História Jovens Suicidas - Capítulo 1


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Categorias A Escolha Perfeita (Pitch Perfect), AnticLove, Glee, High School Musical
Personagens Charlie, Personagens Originais, Richard
Tags Adolescentes, Anticlove, Aventura, Colegial, Drama, Geração Z, Mistério, Romance, Tragedia
Exibições 10
Palavras 1.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Sejam bem vindos a fanfic!
Espero que gostem do primeiro capitulo.
Já adianto que pretendo continuar rsrs Essa é uma das minhas histórias que projetei de forma aleatória, mas acabei me interessando bastante por ela.
Vai dar para abordar vários temas da atualidade e espero que a curtam bastante.
Já adianto que a fanfic nao será exatamente sobre as categorias que escolhi, será inspirada naquelas categorias, mas nao necessariamente com aqueles mesmos personagens e tals.
Continuem acompanhando e boa leitura! ❤
(OBS: Sintam-se livres para comentar!)
Bjs 😘

Capítulo 1 - Cortes Profundos


Fanfic / Fanfiction Jovens Suicidas - Capítulo 1 - Cortes Profundos

Marina-

As gotículas de água escorriam pela janela, o tempo frio nos obrigava a esconder-se em baixo dos cobertores, era difícil chover por aqui, mas tambem quando ocorria, não chegava a ser muito, inclusive, a chuva já havia passado. O escuro anunciando a calida noite, tudo estava perfeito, ao menos para mim. Frio, coberta, televisão, ah, e pipoca... O que mais poderia querer eu? As luzes já estavam apagadas e estávamos no clima de "terror", isso porque estávamos assistindo filmes neste gênero.

Sim, estávamos, eu e minha amiga Safira, ela estava agarrada em meu braço e pelo visto nao ia soltar-me tão fácil, creio que apenas quando o filme terminasse, ainda assim apostava alguns trocados de que ela nao conseguiria dormir a noite. Ela era muito medrosa.

Bom, optei por colocar um  filme classico primeiro, filmes de romance gotico sempre me encantaram, por isso estavamos assistindo "Frankenstein", na verdade aquilo era apenas para deixar Safira aquecida, pois logo após assistiriamos "A Bruxa", estava convicta que ela mal conseguiria assistir ao início. 

Bem, o filme Frankenstein já estava na metade, vaguei a mão pela tigela que segurava e senti que a pipoca estava acabando, é, pelo visto eu comi mais do que Safira já que a mesma gastou seu tempo escondendo seu rosto atrás de meu braço.

-Aí! -gritou. -Ele vai matá-lo! -ela roeu as unhas incontrolavelmente.

Apenas revirei os olhos, minha amiga costumava ser muito sensível.

-Pare com isso, Safira! -fiz careta.

-Mas olhe... -ela apontou.

Eu nao via nada demais, estava acostumada com mortes.

-O que é que te assusta? O fato dele matar as pessoas? -perguntei rindo.

Quando a criatura matou uma de suas vítimas, Safira deu uma pausa em sua voz olhando para o lado, depois de toda aquela cena ter passado, ela retomou.

-Talvez...

-Acaso nao sabe que ele está fazendo isso apenas por que as pessoas provocaram esse sentimento nele? -falei me referindo ao filme. -Esse sentimento de odio, que uma vez tambem ja provocaram em mim. -conclui.

-É, mas... Aí, essas cenas...

-Se o que te assustam sao as cenas, a mim o que assustam sao as pessoas. -assenti de uma forma ironica.

-As pessoas? -ela pareceu intrigada.

-Você viu do que elas são capazes? Essas pessoas são mais monstros do que o próprio Frankenstein...

De repente fomos tomados pelo um imerso escuro, Safira abraçou-me tremula após ter gritado, alcancei meu celular que estava ao lado da cama e liguei a lanterna. Aquilo fora um apagão. Mas que droga! Justo agora que estávamos assistindo! No fundo, sei que Safira agradeceu por isso, ela detestava terror. Bom, como já estava tarde, a única coisa a se fazer era provavelmente dormir.

-Aí, que tédio! -reclamei. -Bom, acho que esta na hora de dormir! -sugeri a ela.

-Acho que nao vou conseguir! -disse com as maos sobre a boca.

-Ora, Safira! Pare com isso! -ordenei. -Nao vai acontecer nada. -levantei-me.

Resignada ela foi para a sua cama, sabia que nao tinha outra alternativa.

Eu e ela dividíamos o mesmo quarto, é que cursavamos a mesma faculdade. Por aqui somos apenas nós duas, viemos de tão longe para cá, apesar de Safira ter um jeito patético as vezes, ela continua sendo minha melhor amiga e creio isso nao vá mudar.

Assendi uma vela no quarto para deixar Safira mais segura, depois com a lanterna do meu celular fui até o banheiro que ficava embutido ao quarto. Coloquei o celular com a tela para baixo sobre a pia.

Eu parecia feliz, representava estar me divertindo ao ver o filme, e talvez estivesse mesmo. Mas tambem estava farta daquele dia. Nem sempre os meus dias sao completamente felizes, por vezes eles começam mal, aí eu me divirto um pouco e depois terminam do mesmo jeito. Acho que nao houve um só dia que fosse completamente bom para mim. Sabe, eu fiz isso de novo, sorri e finji que estava tudo bem, as pessoas acreditaram, na verdade elas nunca notam a realidade e são bem fáceis de se enganar. Pode ser também que elas não queiram notar a verdade, afinal ninguem realmente se importar. Mas isso nao vem ao caso.

