História Juntos No Mesmo Caminho - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Itachi Uchiha, Karin, Kizashi Haruno, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Interior, Sasusaku
Exibições 576
Palavras 4.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá people, como vão?
Gente desculpe a demora, mas minha semana foi tão cheia que não consegui postar a metade das fanfic que eu estava planejando e talvez essa semana eu não consiga por causa do calor infernal que se apossou do Rio.
Agradeço aos comentários e aos favoritos ei adoro vcs, sabiam?
Enfim, espero que vcs curtão e desculpe qualquer erro.
Boa Leitura.

Capítulo 3 - Fofoqueirinha.


 

Juntos no Mesmo Caminho

Sakura fitava cada canto daquela sala grande e espaçosa, que um dia já fora seu lar. Não havia mudado muitas coisas, na verdade só o sofá de marrom de três e dois lugares que parecia ser novo, pois o resto continuava como nas suas quase esquecidas lembranças.

Kizashi logo entrou carregando a bagagem da filha na mão e Mikoto vinha logo atrás com a pequena Mya ao seu lado, agarrando em sua saia poliéster florida.

A pequena Haruno fitava sua irmã mais velha de cabelos cor-de-rosa como suas bonecas, suas bochechas levemente coradas pela timidez por alguém desconhecido está ali, mas nada com que alguns minutos a sós para que a timidez fosse embora.

Sasuke foi o último a entrar, fechando a porta em seguida, fitando a família toda reunida observando a garota estranha catando cada coisa com o olhar avaliador.

Kizashi se sentia internamente feliz por ter a oportunidade de passar mais tempo com sua primogênita, fruto de seu primeiro casamento. Havia tempo que não via a sua filha, as coisas da fazenda andavam pouco intensas e o tempo se tornava curto. Sabia que a semana que ele tirava três vezes ao ano era pouco para matar a saudade de sua princesa, mas as coisas nunca era como ele queria. Mikoto era que tinha a tutela e não ele.

Tinha ficado surpreso com a ligação de sua ex completamente descontrolada, ele não podia imaginar que sua doce menina estivesse dando tanto trabalho. Não sabia como era a convivência dela com a mãe, mas iria fazer de tudo para que sua menina se sentisse confortável nesse tempo que passaria com ele.

- Bom - ele começou fazendo a atenção de Sakura volta-se para si. -, eu espero que se sinta a vontade, a casa também é sua. - sorriu. - E quero que saiba que estou muito feliz em passar esse tempo com você.

Sakura não disse nada e muito menos expressou algum sinal que estava contente com aquilo, apenas arqueou a sobrancelha num modo meio que debochado que não passou despercebido por Sasuke.

Desviou sua atenção do pai para a mulher ao seu lado, e tinha que admitir que aquela mulher era muito bonita. Os cabelos pretos e lisos combinavam com os olhos negros, contratando com a pele branca. Tinha um jeito de ser uma pessoa gentil.

Ela desceu o olhar para aquele catoco de gente que agarrava a barra da saia da maior, os olhos verde e grande a fitava curiosa. Sabia que era sua irmã mais nova, filha de seu pai com sua madrasta com cara de boazinha retardada. Ela não era fã de criança, não tinha paciência com essas pessoinhas intrometidas, e teria certeza que não iria ter paciência com aquela pirralha.

Por último seu olhar focou no garoto alto, encostado na porta de entrada com uma expressão de indiferente, seu meio irmão. Os cabelos eram pretos e arrepiados, num corte meio esquisito em sua opinião, os olhos eram negros como os da madrasta, a boca numa linha reta e ele era estupidamente lindo. Mas tinha cara de babaca.

Reprimiu uma vontade assustadora de revirar os olhos, mas a voz de Mikoto a fez sair de seu mundo de devaneios:

- Querida seja muito bem-vinda. - sorriu com aquele jeito amoroso e reconfortante. - Você deve está cansada da viagem, então vamos que mostrarei o seu quarto...

- Eu sei onde é o meu quarto. - a voz de Sakura interrompendo a mais velha e a deixando sem graça, fez Sasuke franzir seu cenho enquanto se questionava quem ela era para falar desse jeito com sua mãe?

