História Journey To The Past - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jungkook, Mark, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags Anjo, Jaebum, Passado, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 24
Palavras 3.858
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Hentai, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Demorei bastante para vir trazer esse capítulo. Eu sei. E eu realmente sinto muito. Eu me empolguei tanto escrevendo Colors In The Dark (escrevo em parceria com a ~anneirwin e é com 5SOS, One Ok Rock e Twenty One Pilots), que ficou meio dificil conseguir escrever outra coisa. Mas acabei conseguindo, finalmente \o/

O que acharam da nova capa? Foi feita pela ~anneirwin, assim como a anterior ♥

Agora vamos ao capítulo. Espero que gostem. Vou deixar o link de Colors In The Dark, meu perfil do Curious Cat e Twitter nas notas finais. Beijos e boa leitura ♥

Capítulo 5 - Confession


Fanfic / Fanfiction Journey To The Past - Capítulo 5 - Confession

"I'd never gone with the wind, just let it flow. Let it take me where it wants to go. 'Till you open the door, now there's so much more. I'd never seen it before. I was trying to fly, but I couldn't find wings, but you came along and you changed everything." (Eu nunca tinha ido conforme o vento, apenas deixava fluir. Deixando-o me levar aonde queria ir. Até você abrir a porta e agora há muito mais. Eu nunca vi isso antes. Eu estava tentando voar, mas eu não poderia encontrar asas, mas você veio e conseguiu mudar tudo.)

Crazier — Taylor Swift

Em toda a minha vida, eu nunca fui o tipo de pessoa que reflete sobre as atitudes que tomou e as coisas que viveu. Eu só deixava a vida me levar, aceitando como as coisas eram sem ficar questionando muito, porque eu tinha a total consciência de que isso não me levaria a nada, muito menos mudaria o que já foi feito. Mas, depois de voltar no tempo com Jaebum, conhecendo um anjo de verdade, toda a minha crença foi alterada e eu já tinha duvidas sobre quais coisas que eu jurava não ser real, poderiam ser de fato. E, em meio a isso, comecei a me questionar sobre o dia anterior.

Era estranho Jungkook ter aparecido no lugar de Taehyung, porque eu sabia muito bem que não havia feito nada para que ele aparecesse por lá. Alguém devia ter dito ou feito algo, mas nem mesmo Jaebum estava por perto para me ajudar, o que me fazia levantar uma questão. Quando Yoongi apareceu, ele sumiu. Sem contar que eu conseguia notar o quanto ele detestava me ver perto ou falando do novo vizinho da tia de Tae. Então, será que foi ele quem fez algo? Sendo um anjo que desaparece e aparece quando quer, daria muito bem tempo dele aparecer onde Jungkook estava e falar algo para ele, fazendo-o me procurar lá. Ou, quem sabe, ele usou seu poder de anjo para mexer com a cabeça do meu irmão.

Deus, que não seja isso. Já basta uma pessoa nessa família confusa demais graças a Jaebum, que insiste em não me dar respostas quando preciso. Era quase como se ele tivesse feito um juramente de sangue de silêncio. Ou talvez eu que tenha visto filmes de terror demais ao longo da vida.

— Violet, você vai ajudar esse ano a escola a decorar o baile? — Jungkook perguntou, me despertando dos meus pensamentos. Nós estávamos andando por uma rua perto do colégio, caminhando para casa. Dessa vez Tae estava conosco, já que Yoongi teve que ir a cidade com o pai.

— O que? — Perguntei, sem entender o que ele havia dito.

— Ele perguntou se você vai ajudar a decorar o baile esse ano? — Tae repetiu, impaciente. Mesmo com o dia mudando, ele continuava agindo estranho, o que me incomodava cada vez mais. Da primeira vez nossa briga não durou tanto tempo como agora e, principalmente, tudo não parecia tão ruim como agora. Antes eu tinha a certeza de que em algum momento voltaríamos a sermos os três mosqueteiros inseparáveis, mas agora parecia que se dependesse de Tae, eu poderia ser substituída por Yoongi a qualquer momento, já que ele só dava atenção ao novo amigo, evitando até mesmo olhar para mim, magoado.

