História Juntos Pelo Acaso - 2 - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Tags Lana Parrilla, Once Upon A Time, Rebecca Mader, Romance, Sean Maguire, Seana
Exibições 179
Palavras 4.753
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei! desculpem a demora e se tiver erros, tive problema pra corrigir.

Aí vai mt amor dessa família!

Capítulo 10 - Eu, você e nossos filhos


Fanfic / Fanfiction Juntos Pelo Acaso - 2 - Capítulo 10 - Eu, você e nossos filhos

[Sean]

Acordei primeiro e bem de mansinho para não despertar a Lana e a Bia que ainda estavam mergulhadas num sono muito profundo. Noite passada Lana foi fazer nossa pequena dormir na nossa cama para depois levá-la para dela quando já estivesse dormindo.  Porém, alguém parecia muito agitada e acabou dando muito trabalho a minha noiva que acabou dormindo junto com ela.  Bia dormiu entre o ombro e o pescoço da Lana e ela descansou a sua cabeça  envolta da dela.  Lana tinha envolvido os braços no corpo da nossa pequena e as duas pareciam estar encaixadas uma na outra. Acabou que fiquei até mais tarde revisando algumas coisas do trabalho e quando subi para o quarto me deparei com a cena das duas dormindo feito anjos. Ali eu podia ver as três pessoas que dão luz aos meus dias todas juntas dentro de um só abraço, meu filho que está para nascer, minha noiva e a minha afilhada-filha. Oh deus, como sou grato por elas! Repeti a mim mesmo escorado no vão da porta observando a cena a minha frente.  Com passos leves fui chegando mais próximo da cama para cobri-las, decidi que deixaria as duas assim como estão.  Eu não me incomodaria nem um pouco de dividir o espaço com elas e seria uma judiaria levar a Bia para a cama dela nesse momento.  Segurei na barra do cobertor e levei até o ombro da Lana, deixando assim as duas aquecidas. Por um momento tive a impressão que a Lana tinha se mexido, mas foi algo tão rápido que nem dei muita atenção. Pronto, agora as duas estavam bem quentinhas!  Em seguida tratei de tomar um banho e colocar o pijama para ir me deitar com elas.

Virei meu corpo para o outro lado onde eu podia ter uma visão das duas dormindo.  Apoiei minha cabeça com braço para vê-las melhor. Fiz isso com toda calma para não atrapalhá-las.

-  “ papain?” – alguém que dormia de frente para mim, entre a Lana e eu começa a despertar manhosamente. Ela esfrega os olinhos assim que me enxerga.

- shhhiii – coloquei o dedo na frente da boca mostrando que era para fazer silêncio – Não vamos acordar a mamãe!  - falei sussurrando, pois a intenção não era acordá-la agora. Queria deixa-la descansar bastante, já que o dia de hoje seria cheio de surpresas.

- “tá” – ela falou baixinho entendendo o meu pedido. Devagarzinho ela se mexeu e chegou mais perto de mim.  Eu abri meus braços para recebê-la e assim ela se aninhou no meu corpo. A Lana ainda continuava a dormir profundamente, não sei como ela ficava tão bonita até quando estava dormindo.

-Boa menina! – beijei o topo da sua testa e fiquei fazendo carinho nos seus cabelos bagunçados. Pode não parecer, mas essa menina já está enorme! Parece ontem que ela era um bebezinho em meus braços quando fui conhecê-la na maternidade junto com a Lana.  Ficamos nós dois juntinhos por alguns minutos até que a Lana começou a se mexer, dando sinal que estava despertando – bom dia, meu amor.

- Meu deus, acabei dormindo sem ao menos trocar de roupa – bocejou e tirou um pouco da coberta que estava por cima dela. Assim que tomou consciência percebeu que estava com a mesma roupa que havia colocado ontem – bom dia, querido – virou seu rosto na minha direção e deu um sorriso muito preguiçoso notando minha presença – mocinha, o que está fazendo aqui? – olhou a Bia em meus braços e seus olhos brilharam com toda a doçura

-“ mimiu aqui’” – Bia sorriu toda dengosa para ela e continuou a brincar com os meus dedos

- Nossa! Acho que acabei dormindo junto depois do cansaço que ela me deu” – Lana deu um leve riso para nós  - Sean, porque não me acordou para colocarmos ela na cama e eu poder trocar de roupa? – estendeu a mão até o meu rosto e fez carinho na minha bochecha.

- Assim que eu entrei no quarto vocês estavam abraçadas e dormindo um sono tão gostoso que não tive coragem de acorda-las.  Foi uma imagem tão bonita que eu quis manter como estava. Então eu só cobri vocês e deixei que dormissem daquele jeito mesmo – respondi-a e assoprei um beijo relembrando a cena da noite passada.  Essa parte da manhã quando estamos os três relaxados é a minha parte favorita do dia.

- Você é maravilhoso – Lana chegou mais pertinho de nós para que alcançasse o meu rosto. Esticamos os rostos e selamos nossos lábios num delicado selinho.

