História JUDAS (Imagine Jackson Wang) - Capítulo 5


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Imagine, Jackson, Jackson Wang, Jaebum, Wang, Yugyeom
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Palavras 2.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá meus amores.
Mais uma vez mil desculpas pela longa demora
Para atualizar.
A notícia boa é que agora eu estou
Oficialmente de férias
Ou seja, terei mais tempo para escrever, portanto não demorarei muito para atualizar ♡



(Obrigada pelos mais de 100 favoritos, muito obrigada mesmo)

Capítulo 5 - Sobre Os Teus Toques


Meus olhos te viram triste

Olhando pro infinito

Tentando ouvir o som do próprio grito

Do louco que ainda me resta

Só quis te levar pra festa

Você me olhou de um jeito tão aflito.

Esperando Aviões – Vander Lee




XXX






Eu definitivamente não esperava por aquilo, não mesmo. Um grande problema agarrado a minhas costas sendo o motivo de fortes dores de cabeça e chateação de repente havia se dissipado, através de cinco palavras, “Jackson Wang é todo seu”. Jaebum me lançava um olhar firme enquanto esperava por qualquer palavra que eu pudesse inferir, mas o que eu poderia dizer? Eu estava tão surpresa que minha língua sequer sabia como se movimentar.

— Você não vai dizer nada? — Indagou Jaebum, cruzando os braços sobre os peitos.

— Obrigada? — Soou como uma pergunta, então balancei a cabeça forçando-me a abandonar o meu transe, reformulando a frase em seguida. — Muito obrigada Jaebum, não vai se arrepender eu prometo.

— Eu espero que não mesmo. — Disse Jaebum, com a expressão sombria e a voz em um tom no mínimo suspeito, me fazendo engoli em seco de imediato.

— O que faremos hoje? — Questionei, tentando eliminar o clima hostil instalado na pequena sala.

— Você que é a dona do documentário, então... o que faremos hoje? — Disse Jaebum, sentando-se em sua cadeira relaxadamente.

— Hummmm. — Murmurei, enquanto pensava por onde começar. — Certo, vamos começar preparando os entrevistados, como isso é um presidio para gente com problemas mentais não custa nada ter um tato a mais não é mesmo?

— Sim senhora, prossiga. — Disse Jaebum, assentindo com a cabeça.

— Eu vou ter uma primeira conversa com cada um de meus vinte personagens, quero me apresentar e também quero ouvir suas objeções e qualquer coisa que queiram me contar. — Disse, organizando a ficha de cada um sobre a mesa de Jaebum, selecionando a ordem dos entrevistados, sem nenhum motivo aparente coloquei Jackson em primeiro.

— Gostei da ideia, de todos os vinte selecionados todos são bastante pacíficos apesar do que fizeram no passado e de seus problemas mentais. — Disse Jaebum, finalmente abrindo um sorriso.

Eu queria capturar aquele momento em uma fotografia para poder carregar o sorriso solar de Jae comigo para todos os lados, eu com certeza me sentiria mais feliz e mais sortuda talvez por lembrar que o dono daqueles lábios róseos e sorriso encantador havia se declarado para mim ontem à noite. Sem motivo algum minha mente viajara para uma outra pessoa, e eu me perguntei se algum dia iria conseguir ver aquele garoto sorrir, não um sorriso sarcástico afim de esconder sua dor, mas sim um sorriso de felicidade, tenho certeza que o sorriso de Jackson deve ser tão bonito quanto o sorriso de Jaebum.

— Então moça que neste exato momento em está perdida em algum lugar da lua. — Disse Jaebum, vindo até mim envolvendo minha cintura com seus braços me puxando para si. — Vamos começar?

— Sabe o que é que é. — Iniciei a sentença, coçando a cabeça por saber a reação de Jaebum ao fim da mesma. — Eu vou começar com o Jackson e você sabe que não pode participar das sessões certo?

