História Jordan - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Centauros, Fadas, Família, Fantasia, Gay, Nathan Gamble, Originais, Taylor Momsen, Universo Alternativo
Exibições 5
Palavras 1.363
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, mais um capítulo! Vamos mergulhar no universo de Jordan <3

Capítulo 4 - Raivoso, muito raivoso, General Samuel


Fanfic / Fanfiction Jordan - Capítulo 4 - Raivoso, muito raivoso, General Samuel

Os cavaleiros, incluindo senhor Lucius, galoparam para longe. O meu traseiro ficou dolorido de tanto saltitar no lombo do bicho obediente. A aldeia - conforme mencionado pelo cavaleiro à direita de senhor Lucius - para qual nós fomos contava com uma entrada de arcos feitos por árvores secas, mortas. Pelas vielas de terra batida, muitas casas mal construídas e pessoas fedidas, usando roupas velhas, esbagaçadas. Só descemos dos cavalos quando a maior das casas, uma de argila e porta de madeira, ocupou nossa passagem. Senhor Lucius me ajudou a descer do bicho celado, mas terminou me largando para trás e foi junto de seus aliados para dentro da moradia. Eu me apressei para estar perto deles, as pessoas estranhas de roupas velhas pareciam querer me preparar para o almoço, ou qualquer outra refeição.

De acordo com senhor Lucius, o cavaleiro que sempre falava doideiras e aconselhava-o, o cavaleiro da direita, esse mesmo, chamava-se Dante. Sir. Dante de Bagroni. Ainda bem que eu já tinha aprendido a pronunciar o “r” ou faria vergonha. Até os nove anos, os garotos da escola zombavam de mim, dizendo-me ser a criancinha que não falava correto. Sorte a minha ter superado. O Sr. Dante era o mais empinado dos cavaleiros, dispunha de uma pose de quem nunca errava ou admitia errar. O meu irmão, Pablo, era como ele. Era mesmo, eu não minto.

 

– General Samuel. – Senhor Lucius não ousou falar trajando seu elmo com o homem que estava de costas, dentro do casebre. Ele o retirou da cabeça e aguardou.

 

Os outros cavaleiros tampavam o buraco da porta e já não vestiam o capacete medieval. Poderia ser sinal de respeito. Eu fiquei curioso para ver a feição do general e ele logo se virou, abaixando o olhar para minha inexpressiva figura. Eu fiz como os caranguejos de desenho animado e andei de lado, andei na direção de senhor Lucius, escorando-me numa de suas pernas.

Eu tive a chance de entupir as fadas com as minhas incertezas daquela loucura em que eu estava metido, mas não o fiz por medo do senhor Lucius se zangar. O mesmo medo que eu sentia com a bravura do homem General naquele momento.

 

– Sir. Lucius... Ora, eu não esperava uma companhia tão baixota. Eu não esperava por este aroma incompreensível. – O homem colocava sua barbicha comprida em movimento enquanto mexia a boca. A barba dele vencia a do senhor Lucius em comprimento, bem mais volumosa e medonha.

 

Eu chequei o cheiro das mangas de meu suéter, não estavam fedidas. De qual aroma ele reclamou?

 

– General Samuel, encontramos esse aí perdido. Perdido pela Floresta de Alannis. Ele fala coisa com coisa. – Senhor Lucius deu um passo a frente. Eu não o segui.

 

– Floresta de Alannis? – O General escovou os pelos da barba com uma das mãos. Ele me observava por cima de um dos ombros de senhor Lucius.

 

– Sim, senhor! Ele falou de Phillip! Ele falou de uma casa. O tal falou até... – Um dos cavaleiros, que não era Sir. Dante de Bagroni, tagarelou afobado. Desse um eu ainda não sabia o nome. Senhor Lucius voltou para a minha esquerda como se estivesse se precavendo de algo.

 

– Ele falou... – O General quis que o tagarela continuasse.

 

Senhor Lucius pegou em minha cabeça com a mão espalmada, proibindo-me de tentar fuga ou coisa do tipo.

 

– Perguntou das fadas, parece familiarizado com Phillip... – O cavaleiro gaguejou, mas fez a intriga. Pelo visto, ele havia prestado atenção em mim a todo tempo. Fiquei abismado, preocupado, confuso. Onde as confissões poderiam chegar? O que eu tinha feito de errado?

 

Sir. Dante amarrou os dedos em sua espada presa à cintura, eu pude ver. O clima pesado pairou na atmosfera.