Eu nao sei, mas é exatamente nessa hora onde tudo começa, depois que as luzes se apagam, depois que os olhos se fecham. Eu, eu sinto uma tristeza tao profunda dentro de mim. -deslizei encostada a porta do banheiro, caí ao chao sem me importar com a batida, aquilo nao parecia doer, nao quando seu interior esta em decomposiçao, supoem-se que isso dói mais que qualquer batida ou ematoma. Observava meus cabelos ruivos sedosamente naturais espalharem-se pela porta. Eu ja nem mais sabia o que estava fazendo, a esta altura eu ja nao era mais dona de mim. -Então as lágrimas, as malditas lágrimas que segurei durante o dia fingindo nao me importar com a opinião alheia, ou fingindo sorrir quando só queria que elas viessem a tona, aquelas malditas lágrimas caíram, caíram repentinamente sem que eu pudesse as controla, e as enchuguei o mais rápido possível, o mais rápido que pude.

Levantei-me decidida, não importa quem eu tentasse ser, eu nunca deixaria de ser: "a Mari feia, a Mari dissimulada, ou a Mari assima do peso.". Eu olho ao redor e quando vejo essas garotas, sei que nunca vou conseguir ser como elas. Elas são tão lindas, e eu... Se você me olhasse como eu me olho todos os dias naquele espelho, entenderia o que eu quero dizer. Nao é facil, nao. - e agora eu nao sei mais o que estou fazendo, eu nao sei por que essas lagrimas desabaram em meu rosto e nao sei por que estou batendo descontrolada na pia. - Tudo o que eu sei é que meu coração doi, tanto quanto se rasga um papel, tanto quanto se espeta com um caco.

Talvez você não entenda. Estamos no meio de um deserto, eu, eu estou numa faculdade no Egito, rumo ao sucesso e independência, como sempre sonhei. Todos os benditos dias faz calor nessa merda e eu nao posso parar de usar blusas de malha com manga longa. Por que eu nao posso parecer alguém normal ao menos uma vez na minha vida? Isso tudo me irrita. -disse ao retirar a camiseta de gola que estava me matando de calor. -"Ninguém pode ver agora, ninguém está aqui, está tudo bem, Mari!", repeti a mim mesma.

Finalmente eu encontrei você velha amiga! Sentiu saudades? Eu queria ter sido forte o suficiente para nao ter sentido, mas nao sou. Eu pareço, mas nao sou, e você sabe disso. - eu sei, sei o que estou fazendo. Mas os problemas não se resolvem assim, não é como se estalassemos os dedos e derrepente eles desaparecessem. - O que estou fazendo? Lagrimas inuteis que insistem em borrar minha maquiagem. Agora eu tenho você amiga, a única coisa que preciso. Enfrente ao maldito espelho do banheiro, não tento me concentrar em minha ação, eu peguei a navalha escondida em um pote e a precionei sobre minha pele, eu estava imovel, como se a única parte que se movesse em meu corpo fosse a mao que segurava o canivete. Eu senti, senti os fios de minha vida escaparem quando afundei aquile objeto em meu pulso. Nao gritei, tampouco reclamei. Aquela dor nao se comparava com a que eu estava sentindo. Estava acostumada com aquilo, pelo menos venho praticando isso a duas semanas antes de regressar aqui, nao sei exatamente bem por que eu o faço, mas vejo isso como uma saída. As malditas blusas sao para esconder, eu nao quero chamar atenção, nem quero que ninguém pense: "Nossa, coitadinha!" ou então, "Ela faz isso para chamar atençao!", simplismente nao quero que pensem nada, estou bem como estou. Quero acreditar que vou continuar bem.

Voltei para o quarto após ter cuidado do ferimento, estava acostumada, aquilo se tornou algo prático para mim. Safira ja dormia, todavia era melhor assim, certamente faria perguntas ou reclamaria angustiada, eu nao estava com cabeça para aquilo. Acabei vestindo outra blusa de manga, a noite era até suportavel ja que esfriava um pouco. Mas na verdade eu tinha medo que Safira me descobrisse pela manha e acasse percebendo tudo. -deitei-me e me cubri.

Eu só queria que por uma vez alguém verdadeiramente gostasse de mim, será que eu estaria pedindo muito? Porque até meus pais preferiam a Safira a mim, eles se orgulhavam mais de minha amiga do que de mim que era sua filha de sangue. O que havia de errado comigo? Eu nao odiava Safira, mas sentia certa inveja, sim, inveja. Ela não tinha nada, não tinha pais, não tinha uma casa de luxo, ganhou uma bolsa pra poder estudar aqui, e ainda assim tinha tudo. E não sei porque ela tinha tudo, mas ela parecia conquistar pessoas verdadeiras e talvez esse fosse o tudo dela que eu invejava. Eu nao já queria pensar mais em nada, doia admitir que tinha inveja da minha melhor amiga. -meu braço começou latejar, não queria tomar analgessicos, tentei dormir. -Amanhã seria mais um dia tentando enfrentar isso de novo, tentando nao se olhar no espelho para perder a autoestima. Devia sorrir e disfarçar, repetir a mim mesma que era linda, mesmo que não me sentisse assim. Deveria fingir, como todos os outros.

Mas por enquanto, devia pensar em algo bom, uma lembrança bonita que me fizesse sorrir. Certamente de minha infância, essa era a fase que mais me orgulhava. Olhando para trás, para aquela menina que eu costumava ser, certamente que se ela me reencontrasse sentiria medo de mim. Porem, essa menina costumava ser pura e verdadeira, era do tipo que caçava borboletas, do tipo que nao se odiava, que tinha amor próprio... Do tipo feliz.



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