Jaebum me largou na mesma hora, andou de costas até se apoiar em sua mesa, me fitou por um tempo como cenho franzido, até que respirou fundo, pareceu conta até dez, e me disse “que tudo bem”, que eu apenas esperasse um pouco para que ele pudesse dizer aos guardas para que levassem Jackson até a sala que ele havia mandando preparar para as entrevistas.

— Não seria melhor se eu já me encaminhasse para lá? Assim quando Jackson chegasse começaríamos logo sem perder tempo. — Rebati.

— Você tem razão, venha eu te levo até lá. — Disse Jaebum, passando por mim como um furacão cujas forças parecia tentar conter com muito custo.


XXX



Após uns dez minutos caminhando pelo imenso prédio chegamos a tal sala. Jaebum havia organizado tudo com muito zelo e afinco, o local era uma pequena sala de paredes brancas iluminada por uma grande janela de vidro que dava ao lugar um ar mais leve e suave, no meio da mesma não havia nada além de duas poltronas de coloração preta dispostas uma de frente para outra, separadas apenas por uma mesinha de vidro de baixa estatura que não quebrava a proximidade das poltronas.

— Visitei todas as salas vazias do centro hoje de manhã, decidi que essa com certeza é a melhor de todas. — Disse Jaebum, se aproximando da janela a passos lentos. — Está do seu agrado?

— Jae está perfeito, eu não tenho nem como te agradecer por tudo isso. — Disse eu, sentando em uma das poltronas enquanto avaliava o local maravilhada com absolutamente tudo.

— Tem sim. — Disse Jaebum, arqueando uma de suas sobrancelhas. — Vamos passar o final de semana juntos em um hotel fazenda, o que me diz?

— Eu não tenho sequer o direito de te dizer não. — Disse eu, abrindo um largo sorriso.

— Então estamos combinados. — Disse Jaebum.

— Senhor? O detento já está aqui, ele pode entrar? — Disse o agente penitenciário após deferir três batidas na porta em seguida se fazendo presente.

— É claro que sim. — Disse Jaebum, perdendo quase que automaticamente a postura relaxada que mantinha desde que me falava sobre a escolha da sala.

Jackson Wang surgiu no local com a mesma cabeça erguida e o olhar altivo porém perdido em algum de lugar, de sempre, senti meu coração acelerar e minhas mãos suarem ao notar a cara feia que ele fez ao ver Jaebum parado rente a janela, cara feia esta que fora devolvida na mesma intensidade por Jaebum fazendo com que a espécie de ódio que sentiam um pelo outro fosse quase palpável. Para amenizar a situação resolvi levantar-me e iniciar um diálogo qualquer com Jackson.

— Boa tarde Jackson. — Disse eu, lhe abrindo um sorriso nervoso.

— Boa tarde jornalista. — Disse Jackson, finalmente tirando seus olhos de Jaebum para encarar a minha face.

— Alguém pode tirar essas algemas dele por favor. — Disse eu, sentando-me novamente em minha poltrona confortável.

— Senhora não aconselhamos que fique sozinha na presença de um detento sem algemas, ele pode lhe atacar. — Alertou-me um dos agentes.

— Ele não vai me atacar, eu confio nele. — Disse eu, arrancando uma risada em escárnio de Jaebum. Lancei um olhar furtivo para o mesmo que saiu da sala informando aos agentes que me obedecessem. Um dos agentes então tirou as algemas de Jackson, que fez uma expressão de alívio ao se ver livre do ferro que o prendia.

— Jackson sente-se por favor. — Disse-lhe apontando a poltrona a minha frente. — E vocês podem sair, muito obrigada. — Disse eu para os agentes que se encararam por um tempo e então saíram, me deixando sozinha com Jackson.

— Machuca muito? — Disse eu, tocando os pulsos arroxeados de Jackson, que nessa altura já se encontrava sentado bem próximo a mim.

— Eu... já estou acostumado eu acho. — Disse Jackson, suspirando profundamente quando iniciei uma massagem lenta em seu pulso direito que parecia o mais castigado.