Mikoto era um amor de pessoa, uma mãe muito amorosa, e ele odiava quando alguém tratava quem ele amava de forma rude. A primeira impressão que ele tinha daquela garota era o quanto ela era maluca, doida e mimada.

Ele odiava isso.

Kizashi percebeu o clima intenso na sala, também não havia gostado do jeito grosso de Sakura, mas não disse nada. Ela só precisava de tempo, e ele daria todo o que ela precisasse.

- O seu quarto está arrumado, pode ficar a vontade.

Sakura fitou o pai e dessa vez não conseguiu evitar revirar os olhos enquanto subia aquelas escadas de madeira até sumir no andar de cima.

Kizashi suspirou derrotado com a falta de educação de sua filha, onde tinha ido parar a sua menininha carinhosa? Sentiu a mão de sua esposa em seu ombro, erguiu o olhar para ela que sorria confortante.

- Dê um tempo para ela, querido. Deve está sendo difícil para Sakura sair da cidade grande e vim morar no interior.

Kizashi suspirou, fechando os olhos.

- Eu sei, mas alguma coisa está me dizendo que não vai ser tão fácil assim.

- Aos poucos ela se acostuma. - o tom positivo de Mikoto, fez o homem a fitar novamente e abrir um pequeno sorriso.

Como ele amava aquela mulher. Mikoto era uma pessoa muito atenciosa, como mãe e esposa. Ele tinha certeza que Sakura iria perceber essa qualidade da madrasta, pois Mikoto tinha o dom de cativar as pessoas.

Sasuke apenas bufou entediado, sua família estava dando muito mole para aquela garota mal educada que pouco estava se fudendo para eles. Deu as costas e abriu a porta, mas a voz de sua mãe o fez parar no portal:

- Sasuke vai aonde? Não vai terminar de almoçar?

- Perdi a fome. - respondeu sem a olhar e terminou antes de fechar a porta: - Vou terminar de concertar a cerca do gado.

Em seguida saiu, fechando a porta atrás de si. Aquela garota podia fazer todos de palhaço, mas com ele, ela não iria tirar leite com espuma. Nem que para isso ele tivesse que ensinar algumas lições para ela.

 [...]

Sakura passou o resto do dia trancada no quarto, que não havia mudado nada desde a última vez que esteve ali. Já havia arrumado suas coisas no guarda-roupa, do seu jeito é claro. Pegou um short curto e rasgado, sua camiseta preta do Slipknot e se dirigiu até o banheiro que ficava ao lado do seu quarto. Tirou toda a sua roupa e deu uma olhada em seu perfil no espelho, vendo o seu estado lastimável.

O cabelo estava acabado, todo picotado, um lado maior que o outro e sem contar em algumas mechas ainda longas atrás. A maquiagem estava borrada e pior do que da última vez que se viu no espelho naquele banheiro nojento de beira de estrada.

Soltou uma risada sarcástica.

Ela estava horrível.

E tudo isso era culpa da desgraçada de sua mãe.

Depois de tomar um merecido banho, deixando a água levar embora os vestígios da preguiça, ressaca, e Tóquio empregando na pele, saiu do banheiro limpa e de cara lavada. Entrou no quarto batendo a porta um pouco forte para que todos soubessem que ela estava odiando ficar ali.

Parou em frente a uma penteadeira antiga e terminou de secar os cabelos, os deixando sem pentear. Pegou o lápis preto e contornou todo o seus olhos com ele, destacando ainda mais os verdes, deixando-a com um visual pesado.

Pegou seu celular - que por um milagre sua mãe idiota havia colocado na mala -, e se jogou na cama, colocando os fones de ouvido e passando sua playlist até achar o que queria. Logo a voz de Corey Taylor soou em seus ouvidos com a voz grave cantando Psychosocial. Fechou os olhos, sentindo o corpo relaxar com aquele som de rock pesado preenchendo sua cabeça.

Uma hora e meia depois ela já se via dormindo, mas o sono era leve, tão leve que tinha sentido a presença de alguém entrar no quarto. Não havia escutado baterem a sua porta devido à música alta, mas o seu sexto sentido estava em alerta, sempre esteve.

