História Joker - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~bunny_candy

Postado
Categorias K.A.R.D
Personagens B.M, J.Seph, Jiwoo, Personagens Originais, Somin
Tags Hetero, Jiwoo + Bm, Kard, Menção Namjin, Somin × Jseph
Visualizações 75
Palavras 2.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, desculpem a demora, mas é que do nada deu aquele desgraçado bloqueio, mas enfim, acho que o capítulo poderia ter ficado melhor, mas acreditem, fiz com todo o carinho e amor do coração <3
Boa leitura bebês :3

Capítulo 5 - Northern Lights


Fanfic / Fanfiction Joker - Capítulo 5 - Northern Lights

“Depois disso, apenas me lembrei do céu, das estrelas e da lua.”

 

"Somos luzes que não se apagam, estamos brilhando no escuro. ~Jeon Jiwoo - Joker -" 

Terça-feira, um dia comum de trabalho, porém nada entediante. Haviam se passado três dias depois do meu ultimo encontro com Matthew. Foi apenas mais um de nossos encontros “normais”, tirando a parte em que eu passei vergonha naquela noite; acabei tropeçando e caí na beira do rio, sentada no chão. Me lembro de como minhas bochechas queimaram e eu quase comecei a chorar ali mesmo. Foi bem ruim, admito.

Porém...

Como Matthew Kim não é uma pessoa normal, como já é perceptível, não zombou, não debochou, nada disso. Me surpreendeu, se colocando ao meu lado, e depois nós dois já estávamos dentro da água. Foi bom, além de tudo. Na verdade, foi até bem normal esse encontro, apesar de ser bem diferente e conseguir ser bem anormal comparado aos encontros normais. Enfim, eu gostei muito. E como prometido, Matthew não deixou de vir me ver, como fez da ultima vez.

SoMin estava bem contente hoje e por mais inacreditável que seja, ainda mais agitada que o normal. Admito que gosto desse jeito dela; é contagiante e dá vontade de sorrir junto com ela, e foi isso que fiz até agora. O relógio marca quase meio-dia, o que indica que meu horário de almoço está quase chegando, e tenho duas horas de intervalo até voltar à rotina até o resto do dia. O BM – vulgo “Big Matthew” –, estava sentado em uma das mesas, e há alguns segundos disse que eu deveria ir até ele quando acabasse, provavelmente deveria querer ir almoçar comigo e com a SoMin, que aliás já estava livre por agora e também esperava por mim junto com seu namorado – que aliás, também estava lá – e Matthew.

Meu cabelo estava bagunçado, algumas mexas saíram para fora do rabo de cavalo que eu havia feito para lavar as louças, tinha testa estava começando a soar um pouco, pois dentro daquele lugar é como uma sauna de tão quente, e eu estava morrendo de calor!

Finalmente eu acabo de fazer o que eu deveria e posso, finalmente, sair um pouco daquele lugar em que seja apenas para almoçar. O tempo é o bastante para respirar um pouco o ar fresco do parque e voltar, e como uma coisa que eu faço sempre é andar pelo centro da cidade no tempo restante, eu o farei.

– Ah, aí está você! – exclamou SoMin com cara de quem estava a um ponto de me esmurrar por tê-la feito perder seu tão precioso tempo de pausa. – Achamos que você nem iria sair daquela cozinha, o que houve lá dentro?

– Nada, só estava terminando umas ultimas coisas – respondo, logo depois dando um suspiro e finalmente me pondo a lembrá-los do por que de terem gastado tempo de pausa aqui dentro. – Vamos logo?

Todos se levantam – das cadeiras onde estavam sentados – e começamos a caminhar. SoMin estava com Matthew, e acabou me deixando sozinha por aqui com seu namorado. Conversamos um pouco nesse meio-tempo e acabamos nos conhecendo um pouco mais, já que da ultima vez que nos vimos, eu havia conversado mais com SoMin, pois era a única que eu conhecesse, embora também tivéssemos nos conhecido há pouco tempo. Percebo que o rapaz tem mesmo seus charmes. Ele parece ser aqueles caras bem calados, na dele, porém é só conhecer um pouco mais, que acaba descobrindo que não é bem como você imagina. Era um rapaz bastante atraente, com certeza, e minha amiga tem sorte de tê-lo com si. Apesar de eu não ter que ficar reparando nele – já que é namorado da minha melhor amiga –, pude perceber seus traços, alguns de seus defeitos – que ele fez a honra de contar por si mesmo. Diz ele que o que mais odeia é a mania de não admitir os erros e culpar os outros. Me surpreende alguém como ele ser assim, já que parece ser bastante sensato.