— Acho que ninguém nunca se acostumará com isso. — Disse eu, largando o seu pulso e corando ao perceber o que estava fazendo. Parte deste ato é justificável pelo fato de eu por algum motivo desejar sempre o bem de Jackson, eu desejava muito que ele fosse feliz e vivesse uma vida relaxada longe daquele lugar.

— Eu tinha me esquecido como era a sensação de um toque delicado em minha pele. — Disse Jackson, sorrindo timidamente. — Obrigado por me fazer resgatar lembranças tão agradáveis.

Não sabia como lidar com aquela revelação, e então me perguntei o quão difícil deveria ser estar em um lugar como aquele, sem um contato humano que lhe fosse dedicado por carinho, acordar e ver exatamente as mesmas paredes absolutamente todos os dias ano após ano. Eu ainda não sabia o que Jackson havia feito para acabar preso em um lugar como este, mas ainda assim mantinha este sentimento de que não era justo ele estar ali desperdiçando toda a sua juventude, seu bom humor e sorrisos tão belos quanto o que ele me direcionou ao me agradecer pelo carinho.

— Há quanto tempo você está aqui Jackson?

— Sete anos, pode não parecer muito tempo à primeira vista, mas posso te jurar de cada dia aqui equivale a cinco anos. — Disse o homem, com a expressão firme, mas o seu olhar não mentia, sentia-se profundamente triste.

— Está é a segunda vez que venho aqui e só de imaginar que terei de vir todas as tardes me sinto sufocada. Eu não gosto deste lugar, é extremamente... frio. — Disse eu, franzindo o cenho para melhor demonstrar minha insatisfação.

— Aqui raramente se fala de amor, aqui constantemente é puro sofrimento e dor. — Disse Jackson, apertando as mãos sobre seus joelhos como uma criança amedrontada.

— Como você consegue sobreviver a isso? — Disse eu, em um sussurro.

— Para sobreviver aqui dentro você tem de ser firme. — Disse Jackson, largando seus joelhos e tomando novamente sua postura ereta e altiva.

— Eu serei firme, acho que posso lidar com isso. — Disse eu, fungando o nariz por conta do ar frio.

— Sim você pode, eu acredito no teu potencial jornalista.

— Certo, chega de papo vamos ao trabalho. — Disse eu, me recuperando daquela conversa mais intima do que eu esperava. — Jackson hoje nada será gravado ainda, este momento será apenas para conversarmos e para esboçarmos aquilo que você deseja contar para o mundo.

— Oh não, jamais conseguirei me concentrar enquanto este belo chupão no teu pescoço estiver em meu campo de visão. — Disse Jackson me lançando um olhar repleto de cinismo. — Ainda está vermelho então é recente.... A noite foi boa, não?

— Não interessa para você, palhaço. — Disse eu, levando instintivamente a mão até a marca que Jaebum havia infelizmente me deixado. Eu devo ter ficado azul de tanta vergonha.

— Pensando bem, a noite não deve ter sido assim tão boa, esse chupão está bem mal feito, se fosse eu que tivesse feito seu pescoço estaria roxo, mas já eu já imaginava que o Jaebum não fosse tão bom de cama. — Disse Jackson

— O quê? — Disse eu arregalando os olhos, perplexa. Jackson sorria tanto que logo o sorriso se transformou em uma gargalhada contagiante, aigoo eu queria vê-lo sorrindo, mas não de mim.

— Para garoto. — Disse, lhe dando um tapinha em seu braço esquerdo.

— Mas é sério, se quiser ser fodida da forma correta basta me procurar. — Disse Jackson, inclinando seu corpo para ficar com o rosto bem próximo e rente ao meu.

— Está desesperado por sexo senhor Jackson Wang? — Disse, arqueando uma de minhas sobrancelhas enquanto entrava no seu joguinho barato.

— Eu só fui desesperado por uma coisa na vida. A mulher que amava. O resto eu sempre consegui administrar bem. — Disse Jackson, soprando aquelas palavras em meu rosto fazendo-me arrepiar.

— Você... você já amou alguém? Eu não sabia. — Disse eu, abalada por aquela informação.

