História Jogos Vorazes : Distrito 08 - Capítulo 26


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem, desculpem pela demora, meu tempo ultimamente está bem corrido. Mas prometo enviar o próximo capítulo rápido! Abraço!

Capítulo 26 - Fugitivos


... Um lança mísseis!
O projetil voa ligeiramente cortando o ar, o som de sua aproximação chama a tenção de todos. Mas é tarde demais. Meu coração para de bater e o medo que senti na arena me encontra.

- MÍSSIL! - Paul grita me puxando para trás.

A ação de ninguém presente no local é suficiente. O míssil tromba contra a frente do palco, no local onde eu, Alanis e Ronor estávamos. A explosão é avassaladora. Ao explodir sou atingido pelo impulso energético que me lança 3 metros para trás, o fogo se alastra junto ao fluxo, atingindo tudo ao redor e iluminando o céu de vermelho. Os destroços do Edifício da Justiça liberam fumaça e colaboram com a destruição. Quando encontro o chão fico desorientado. Sangue escorre pela minha testa e meu rosto está completamente sujo de terra e pó. Meus ouvidos não identificam nada, o zumbido toma conta deles. Todo e qualquer som é extinguido e quase fico surdo. Abro os olhos e levanto a cabeça com destreza. Caí de bruços e sinto uma forte dor em meu peito. O fogo tomou conta de todo o Edifício da Justiça, o míssil provavelmente era um incendiário. Snow está decidido a acabar com o levante definitivamente. A fumaça está por toda parte, é difícil enxergar, levanto com fortes dores no peito e minha costela fraturada dói muito. O zumbido começa a se dissipar e vagarosamente ouço muitos gritos, gritos da multidão, e em seguida tiros. Não consigo ver o que está acontecendo na frente do palco, um grande pedaço de concreto em chamas desabou e impede qualquer visão. Meu cérebro fica sobrecarregado de informações. Fogo, destruição, gritos, tiros. Não consigo decidir o que fazer. Preciso encontrar Alanis. Olho ao redor indignado com o que o míssil causou, é muito fogo. Dou alguns passos para trás ainda observando o fogo, mas tropeço em alguma coisa. Me viro e desejava não ter visto. Meus olhos encontram o corpo de Paul carbonizado no chão, coberto de uma massa preta que antes era sua pele. Ele me salvou quando me empurrou para trás, era para mim estar nessa situação. Era para mim estar morto. Paul é meu salvador. A única coisa que torna possível identificá-lo são seus olhos que morreram abertos. Fecho os punhos e corro para o ultimo lugar que vi Alanis. A fumaça entra dentro de meus pulmões, para me proteger coloco a mão para conseguir respirar melhor. Os tiros ficam mais próximos e os gritos começam a cessar.

- ALANIS! - Grito sem direção.- ALANIS!

A fumaça se intensifica, a tosse começa em mim e meus olhos ardem.

- ALANIS!

Continuo procurando por minha irmã. Olho ao redor mas vejo apenas fumaça e fogo. Uma mão pousa em meu ombro com brutalidade.

- Sua irmã está bem. Precisamos sair daqui. - A voz de Edgar diz me surpreendendo.

Ele sai correndo na frente e sigo logo atrás, Edgar está atento e com seu rifle em mãos. A fumaça abre espaço e permite que eu veja a porta para dentro do Edifício da Justiça. Edgar abre a porta quase arrebentando-a, Alanis está do lado de dentro esfumaçada e bagunçada, ao lado de Douglas, sua roupa branca está totalmente encardida e seu cabelo lambido, agora desordenado. Quando Alanis me vê corre para me abraçar.

- Ai meus Deus! - Ela me envolve em seus braços. - Você quase me matou de susto!

- E eu digo o mesmo.

Terminamos o momento fraterno e Edgar vem com outra notícia.

- Ainda não encontrei Ronor, preciso ir atrás dele.

- Está tudo um caos, nos temos que fugir antes de sermos pegos. - Esbravejo.

- Vocês não são rebeldes, vocês ainda estão do lado de Snow. Vou atrás de Ronor e vamos fugir. - Ele olha para fora e olha para mim. - Onde está o Paul?

O nome me causa remorso e tristeza.

- Ele morreu. - Digo com a voz aborrecida.

Edgar não esperava essa resposta, ele baixa a cabeça e fica alguns segundos em silêncio.

- Ronor disse que se tudo desse errado, a prioridade era manter vocês vivos. Snow nunca deve desconfiar de vocês. Esse foi o plano B desde o inicio. - Diz Edgar. - Vou reunir o máximo de rebeldes ainda vivos e fugiremos para a floresta, vamos desaparecer. Enquanto à vocês, não lutem, não digam nada. Vocês foram sequestrados por nós o tempo todo. E isso é tudo o que sabem. Vou deixar Douglas em sua companhia, ele irá protegê-los. Ele será nosso espião nas entranhas da Capital. E a partir de hoje, ele irá obedece-los.