— Eu não sei. — Respondo. No passado eu havia sido convidada para ajudar, mas acabei desistindo, não me lembro do por que. Mas, dessa vez, eu não sabia se isso iria se repetir e o que faria. — A senhora Lee não falou nada comigo ainda e da última vez foi ela quem me chamou para ajudar.

— Se você for ajudar, nos avise. — Jungkook pede. — Eu estou precisando de nota em matemática e soube que isso vai dar uma nota extra em alguma matéria.

— E o que organização do baile tem a ver com isso?

— Bom, a senhorita Lee disse que nós quem escolhemos para qual matéria vai, então é meio óbvio qual vou escolher né? — Ele explicou, citando nossa professora de artes.

— Nós dois vamos escolher. — Tae diz para meu irmão, novamente ignorando o fato de eu estar ali. — Eu estou precisando de notas em matemática. Não tanto quanto você, mas preciso.

— Vai. Joga na cara mesmo. — Meu irmão reclama, revirando os olhos. Eu rio da reação dele e de Tae, fechando o sorriso ao notar uma bicicleta passar ao nosso lado, seguindo para a direção de onde vínhamos. Eu segui cada movimento com o olhar, parando onde estava, e só voltando ao mundo real quando escutei Tae me chamar, me despertando de observar Jaebum dirigir a bicicleta para longe, quase como se ele fosse um adolescente normal e não um anjo viajando para o passado na intenção de salvar uma garota prestes a morrer, após um acidente de carro.

— Violet? — Tae me chamou novamente e só então notei Jungkook longe de nós, conversando algo com Hoseok, um garoto do jornal da escola, do outro lado da rua. — Vai ficar parada aí?

— Não. Eu… — Começo a dizer para ele, sem saber o que falar e olho para trás, decidida sobre o que fazer. — Diga a Jungkook que eu fui resolver um negócio. Mas que volto a tempo do jantar! — Peço e saio correndo, sem dar chance dele falar algo, questionando o que eu poderia ir fazer. Até porque, ele escolheu não falar comigo direito, me evitando, então que agora ele espere, porque preciso saber o que meu anjo está fazendo aqui.

E por incrível que pareça não foi tão difícil de descobrir, quando virei à esquina e o vi voltar a se movimentar, caminhando em direção a um corredor cercado por árvores. Eu me lembrava de quando estava no começo da adolescência correr por ali, indo para uma estufa que ficava no final do corredor, quando tudo estava ruim demais para eu aguentar suportar. E para a minha surpresa, foi exatamente para lá que Jaebum foi. Mas, quando entrei no local, ele estava completamente vazio. Sem sinal algum de ter alguém ali, como se tudo o que eu tivesse visto fosse somente minha imaginação me pregando uma peça por estar tão preocupada com o que realmente aconteceu naquela sala de música.

— JAEBUM. — Eu gritei, frustrada. Aquilo não podia ter sido a minha imaginação. Tinha que ser ele montado em uma bike, em direção a um lugar abandonado, para sumir, de repente, depois. Não fazia o menor sentido, mas eu preferia essa opção, do que acreditar que eu estava ficando louca.

Suspiro, olhando em volta, mas não havia sinal algum dele, nem mesmo um movimento para me fazer acreditar que ele estava se escondendo de mim, só me observando fazer papel de trouxa. Porque, era exatamente isso que eu estava fazendo. Jaebum podia se dizer meu anjo, mas sempre sumia quando eu decidia chama-lo. Sendo que, ele não deveria estar praticamente na minha discagem rápida, afinal?

— Será que dá para você deixar de ser teimoso e aparecer? Anjos não deveriam ajudar a quem os chama também? — Pergunto para ele, torcendo para que estando ali ou não, ele possa me ouvir.

— Deveriam, mas geralmente quando as pessoas chamam é por Deus, não por nós. — Alguém disse, finalmente, e respirei fundo, me virando para trás. Ele estava com um boné preto com a aba para trás, camisa azul escura, calça jeans e um tênis qualquer. No mesmo instante, próximo a parede da estufa, apareceu a bicicleta, me fazendo ter certeza de que não estava ficando louca.