— Você não sabe de muitas coisas sobre mim, mas sim, eu já amei alguém, muito, inclusive é por causa dela que estou aqui mofando. — Disse Jackson, sem distanciar nosso rostos.

— Então você está me dizendo que está preso por amor? — Questionei incrédula.

— Uhum. — Murmurou Jackson.

— Jackson Wang, isso é ridículo, ninguém merece esse tipo de sacrifício. — Disse eu bem baixinho, posicionado cada uma de minhas mão em cada lado de seu rosto de pele delicada, afim de que este me ouvisse com atenção.

Jackson posicionou suas mãos sobre as minhas, fechou os olhos e por fim suspirou profundamente, seus dígitos então se retiraram de cima dos meus e correram até os meus braços deixando ali um afago gostoso. Eu sabia que estar tão próxima assim de Jackson era contra as regras e também muito perigoso para minha sanidade mental, mas eu não conseguia me distanciar daquele toque, daqueles suspiros de alivio, daqueles olhos fechados que pareciam finalmente terem encontrado descanso em mim.

— Jornalista... que diabos você está fazendo comigo? — Sussurrou Jackson, após um longo período em silencio apenas curtindo nossos afagos.

Quando me preparava para responder qualquer coisa tão sem sentido quanto os motivos que nos levaram a se agarrar um ao outro sem a mínima vontade de nos largarmos tão cedo, ouvimos leves batidas na porta, avisando-nos que se continuássemos assim seriamos pegos no flagra; largamo-nos instantaneamente, nos endireitando em nossas poltrona colocando em nosso rostos a melhor cara de paisagem que poderíamos fazer naquele momento desconcertante.

— Olá, eu só quero avisar que o tempo com o Jackson está esgotado. — Disse Jaebum, esgueirando-se por entre a porta com um olhar desconfiado a nos direcionado.

— Tempo? Que história é essa de tempo? — Disse eu.

— Se você ficar a tarde toda com esse aí não terá tempo para os outros entrevistados e este projeto precisa andar, certo? — Explicou Jaebum.

Jackson se levantou com as orbes aflitas como se estivesse travando uma guerra interna consigo mesmo em um lugar bem distante dali, caminhou até os dois agentes penitenciários que agora já se faziam de pé na porta, estendendo seus braços para que pudesse ser algemado novamente, em seguida Jackson esvaiu-se da sala, deixando-me sozinha com o meu coração que ladrava sem parar, e minha pele que não via a hora de receber dele apenas mais um toque.




XXX




Jackson On



Minha mente estava em guerra depois daquele tempo sozinho com a S/n, o lado mais racional me alertava do perigo em me envolver com ela, Jaebum gosta dela e bem, ele não é esse amor de pessoa que todos pensam que ele é, além do mais ela me traz muitas lembranças de uma pessoa que até então eu queria lembrar, mas percebo que recordar o passado talvez não seja uma ideia tão boa assim, ou seja me meter com aquela garota era um erro gigantesco. Em compensação o meu lado irracional e completamente estúpido me dizia que eu deveria consumir toda aquela mulher vulgo tentação que a partir de hoje eu veria praticamente todos os dias, o que tornaria a tarefa de esquece-la um tanto quanto complicada; eu deveria esquecer Jaebum e todos os problemas que envolve estar com ela porque valeria a pena me arriscar, valeria a pena qualquer coisa apenas para sentir suas mãos macias sobre mim novamente, apenas para ser envolvido por aquele perfume agradável que ela exalava, apenas para quem sabe um dia sentir o toque de seu lábios contra os meus, apenas para quem sabe um dia eu pudesse toma-la em meus braços e fazer amor com ela até o fim dos tempos.

Deus! O que que eu estou pensando? Que história é essa de fazer amor? Sinto que estou perdido em tudo que ela é, e talvez só talvez não tenha mais volta, e eu por infelicidade ou não tenha que continuar me afundando naquela jornalista.


Notas Finais


Por hoje é isso, espero que gostem.

Até mais ❤


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