História Joy Significa Alegria - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Red Velvet
Personagens Joy, Yeri
Tags Joyri
Exibições 23
Palavras 1.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Persistência


 Capítulo 01 - Persistência

Muitas pessoas naquela vila faziam Yerim desejar realmente ter poderes mágicos quando lhe acarretavam a paciência, mas nenhuma havia chegado perto de causar o que Park Sooyoung causava. 


 Fazia exatamente uma semana e cinco dias que vinha massageando as têmporas durante quase todo o período acordada ou suspirando pesadamente pelos cantos da vila. Tudo em prol do controle, pois a última coisa que queria era um escândalo com alguém tão influente. Já lhe bastava as acusações infudandas.


 Quase podia se lembrar da primeira vez que ouviu falar da garota de cabelos curtos. Estava recebendo um pedido quando alarmada, Sr. Benet a empurrou para fora do caminho e enfiou a cara no portal de entrada, olhando para seu clone idêntico. 


 - A filha do Sr. Park acabou de chegar na prefeitura! Irá acontecer um baile amanhã a noite em sua comemoração!


 E uma vez que caido na boca das Gêmeas News, como Yerim apelidava, toda a cidade ferveu de ansiedade com a nova jovem que residia a cidade e o baile que aconteceria na noite seguinte.


 Yerim tão pouco quis aparecer no local, mas sua mãe trabalharia na cozinha e ela não poderia deixar que a mulher ficasse sozinha. Das coisas que fizera, aquilo foi seu primeiro arrependimento. O segundo aconteceu quando em meio a festa, a cozinha foi invadida por uma morena cujo os olhos fizeram seu corpo estremecer.


 Não soube distinguir o que sentira. Mas ficou parada, sendo sugada para um mundo distante. Não tinha certeza se aquilo era algo bom.


 Disperta pelo aquecimento repentino em seus dedos, lembrou da educação.


 - Deseja algo? - Questionou, afastando a mão do alimento que preparava.


 - Você. - Respondeu com confiança.


 - Como? - Yerim piscou algumas vezes, confusa.


 - Ficaria incrível em um quadro meu. - Continuou. - Qual é o seu nome?


 - Yerim! - A voz veio da lateral da cozinha, a mãe da garota parecia irritada. - Prepare os pratos e pare de incomodar a senhorita. Deseja algo, Senhora?


 - Não. - A morena sorriu sutilmente. - Te vejo depois, Yeri.


 E a terceira coisa pela qual se arrependeu aquela noite foi ter corrigido a garota, que mesmo tendo ouvido pareceu pouco se importar enquanto se retirava.


 - Querida, eu sei que é difícil, mas ela é sua senhora e filha do homem mais poderoso da cidade. Mantenha distância e se não conseguir… Seja gentil.


 Ou lhe queimam na fogueira, Yerim completou em sua mente. Afirmando com a cabeça, a ruiva desviou a atenção novamente para seus afazeres, mesmo que sua mente repassasse sua ação, ou a  falta dela diante da dona da casa.


 E no dia seguinte lá estava ela no rio, lhe pedindo para ser sua modelo em um quadro que percorreria o mundo. Mas se Yerim não queria ao menos passar dois minutos na companhia da morena, quem diria horas? Seu não foi simples e claro. 


 Ela era filha de um membro do conselho e pessoas do conselho eram loucas. Acreditavam em bruxas, queimavam inocentes na fogueira e se nomeavam puritanos na frente do vilarejo.


 Mas a Srt. Park havia se mostrado persistente e todos os dias dava um jeito de encontar com Yerim e repetir sua proposta, tornando impossível a convivência da ruiva com o silêncio.


 Então naquela tarde, enquanto fazia sua última entrega do dia, ouviu mais um comentário sobre a filha do prefeito e se declarou oficialmente de saco cheio. Retornou para casa, deixou o dinheiro sobre a mesa e repousou na cadeira da mesa que ocupava o centro da cozinha.


 E se deu conta de que a exatamente uma semana e cinco dias, ela não era o assunto da cidade.


 E riu.


 Riu de como não havia se dado conta de que as pessoas não comentavam agora de seu cabelo. Riu por que era irônico que a pessoa que lhe trouxera paz dos puritanos, era a mesma que lhe trazia dor de cabeça.


 Mas logo o som foi cortado pela gritaria que consumiu o vilarejo. E assim como a maioria daquelas pessoas, foi inevitável não ir checar o que acontecia.


 




 - Eu peço calma a todos! Creio que tenham mais o que fazer. O culpado vai pagar pelo que fez. - Advertia o reverendo, no centro do circulo e embora não o pudesse ver, Yerim sabia que seus fios de cabelo esbranquiçados estavam devidamente arrumados e acompanhavam uma carranca irritada.


 - Todos sabe quem foi! - Gritou um.


 - Só a queimem na fogueira!


 - Ela não pode sair livre!


 E todos começaram a falar juntos novamente. Aqueles que acabavam de chegar se exprimiam entre as pessoas ou pulavam para conseguir uma visão do que acontecia no circulo e ao não ter cuspia palavrões em concordância com qualquer coisa.


 - Fiquem quietos! - Esbravejou quem ainda liderava o círculo. - Não vamos queimar ninguém até termos provas. Voltem para suas casa agora e parem de atrapalhar a investigação.


 O prefeito declarou as últimas palavras diante de um silêncio quase impossível, daqueles que só o mesmo conseguia causar. Yerim também ficou quieta, mas por algum motivo não conseguiu seguir seu caminho.


 Ficou parada, quase que petrificada. A maioria das pessoas estavam focadas demais em falar sobre o ocorrido para dar atenção a ruiva, as que lhe reparavam lançavam olhares que se mesclavam entre nojo e medo, mas não paravam de andar.


 Foi quando a multidão finalmente dispersou que ela pode ver a cena que lhe causaria pesadelos naquela noite: um homem totalmente pálido, com olhos quase saltados pela órbita e uma boca torta como se gritasse de agonia estava aos pés do prefeito, do reverendo e da doutora.


 - Temos que tomar providência sobre isso. - Declarou o religioso, puxando o tecido branco por cima do cadáver. - Vamos reunir o conselho.


 - O que você está fazendo aqui?


 Yerim ergueu seu olhar e foi tomada por um arrepio medonho quando observou a doutora. Abriu a boca uma ou duas vezes para que pudesse responder, mas alguém atrás de si foi mais rápida.


 - É a minha cidade. Para onde mais eu iria?


 Seu coração saltou ao virar e se deparar com sua madrinha encarando o homem atrás de si. O cabelo escuro caia perfeitamente sobre os ombros, o olhar era desafiador e a boca tinha os dois cantos erguidos com divertimento. 


 - Wendy, pegue sua afilhada e saia daqui, pensei que tinha dado ordens claras de não querer ninguém aqui.


 - Se você considera você, sr. Prefeito, e esses dois ninguém, tudo bem.


 - Só saia daqui, Wendy. - Novamente a doutora pediu ou esbravejou, nem um pouco contente com aquela atitude.


 A madrinha de Yerim ergueu uma das mãos em rendição já que a outra carregava uma mala simples de cor escura.


 - Está muito tensa, Irene.


 Dito isto olhou para a afilhada e sorriu com animação, não demorou a ter seu corpo rodeado pelos braços da menor que lhe apertou com força feliz com sua chegada e horrorizada com a cena que se seguia.


Notas Finais


Como estamos?


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