Abriu os olhos e viu seu pai entrar no quarto com uma bandeja com um copo de suco de limão com laranja e alguns sanduiches de atum, os preferidos da filha. Podia passar anos, mas ele nunca esqueceu os gostos culinários de sua menina, e queria mimá-la um pouco. Sabia que a filha deveria está faminta, pois não havia dado as caras lá fora desde que chegou.

Depositou a bandeja no criado-mudo ao lado e sentou-se na ponta da cama, fazendo Sakura se sentar e tirar os fones barulhentos dos ouvidos pouco desajeitada.

- Pai? - ela olhou o mais velho que a fitava atencioso.

Desviou a atenção para a bandeja ao lado e depois para ele de novo, que agora sorria.

- Desculpe se eu te acordei, mas trouxe alguns sanduiches para você comer, já que deve está morrendo de fome.

Estudou a fisionomia da filha, ela estava mais bonita que da última vez que a viu. Havia percebido que tinha tomado banho por causa dos cabelos úmidos. Não estava mais com aquele pijama e sim com outra roupa um pouco estranha. Mas aquilo não importava, sua filha tinha um estilo próprio e estava feliz por passar esse tempo com ela.

A barriga da garota roncou, fazendo o mais velho soltar uma pequena risada gostosa e a garota fazer uma careta.

- Eu acho que sim.

- Isso não é um ronco está mais para um trator. - Kizashi riu mais com sua piada.

- Não achei graça. - seu tom saiu irônico, mas não estava com raiva, sentia falta do bom humor do pai.

Kizashi pegou a bandeja e colocou no colo da filha.

- Coma um pouco para aguentar até a hora do jantar.

- Obrigada. - murmurou, pegou o sanduiche e deu uma mordida. O gosto do atum passou por seu paladar, tomou um gole do suco, também aprovando o gosto. Fitou o pai. - Sanduiche de atum e suco com laranja e limão?

- O seu favorito.

Sakura abaixou o olhar, pensativa.

- Eu pensei que não se lembrava mais dos meus gostos. - murmurou.

- Como eu iria me esquecer das comidas favoritas da minha filha querida? - questionou Kizashi fazendo Sakura o fitar e não conseguindo reprimir um pequeno sorriso de satisfação. - Belo corte de cabelo.

Sakura sorriu sarcástica.

- Você gostou? - perguntou num tom debochado.

- É... Diferente. - ele disse pensativo, fazendo Sakura gargalhar, e ele gostou por está interagindo com ela. - Estou feliz em ter você aqui. Konoha não é uma cidade grande como você está acostumada, mas o ar puro do campo faz bem para os pulmões.

Sakura mordeu o canto de sua boca e sorriu de lado, voltando a comer o sanduiche.

- Vou tentar sobreviver.

- Têm internet.

Aquela palavrinha mágica não havia passado despercebida. O tom humorado do mais velho atraiu a sua atenção com aquela notícia quase historiadora.

- Sério?

Kizashi assentiu, ainda sorrindo com a cara incrédula e surpresa que a filha fazia, ela havia deixado o sanduiche cair na bandeja.

- Não é porque que eu moro no “mato” - ele fez aspas com os dedos. - que eu não esteja por dentro das modernidades.

Sakura gargalhou.

- Ah pai, fala sério.

- Estou falando sério. - o tom ainda era humorado. - Depois eu te mando uma solicitação de amizade no face e trocaremos nossos números para falarmos no whatsapp.

Não era preciso dizer que os dois caíram na gargalhada com o comentário do mais velho. Sakura havia esquecido o quanto era bom está na companhia do pai. Ela o amava e muito. Só estava chateada com o fato de não vê-lo com frequência.

Desde a hora em que colocou os pés naquela casa, ela havia se sentido uma intrusa. Não era a mesma coisa quando ela e sua mãe morava ali, agora seu pai tinha uma outra família. E pelo pouco que conseguiu captar, era uma família feliz e perfeita como aquelas que ela via só na ficção. Ela não conseguia evitar aquele sentimento estranho como se estivesse fora do aquário, estava se sentindo deslocada, mesmo que seu pai esteja fazendo de tudo para deixá-la confortável.

Aquela não era mais a sua casa.

