História Jogo perigoso. - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Big Bang
Personagens G-Dragon
Tags G. Dragon
Exibições 100
Palavras 2.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOOI EU VOLTEI ♥ SERIO DESCULPA A DEMORA. Mas eu to aqui, espero que leiam ouvindo Stigma, desse album maravilhoso que é WINGS. Serio, esse cap ta um amorzinho. Boa leitura!

Capítulo 16 - Stigma.


Fanfic / Fanfiction Jogo perigoso. - Capítulo 16 - Stigma.

O meu coração acelerado, batia contra meu peito querendo acordar daquele pesadelo horrível.

Corria como uma criança com medo de um palhaço para os braços de sua mãe, mas naquele caso eu estava correndo de minha mãe.

Minha garganta seca e a falta de oxigênio me pararam ao meio do caminho, eu senti o objeto afiado atravessar minha carne e minha cabeça paralisar. Minha boca entre aberta, meus olhos arregalados.

- Eu te matei emocionalmente, eu tirei tudo que você tinha e eu finalmente te matei de verdade. - Ela dizia tão vitoriosa que pude sentir seu ódio incandescer nos castanhos de seus olhos.

- Porque me odeia tanto? - a questionei com a voz fraca e arrastada. Ela me mantinha equilibrada com as mãos e a faca cravada em meu peito.

- Você desgraçou toda a minha vida, a partir do momento que nasceu.

Aquilo doía mais que a faca atravessada em mim.

Eu sussurrava seu nome desesperadamente, eu não conseguia me mover. Eu só observava o sol sumir entre uma nuvem carregada de chuva e cinzenta.

- Ji Yong.

Eu queria vê-lo, não podia morrer ali sem olhar seus olhos inquietos.

x.x

Acordei suando, sentindo um sentimento ruim e ao mesmo tempo o alívio de ter acordado finalmente. Respirei fundo tentando raciocinar.

Minha cabeça latejava, eu precisava voltar a consciência.

Sentei na cama e logo notei que não estava em meu quarto. Encarei uma cômoda de cor marrom forte e um relógio de cor prata acima. Usava uma camiseta larga cinzenta sem estampa nenhuma.

- Que pesadelo horrível. - digo me equilibrando no chão. Pondo as mãos sobre os olhos.

Me retirei do quarto procurando por Mustafa. Estava evitando pensar em ontem. Estava evitando pensar nele.

A sala estava arrumanda, diferentemente da noite passada. Paralisei naquele local tentando tirar aqueles flashbacks da minha mente que insistiam em me atormentar.

- Finalmente acordou. - meu coração acelerou desesperadamente, sua voz rouca soou como uma bomba relógio.

Virei meu rosto e ele estava diferente da noite passada, sua fragilidade havia sumido. Mas ele estava calmo.

Com um terno Valentino impecavelmente bem passado e sapatos Gucci de cor marrom.

Era estranho, pela primeira vez eu não conseguia proferir nada a Ji Yong. Que confusão estava dentro de mim.

- Me ajude com a gravata. - Ele se aproximou e meu coração desesperado acelerou as batidas quando seu cheiro azedo invadiu minhas narinas.

O cheiro azedo mais doce que eu pude sentir.

Dei um nó em sua gravata, implorando por dentro pra que ele parasse de me olhar. A qualquer momento meu coração pararia.

- Se arrume, temos muito o que fazer hoje. Principalmente você.

Apenas assenti, parece que  a pessoa arrogante e mandona voltou.

Eu não ligava, eu estava fugindo do que estava sentindo.

Eu preciso me lembrar como era o  sentimento  de ódio que eu tinha por ele. Que confusão!

Diferentemente do dia anterior, aquela quarta feira fazia um calor infernal.
Procurei qualquer coisa que fosse parecido com um shorts, saia, qualquer coisa. Senti uma pequena felicidade ao achar o shorts cós alto que a muito tempo não usava, era praticamente novo.