Edgar caminha até Douglas, e o rapaz fica como sempre. Calado.

- Seus superiores são Alanis Clavery e George Clavery, obedeça-os e cumpra seu dever de protegê-los a todo custo. Não revele nada sobre o levante ou qualquer informação sobre a rebelião. Entre os pacificadores haja naturalmente, como seu antigo eu... Thomas Welington. Isso é uma ordem. - E Edgar diz a palavra chave para que ele aceite o novo registro mental. - Código de ordem Bélica.

Então essa é a palavra, ou na verdade, o código.

- Tudo que disserem ele irá fazer. Para acrescentar um novo registro mental, a palavra é Bélico, e para deletar um registro ou desativar Douglas. O código é Demasia.

Ele sai andando, mas antes de ir para como se tivesse se lembrado de algo.

- E por favor. - Ele faz uma pausa. - Sobrevivam.

A ultima imagem que tenho de Edgar são suas costas desaparecendo, engolido pela fumaça. O fogo se intensifica e deteriora a estrutura do Edifício da Justiça.

- Temos que sair daqui, esse lugar vai cair já já. - Digo indo na direção oposta da porta.

- Podemos tentar os tubos de ventilação. - Diz Alanis.

- Talvez, mas a fumaça deve ter se alastrado por lar. É mais fácil chegar a porta dos fundos.

Alanis concorda com a cabeça, corremos pelos corredores até chegar a porta que sai para o pátio. É difícil respirar, a fumaça entra pelas narinas e corrói todo o sistema respiratório, a sensação é terrível. Ardor e queimação. Douglas vai na frente como escolta, seguro na mão de Alanis para ter certeza de que nada irá acontecer com ela. Douglas lança um pontapé na porta que arrebenta sua trava. Quando saio o ar se descondensa e fica puro e livre da fumaça. Olho para o Edifício da Justiça em chamas, o fogo clareia toda escuridão da noite. O céu está escuro, sem qualquer estrela. Os gritos estão distantes, na frente do edifício. E os tiros não cessam.

- Vamos, por aqui! - Grita Douglas.

Douglas abre a porta do camburão, e monta nele. Ele procura a chave. Ela está no porta luvas e quando coloca no contato e liga o carro, um som brutal emite. Finalmente vou sair daqui, me livrar, ser livre. Penso.
Alanis senta no banco de trás, e eu vou atrás dela. Sento e fecho a porta de correr. Tudo está uma loucura e deve ser feito as pressas. Douglas olha para trás e confere se estamos dentro. Depois disso ele pisa no acelerador com tudo. Olho para Alanis, e também vejo alivio em seus olhos. Douglas dirigi na direção do portão, o problema é... Ele está fechado.

- Douglas não tem como passar! - Digo.

- Tem senhor. Por favor, segure-se. - Ele diz educado.

Douglas vai bater, ele vai trombar. Seguro nos apoios que o camburão possui, Alanis faz o mesmo. A frente do carro colide contra o portão, o barulho é avassalador. Pingo no camburão quando ele bate, o portão voa pelos ares. O metal entorta e os ligamentos rompem, a impacto me tira do lugar e me joga para o lado. O carro passa por cima do portão e continua a toda velocidade pela rua do distrito.

- Aonde vamos? - Alanis pergunta com voz alta.

- Precisamos sair da zona de bombardeio, até que as coisas se acalmem. - Douglas responde sem tirar os olhos do caminho.

As coisas se acalmam, o farol do carro ilumina a rua que está totalmente escura. Porém, uma luz mais forte desce do céu e mira em nossa direção. Um aerodeslizador desce das sombras e flutua em frente ao camburão espalhando poeira para todos os lados com suas turbinas acionadas. A rua é impedida pelo veículo imenso, impedindo que possamos passar. Douglas pisa no freio e os pneus cantam até soltarem fumaça. Novamente sou impulsionado para trás, como em um jogo de chacoalhar. O carro para e o aerodeslizador continua imóvel flutuando à poucos metros do chão.

- Desliguem o carro e saiam com as mãos para cima. - Uma voz transmitida por um ampliador diz do aerodeslizador.

Todos nós ficamos assustados e sem qualquer reação, Alanis fica parada com os olhos arregalados, aperto o banco de ódio e Douglas, não esboça nada.

- O que devo fazer senhor? - Douglas me pergunta.

- Diga as probabilidades. - Falo.

- Se fizermos o que eles ordenam, seremos capturados e sujeitos a um interrogatório, após isso se acreditarem que fomos reféns, seremos livres... De outro modo, podemos tentar de alguma maneira dribla-los, que se falho, resultará na morte de todos nós, e se bem-sucedido, o que é pouco provável, conseguiremos fugir para o Distrito 7 seguidos por toda a frota da Capital.

De todas as formas seremos pegos, não adianta fugir, se me entregar serei interrogado, e se eu fugir, serei seguido até enfim ser morto.

- Desligue. - Digo baixando os olhos.

