História Jovem Tom Riddle - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Tom Riddle
Visualizações 132
Palavras 1.081
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiii

Capítulo 15 - Wake me up when september ends


— Anna, me espere! – gritava Kim enquanto corria atrás da amiga – não corra!

Correram para fora do castelo e Anna correu até o local que meses atrás tinha eleito como o cantinho dela e de Riddle. Ao se aproximar da árvore que costumavam passar gostosas tardes conversando e namorando, ela se sentou e começou a chorar.

— Anna, você tem que entender – dizia Kim enquanto se aproximava – é um mal necessário...

— Há quanto tempo, Kim? – perguntou a garota com a voz embargada pelo choro – Há quanto tempo você é um deles?

— Desde o nosso 4° ano... Tom e eu somos amigos há muito! Não demonstramos isso na escola mas sempre nos correspondemos nas férias, ele gosta de você, Anna, gosta de verdade – a amiga tentava explicar – ele não é o monstro que você está pensando que ele é. Inclusive, me pediu pra me aproximar de você para cuidar de você já que você estava sendo constantemente azarada e o treinamento que Tom nos dá nos ajuda nisso. Mas as azarações pararam e eu fiquei porque você e Julia são as melhores amigas que eu poderia ter!

— Ele tortura pessoas por nada, ele praticamente me obrigou a torturar a Carrow, eu não queria, mas senti medo de algo acontecer caso eu não obedecesse... ele não é o Tom que eu conheci e me apaixonei... – disse voltando a chorar em seguida.

— Ele é sim, você só nunca quis admitir. E ele não tortura pessoas por nada... Magda mereceu, até você pareceu admitir isso lá dentro... – falou ao lembrar da perfeição com que Anna executara a maldição cruciatus em Biancah

— E quanto aos trouxas, Kim? Eu sou um deles também. O que acontecerá comigo quando Tom se cansar de mim?

— Mas você não é qualquer uma nascida trouxa, e Tom gosta mesmo de você, como te falei. Gosta e confia, se não, você não estaria lá hoje. Tom quer o máximo de sigilo sobre as nossas reuniões.

— Você concorda com ele? Também odeia os trouxas? – perguntou enquanto, pela primeira vez olhava Kim.

— Concordo com ele, mas não odeio trouxas. Tom quer um mundo livre para os bruxos. Ele não quer que os bruxos tenham mais que esconder quem são perante os trouxas. Nossa luta é por liberdade, mas Tom também acredita que nosso mundo deve ficar entre os bruxos, por isso não gosta dos nascidos trouxa, mas você é diferente. Tom também tem um passado que contribuiu para esse ódio, ele me contou.

— E o rammster da minha antiga amiga? Foi um dos Black? A mando do Tom?

— Sim, foi um Black e não foi a mando do Tom – ela mentiu dessa vez. – mas eu facilitei pro Orion entrar. Nunca gostei daquela garota e detesto ratos. – ela encolheu os ombros

— Kim, me deixe sozinha... eu preciso pensar...

— Tudo bem, mas não faça nenhuma besteira, e não se esqueça: Tom gosta muito de você, e eu também. – disse enquanto começava a se afastar.

Anna encolheu as pernas e escondeu a cabeça nos joelhos enquanto chorava desesperadamente. Ela viu seu mundo desabae, o seu conto de fadas se desfazer  ao perceber que o seu príncipe encantado era alguém cruel que se intitulava Lorde e estava sedento pelo poder, e o pior: apesar de tudo, ela continuava apaixonada por ele.

Parecia que nunca seria capaz de acalmar a dor que ela sentia. Descobria que o único garoto que ela amou e que amaria a vida toda era um monstro. Todo encanto que ele se esforçava para mostrar a ela era uma farsa. Mas nem o lado racional dela fazia com que parasse de pensar nele.

As semanas que se passarram não foram fáceis pra ela. Fazia quase um mês que não falava com Tom, tampouco com Kim. Tom tentou se aproximar 2 vezes de Anna, mas ela o rejeitou o que fez com que ele não a procurasse mais. Kim, ao contrário, tentava falar com ela sempre que a via, mas Anna a afastava ou fingia estar ocupada quando Julia estava olhando para evitar mais perguntas sobre o porquê de não se falarem.

— Rompeu com Riddle, não fala mais com Kim... por acaso não pegou os dois juntos né? – perguntou Julia desconfiada.

— Não, Tom está diferente, por isso terminei e quanto a Kim... só nos desentendemos. Os NIEMs não tardam e eu peguei mais matéria que posso dar conta, por isso me afastei um pouco das minhas distrações.

Apesar de tudo, ela tinha prometido que não contaria nada do que vira ou sabia até porque descobririam que ela também usou a maldição cruciatus, mas a parte mais dolorosa era encontrar Tom tanto pelos corredores como nas aulas e sentir o olhar do garoto fixo nela enquanto ela fazia até o impossível para não olhar pra ele também. Ela sentia uma falta imensurável dele mas não podia esquecer, não queria ser cúmplice daquilo tudo ainda mais porque Tom continuava próximo dos amigos que agora ela pensava que na verdade eram servos, até de Magda ele voltara a estar próximo já que agora sempre andava de braços dados com ela pelos corredores e voltara a se deitar no colo dela durante os intervalos, como se ele nunca a tivesse torturado e nunca tivesse mandado Anna fazer o mesmo. Ela não sabia que tipo de força ele exercia sobre eles, até chegou a considerar a maldição imperius, mas logo descartou já que professores como Dumbledore já teriam percebido.

Os ataques aos nascidos trouxas aumentaram desde que rompera com Tom e ele nunca mais a procurou nem pra pra discutir assuntos da monitoria: ou falava com Brian que também era monitor da Grifinória ou resolvia tudo sozinho. Até o desempenho de Anna nos estudos havia caído.

— Anna, minha querida, venha aqui. – disse o professor Slughorn depois de uma poção deplorável que ela havia preparado na aula – a senhorita tem demonstrado um péssimo desempenho em minhas aulas. Sei que o rompimento seu com o senhor Riddle possa ter contribuído e sim, já estou sabendo de tudo... não quero que pense que estou tentando reaproximar vocês, mas pedi pra ele te dar um reforço nas últimas poções que vimos em aula, e ele concordou gentilmente. Amanhã, 18:00, espero os dois aqui em minha sala para estudarem, já combinei tudo com ele.

— Mas professor... prometo me esforçar mais...

— Nada disso, mocinha, e digo mais: ou aceita a ajuda do Tom ou não espere mais fazer parte da minha turma de NIEMs!

Ela sabia que cedo ou tarde teria que voltar a falar com Tom, ela só não esperava que fosse tão cedo.



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