Pela primeira vez estava usando uma roupa que marcava totalmente meu corpo. Estava calor demais para usar uma calça.

Pondo a mochila nas costas saio apressadamente sem que Ji Yong me oferecesse uma carona.

Sim, eu era covarde e estava fugindo.

O sol queimava meu cérebro, sentia-me desconfortável com aquele clima.

Chegando a uma sombra no ponto de ônibus desbloqueio meu celular e encaro as 150 mensagens de Hyera.

Ninguém nunca tinha se preocupado tanto comigo como Hyera, eu sorria de maneira boba. Gostava do seu jeito protetor. Tínhamos pouca diferença de idade, mas ela me controla como se eu fosse sua irmã mais nova.

Por um segundo minha mente relaxou, mas como Deus me odeia (cheguei a este conclusão a pouco tempo). Lembrei que hoje seria a primeira apresentação do BigBang em Seul.

Sabe quando seu cérebro consegue apenas pensar em "fodeu"? Era este pensamento que eu estava tendo.
Eu não lembro quando foi que meu senso de responsabilidade começou desaparecer do meu consciente.

Li e reli as mensagens de Hyera. Yang a essas horas deve estar querendo me comer viva.

Chegando na empresa sinto aquele sentimento novamente. Por incrível que pareça eu não era a única atrasada naquela empresa.

Vejo Seung Hyun passar diretamente de mim, sem proferir uma única palavra.

Obrigada, você me ignorar me deixa muito melhor.

Os ensaios seriam cansativos. Até às 16:00 deveríamos estar prontas para o Show.

- Eu só vim aqui avisar que uma nova coreografia foi adicionada à uma das músicas e uma de vocês terão que interpretar. - Yang entrou sem pedir já jogando uma bomba em cima da gente.

- Que coreografia? - Seora com sua voz incrivelmente irritante gritou do outro lado da sala.

- Vai ser só uma de vocês que irão apresentar. Então se destaquem nesses ensaios.

- Mas como iremos aprender uma coreografia em dupla sendo que nós temos apenas duas horas de ensaio? - questionei sendo retrucada com um olhar confuso de Yang.

- A coreografia não tem segredo, vocês verão. Então, boa sorte para todas!

Enquanto todas estavam animadas e desejando sorte umas as outras eu estava pouco me importando.
Quanto mais eu pudesse fugir de Ji Yong, melhor.

Queria poder tirar tudo aquilo da minha cabeça.

x.x

Eu não sei pra que mudar o figurino se a coreografia apresentada é a mesma, por sorte Hyera foi escolhida para a tal coreografia. Estava feliz por ela estar feliz.

Colocando a saia apertada, vejo como eu estava extremamente sexy, aliás todas ali estavam. Realmente não era o tipo de roupa que eu estava habituada a usar.

Entrei novamente na sala de ensaios e todos estavam reunidos ali, principalmente ele.

- Wow, está muito sexy! - Seungri soltou um comentário fazendo todos me olharem.

Ji Yong me encarou por um segundo e voltou a se concentrar.

- Realmente. - Seung Hyun concordava.

Ok, seja lá o que esteja acontecendo aqui é melhor eles pararem. A essa altura eu só queria ser um avestruz e enfiar minha cabeça em baixo da terra. Ji Yong lança um olhar mortal para os membros que apenas o ignoram

Ouvimos atentamente por 30 minutos numa sala minúscula Ji Yong explicar como seriam as apresentações de hoje.  Eu ainda sentia minha cabeça latejar.

- Estão todos prontos?  - Daesung questiona todos animado.

- Eu preciso ir ao banheiro.

Levanto-me cambaleando, minha cabeça iria explodir a qualquer momento. Procuro a porta do banheiro tateando a fechadura.

Paro por um momento na frente do espelho e engulo em seco ao ver sua imagem refletida no espelho logo atrás de mim.

