhar procurando pela minha entrada, segurou firme no cinto duplo me puxando mais para baixo, esticando ainda mais meus braços fazendo meus punhos arderem em atrito com o grosso tecido da gravata fortemente amarrada. Agora sim, parecia satisfeito. Me via por completo. 

Pegou o tubo do lubrificante e despejou uma boa quantidade na parte exposta do meu peitoral. No primeiro momento o gel era gelado, tinha um cheiro mentolado porém com um toque picante, nunca tínhamos usado esse antes, logo pensei que ele deve ter comprado para essa ocasião especial. A medida que o gel se desfazia e escorria eu começava a sentir algo diferente. Aquele gel não era como os outros, minha pele estava ardendo. Pensei que fosse alergia.

Não aguentei o queimor e exclamei: — Está ardendo Viktor! — Tentei não parecer um bebê chorão, mas aquilo realmente queimava!

— Shhhhh, fique quieto Yuri, você disse que aguentava, então me deixe continuar e não me faça falar duas vezes. — Enquanto falava ele soprava por onde o gel havia escorrido, e de repente eu estava arqueando as costas em resposta àquela incrível sensação! Eu sentia calor e frio ao mesmo tempo. Aquilo era bom, muito bom, e eu queira mais.

Viktor meteu os dedos no gel espalhado pelo meu abdômen e desceu passando pelo meu pênis, acariciando meus testículos, deixando que escorresse pelo períneo até chegar na minha cavidade. Eu estava tonto, toda minha região queimava, ardia de tesão, eu o queria dentro de mim, o queria por inteiro, não aguentava esperar mais nem um segundo! Ele repetiu esses mesmos passos várias vezes, estava me torturando de novo.

Eu me contorcia pedindo por sexo e tudo que eu recebia em troca eram dois ou três dedos que entravam e saíam rapidamente de mim. Somente quando ele quis foi que ele colocou o preservativo e começou a penetrar seu pênis com estocadas profundas e demoradas. Eu estava perdendo todos os sentidos com suas investidas. Se algum dia eu tive juízo, com certeza já não restava mais nada depois daquilo. Já havíamos transado várias vezes mas nunca o sexo havia sido tão bom assim.

Eu puxava as mãos tentando me soltar, eu queria tocá-lo, queria sentir a maciez dos seus cabelos, queria enxugar o suor que escorria no seu rosto, mas quanto mais eu puxava, mais apertado o nó ficava. Meus punhos doíam. Viktor me segurou mais uma vez pela lateral da minha cintura, mas não me tocava, ele só segurava nos cintos, me puxando para si, ele acelerou o ritmo dando estocadas cada vez mais curtas e mais rápidas. Eu gemia de dor, gritando seu nome. Mas não era só dor, era também prazer. Uma overdose de prazer, uma enxurrada de sentimentos.

Entre meus pensamentos bagunçados eu ouvi sua voz em alto e bom som: — Não goze ainda Yuri, é uma ordem!

Ele não se cansaria de me castigar? Aquilo doía, oh céus doía muito, e eu não entendo o porquê, mas continuava querendo mais. Parece louco né? E era. Era insano. Nunca me imaginei naquela situação. Me surpreendi com o nível de dor que eu tolerava em troca do prazer de gozar sendo preenchido pelo homem que é o amor da minha vida.

Viktor gozou, era a segunda vez naquela noite que eu tive o prazer de apreciar aquela visão. Eu nem me importava mais se eu estava gozando ou não. Eu só queria ver ele se derreter dentro de mim. E fiquei totalmente extasiado mesmo sem ter alcançado o orgasmo. Haveria outra oportunidade.

Quando finalmente se deu por satisfeito, ele soltou as tiras de couro e segurando na cabeceira da cama, se inclinou me beijando. Era a primeira vez que me beijava desde que voltamos da festa. Foi um beijo intenso e devorador. Eu ainda podia sentí-lo dentro de mim, pulsante, sem parar de me beijar ele rebolava devagar me fazendo gemer no meio do beijo. Viktor encostou sua orelha na minha boca, num pedido mudo para que eu continuasse gemendo, eu o chamava baixinho, sussurrando enquanto mordiscava seu lóbulo.

Ele enterrou a cabeça no meu pescoço enchendo os pulmões e em seguida soltando o ar quente me deixando aturdido com sua respiração pesada. 

Entre um suspiro e outro ele sussurrou: — Está sentindo isso Yuri? — Seu corpo se movia com destreza sobre o meu, ele rebolava e travava entrando em mim, indo cada vez mais fundo num compasso perfeito. Eu acenei positivamente, ele continuou: — Ouça bem Yuri, eu não vou parar enquanto você não gozar.

