História Joshifer Além do Fim! - Capítulo 37


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jennifer Lawrence, Jorge Blanco, Josh Hutcherson, Martina Stoessel
Personagens Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson
Tags Joshifer
Exibições 41
Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 37 - Capítulo 37


Fanfic / Fanfiction Joshifer Além do Fim! - Capítulo 37 - Capítulo 37

Chego ao hospital LAC+USC Medical Center em menos de trinta minutos desesperada, assim que adentro a sala de espera dou de cara com Chris, Connor e Michelle que está chorando nos braços de Chris, aproximo-me deles e assim que Michelle me vê vêm em minha direção me abraçando forte e nós duas choramos. Minha mãe vai falar com Chris e meu irmão com Connor, que também está chorando. Depois de alguns minutos me separo de Michelle que agora já está mais calma.

--- Como foi que... Que isso aconteceu? – pergunto com a voz falha por conta de um soluço.

--- Ao que parece Josh estava parado no sinal vermelho e quando o mesmo abriu e ele deu partida, um cara bêbado atravessou o sinal e bateu em cheio no carro de meu filho fazendo o mesmo capotar varias vezes. – diz Chris abraçando Michelle novamente que voltou a chorar.

--- E como ele está? – minha mãe pergunta me abraçando, enquanto meu irmão sai da sala para ligar para Jessica.

--- Não sabemos muito bem, quando o policial nos ligou dizendo do acidente viemos correndo pra cá. Só disseram que ele está muito mal. – sento-me em uma cadeira e fito minhas mãos, isso não pode está acontecendo, não pode! Volto a chorar e minha mãe me abraça bem apertado.

Menos de meia hora depois nossos amigos chegam para nos confortar. Lua e Tini me abraçam enquanto Jorge e Arthur ficam com Connor. Já estamos aqui a um bom tempo, mas nenhum médico ou enfermeira veio nos dizer como está o estado de Josh e isso está me enlouquecendo. Depois de mais alguns minutos um médico vem nos cumprimentar e rapidamente nos levantamos.

--- Então doutor, como está meu filho? – pergunta Michelle fungando.

--- Infelizmente as notícias que trago não são boas Sra. Hutcherson. – ele diz e meu coração falha uma batida.

--- O que aconteceu com meu filho? – pergunta Chris preocupado deixando uma lágrima escorrer por sua face enquanto abraça Michelle.

--- Bom, vou ser sincero com vocês, o estado dele é grave. Duas costelas fraturadas, pulso deslocado e por o carro ter capotado varias vezes alguns fragmentos de metal o atingiram causando uma hemorragia muito forte ao qual precisamos fazer uma cirurgia para conter o sangramento, mas isso não é o pior. O pior é que devido ao impacto que o carro de seu filho sofreu no acidente, ele bateu muito forte com a cabeça sofrendo um Hematoma Extradural que o deixou em coma profundo... – o doutor diz e sinto minhas pernas fraquejarem... Meu Josh está em coma? Sinto as lágrimas inundarem meu rosto junto com os soluços --- ...E na maioria dos casos isso pode levar a morte. – ele conclui e desabo no chão chorando como um bebê, isso não pode estar acontecendo, não com Josh, ele... Ele não pode morrer! 

Não consigo escutar nada ao meu redor, só consigo pensar em todos os momentos em que passamos juntos. Nos seus sorrisos, seus beijos, seus abraços, toda sua gentileza que sempre conquistou a todos, uma dor muito forte abateu meu coração em quanto às palavras do doutor se repetiam em minha mente “E na maioria dos casos isso pode levar a morte” meu melhor amigo, namorado e noivo, a pessoa ao qual me mostrou que a vida ainda tinha sentido estava em coma profundo e corria grande risco de morrer. Por que isso estava acontecendo comigo? Com a gente? Com ele? Por quê? Ele estava tão feliz, tão sorridente, estava dando tudo certo em nossas vidas, ele estava começando a ser reconhecido por seu trabalho, íamos nos casar, formar nossa própria família, mas o destino nos pregou uma peça, um acidente capaz de mudar tudo, capaz de levar... a morte.

--- Jenn fica calma, vai dar tudo certo, você vai ver. – Tini diz me trazendo de volta a realidade.