Nós conversamos bastante, já que Matthew e SoMin haviam sumido por uns tempos e até agora não haviam dado sinal de vida. Pude conhecê-lo bastante; ele é bem divertido.

Agora estamos conversando sobre a minha amiga, vulgo namorada dele. Estava me perguntando sobre como nos conhecemos e acabei admitindo que fora, no entanto, repentino e nada esperado. Nenhuma das duas esperava, mas acabou acontecendo. Isso me fez lembrar de Matthew, por incrível que pareça. Sabe, é que me fez pensar em seus beijos e também. Ah, por que fui pensar nisso? O que está acontecendo comigo, huh? Controle, Jiwoo! Acho que estou ficando louca!

– Jeon Jiwoo? – chamou-me.

– Hum? – viro-me para ele, me despertando do meu devaneio. – Desculpe, estava pensando – ri sem graça.

Ele riu, e logo depois vimos duas silhuetas conhecidas: Matthew e SoMin estavam vindo, finalmente.

– Onde se meteram, os dois? – pergunto, preocupada.

Ambos hesitaram um pouco na resposta, mas logo disseram que precisavam conversar sobre algo pessoal dos dois.

Porém...

Somente a excluída aqui não saberia, pois mesmo que me contassem eu não entenderia – palavras deles – e não era nada muito importante, então deixei para lá.

Logo depois disso, fomos rumo a um restaurante qualquer – na verdade ao preferido de SoMin – para almoçarmos.

– O que você ficou fazendo com a Jiwoo, JSeph? – SoMin perguntou enquanto caminhava lado a lado com seu namorado, enquanto ambos estavam de mãos dadas. Fofos, admito.

Antes que ele respondesse, eu precisava saber de uma coisa que, inclusive, me deixou curiosa.

– JSeph? – pergunto.

– É, esse é o apelido dele – a garota abre um grande sorriso.

Eu não sabia disso, então acabei não resistindo, e aí está a resposta.

Depois o rapaz respondeu à namorada e continuaram a conversar. Os deixei sozinhos e fui conversar com Matthew, que estava quieto demais, deixando-me confusa por isso. Sempre foi bastante aberto com os amigos, mas hoje não está falando nada, e o que me entristece, é que nem comigo.

– Hey, você está bem? Parece quieto – finalmente direciono uma fala para ele desde que saímos da lanchonete.

– Hum? Estou – sorriu fazendo seu leve eyesmile –, só um pouco distraído, ou talvez pensativo.

Faço uma cara surpresa. Ele estava um pouco filósofo. Não filósofo em palavras, mas sim na expressão. Estava se expressando bem, e isso me aquietou.

– O que foi? – riu da minha cara. – Por que essa cara?

– Nada, só achei estranho você e esse silêncio, já que você nunca – reforcei a palavra “nunca” dando ênfase – fica em silêncio.

Finalmente um sorriso.

– Preciso falar com você – eu ia falar que podia falar, porém ele foi mais rápido e me interrompeu – a sós – terminou a fala.

A sós? Por que a sós? Eu me assusto muito quando as pessoas falam isso, odeio profundamente, porque eu fico aflita, de certa forma – de uma forma muito óbvia.

– Ahn, quando você quer ou pode falar, então?

Ele simplesmente cochichou exatamente isso: “quanto antes o possível”.

Medo. Quase tive uma parada cardíaca. Os pelos da minha nuca se eriçaram e um breve arrepio percorreu por toda a minha espinha. Eu e minha mania de arrepiar fácil com tudo e qualquer coisa.

Chegamos – finalmente! – ao restaurante e eu como sempre comi o que vem em menos quantidade, já que não como muito, e enfim, em seguida fomos nos sentar, porém lá as mesas eram para dois, ou seja, duas cadeiras para cada mesa. Eu já sabia onde daria, pelo simples fato de não querer separar o casal. Resumindo, eu teria um ataque de sentimentos diversos somente por estar perto de Matthew. Ainda mais depois dessa do “a sós”. Temo que possa ser agora, mas acho ainda pior que seja em um momento que eu não esteja preparada – tipo agora – mas enfim, quando for, vai ser, fazer o que?

– Vamos? – ouço a voz de Matthew vinda por trás de mim, onde ele vinha com seu almoço.