Eu morri. Sério, meu coração parou ali naquele exato momento que essas palavras vibraram no meu tímpano. Acho que meu coração só voltou a bater quando ouvi Viktor falando novamente.

— Você me ouviu Yuuri? Agora você está liberado. Vamos, goze pra mim, goze pra mim Yuuri.

Não foi necessário mandar mais uma vez - apesar de eu ter adorado ouví-lo dizer aquilo. Eu gozei gemendo o nome dele no seu ouvido. Não precisava de mais nada. Eu não queria mais nada. Esse foi sem dúvida o melhor presente de aniversário que eu ganhei em toda minha vida.


**********


04/12/2016

Ontem eu estava tão empolgado escrevendo que não vi quando Viktor chegou e sentou no sofá de frente a poltrona onde eu estava. Me assustei quando ouvi ele me chamando.

— Yuuri! Por que você tá chorando? O que tá fazendo aí nesse notebook? Vendo vídeo de filhotes fofinhos? Ou lendo alguma notícia triste?

Eu não percebi que estava chorando. Por que eu estava chorando? Acho que meu sentimentalismo aflorou enquanto pensava no meu "melhor presente".

— Não é nada, só estava lembrando do meu aniversário. — Falei a primeira coisa que me veio à mente, para que ele não tivesse a curiosidade de pegar no notebook, e não era mentira!

— Humm, sei. Estava lembrando da festa, ou de depois da festa? — Perguntou irônico.

— De depois da festa. — Respondi com um sorriso malicioso.

— E isso te fez chorar? — Nessa hora ele me pareceu realmente intrigado.

— Eu não estava chorando de tristeza seu bobo, foi mais como uma emoção que não deu pra segurar.

— Não sabia que tinha sido tão marcante pra você. Na verdade achei que você estava meio distante esses dias, pensei até que estivesse chateado com alguma coisa.

— Hããã? Sério?! Eu estava esse tempo todo pensando que tinha feito algo errado e que você estava triste comigo!

Nós dois caímos na gargalhada, eu levantei e fui até ele. Sentando no seu colo eu falei com segundas intenções: — Naquele dia eu tive o melhor presente de todos, você me deu o melhor sexo que eu já provei em toda minha vida. Obrigado Viktor.

Ele segurou minhas mãos entre as suas e beijou as marcas que o nó apertado da gravata havia deixado ali. — Obrigado por me permitir te amar do meu jeito. — Ele falou com ternura e me deu um beijo quente e apaixonado.

Se empolgando com o beijo ele escorregou a mão pela minha coxa, parando entre minhas pernas e travou.

— Yuuri?

— O quê?

— O que exatamente você estava fazendo naquele notebook?

— Errrr, e-eu, é um assunto pessoal!

— Assunto pessoal? Que tipo de assunto pessoal faz a pessoa chorar e ficar excitado ao mesmo tempo Yuri?

Eu não tinha percebido que estava excitado daquele jeito. Já deveria ter me acostumado, afinal quase sempre fico assim quando escrevo sobre ele. Eu não podia contar o que estava fazendo, de jeito nenhum! Tinha que desviar sua atenção.

— Você que fez isso, me beijando desse jeito, o que você queria? — Consegui!

— Um só beijo fez isso? Você está estranho Yuuri... — Ele estava desconfiado.

— O que há de mal em desejar tanto o namorado?

— Você me quer tanto assim?

— Preciso desenhar? — Falei tentando provocá-lo.

— Você está muito afoito porquinho! — Ele me jogou no sofá e me deu mais um beijo caloroso. Bastou eu tirar a língua da sua boca que ele falou — Tenho que tomar um banho antes. Você me espera?

— Não, eu não espero! Esperei por cinco dias, eu quero agora! — Ele se espantou com minha resposta. Eu continuei com a birra: — Se quer tomar um banho tudo bem, mas eu vou junto!

Ele sorriu e me carregou nos braços direto para o banheiro. Me colocou na banheira com roupa e tudo, e se despindo falou: — Você está realmente me querendo não é? Eu vou te dar o que você quer, mas lembre-se, foi você quem pediu!

Finalmente transamos. Nem preciso dizer que foi ótimo, ou preciso? Não, não é necessário, basta dizer que dessa vez não éramos dominador e submisso. Nada de gravatas me amarrando nem coleira no meu pescoço. Éramos só o Yuri e o Viktor se sempre.


Notas Finais


Eeeeee acabou mais um, sem suspense dessa vez!!! Acalma o kokoro que ainda tem mais... ô se tem!!

Bjksss meus amores, agradeço muito a quem está acompanhando, a quem favoritou e quem deixa os comentários aqui pra mim! 😘


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