— O que eu vou falar é sério, se você continuar com isso, eu juro que vou pedir a Deus que troque meu anjo. — Ameaço, dando de dedo nele, conforme me aproximo. — Quero alguém menos preguiçoso para fazer seu trabalho. — Completo, cruzando os braços.

— Eu ter demorado a aparecer não tem nada a ver com preguiça, Violet. Diferente do que você pensa, eu faço algo além de ficar te vigiando.

— Ah é? E o que é, por exemplo? Ficar planejando piadinhas com as minhas atitudes para falar quando me ver?

— Isso também. Mas, além disso, faço outras coisas. O que não vem ao caso agora. — Ele diz, sério, e cruza os braços. — O que eu quero saber é porque me chamou.

— Não pode usar seu poder de ler mentes?

— Prefiro usar meu poder de conversar. Vamos. Me diga o que está pensando, Violet.

— Ontem, quando Tae deveria aparecer na sala de música e me ver com Yoongi, foi Jungkook quem apareceu no lugar dele. Na hora eu pensei em te chamar quando acabasse a aula, para tirar essa história do que aconteceu a limpo, mas aí lembrei que sempre que acontece algo e te chamo, parece que cai na caixa-postal, então decidi esperar e aproveitar para pensar.

— E você pensou?

— Pensei. E cheguei à conclusão de que alguém interferiu nessa história, porque eu não fiz nada para que Jungkook aparecesse por lá. Então, se não fui eu, só pode ter sido você quem fez algo. Só não consigo entender por que.

Ele respira fundo, provavelmente pensando no que falar, porque só após algum tempo de espera o vejo abrir a boca, desviando o olhar e começando a falar:

— Imagina se Tae te vê ali com Yoongi. Todo o esforço de te trazer ao seu passado já teria indo por água abaixo, Violet. Eu te falei. Suas atitudes do passado te levaram aquela cama de hospital. Agora, com chance, você deve fazer tudo diferente. Escolher as opções certas, dessa vez.

— Eu sei. E eu também já te falei para me dizer logo quem eu devo escolher para continuar viva e problema resolvido.

— Violet, não é assim. Apesar de a escolha final ter sido decisiva, não é só sobre ela. Não é sobre o local de chegada, mas também do caminho que você percorreu até ele e as escolhas que fez. É sobre o que você percebeu ao longo desse tempo e o que fez com cada descoberta. Eu poderia te dizer quem você deve escolher, mas sem motivos além do “ele será a minha salvação para me manter viva”, nada disso funcionará. Sua escolha não deve ser feita com palavras, mas com o coração. Não por medo de não se manter viva, mas por amor suficiente a quem irá te salvar, te fazendo desejar estar viva para viver isso.

— Mesmo assim. — Afirmo, tentando não me dar por vencida, mas tendo total certeza do quão certo ele parecia estar depois daquelas palavras. — Seria só um erro, Jaebum. Um erro. — Argumento. — Minha vida inteira não pode ser condenada por um erro, principalmente se eu ainda tiver chance de conserta-lo depois.

— Mas aí é que está. Dependendo de qual for o erro, ele pode ser fatal. Mesmo que você tenha como conserta-lo depois, como era o caso desse erro. Só que, da forma com que você estava pensando, como queria que eu acreditasse que você realmente iria fazer algo para conserta-lo?

— Fazendo algo chamado confiar? Já ouviu falar, por acaso? — Pergunto, irônica.

— Violet, eu confio em você. Eu só…

— Não. Você não confia em mim. — O interrompo, percebendo isso somente pela forma com que ele me olhava. Apesar de Jaebum evitar demonstrar tudo, a falta de confiança dele em mim estava clara como cristal. Ele tinha medo de que eu jogasse essa oportunidade de continuar viva no lixo e, nesse momento, eu tinha raiva por ter decidido vir atrás dele ou chama-lo. Talvez fosse melhor continuar o caminho para casa, mesmo que estar sozinha com Tae estivesse difícil depois de tudo o que aconteceu no colégio.