O sigo até uma mesa afastada, onde ele se sentou e eu repeti o ato, me sentando no acento à sua frente, pronta para começar a comer logo, pois estava realmente morrendo de fome.

– Posso falar com você sobre aquele negócio? – eu temia que ele tocasse nesse assunto, porém tenho que encarar a realidade, ele ia falar sobre isso uma hora ou outra.

– Que negócio? – faço de boba, tentando fugir do assunto.

Eu disse que ele ia falar isso uma hora ou outra, mas não disse que ia aceitar, ainda mais quando ele faz tanto mistério assim, e eu fico aflita demais!

– Não se faça de idiota, Jeon Jiwoo – fez cara de tédio para mim.

Não tem escapatória, vou ter que aceitar logo e ouvir o que ele tem para me dizer.

– Ok, então fale, Matthew – desisto de fazer de idiota, deixando que ele fale logo o que tem a dizer.

Ele parece nervoso; limpa a garganta umas três vezes antes de começar a falar, e me olha bastante preocupado. A aflição se mostrou presente, agora eu também estava morrendo de medo, e também estava quase morrendo de tanta aflição. E o rapaz não estava me ajudando nada desse jeito.

Ele toma o fôlego e tenta novamente.

– Jiwoo, sabe, eu queria perguntar uma coisa.

Acenei com a cabeça, indicando que ele deveria continuar, e aliás, eu estava muito curiosa também. Era quase incontrolável.

– Eu queria saber se você já havia recuperado as bochechas vermelhas de quando caiu no lago – sorriu e logo depois começou a rir.

Eu estava pasma, porém não resisti ao riso escandaloso de Matthew, mesmo que eu estivesse com vontade de estrangular esse idiota.

– Matthew, você não tem noção de como eu estava morrendo de medo com o que você ia falar – respiro fundo. Você me assustou sabia? Eu estava aqui quase tendo um ataque, já que você deve saber que sou muito preocupada com tudo, e...

Minha boca fora calada, na verdade havia sido calada de forma que eu não pudesse voltar a falar. Um beijo. Aquele beijo que eu estava aos trancos para receber, e agora – internamente – estava me vangloriando. Até agora não havia passado de um selar demorado, porém não demora muito e Matthew aprofunda o beijo. Suas mãos foram até minha nuca, me pressionando ainda mais contra si, enquanto continuava a me beijar. Os sentimentos começaram a se mostrar presentes, junto com as borboletas em meus pelos e um arrepio leve. O beijo, cada vez mais, mostrava nossos sentimentos, que passávamos um para o outro pelo contato de nós dois. Desejo era o predominante. A cada segundo que passava, o ar se mostrava mais ausente, porém ele queria mais; eu queria mais. Não queria que acabasse por aí, ambos queriam mais que esse beijo, queríamos ficar juntos por mais tempo. Com os desejos à flor da pele parecíamos sedentos pelo outro, parecíamos o predador que estava sedento á sua presa. Era legal ter em mente que compartilhamos o mesmo tipo de desejo.

O beijo não podia mais continuar, já não havia fôlego, eu precisava parar. Separo o beijo e tento recuperar a respiração, que estava desregulada.

Um sorriso enorme foi esboçado nos lábios levemente carnudos e pouco avermelhados por conta do beijo recente, fazendo um outro surgir nos meus também.

É incrivelmente estranha a forma que ele fez eu me sentir. Juro que jamais pensei que eu fosse parecer tão entregue a alguém, ainda mais quando se trata disso. Na minha cabeça seria diferente; eu não imaginava que fosse tão bom.

Continuamos comendo – já que viemos aqui para isso –, porém os olhares não deixavam de se cruzar, era quase que um movimento aleatório ou uma sincronização. Eu era observada enquanto estávamos ali, e podia sentir os olhos do homem à minha frente, direcionados a mim durante longos segundos, e tentava não deixar minha expressão facial igual ou semelhante a uma coruja ou um pato, talvez. Tentava parecer natural, por mais difícil que isso seja.

Mais uns tempos e Matthew teve de ir embora, dizendo que tem uns afazeres e deveria ir logo. Ele se levanta e vem na minha direção, logo se inclinando para perto, vindo me beijar e eu esquivei dele, indignada.

– Quem você acha que é pra me beijar, Matthew? – pergunto a ele com indignação na voz, deixando de lado o fato de já termos feito isso várias vezes.

– Não pedi sua opinião – afirmou e se aproximou rapidamente, se colocando a selar os meus lábios em um selar rápido e estalado.

