História Joker's Case - Capítulo 2


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Categorias Esquadrão Suicida
Personagens Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Personagens Originais
Tags Ação, Arlequina, Coringa, Coringaxarlequina, Esquadrão Suicida, Gore, Harley Quinn, Hera Venenosa, Horror, Jared Leto, Joker, Jokerxharleyquinn, Margot Robin, Mulher Gato, Pistoleiro, Poison Ivy, Romance, Suicid Squad
Exibições 42
Palavras 1.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Depois de ter pego todos os meus horários de consulta com Jeremiah, vou até minha "sala." Sr. Arkham indicou o caminho com impaciência. Não gostei muito do sujeito, agora entendo o que Amaia estava querendo dizer com "deprimente."

                •••Flashback on•••

Ouço uma tosse falha do outro lado da porta. — Entre. — A voz grossa e zombeteira me dava certa repulsa e angústia.

Pego a maçaneta de ouro delicadamente e abro a porta devagar, causando um rangido abrupto.

Me ponho a observar Jeremiah, que estava sentado em uma cadeira de couro negra, com as mão entrelaçadas  olhando sem vida para mim.

Olheiras profundas marcavam presença abaixo de seus olhos com íris avermelhadas.

— Dra. Quinzel... — Pronunciava meu nome devagar. — Bonita, muito bonita. Tem sorte de que os detentos utilizam camisas de força, se não eles pulariam em cima de você, como um labrador avança para um pedaço de carne. Oh, sinto muito, que indelicadeza de minha parte. Seria pior. — O canto de sua boca se movimenta para cima por alguns milissegundos. Sorrisos, sorrisos.

• Manipulador.

Adiciono a minha lista.

Prestava atenção em cada movimento brusco que Jeremiah fazia. Examinando, examinando.

Ele dá uma risada enfraquecida.

• Zombeteiro.

— Você ouviu, não ouviu? — Me observa de soslaio.

Franzi o cenho, no mínimo entediada. — Ouvi o que?

Jeremiah se põe a rir. — A risada Doutora! A risada! Aquela risada! Você sabe do que estou falando. — Aponta seu indicador sugestivamente para mim, me questionando.

Meu coração acelera, mas ponho-me a força-lo desacelerar, fazendo-o voltar a seus batimentos normais e calmos. Prendendo a respiração e soltando a mesma em seguida.

— É, sim, ouvi. — Tento fingir desinteresse, olhando para o canto de sua sala sem graça, sem tom, sem... Vida.

As cores sépias em tons pastéis não me  deixavam presa sob sua atenção, mas a observo como se fosse uma apresentação de circo, atenta.

Risadas, risadas.

— Não finja desinteresse Doutora, todos temem a risada. — Seu rosto magro se apóia em suas mãos.

Ele era quase praticamente esquelético.

— A risada do flagelo de Gotham! Do príncipe palhaço do crime, do inimigo mortal do cavaleiro das trevas. — Divertiasse com minha confusão. — Co-rin-ga. — Diz pausadamente.

O olhava ainda séria, não me deixaria abalar, não o deixaria me abalar.

Entendo o porquê de Amaia ter "jogado" comigo na entrada do Asilo. O Sr. Arkham mandou, para testar meu psicológico, ver se eu era realmente boa o suficiente para tratar deles, dos vilões, dos loucos.

Testes, testes.

Amaia não era boa nisso, não, dava pra ver sua indiferença em ralação as ordens de seu superior, e de seu superior.

— Sabe o que dizem não é Doutora? — Jeremiah arruma seus óculos com o indicador. — A risada, que aquela risada, é a mais assustadora de Gotham. E que o sorriso do palhaço tão perverso, que faz o diabo ficar de quatro e dar a pata, e ainda levar um tiro por nada mais nada menos, que diversão. É assim que ele define roubo, assassinato, tortura, estupro, difamação, estripamento, manipulação.

Coringa, Coringa.

Sorrio em resposta a sua ameaças indiretas.

A conversa ainda seria longa.

               •••Flashback off•••

Bufo exasperada encaixando a chave de minha sala na fechadura da porta embraquecida, com certa dificuldade por causa da minha "exaltação."

Pelo amor de Deus, eu sei me cuidar, não sou uma criança inexperiente, passei muitos anos naquela maldita faculdade, posso o assegurar que não passei meus horários de aulas e tempo livre fazendo as unhas.

O que Jeremiah acha que vai acontecer? Que vou enlouquecer também? Ah, por favor, não sou nenhum tipo de nictofila, eu não vou me alienar. Minha cabeça está em perfeita ordem, e se não estiver, bom, eu a forço a regressar a seu devido lugar.

A porta finalmente se abre quando giro sem nenhuma sutileza a chave pequena com o número de minha sala.

Ergo a cabeça para encarar o lugar, ainda do mesmo jeito que a sala do Jeremiah, tão sem graça. Acho que redecorar o lugar, bom, isso se for permitido aqui. Depois eu faço questão de perguntar a Amaia, espero trabalhar aqui por um bom tempo.

        •••Alguns meses depois•••

Refazia algumas de minhas anotações sobre meus pacientes, assinando alguns papéis depois de lê-los meticulosamente. Analisava cada possível brecha, cada desfecho ou recaída. Não sou o tipo de Doutora que faz o que faz por obrigação, ou sem vontade, não, não. Eu me esforcei até o máximo para conseguir por as mãos naquele maldito diploma. Escrevia anotações até os meus dedos sangrarem pelo excesso de tempo segurando a caneta, lia até minha cabeça explodir e ficar tonta o suficiente para desmaiar e quebrar a cara na mesa. Eu amava e ainda amo meu trabalho, e não importa quem ou o que tente me impedir de fazê-lo da maneira que desejo, não vai conseguir absolutamente nada.

Cansada e com os olhos pesados pelo tempo de sono perdido, segurava a caneta e pendia minha cabeça para o lado direito, a segurando com a mão para não cair e dormir ali mesmo.

Ouço uma sirene tocar, me despertando do meu quase sono fazendo-me ter um sobressalto. Meu coração entrou em disparada pelo susto e quase me desequilibrei, mas ponho minha mão sobre a cadeira impedindo o tombo.

Digamos que... A uma sirene diferente para cada ocasião, especificamente falando, essa não era absolutamente nada, eu repito, nada boa.

Saio da sala ainda meio zonza e observo os médicos, enfermeiras, secretárias, funcionários, guardas correndo completamente desesperados de um lado para o outro, pior do que vi em meu primeiro dia de trabalho e nos outros seguintes. 

— Ele chegou! — Ouço uma das secretarias com as mãos empanturradas de papéis gritar não muito longe dali.

Todos ali presentes tiveram um arrepio coletivo olhavam com medo e trêmulos para a entrada principal, todos olhavam o homem vil e assustador ser carregado em uma espécie cadeira de rodas totalmente preso, contra qualquer escapada repentina que pudesse acontecer.

O Coringa voltou.



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