O celular que estava ao lado na cama vibrou, atraindo a atenção tanto dela como do pai para o aparelho. O nome Ino junto com a foto de identificação da loira dando língua enquanto segurava um picolé apareceu no display.

- Bom, eu vou deixar você atender seus amigos. - Kizashi se levantava da cama e caminhou até a porta entreaberta, mas parou no portal e fitou a filha que estava na cama. - Sakura - a mais nova o fitou com o telefone na mão. -, a casa é tão sua quanto minha, e não faça cerimônias.

Ele sorriu antes de sair do quarto, fechando-a em seguida, deixando uma Sakura processando as palavras ditas por ele.

O telefone ainda continuava vibrando em sua mão, mas logo voltou sua atenção pra ele e atendeu.

- Testa, onde você se meteu? Está todo mundo pensando que você foi abduzida e está tomando cachaça como os ETs. - a voz de Ino soou esparafatosa como sempre, e podia escutar a voz de Sasori soando ao fundo apostando vinte pratas que ela estava no banheiro chamando Raul.

Revirou os olhos, colocando a bandeja de volta no criado-mudo.

- Não estou em Tóquio porca.

- Ah Sakura para de caô. Olha o Gaara vai dar uma festa hoje, os pais dele foram para Nagoia e o local é todo nosso e...

- Ino - a interrompeu. -, eu estou na casa do meu pai no interior. Não estou mais em Tóquio.

Silêncio.

Sakura suspirou, jogando seu corpo para trás e deitando. Não demorou para que a voz histérica de Ino soasse novamente:

- O quê? Para de brincadeira Sakura.

- Não estou brincando. - suspirou. - A maluca da Mebuki teve um surto e me despejou de casa e me mandou passar um tempo com o meu pai na fazenda em Konoha.

- Sério? - o murmúrio do outro lado da linha soava pelo telefone. - A Sakura não está em Tóquio. Testa, estou passada. E agora o que será da gente sem a nossa meliante principal?

- Eu não sei. Vou passar as férias toda aqui, se eu não me matar antes. - murmurou as últimas palavras. - Eu vou enlouquecer com esse ar puro Ino, eu preciso respirar um pouco de poluição!

- Então testa, eu só posso te dar os meus pêsames e me divertir na festa do Gaara que vai bombar.

- Piranha. - Sakura ralhou escutando a outra gargalhar no outro lado da linha. - Se for para jogar na minha cara que vai se divertir e eu aqui no tédio nessa fazenda idiota eu vou desligar na sua cara e te bloqueio no face, sua vagabunda.

- Calma amiga, acho que o ar puro está te fazendo mal. Você sabe que eu te amo, né?

Sakura estava com uma resposta na ponta da língua, mas sua atenção desviou para uma pequena cabeleira preta e um par de olhos verdes a espionando pela fresta da porta.

Revirou os olhos e bufou.

Mya estava indo para o seu quarto com sua boneca favorita quando ouviu a voz de sua irmã soar do outro lado da porta e resolveu investigar. Lembrava-se de sua mãe deixando claro para não perturbar a irmã que estava descansando da viagem, mas a curiosidade falava mais alto e como uma bela curiosa que ela era, queria saber mais da irmã que tinha cabelo de boneca. Ela tinha muitas perguntas, muita dúvidas como qualquer criança de sua idade têm. Sua principal vítima era Sasuke. A pequena Haruno amava o seu irmão mais velho, e o tomava como uma espécie de sábio. Sasuke sabia de tudo.

Sakura fingiu que não tinha visto a pequena intrometida e voltou à atenção a sua ligação.

- Ino eu vou desligar.

- Tudo bem, mas me mantem informada das fofocas aí, quero saber de tudo.

- Não prometo nada.

Em seguida desligou o celular e o deixou na cama. Pegou o resto do seu sanduiche e o levou a boca, junto com o resto do suco que havia no copo.

- Até quando vai ficar aí me vigiado, fedelha?

Mya deu um pulo para trás, seu coração batia rápido. Ela havia sido descoberta. Como ela sabia que ela estava ali a vigiando? Sakura era mais esperta do que ela pensara.

Apertou mais a sua boneca com a cabeça de porcelana e cabelos cor-de-rosa contra o seu corpo, e timidamente abriu mais a porta e se revelou para a irmã.