 

O General mudou a cor das maçãs do rosto para um rosado vivo e rugiu, trancafiando os dentes. – Besta! – Ele correu de costas para o fundo da casa de só um cômodo que lembrava o feitio das moradias de índios. Índios também do livro de geografia, muito espetacular. Por isso geografia era minha favorita. – Besta de Alannis! – Sua voz como um ronco de motor. – Besta maldita de Alannis! – Ele mirou um dos indicadores no meu rosto. – Estúpidos e amaldiçoados por trazerem-no. Amaldiçoados são vocês. Eu me transbordo de desgosto, Alannis! Eu lhe peço perdão. – O General rogava suas desculpas para o teto. Essa Alannis deveria ser muito poderosa. Alguém igual à antiga patroa de mamãe que não a deixava faltar às segundas-feiras, nem mesmo quando eu ficava doente.

 

– General! O pensamos como um informante! Não passou por nossas cabeças que fosse uma Besta... Uma dessas aí que lhe escapam pela boca. Podemos reparar. Podemos. – Sir. Dante tomou coragem antes dos outros cavaleiros. Senhor Lucius não afrouxou seus dedos embolados nos fios de meu cabelo, também não disse uma só palavra.

 

– Asnos! Ora... Acordem! O que mais disse a Besta? O que mais? – Quando senhor Lucius inflou os peitos para respondê-lo, o General olhou para mim, já tão perto que eu notei sua testa suada e as sobrancelhas revoltas. Ele poderia me matar! Meu coração acelerou. – Diga, Besta infame. Diga!

 

Seria pior ficar calado. – Eu não sei o que aconteceu, senhor General. As fadas! Elas me atenderam. Pode ter sido isso. Mas elas entenderam tudinho errado. Eu nem sei onde foi parar senhor Phillip. E senhor Lucius me fará prisioneiro, ele quem disse. – O General me segurou pelo pescoço, abaixando-se a minha altura. Assim, senhor Lucius teve de soltar minha cabeça.

 

– Cala-te! Prisioneiro? Você quer a fúria de Alannis, imprestável. – Ele se referia ao senhor Lucius.

 

Eu não podia respirar e minhas vistas ficaram turvas.

 

– Ora, seu... – O General barbudo me lançou para baixo e eu perdi o equilíbrio. O ar tornando a satisfazer meus pequenos pulmões. – Devolva-o. Devolva-o já! Seja de onde for essa Besta, devolva! Ele fala de Phillip, maior inimigo da aldeia, compactua com bárbaros em segredo, desafia a deusa sem se amedrontar. Ele fala de fadas! Também tem assunto com essas bestas que se dizem filhos dela! Filhos de Alannis! Ele pertence à Alannis, asnos! Devolva-o! Bem sabem vocês da última guerra. Bem sabem vocês do nosso trato com esse demônio que se diz divindade. Bem sabem vocês que não somos atrevidos para afrontá-la. – Falou num fôlego.

 

– General? E se fosse ele um das aldeias de Ghidor? E se fosse armação de General Fren para nos distrair? – Senhor Lucius, finalmente, deu-nos a rouquidão de sua fala, repetindo a análise que Sir. Dante fizera quando eles me encontraram. – Eles nos querem longe do Norte, e a todo custo.

 

– Levem-no a Fren. Levem-no! Não mais o quero aqui, não quero encrenca com Alannis. E eu ordeno a vocês que também não queiram. – Senhor Lucius sacudiu a cabeça em acordo. Carregou-me para fora do casebre, puxando-me por um dos braços.

 

– Senhor? – Sir. Dante de Bagroni se apressou para ocupar a direita de senhor Zayn. – Levamos o rapazote à Alannis de uma vez. Não podemos arriscar toda a aldeia. Se ele fala de um combinado com as fadas... – Sir. Dante fez uma breve pausa para me olhar com desprezo. – E fala de Phillip... Ele pertence às criaturas. Ou coisa muito pior. Eu me culpo e somente a mim pelo engano.

 

– Sir. Dante, sabes tu muito bem que eu o admiro por sua sabedoria. Ainda estou tonto. Eu sequer consigo pensar. Não me fazia morada nos terrenos mentais essa reação de General Samuel. Ele perdeu o controle, está desesperado. – Senhor Lucius me fez montar em seu cavalo durante seus dizeres para o outro com quem conversava.

 

– Faça o que eu digo e General Samuel não mais nos punirá por esse erro. – Sir Dante pulou nas costas do seu animal de pelagem escura, recomendando a senhor Lucius. – Não se faz rodeios com esse demônio dono dos horizontes inabitados, Alannis tem força para dizimar-nos.

 

Os cavaleiros medrosos, assim como eu, não quiseram participar da minha devolução à tal moça Alannis. Eu não a conhecia ainda. Fomos somente eu, senhor Lucius , Sir Dante e Sir Oto de Legas, o cavaleiro tagarela que fofocou das minhas falas.

Eu tinha desejo de poder encontrar o senhor Phillip logo, ele era mais afetuoso e paciente comigo. As fadas não podiam tê-lo deixado cruel também, não podiam.

 


Notas Finais


Obg pela leitura. <3


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