Foi mais rápido que eu, e acabei tendo um beijo – na verdade um medíocre selar – roubado.

– Ei! Isso é abuso! – digo ao rapaz, que riu da situação em um sopro.

Se despediu e saiu logo após ter rido um pouco, me deixando ali sozinha na mesa.

 

---x---

 

– Você fez mesmo isso, JSeph? – pergunto após estar um pouco mais controlada da minha crise de risos.

Eu, SoMin e seu namorado estávamos em uma boate aproveitando nossa folga amanhã. Milagre? Sim, porém Yang-Mi parecia um pouco solidaria esses dias e nos poupou de uma quarta-feira agitada – já que amanhã terá um evento com os donos e agentes do local, e seria um evento privado. Eu não podia estar mais feliz agora.

– Claro que sim, mas o que isso tem de tão engraçado? – perguntou um pouco embolado por ter sido contagiado pela minha risada, juntamente com a garota.

Simplesmente não acreditei quando ele falou que havia mesmo caído agora a pouco, quando estava vindo para cá. Não é um motivo realmente “prudente” para explodir em risos, mas esse tipo de coisa a gente não controla; só vai.

Eu com certeza não cheguei até aqui com o intuito de beber, mas infelizmente, SoMin e Taehyung estavam me deixando com vontade de beber um pouco. Talvez eu não devesse, já que eu não aguento beber muito, e o efeito chega mais rapidamente e com mais intensidade comigo, até porque, na verdade, beber nunca foi a minha praia.

Aviso ambos os dois onde vou, e me levanto indo em direção ao grande balcão, assim, pedindo uma garrafa de bebida. Hoje eu poderia curtir, e não quero cometer o mesmo erro de sempre e acabar não me divertindo. Se eu gastei meu tempo, eu vou sim me divertir nem que isso me custe neurônios afetados. Pago pela garrafa e caminho até a mesa, já bebendo um gole da bebida pouco amarga, que quando teve seu primeiro contato com minha boca, fez-me arrepiar um pouco.

– Quem quer beber? – dou um sorriso de lado, e os dois devem ter ficado confusos com esse ato, porém apenas continuaram bebendo, assim como eu.

 

---x---

 

­Mais uma garrafa. E mais uma, e um copo, uma dose e mais um pouquinho. Resumindo; umas garrafas depois...

“Umas garrafas depois” e eu já estava descontrolada. Aquela parede se movia, apesar de paredes não se contorcerem, e aquele teto tremia, apesar de não haver tremor algum. Era eu que estava causando tudo isso, e pior: eu havia feito isso comigo. Tudo parecia um jogo de luzes e cores, como uma aurora boreal que colore os céus e brinca com imagens.

Minha cabeça começou a doer de modo desenfreado, então começo a andar com minha garrafa de bebida em mãos, para fora daquele lugar que cheirava a álcool e drogas, e ao mesmo tempo, o odor emanava do corpo de todas as pessoas que estavam juntas por ali, onde havia todo o tipo de pessoas circulando e enfim, preciso sair daqui um pouco, pois estou sufocada. Começo a tentar passar pela multidão, onde posso ter imagens explícitas de pessoas com drogas – infelizmente há pessoas que não querem intoxicar apenas a si mesmo – e posso jurar que quando passei por lá, quase fiquei embriagada – mais que já estava – com aquele cheiro que estava impregnado no local por onde passei. Saio empurrando todas as pessoas que como eu, estavam embriagadas demais. Aquele lugar estava me sufocando, e aos poucos eu chegava mais perto da saída.

Meu corpo não aguentava ficar parado, eu precisava consumir toda a energia que está acumulada em meu corpo, de alguma forma. Minha cabeça latejando, minha energia querendo ser consumida e minha vontade de sair rua afora juntos, não ajudava em nada.

Finalmente eu saio daquele lugar, e agora estou andando – cambaleando – pela rua com uma garrafa de bebida – quase cheia – em mãos. Dou um belo gole da bebida, e estonteio. Minha cabeça girava, apesar de estar parada. As luzes estavam andando soltas por aí, saíam do poste e voltavam, iam e voltavam, corriam e andavam.

– Jeon Jiwoo? 


Notas Finais


E então, xuxus, o que acharam? Estou aqui torcendo no fundo do kokoro pra vocês terem gostado :)
Então meus xuxuzinho, é isso, espero que gostem, e inclusive eu quero uma notinha de vocês sobre o capítulo. Quem vocês acham que achou a Jiwoo no meio da rua? hehe, até proximo (;


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