- “aie” – Bia reclamou remexendo o corpo entre os meus braços. Não sei o que essa menina tem que sempre nessas horas ela gosta de nos atrapalhar – “pala” – deu risada quando nós dois ainda estávamos com nossos lábios unidos. Acho que sem querer acabamos apertando ela quando nos aproximamos.

- Tudo bem filha, já paramos – sorriu em meio a uma divertida risada depois que separamos nossos lábios – Sean, o que acha de enchermos alguém de beijos?  - piscou para mim e rapidamente eu entendi o seu recado

- Uma ótima ideia! – um olhou para o outro e a Bia ficou  no meio sem entender nada do que estava acontecendo e que ela seria a vítima da nossa brincadeira – um, dois, três...e já! –fiz a contagem e assim que terminei eu e a Lana simultaneamente fomos em direção ao rosto da Bia para toma-la de beijos.

- Esse neném vai ficar cheinho de beijos - cada um atacou uma bochecha dela com uma série de beijos. Eu não sabia dizer quem mais dava risada entre os três.

- “saaii, pala” – a menina se contorcia toda entre nós dois, pobrezinha não tinha para onde correr já que estava no meio –“ sega,beju” – coloca as mãos no rosto e vira a cabeça para todo o lado na tentativa de se livrar da gente. Ela já não tinha mais fôlego depois de rir tanto.

- Assim já está bom – Lana parou e eu fiz o mesmo. Nós três viramos de barriga para cima para recuperar nossos fôlegos. Ainda rimos um do outro depois desse pequeno momento de diversão.

-“ canxei”- abriu os braços e as pernas ocupando ainda mais espaço entres nós. A pequena ainda ria toda a vez que olhava para nós.

- Devemos fazer isso mais vezes! – falei para a Lana assim que viramos um de frente para o outro assim que recuperados. Nós dois ainda mantínhamos um sorriso no rosto – ver esses sorrisos pela manhã é tudo o que preciso para ter um bom dia!

- Concordo! – se ajeitou melhor e tirou uma mecha de cabelo que caia sobre seu rosto – Sou eu quem diz isso, não sei que graça teria em acordar sem ter vocês para estamparem um sorriso no meu rosto! – novamente seus olhos se enchem de brilho, ela passa a mão entre as mechas de cabelo da Bia e depois pelos meus.

- Ansiosa pelo dia de hoje? – perguntei todo bobo com as palavras dela me referindo ao ultrassom de hoje à tarde em que tentaríamos descobrir o sexo do nosso bebê. Não sabia definir quem estava mais ansioso. Confesso desde que soube que eu seria pai de um filho da Lana, minha ansiedade por cada momento é quase incontrolável. Às vezes chego a sonhar com o primeiro chorinho dele ou dela.

- Mais que ansiosa! Ansiedade parece pouco para o que eu estou sentindo! – ela fala quase que saltando da cama. Há semanas não para de pesquisar nomes e seus significados, de olhar revistas de decoração infantil e muitas outras coisas que agora não sei nem mencionar. Era bonito ver como aquilo a deixava feliz, tinha dias que eu pegava ela conversando com a Bia sobre nomes e perguntando se seu irmãozinho ou irmãzinha iria gostar.

- Independentemente do que seja eu vou amar essa criança do mesmo jeito - dei risada da maneira como ela falou e estiquei minha mão até a sua barriga que estava destapada e massageie. Enquanto nós conversamos, Bia ficava brincando com o cabelo da Lana que estava sobre o travesseiro.

-Já falei o quanto nós temos sorte em ter você em nossas vidas?-  Lana pousou sua mão sobre a minha que estava em contato com a sua barriga e a outra ela levou até os ruivos cabelos da Bia e entrelaçou os dedos entre as mechas dele.

-Essa deve ser…- comecei a contar nos dedos - a quinquagésima vez que diz isso - olhei para Lana já dando risada de mim mesmo - Mas, pode dizer isso todos os dias, que eu jamais vou me cansar de escutar -  fiz carinho na sua bochecha

-  Eu te amo! - ela segurou a palma da minha mão e deu um beijo ali mesmo. Seus olhos tinham um brilho diferente toda vez que essas três palavras saiam de sua boca.

- Eu também! - pisquei uma vez e atirei um beijo no ar para ela, que fez um gesto de que tinha recebido ele. - Enfim, vamos levantar senão ninguém vai sair hoje! - comecei a me movimentar indicando que eu iria sair da cama. A Lana e a Bia se quer mover um músculo então assim que fiquei de pé fiz algumas coceguinhas nelas que em segundos trataram de se levantar.

- Vou levar essa mocinha tomar banho e depois desço tomar café com você, querido - Lana com muita preguiça se levantou, vestiu seu roupão e foi ajudar a Bia a sair da cama enquanto eu olhava algumas mensagens no celular.

- Espera! Na verdade, você vai ir tomar um banho bem relaxada, se arrumar e descer tomar café conosco - soltei o celular e olhei bem sério para ela, que ficou confusa com o que eu acabei de dizer.

