História Johnlock - Everywhere I Go - Capítulo 3


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Philip Anderson, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Johnlock, Sherlock
Exibições 88
Palavras 1.058
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Demorei um pouco para escrever este capítulo, mas acho que estou satisfeita com o resultado, e acho que ficarão também. Poderão ver aí um lado mais sentimental do John aí, espero que gostem!

Capítulo 3 - Tell me how's the way to go


Fanfic / Fanfiction Johnlock - Everywhere I Go - Capítulo 3 - Tell me how's the way to go

Acordei tarde naquele dia. Estranhei que Mary não estava deitada ao meu lado, ela estava grávida de oito meses e cismavam em sair para correr e isto me matava. Fiz uma xicara de chá e fiquei lendo um livro. Logo senti fome novamente, mas faziam meses que não almoçava sem ela, então a esperei. Já eram duas da tarde e nenhum sinal dela, então resolvi ligar para seu celular e não atendeu. Comecei a me desesperar, e o único pensamento que me vinha a cabeça era: “John Watson perdeu sua esposa grávida” Então, depois de um mês sem olhar para cara dele, resolvi ir atrás de Sherlock Holmes. Era o mínimo que ele poderia fazer por mim.

Eu não havia contado para ninguém sobre isso, mas depois que ele pulou do teto do hospital tive que me mudar imediatamente. Eu já havia um emprego, não era por questões financeiras, era o que aquele lugar significava para mim. Eu não podia explicar o quanto o Sherlock havia significado para mim, e quanto ele pulou... O meu mundo parou. Eu sempre vivi em uma bolha, principalmente depois da guerra, e aquela maquina conhecida como Sherlock Holmes havia estourado ela. E quando ele pulou guardei algumas pequenas coisas, que significavam para mim. A chave do 221B, o chapéu de dois lados no qual ele odiava, seu óculos de química... e deixei em uma caixa em cima do armário, e não havia aberto até o dia de seu retorno. Levei-a de volta para o 221B naquele dia, quando fui falar com ele.

 Abri a porta de entrada e senti o cheiro que sentia todas as manhãs quando morava lá, me segurei para não chorar, lembrando que estava lá para pedir ajuda. Subi segurando a caixa, e quando entrei na sala de estar lá estava ele, e quando me viu levantou-se.

-Sherlock. –Respirei fundo e coloquei a caixa na bancada em cima da lareira. – Isto... Fique com isto para você, tudo bem? – Perguntei, apontando.

- Sim, se me disser o que tem dentro dela.

- Quando achei que você... Quando pulou, passei aqui e peguei algumas coisas para me lembrar de quando você estava aqui...

-Tudo Bem. Mas eu sei por que veio aqui, John.

 Meu coração disparou, claro que ele sabia, nada era simples.

- Ela está com Moran, John.

- Moran? Você me disse a muito tempo atrás que ele estava...

- Desaparecido, eu sei. Eu estava errado.

  Me sentei em minha antiga cadeira, chocado. Perguntei:

- Sabe de mais alguma coisa?

- Ele dopou ela e mais um homem, e nos deu 48 horas para nós encontrarmos ele.

- Nos? Ele falou meu nome?

- Não, mas só pode ser você, John. Ele sequestrou sua noiva!

 Levantei e comecei a andar em círculos, perguntando:

- Sherlock... Como sabe disso?

Tirou um celular do bolso do casaco, ele era rosa... Igual o do Estudo em Rosa. Colocou um vídeo, e me assustei com o que vi ali.

- Temos que achar ele logo, eu vou... Eu vou...

- Shh – Disse Sherlock, colocando a mão em meu ombro. Era disso que eu sentia falta. – Temos que aproveitar nosso tempo, não sabe do que este homem é capaz. Ele quer que cheguemos até ele, como se não soubéssemos aonde fica aquele lugar.

- Uma armadilha.  –Suspirei, eu estava desesperado. Não aguentaria perder mais duas pessoas em minha vida.

- Vamos fazer o que ele quer, John. – Disse para mim, sério. – Não tem nada em torno disso, nenhuma dica, nenhum jogo, nada. Sebastian Moran não é James Moriarty, como ele disse.

- Tem certeza que é isso? Só isso? Ir até ele e pronto?

- Sim, John! –Exclamou, levantando com um pulo. Era mais uma característica dele que eu sentia falta, sua sede por aventura. –Sua propriedade fica no sul de Londres. Ele nos deu 48 horas para ficarmos procurando dicas, jogos e desafios, mas tenho certeza que é só ele nos esperando. – Foi andando para a porta quando se lembrou:

- Ah! Leve sua arma!

 P.O.V SHERLOCK

Passamos horas trancados no táxi, a caminho da propriedade de Moran. Ele era assim, entregava todas as pistas em nossas mãos e depois nos jogava uma bomba. Primeiro fomos seguindo as pistas, e eu já estava emocionalmente estruturado para o que viria, mesmo sem fazer alguma ideia de seu plano. Estava absorto em meus pensamentos quando John me chamou:

- Sherlock – Sussurrava, o que me era estranho, já que procurava sempre manter seu pote militar. Olhei para ele em resposta. – Por que... Por que fez isso Sherlock? Dois anos. Eu não sei se signifiquei alguma coisa, mas poderia ter me falado não é? Uma chamada de telefone, um bilhete, uma carta, qualquer coisa!

 Pensei muito antes de responder. Tentei parecer o mais humano possível, John não gostava que eu respondesse sendo uma “maquina” como dizia que era meu habito. Olhei no fundo de seus olhos e disse:

- Me desculpe, John. Eu sei que te abalou e... – Quando disse isso, ele desviou o olhar e gritou enfurecido:

- Me abalou? Sério Sherlock? Me abalou? Eu fiquei desolado, morto se é que me entende. Pode achar que o Anderson é um maluco por ter tentado por tanto tempo achar pistas que você estava vivo, mas eu quase cheguei ao ponto dele. – Ele estava ofegante, e falava tão alto que o motorista virou para trás e olhou.

- Foi necessário. Se eu pudesse nunca teria feito isso okay? Mas você não esteve lá, John. Ele ameaçou matar todos vocês.  – Ele que me olhava enfurecido passou a me olhar com uma expressão que eu não conhecia, ele parecia entender. –Ele ameaçou matar um por um John. Você, Molly, Mrs.Hudson, Lestrade, e por fim eu. Não fiquei sentado em um trono sendo servido durante estes dois anos. Eu trabalhei, e trabalhei duro para que toda a linhagem Moriarty fosse destruída e agora...

- Moran vem e nos ataca. –Ele estava com um sorriso sarcástico, típico dele, mas logo se lembrou que Moran sequestrara sua noiva que gerava sua filha. –Obrigada por isso, eu não pensei em nada que me falou e... me desculpe.

Assenti com a cabeça, aquela foi a conversa mais profunda que eu já tivera com ele em toda a nossa jornada. Ficamos um tempo em silencio até que chegamos. Lá estava: 3012H, o castelo de Lorde Moran.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

~HelenaColdMoon


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