Ele me encara em silêncio e balanço a cabeça, sem a menor paciência de ficar esperando por uma resposta que parece longe demais de vir, e dando a volta para sair dali. Estava ventando mais forte agora e tudo parecia estar acontecendo mais lentamente naquela parte do caminho, onde a rua se encontrava vazia, dando um efeito a mais nesse momento. Algo bem Jaebum, pelo visto, transformando as coisas em algo totalmente diferente do que deveriam ser, só para o efeito reação ser o que ele queria. Como se fosse ele quem controla todas as coisas, numa brincadeira de ser Deus.

— Eu não estou brincando de ser Deus. — Ele afirma e olho para o lado, o encontrando encostado em uma árvore, de braços cruzados.

— Você vai ficar me seguindo agora? Sério? Já não basta passar de bicicleta como um adolescente normal ao meu lado, sendo que até um tempo atrás você era só um anjo adolescente tentando me salvar?

— Tecnicamente, eu não sou adolescente, apesar de estar como um.

— É sério, Jaebum. Eu não sou obrigada a ficar aguentando você me seguindo agora. Então, me deixe em paz, ok? Vai ver se os outros anjos precisam da sua ajuda.

— Não, Violet. Se for preciso, vou continuar te seguindo, sim. Você entendeu tudo errado e eu quero me explicar.

— Pois eu não quero ouvir. Quando eu te chamo, você não fica escolhendo se vai aparecer ou não? Então Jaebum, agora é minha vez de escolher se quero falar com você ou não. E acredito que saiba minha resposta. — Afirmo e passo por ele, continuando meu caminho para longe dali.

— Você sabe como me encontrar. — Ele grita. — Quando quiser conversar, eu venho.

— Da mesma forma que veio daquela vez? — Grito de volta, irritada, mas quando me viro para olhar, ele já não está mais lá. Bufo, ajeitando a mochila nas minhas costas e continuo caminhando pelo caminho cercado por árvores, me sentando em uma pedra que havia ali.

Eu queria ir para casa, mas o caminho parecia estar muito longe, misturado com a minha vontade de não ver ninguém, de ficar sozinha. Tudo já era confuso demais se eu parasse para pensar que estou de volta no passado, algo que todos juravam ser apenas possível ser feito caso você seja um Doctor Who e qualquer outro personagem do tipo. Não precisava também de tudo o que vinha acontecendo com Tae, reencontrar Yoongi e todas as decisões que deveria tomar, para me manter viva e continuar enganando todos os fazendo achar que ainda sou a garota de 15 anos, sonhando ter 22 anos e não ao contrário.

E foi com esse pensamento que permaneci sentada ali por longos minutos, repassando tudo o que vivi no passado e que tenho vivido desde que Jaebum me trouxe aqui. Eu sabia que havia algumas peças faltando, mas eu não conseguia encontra-las. Como, por exemplo, ele ter me dito uma vez que me conheceu no passado, sendo que não conseguia me lembrar dele. Ou qual o problema da escolha que fiz, se ela sempre me pareceu tão certa. E porque a outra poderia ser melhor, se ela ia contra o que eu sentia.

— Ele podia me dar uma dica, pelo menos. — Reclamo, jogando uma pedra que estava perto de mim do outro lado, com raiva, observando-a cair entre uma árvore e outra. Mas antes que eu pudesse pensar qualquer coisa, escutei um barulho, começando a ficar de alerta, olhando para a direção de onde ele veio. — Quem está aí? — Perguntei, me lembrando logo em seguida o como isso era uma péssima ideia em filmes de terror.

— Violet? — Escutei a voz conhecida me chamar e relaxei os músculos, até começar a me preocupar novamente ao notar Tae se aproximar, preocupado. O que ele fazia aqui? Nós não estávamos brigados.

— Tae? O que você faz aqui?

— Jungkook me pediu para te procurar, já que eu quem te vi por último e deixei você sair daquele jeito. — Ele disse, se sentando ao meu lado. — Acho que o lado ciumento e protetor do seu irmão está mais em alerta agora.

— Só o dele? — Pensei alto, fazendo-o virar para mim com uma feição confusa.

— Do que está falando?

— Não é nada. Esqueça isso. — Peço, mas ele nega.