O carro para de vibram e o motor adormece. Alanis não diz nada, ela também sabe o que é viável para sobrevivemos. Corro a porto para o lado e saio do camburão com as mãos erguidas. A luz do aerodeslizador me cega, coloco uma mão em frente aos olhos. Douglas e Alanis saem logo em seguida.
Do aerodeslizador descem cordas, e por elas, pacificadores. Eles correm e apontam armas para nós. Um deles puxa meu braço para trás e algema meus pulsos. Me sinto impotente e agora, refém da Capital. As esperanças se diminuem a cada minuto, e logo, elas se extinguirão. Onde será que está Katniss Everdeen? Toda a esperança que ela acendeu está se apagando, se espalhando e morrendo.

Somos colocados a bordo do aerodeslizador, em suas paredes existem bancos para se sentar. Algemado sento e os pacificadores colocam os cintos em nós. Quase sem qualquer som o veículo levanta do chão e vou pelo céu escuro.

Quando o aerodeslizador pousa, sou dominado pelo mistério. A rampa começa a descer e revelam a imagem de uma base aérea. Outros aerodeslizadores pousam, caixas com munições, pacificadores correndo, uma verdadeira organização. Um homem, grande, com barba branca, cabelos raspados e rosto rubro está parado à frente da rampa assim que ela conclui seu trabalho. Ele tem postura, assim como o sargento Norman. Mas diferente de Norman, este é um sargento da Capital. Mil vezes pior.
Os pacificadores me tiram do aerodeslizador e levam à nós até o homem. Fico parado na frente dele e ele não fala nada, fica me olhando seriamente. Me analisando. Ele vai até Douglas e fica frente a frente com ele.

- Qual seu nome? - Sua voz é um verdadeiro terremoto. Uma mistura rouca e grave.

Douglas como sempre sem reação. Firme como uma estatua.

- Thomas Welington senhor. - Ele diz olhando nos olho do homem.

Ele fez assim como Edgar disse. Mas por um momento duvidei se ele realmente faria.

- Quero eles no interrogatório. - O homem diz para o pacificadores. - Agora!

Imediatamente os pacificadores obedecem a ordem e me empurram para a base, Douglas é levado para o outro lado da base, em outro prédio.

Chegamos à uma sala com uma mesa de metal, duas cadeiras, uma de frente com a outra, cujo somente a mesa às separa. Quando vejo, Alanis é levada para outra sala. Sou empurrado para dentro e obrigado a sentar na cadeira. A sala é silenciosa e abafada. 
Não sei o que direi, as minhas versões podem entrar em contradição com as de Alanis, e se eles descobrirem dos planos do levante. Seremos mortos. Espero que Alanis pense o mesmo que eu. Imploro por isso.
Um homem entra na sala, somente ele. Em sua roupa existe um broche com o nome Ronald gravado. Ele se senta me encarando, e junta suas duas mãos sobre a mesa enquanto as minhas estão algemadas para trás.

- Você é George Clavery, vencedor da septuagésima quinta edição dos Jogos Vorazes? - Ele me pergunta.

O interrogatório começou. Estou com o coração acelerado e a barriga revirada. Tenho medo do que pode acontecer depois dessas horas. Tudo pode ser salvo ou, tudo perdido. Isso está nas minhas mãos e de Alanis. Douglas foi treinado para esse momento. Mas eu não.

- Sim. - Digo concordando com sua pergunta.

- Bom, então George, meu nome é Ronald, vou fazer algumas perguntas e quero que responda. Vamos começar pelo dia do levante. Onde você estava?

- Eu e Alanis havíamos acabado de nos mudar para a Aldeia dos Vitoriosos, assim que acordamos decidimos ir até a cidade.

- Fazer oque especificamente na cidade? - Ronald questiona.

- Alanis confecciona vestidos. Ela queria comprar alguns tecidos. - Respondo.

- Nesse período que horas exatamente vocês saiam da aldeia?

Não me lembro muito bem, porém, se eu gaguejar ele pode desconfiar de algo.

- Eram quase 11 horas da manhã.

- Quando chegaram à cidade, para onde foram?

- Andamos pela calçada atrás de alguns tecidos específicos. Passamos por algumas lojas, mas já sabíamos em qual ir.

- Certo. - Ronald diz. - Agora, depois que vocês voltaram para casa, como foi até chegar a transmissão obrigatória em em frente ao Edifício da Justiça?

Explico para Ronald tudo que aconteceu antes das 20 horas, o horário em que se iniciaria a transmissão da Capital.

- Quando eu a Alanis checamos ao Edifício da Justiça tudo aparentemente parecia normal. A transmissão se iniciou e nós não desconfiávamos de nada. Até que tudo começou...


Notas Finais


Obrigado por lerem até o fim e a todos os leitores. Caso tenha algum erro de português me falem ta bom. E Alice! Desculpe mas a Maxine teve que ficar para o próximo capítulo. Ela vai ser épica!


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