- Sentiu minha falta?

Fecho os olhos clamando a Deus pra que aquilo fosse apenas coisa da minha cabeça. Mas como Deus me odiava, retornei a olhar para o espelho.

- Como descobriu que eu trabalho aqui?

- Eu sei de tudo, tudo que você nem imagina... - Ela sorri se aproximando.

Expremo meus olhos tentando me esquivar, as luzes começam piscar freneticamente.

Tudo volta ao normal e ela... Ela sumiu. 

Apoio minha cabeça nos ombros, que loucura, o que está acontecendo comigo?

Resolvo sair daquele banheiro antes que meu cérebro tente me matar.

Tudo estaria bem se aquela pancada na minha nuca não tivesse me apagado de vez.

Eu corria freneticamente, desta vez eu estava num lugar desconhecido. As flores de cerejeira caíam desenhando um belo tapete no chão. Eu sentia apenas meu corpo, eu não sentia nada além disso se mexendo. Não sentia o pulsar do meu coração. Era como se eu habitasse em um mundo paralelo, um céu, um céu particular, fecho meus olhos e sinto a brisa gelada de uma primavera em Seul. Meus olhos se abrem e sua imagem repugnante está bem a minha frente, você de novo....

- Porque me odeia tanto?

Aquelas palavras ecoavam, as flores foram mudando de cor, a brisa foi ficando quente e meus ossos estavam doendo. Sentia cada pedaço do meu corpo doer. Eu queria vê-lo, de novo...

- Ji Yong...

- Ji Yong... - Meus olhos se abrem desesperadamente, sinto meu corpo pesado, minha respiração lenta.

E aquele semblante confuso me encarando... Droga!

- Estou aqui. - ele gesticula com as mãos me levantando.

No carro aquele silêncio cortava ambos. Eu, como sempre era incapaz de dizer alguma coisa.

- Você vem tendo vários pesadelos. - Ji Yong finalmente quebra aquele silêncio cortante.

Meus olhos se mantém baixos apenas analisando minhas mãos.

- E de todas as vezes você chamou meu nome. - Meus olhos se arregalam.

Continuo o olhando, que apenas observa a estrada atentamente. Meu coração acelerado denunciava meus sentimentos. Droga!

- O que aconteceu?

- No banheiro? - Ele pergunta sereno.

- Sim.

- Seora passou dos limites, ela não quis que você apresentasse. Parece que ela anda incomodada com você,  mas eu dei um jeito nisso!

- Você fez o que?... - Pergunto encarando seu semblante.

- Droga de garota... - franzo o cenho para suas palavras. - Quando vai parar de reclamar das coisas que eu faço e vai apenas me agradecer?

Ele dizia com sua voz firme acelerando o carro.

Eu incrivelmente não conseguia dizer nada.

Após um vai e vem de conversas na cozinha, Ji Yong começou questionar sobre minha mãe.

- Não sei se me sinto a vontade de falar isso. - encolho meus ombros.

- Eu preciso te embebedar de novo pra me falar? - Ji Yong começava se aproximar de vagar.

- O que está fazendo? - pergunto com os olhos arregalados indo para trás.

- Estou indo até você... Bem devagar... Por que se eu correr, irei te assustar.... - Seus olhos fixos aos fizeram minhas bochechas corarem.

Meu coração disparou de imediato, meus sentidos já não eram os mesmos. Eu queria me esquivar, mas eu não conseguia.

- Até quando não vai confiar em mim? - Ji Yong para quando meu corpo bate contra a pia.

Ele foi se aproximando e meu coração acelerado, meus dedos agarravam a barra da camiseta procurando refúgio daqueles olhos. O suor que se formara na minha testa já era notável. Minha boca estava seca e eu conseguia apenas observar seus movimentos.

Ji Yong se aproxima, sua respiração descompassasa em meus pescoço fez todo meu corpo estremecer, meus pelos arrepiados, minha cabeça confusa.