--- A Tini está certa Jenn. Josh... é forte ele vai sair dessa. – Lua diz, mas sua voz sai falha, olho pra ela e vejo que a mesma está chorando.

--- Eu não posso perdê-lo, não posso. – murmuro fungando --- Eu não posso mais viver sem ele, não vou aguentar perdê-lo, NÃO POSSO PERDÊ-LO! – grito voltando a chorar compulsivamente, sinto os braços de minha mãe me apertarem forte contra si, ela começou a acariciar meus cabelos.

--- As meninas estão certas Jenn. Josh não vai se render assim, não sem lutar. – ela diz enquanto beija o topo de minha cabeça.

--- Por que isso foi acontecer com ele mamãe... Por quê? – pergunto entre soluços e ela me abraça mais apertado, ela fica um tempo em silencio até me responder.

--- Porque a vida é assim filha, quanto você pensa que está tudo bem ela vem e te da uma rasteira, mas sabe o que temos que fazer? – ela pergunta-me enquanto segura meu queixo fazendo-me olha-la nos olhos.

--- O que? – pergunto em um fio de voz.

--- Ser forte. Agora mais do que nunca você precisa ser forte, por você e por Josh.

--- Estou com medo de perdê-lo mãe.

--- Eu sei filha, eu também. Mas vai ficar tudo bem, você vai ver. – ela me abraça novamente e afundo meu rosto na curva de seu pescoço e aos poucos minhas lágrimas vão deixando sua blusa molhada, mas ela não se importa, continua me abraçando até eu me acalmar.

--- Como a senhora superou a morte do papai? – pergunto saindo de seu abraço e seco minhas lágrimas. Ela fica um bom tempo em silencio e quando acho que ela não vai responder ela se pronuncia.

--- Aí que está a questão filha. Eu não superei. – ela diz enquanto acaricia meus cabelos, encaro seus olhos azuis como os meus, mas que agora estão vermelhos revelando que ela também havia chorado.

--- Mas, se a senhora não superou, como conseguiu seguir em frente sem desabar? – pergunto e um leve sorriso surge em seus lábios.

--- Porque sei que um dia nós vamos nos encontrar novamente. Foi difícil de acreditar que não teria mais o Gary aqui comigo, na verdade ainda é. Às vezes quando acordo pela manhã tenho a impressão de ouvir sua voz me desejando bom dia. – ela sorri --- Você não supera a morte de um ente querido Jenn, você aprende a conviver com sua ausência, você aprende a conviver com a saudade que a cada dia que passa só aumenta. É doloroso, no início é quase insuportável, mas com o passar do tempo você aprende a seguir em frente. Não se preocupa filha, tenho certeza de que vai ficar tudo bem com Josh. – ela diz ainda sorrindo e me abraça mais uma vez.

--- Obrigada mãe. – digo fechando meus olhos para conter outra onda de lágrimas. Minha mãe é muito forte, continuou lutando mesmo após a morte de meu pai, mesmo sofrendo ela continua aqui, mas, não sou tão forte como ela, não vou aguentar caso alguma coisa aconteça com Josh. Depois de um tempo Michelle também se acalmou e Chris a levou para comer alguma coisa, minha mãe também tentou me convencer a comer, mas não quis, não estava com fome, só queria saber como estava indo a cirurgia para conter a hemorragia de Josh.

Três horas depois o Dr. Rodrigues veio nos dizer que a cirurgia havia sido um sucesso e que já podíamos vê-lo. E aqui estou eu seguindo a enfermeira até o quarto de Josh para vê-lo. Meu coração parece que vai sair pela boca, não sei se estou preparada para o que está por vir, só de pensar em vê-lo machucado já me deixa desorientada. A enfermeira para em frente a uma porta branca com o número 320 e abre a mesma me dando passagem. Entro no quarto e ela fecha a porta atrás de mim, me deixando sozinha. Respiro fundo e ergo meus olhos e lá está ele, me aproximo em passos lentos até está ao seu lado. A visão de Josh todo machucado com fios e tubos ligados ao seu corpo enquanto seus olhos permanecem fechados está acabando com o alto controle que me resta. Toco-lhe o rosto rememorando seus traços, sua pele. Ele permaneceu inerte, sem mover um músculo. Aos poucos meu corpo começa a tremer com o choro e levo minhas mãos até a boca para abafar os soluços. Sentei-me na cadeira ao lado de sua cama e peguei em sua mão, sua pele estava pálida e fria, olhei sua mão direita que estava na minha e encarei sua aliança, a aliança de nosso noivado. Entrelacei meus dedos com os seus fazendo com que nossas alianças se tocassem.