Sakura arqueou a sobrancelha, fitando aquela garota adentrando o seu quarto, parecia acanhada, mas era intrometida.

- O que você quer? - a voz de Sakura havia saído um pouco grossa, mas pouco estava se lixando. Não tinha paciência para lhe dar com crianças.

Mya olhava a irmã totalmente deslumbrada. Sakura parecia uma boneca gigante. Ela sabia que Hanabi - sua amiguinha - iria morrer de inveja quando souber que tem ela uma irmã boneca.

- O seu cabelo é da cor do cabelo da minha boneca Yumi. - a voz fina e infantil soou tímida.

Sakura arqueou novamente a sobrancelha.

- É mesmo? - o tom debochado não foi percebido por Mya, ao contrário, a garota parecia agora um pouco mais confiante por que a irmã estava dando atenção.

Mya apenas assentiu com a cabeça, concordado.

- Você é bonita.

- Você também é.

Sakura havia sido sincera, e apesar de não gostar de crianças ela não podia ignorar que aquele fedelha era uma gracinha. Dobrou sua perna e colocou a outra para fora da cama. Mya se aproximou um pouco.

- Eu queria que o meu cabelo fosse que nem o seu e o da Yumi. - a pequena Haruno estava controlando a vontade de agarrar a mão de Sakura e a puxar para o seu quarto cor-de-rosa cheio de bonecas e ursinhos de pelúcia.

- Se o seu cabelo fosse que nem o meu, você seria uma anormal.

Mya inclinou sua cabeça um pouco para o lado, confusa.

- Anormal? O que é isso?

- É uma pessoa esquisita.

- Ah. - em seguida sorriu timidamente. - Se eu tivesse o cabelo rosa eu seria uma princesa que nem a Yumi.

Sakura fitava aquela pequena intrometida que a cada palavra avançava um passo para mais perto. Admitia que não gostava de crianças, elas eram chatas, irritantes que não sabe o seu lugar. E aquela pirralha não era diferente, mas era uma chata e irritante de um jeito fofo. Aqueles olhos verdes e grandes a fitavam com tanta admiração que havia a deixando um pouco desconcertada. Sakura não via nada em si de especial, era apenas uma adolescente qualquer com uma vida desgraçada. Mas para aquela garota ela era diferente.

Ela havia percebido que Mya era simplesmente amável.

 [...]

Sasuke entrou em casa exalto, havia concertado mais da metade do cercado. Kizashi havia o mandado ir para casa comer algo, e não pensou duas vezes em aceitar. Entrou na cozinha encontrando sua mãe preparando o jantar, o cheiro agradável de comida caseira invadia todo o cômodo, fazendo sua barriga roncar.

Abriu a geladeira, fazendo a atenção de sua mãe voltar-se para si.

- Querido têm sanduiches feito dentro daquele pode azul aí na mesa. - Mikoto disse enquanto cortava alguns tomates para o tempero do ensopado de carne.

Sasuke sentou-se na cadeira com a jarra de suco e colocou um pouco no copo, abriu o pote e pegou um daqueles sanduiches maravilhoso que sua mãe fazia.

- A garota saiu da toca? - ele perguntou como não quer nada, terminado de engolir o pedaço do sanduiche e dando um bom gole do suco.

- Não. - respondeu sem o fitar. - Kizashi levou um lanche para ela no quarto.

- Hm.

Voltou sua atenção para o lanche, e não falou mais nada. O silêncio havia predominado a cozinha e não seria ele a quebrá-lo.

Mas a voz de sua mãe logo soou:

- A Mya está muito quieta. - a mais velha sentiu a ausência da filha. - Espero que ela não esteja perturbando a Sakura.

Sasuke não disse nada, apenas continuava matando a sua fome, ignorando o que a mãe havia falado. Mas a imagem da garota que parecia um crackudo de rua passou por sua cabeça e ele não conseguiu evitar que um sorriso escapasse por sua boca.

Ela era louca.

- Sasuke.

O sorriso se fechou quando fitou sua mãe que havia o chamado.

- O quê?

Ela virou um pouco o seu corpo e fitou o filho.

- Vai lá ver o que sua irmã está aprontando. Não é bom deixar Mya sozinha por muito tempo.