- Esse seu cheiro... Esse seu cheiro é viciante. - Suas palavras só aceleravam mais meu coração.

Eu sentia meu coração pular dentro de mim.

- Você está me deixando louco, Isabella! - ele toca meu ombro fazendo meus olhos se fecharem.

Nunca pensei que seu toque fosse como uma morfina. Eu também estou ficando louca, Ji Yong.

Sinto seus lábios em meus lábios, doce e amargo. Seus lábios foram se movimentando de forma lenta, até sua língua brincar com meus lábios. Minha mão agarra a barra de sua blusa, Ji Yong apenas aprofunda aquele beijo, meu coração acelerado poderia sair pela boca a qualquer momento.
Suas mãos aprofundaram o toque nos meus braços me puxando para mais pertos, sua língua começou brincar com a minha, Ji Yong beijava com necessidade.
Mas parecia se controlar, para não me assustar. A cada passo eu sentia uma sensação diferente, seu beijo quente e desesperado.
Suas mãos agarraram minha cintura, agora sentia um calor inexplicável, algo que me estremeceu.

- Ji Yong, você esqueceu o... - Separamos nossas bocas imediatamente quando Daesung volta com aquele maldito pendrive.

Meu rosto se vira para a pia de louças. Sinto Daesung se aproximar lentamente e deixar o pendrive na bancada.

Ji Yong começa rir baixo e sua gargalhada me contagia. Eu estava extremamente constrangida.

- Yah, do que está rindo? - pergunto tentando parecer séria segurando os lábios.

- Vem! - Ji Yong me puxa rindo freneticamente.

Ji Yong abriu a porta do seu quarto me deitando junto dele.

- O que está fazendo?

Pergunto com os olhos arregalados.

- Ei, sua pervertida! Estou apenas deitando com você.

- Porque?

Continuava confusa perguntando enquanto ele me ajeitava em seus braços.

- Porque isto daqui se trata de toques, beijos, carinhos. Você não pode mais negar o que está sentindo, muito menos eu. - Ele sorri sapeca. - Ainda não chegamos nessa parte, ainda...

- Yah! - dou um tapa em seu peito rindo constrangida.

Ji Yong me põe em seus braços acariciando, a maçã do meu rosto. Eu nunca me senti tão segura no mundo como agora. Eu sentia que estava protegida de tudo e de todos.

- Seja lá o que for que esteja acontecendo, eu irei cuidar de você, garota complicada.

Sorri o chamando de idiota.

- Virgem! - ele ri da minha irritação depositando um beijo em minha testa.

Eu acho que nunca me senti tão feliz e tão preocupada ao mesmo tempo. Eu queria Ji Yong assim, pra sempre, me protegendo. Mas não queria metê-lo na droga da minha vida.

Eu só queria esquecer isso um pouco, e morar naquele abraço pra sempre. Seus braços me aquecendo, seu cheiro azedo. Eu acho que estou viciada em você.

- Eu acho que estou viciado em você.

Eu sorrio pelos nossos pensamentos estarem sincronizados. Merda! O que está acontecendo?

x.x

Eu acho que nunca dormi tão bem em anos, encaro aquele rosto suspirando segurando minha cabeça contra seu peito.

Olho as horas no relógio, por ironia estava cedo. Eu só preciso ficar assim mais um pouquinho...

Meu celular vibra na cômoda, alcanço com delicadeza para não acordá-lo.

- Você está finalmente fazendo como eu quero. Eu irei te destruir, querida filha!  Cuide bem dele!

Meus olhos enheram-se de lágrimas, eu te odeio! Te odeio!

Voltei a deitar apenas deixando as lágrimas que vacilaram em sair dos meus olhos, descerem.
Eu não vou deixar isso acontecer! Nem que isso custe tudo que eu precise fazer.


Notas Finais


Ate o próximo ♥


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