--- Oi amor. Vai ficar tudo bem, você é forte, sei que está lutando para voltar pra gente, pra mim. – encaro seu rosto na esperança de que ele abra seus olhos, mas nada acontece --- Você não pode desistir Josh, você não pode morrer. Você prometeu que ficaria ao meu lado até ficarmos velhinhos. Você não pode quebrar essa promessa, não pode... não... pode. – digo chorando e beijo sua mão, tento me acalmar para continuar falando.

--- Você é tudo pra mim Josh. Já perdi meu pai e a dor foi quase insuportável, se perder você também não vou suportar, meu coração não vai aguentar. Sei que você pode me ouvir, então te peço, não desiste, continua lutando por nossas famílias, nossos amigos e... Por mim. – peço. Aproximo meu rosto do seu e beijo sua bochecha demoradamente. Fico com ele por mais alguns minutos até a enfermeira vir dizer que meu tempo acabou. Volto para onde estão nossos amigos e familiares e me jogo nos braços de minha mãe. Só quero meu Josh de volta. Depois de um tempo me acalmo e minha mãe me oferece um como d’água, ao qual aceito de bom grado.

--- Tia Jenn, o tio Josh vai ficar bem? – pergunta-me meu sobrinho parado a minha frente, quando encaro seus olhinhos vejo as lágrimas contidas neles, o abraço bem apertado.

--- Eu espero que sim meu amor. Ele tem que ficar bem.

                                                                          +++

Uma semana havia se passado e Josh continuava aqui, nesta cama de hospital, sem dar nenhum sinal de que iria acordar. O Dr. Rodrigues disse que não podia fazer nada para que ele acordasse isso só dependia dele. Faz uma semana que não como direito, não durmo e só choro. Quase não me reconheço mais quando me olho no espelho, estou pálida e cheia de olheiras. Minha mãe, meus amigos, meu irmão e até mesmo Bear tentam me fazer comer alguma coisa, mas não consigo, a única coisa que faço é ficar aqui falando com Josh na esperança de que ele esteja me escutando, na esperança de que ele acorde.

--- Sabe amor, mesmo depois de completarmos dois anos de namoro, nunca te contei esse sonho que tive. – digo sorrindo, pego em sua mão e começo a acaricia-la --- Nele você tinha mais ou menos 30 anos, e estava brincando na praia com nossos dois filhos. – dou uma risadinha de leve ao lembrar-me de meu sonho --- Isso mesmo, dois filhos. Uma menininha linda, loirinha e com os seus olhos, ela devia ter uns quatro anos, já o outro era um garotinho, uma copia perfeita sua só que loiro e de olhos azuis. Estávamos casados Josh, com dois filhos e uma casa na praia, eu nunca tinha me sentindo tão feliz como me senti naquele sonho e é por isso que preciso que você acorde, para que isso não seja só um sonho, mas para que se torne realidade. – sinto as lágrimas - que nesta semana foram minhas fieis companheiras - escorrerem por minha face. Aproximo-me dele e beijo sua testa e depois sua bochecha, acaricio seus cabelos enquanto fico o observando.

--- Não desiste amor, volta pra mim, por favor. – peço sussurrando ao pé de seu ouvido --- Você disse que não ia me deixar. Que ficaríamos juntos. Sempre. – digo fechando meus olhos e apoio minha testa na sua.

--- Sempre. – dou um pulo de susto ao ouvir aquela voz sussurrar a palavra “sempre”. Olho para Josh, mas ele continua imóvel, olho para a porta e não há ninguém, só estamos eu e ele aqui, então quem disse isso? Não sei, a única coisa que tenho certeza é de que conheço essa voz, na verdade jamais a esqueceria, era Josh. Aquela voz era de Josh. 



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