— É sério, Violet. Do que você está falando?

— Eu sei que estava com ciúmes de mim, Tae. — Confesso, me virando para ficar sentada de frente para ele, conseguindo conversar assim de olho no olho. — Só não consegui encontrar ainda a peça que diz por quê.

— Eu não estava com ciúme. — Ele nega, desviando o olhar. — Eu só não estava em um bom dia.

— Todos esses dias? E só comigo? Qual é, Tae, eu não sou idiota. Talvez em outro tempo eu não percebesse, mas agora eu notei. Você me vê perto de Yoongi e já começa a imaginar um milhão de coisas. Eu entendo. Eu também já senti ciúme de alguém antes. É ruim, mas acontece.

— Eu não fiquei imaginando um milhão de coisas. Eu só fiquei com medo das coisas mudarem.

— As coisas não vão mudar, mesmo que eu encontrasse alguém, Tae. Sempre seremos eu, você e Jungkook. Os três mosqueteiros. — Sorrio para ele, tentando conforta-lo. Ele, no entanto, parece ficar mais desanimado, desviando o olhar e respirando fundo, como se estivesse vivendo um momento tão difícil quanto o meu.

Será que Tae também tem seu próprio anjo e o conheceu? Por isso parece estar vivendo um dilema, totalmente confuso sobre o que fazer agora?

— Violet, eu preciso te contar uma coisa. — Ele diz, de repente, me deixando preocupada. Eu conhecia aquele tom de voz. Ele o usava sempre que ia contar algo que fez de errado, mesmo quando não era errado, mas ele considerava assim. E geralmente, quando isso acontecia, o que vinha depois não era algo tão bom assim.

— Pode falar. — Respondo, encarando meu melhor amigo a minha frente, esperando-o me encarar de volta para eu descobrir em seu olhar a gravidade da situação.

— Você lembra quando juramos que sempre contaríamos tudo um ao outro sobre por quem estamos apaixonados, para um ajudar o outro? — Ele pergunta, ainda sem me encarar de volta.

— Lembro. Eu fui a primeira a contar, quando disse estar apaixonada por Kim Namjoon. Uma péssima escolha, aliás.

— Pois então. Eu não fui totalmente sincero sobre isso. Tem uma pessoa. Uma garota. Eu nunca te disse, mas já tem um tempo que eu só tenho olhos para ela, sabe? — Tae pergunta, sorrindo como uma pessoa apaixonada, todo bobo. — Ela é totalmente incrível. O sorriso, os olhos, a forma de falar, o jeito… E quando ela me abraça, eu encontro paz por um momento de todos os problemas, entende?

— Acho que sim. — Digo, tentando entender aonde ele quer chegar com isso assim, de repente.

— Mas essa garota, ela nunca me enxergou da mesma forma, disso eu tenho certeza. Ela e eu… Somos tão distantes um do outro, como somos próximos. É como um imã que nos atraí, mas ao mesmo tempo nos repele, impedindo que ela corresponda tudo o que eu sinto. Acho que por isso eu nunca falei nada do que sentia até…

— Agora. — Completo, encarando o chão, a ficha caindo. — Você gosta de mim. — Continuo, me virando para ele. — Durante esse tempo, eu não era só uma melhor amiga para você, era?

— Oficialmente, sim. Mas eu não posso negar que eu queria que fosse muito mais, Violet. Eu…

— Tae, não, por favor. — Peço, sem saber o que fazer. — Eu não vou saber o que te responder se você falar isso.

— Tudo bem. — Ele diz, me deixando mais aliviada. — Então, não vamos falar nada. — Tae completa e não me deixa raciocinar, segurando em meu rosto em um movimento rápido e aproximando-o do dele, me beijando de uma forma que eu nunca havia sido beijada antes.

Havia tanto desejo reprimido e ciúme, mas mesmo assim, Tae sabia fazer tudo do jeito certo, sem avançar nenhum sinal da qual ele sabia que eu não gostaria que fizesse. A mão dele continuava segurando em meu rosto, controlando cada movimento, ao mesmo tempo em que não me deixava sair daqui, totalmente a mercê dele, desejando mais daquilo. Tudo estava tão bom, até ele tentar aprofundar o beijo, me despertando do que estava acontecendo, fazendo com que eu retomasse o controle do meu corpo e me afastasse, encarando-o por alguns segundos. Eu peguei a mochila no chão, ainda sem saber como reagir, e me levantei, sem conseguir encara-lo novamente.