- Tá.

Sasuke deu mais um último gole do seu suco e se levantou da cadeira e saiu da cozinha. Subiu as escadas e logo estava no corredor, e quando caminhava para o quarto da menor, escutou vozes saindo do quarto de frente ao seu, o quarto da esquisita de cabelos cor-de-rosa.

Ele se aproximou cautelosamente, para não ser percebido e olhou o quarto pela brecha da porta entreaberta. Sakura estava sentada em sua cama e Mya de frente para ela e tagarelando enquanto alisava o cabelo rosa de sua boneca favorita. Não demorou para que percebesse que ele era o assunto da fofoca das duas.

- Aí o Suke foi subir na cerca para atravessar o outro lado para colocar a corda no boi e escorregou. Ele caiu com a cara no chão. - as risadas da pequenina ecoavam pelo quarto enquanto contava os fatos.

Mya estava queimando o seu filme.

Sakura também ria escutando aquelas barbaridades. Aquela pirralha era muito tagarela e só em cinco minutos ela tinha lascado a vida de todos da casa, principalmente o Suke. Até que aquela fedelha não era tão chata assim.

Sasuke que fitava as duas a espreita não estava gostado de ouvir sua irmã o difamando para aquela garota. O que ela iria pensar dele? Ainda lembrava-se daquele tombo, havia machucado o nariz e foi uma dor miserável, sem contar nos elementos a mais que ele havia ganhado.

Mya era uma fofoqueira.

- Essa deve ter doido. - comentou Sakura enquanto sorria, balançando a cabeça para os lados.

Mya gargalhou e assentiu.

- O pior que ele caiu com a cara no cocô do boi.

Aquilo foi o suficiente para que Sakura desmanchasse em gargalhadas, caindo com o corpo para trás. Ela não conhecia o Sasuke, mas pelo o que Mya estava contando, ele era um verdadeiro Mané. Tinha percebido isso quando ele tentava fazer pose de durão, tudo pose.

Sasuke sentiu a sua veia do pescoço latejar, seu rosto estava vermelho de raiva e vergonha. Mya iria se ver com ele, ah se ia.

Não aguentando ser o centro do deboche, Sasuke abriu a porta bruscamente, assustando as duas que estavam distraídas, e fazendo-as o fitarem.

- Mya, a mamãe está te chamando. - sua voz era rouca e fria, seus olhos não estavam focados na irmã e sim na garota que agora sorria zombeteira, e aquilo deixou o Uchiha mais zangado.

Mya desceu da cama e se aproximava do irmão.

- Suke eu...

- Desce agora. - sua voz entredentes interrompeu a pequena.

Mya apenas suspirou e saiu do quarto com um bico do tamanho do mundo. Sasuke não deu bola, continuava fitando a garota.

Sakura arqueou a sobrancelha.

- O que foi?

- Sabia que é falta de educação ficar zombando das desgraças dos outros? - Sasuke questionou, seu rosto ainda era sério.

Sakura apenas sorriu debochada e ficou de pé.

- Foda-se.

Sasuke franziu o cenho.

- Você é bem desbocada garota.

Sakura apenas ergueu as sobrancelhas e se aproximou dele, ficando a sua frente.

- Eu estou pouco me fudendo para isso. - seus olhos verdes fitavam os negros dele. E ela tinha que admitir, ele podia ser um babaca, mas era lindo. - Agora vaza do meu quarto.

De perto e fitando aquela garota maluca e desbocada a sua frente, Sasuke não pode deixar de se sentir meio estranho. Sakura era uma garota diferente das garotas que ele conhecia, e ele deveria está pirado por gostar de certa forma daquilo.

Mas que droga ele estava pensando?

Conseguiu desviar os olhos da garota e deu as costas e saiu do quarto dela, não estava entendendo o que estava acontecendo com ele por sentir algum tipo de atração por aquela maluca.

Continua.


Notas Finais


O que acharam da Mya?
Sasuke está mesmo ferrado com essa irmã fofoqueirinha, né? kkkkk
Gente eu espero comentários e favoritos, criticas reconstrutivas e opiniões, tudo o que vcs falam são importante :)
Bom nos vemos emana que vem.
Bjs.


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