— Eu preciso ir. — Afirmo, rapidamente, e saio correndo dali, entrando no meio das árvores, bem longe de onde Tae estava para que ele não pudesse me ver ou alguém pudesse me ouvir gritar por Jaebum. Mas, mais uma vez, cada grito parecia ser em vão, o que me deixava com mais raiva, porque cada um deles saia mais desesperado do que o outro. Eu, definitivamente, estava mais confusa agora e precisava de Jaebum para me ajudar com suas frases de quem sabe tudo sobre o mundo.

 

Jaebum POV

Eu observei Violet entrar no meio da mata e a segui, prestando atenção em cada movimento dela. Primeiro a garota caminhou de um lado para o outro, passando a mão pelos cabelos, desesperada. Depois ela começou a olhar para o céu, hesitando entre falar algo ou não, quando começou a gritar por mim, deixando claro em seu tom de voz o quão desesperada ela realmente estava. Eu sabia que Tae havia acabado de beija-la e conseguia imaginar a confusão que deveria estar em seus pensamentos, sem nem ao menos precisar ouvi-los. Eles são melhores amigos e há poucos segundos ela estava nos braços dele, sentindo o gosto dos lábios de Tae. Não tinha como pedir que ela reagisse de outra forma, afinal.

— Assim como não tem como pedir que você faça outra coisa além de vigia-la assim, não é mesmo, Jaebum? — Escutei Deus me perguntar, se aproximando, e virei para o lado, observando-o. Ele vestia uma camisa preta, uma jaqueta vermelha com detalhes brancos, calça jeans e tênis. Sua expressão estava calma e tentei usar disso para me sentir um pouco mais aliviado, já que eu sabia bem o quanto Deus não concordava que eu fizesse isso.

— Eu vi Tae indo atrás dela, Mark. — Respondi, chamando-o pelo nome que Ele prefere ser chamado. — Eu me mantive longe todo aquele tempo, mas quando a vi correndo para cá, soube que havia algo de errado. Eu precisava ver como ela estava. Eu me preocupo com ela, o Senhor sabe.

— Sabe o que eu acho? — Ele questiona e nego. — Que você ainda gosta dela, Jaebum. E se não tomar cuidado, isso será um problema. Você sabe bem qual pode ser o resultado de um anjo se envolver com um humano. — Mark lembra. — Eu posso até considerar justa toda forma de amor, mas essa ultrapassa os limites. Não posso ter um anjo dividido entre suas tarefas no céu e um relacionamento que pode se tornar carnal com uma humana. Ou o céu ou o a Terra. E você sabe o que acontece com quem escolhe a Terra.

— Eu sei, Senhor. — Respondo, engolindo seco. — Mas, pelo bem de Violet, eu farei a coisa certa.

— Assim espero, Jaebum. — Deus diz e suspira. — Assim espero. — Ele repete e volto a observar Violet, escutando-o respirar fundo atrás de mim. — Vai logo. — Ele diz. — Veja o que sua… — Ele para de falar, notando o que iria dizer, e logo se corrige — Quer dizer, o que Violet quer. Mas lembre-se, cuidado com o que fala ou faz. Ela quem deve decidir o que fazer, não você por ela.

— Sim, Senhor. Eu só irei ajuda-la e se tudo der certo, Violet conseguirá sua aprovação para continuar viva antes do prazo.


Notas Finais


Sintam-se a vontade para me perguntar, confessar ou só falar sobre o que quiserem por ambas as redes sociais ♥
> Curious Cat: https://curiouscat.me/mywritterworld
> Twitter: http://twitter.com/mywritterworld/

Leiam Colors In The Dark (escrita com a ~anneirwin sobre 5SOS, One Ok Rock e Twenty One Pilots):
> https://spiritfanfics.com/historia/colors-in-the-dark-8293399


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...