- Ta! E quem vai arrumar a Bia para escola? - cruzou os braços assim que colocou a Bia no chão. Ela revirou os olhos e começou a rir em deboche.

- Não se preocupe, eu vou dar banho, vestir e pentear o cabelo dela. E durante esse meio tempo você vai fazer o que quiser - falei com muita certeza o que eu tinha em mente. A Lana merecia esse tempinho só para ela e eu tinha prazer em poder ajudar ela nessas funções.

- Tem certeza disso? - lançou-me um olhar meio duvidoso e disfarçando a risada que estava louca para pôr para fora.

- Tenho! Agora vai já tomar banho que eu tomo conta dela! - demonstrou firmeza na minha decisão e dei risada da cara de desconfiada que ela me lançou.  Fui então para o outro lado da cama pegar a Bia que estava de mão dada com a Lana.

- Você quem sabe - sorriu vendo que não teria como fazer com que eu mudasse de ideia - Bia, vai com seu pai que ele vai arrumar você hoje! - olhou para a Bia e soltou a mão dela.

- “Papaaain” - Veio correndo de braços abertos até mim. Eu me abaixei ficando na sua altura e assim que ela chegou pertinho, se jogou em meus braços. Segurei-a no colo e levantei para irmos para o chuveiro.

- Boa sorte, você vai precisar! - Lana riu ainda mais e jogou um beijo no ar para a  gente.   Atiramos outro beijo para ela e dei tchau. Bem, eu sabia por que ela estava querendo que eu mudasse de ideia, nós temos uma versão júnior de um furacão em casa.

Deixamos a Lana no quarto fazendo suas coisas e fomos para o quarto da pequena. Coloquei-a no chão assim que entramos. Fui até o armário pegar um uniforme limpo e mais algumas coisas que iria precisar.  A Bia não parou de tagarelar um minuto sequer durante o banho. Posso dizer que tive sucesso, já que ela não tentou escapar durante o tempo que eu testava a temperatura da água. É claro que eu me molhei quase que por inteiro quando ela estava debaixo do chuveiro, mas isso é quase inevitável quando se trata de dar banho nessa menina.

- Se o papai puxar o seu cabelo você avisa tá?! -  sentei na poltrona do quarto e coloquei-a de costas no meu colo depois que já tinha colocado o uniforme.

- “tá bum, papa” - ela virou a cabeça para o lado e sorriu dando um voto de confiança para mim. Comecei a pentear levemente seus fios de cabelo e tomando cuidado para não puxar. Devagarzinho fui terminando de pentear e em seguida já estava com eles bem penteados.

- O que acha do papai tentar fazer duas chuquinhas iguais as da mamãe? - Não tinha certeza se isso daria muito certo, mas a tentativa era válida e eu queria mostrar para a Lana que eu podia fazer isso também.

- “ Ebaaa, belo munito” - bateu palmas se sacudindo toda no meu colo.  Primeiramente pensei como eu iria começar aquilo. Tentei dividir o cabelo no meio, mas acho que não ficou muito proporcional.  Penteei mais uma vez e ergui uma das metades até o meio onde eu consegui prender com um elástico. Fiz o mesmo com a outra, tentando manter parelho com a outra para não ficar estranho. Assim que eu terminei as chuquinhas a coloquei de pé no chão e virei-a de frente para mim. Comecei a observar para o seu penteado e notei que estava meio diferente de cada lado, tentei dar uma ajeitada e acho que consegui melhorar.

- Pronto, vamos descer e ficar com a mamãe! - dei a mão para ela que no mesmo instante deu um pulo de alegria e disse alguma coisa que eu não pude entender.

[Lana]

Como Sean havia praticamente  ordenado que deixasse ele arrumar a Bia e que eu tirasse um tempo para relaxar um pouquinho, acabei cedendo e concordando  com a ideia dele. Por ter mais conhecimento de suas travessuras pela manhã e deduzi  que Sean teria um pouco mais de dificuldade e acabaria demorando um pouco mais que o normal, já que poucas vezes deixei essa tarefa com ele. Aproveitei esse tempo que tive só pra mim e tomei um banho quente e bem demorado. Nesse meio tempo aproveitei para massagear a minha barriga e sentir um pouco da pequena vida que eu estou gerando. Nem acredito que tanto tempo já se passou desde o dia que descobrimos sobre ela.

- Ei bebê, papai, mamãe e sua irmãzinha estamos loucos para descobrir se você é um garotinho ou uma garotinha - Enquanto a água escorria eu aproveitei para ter esse pequeno momento. Mal podia esperar pelo que viria hoje a tarde.

Sem me estender muito mais, sai do chuveiro e já fiquei pronta para nosso compromisso da tarde, o qual eu contava os minutos para chegar. Já mencionei o quanto estou ansiosa, pelo que vamos ver hoje e espero que nosso bebê colabore  para matar a nossa curiosidade de uma vez. Assim que fiquei pronta saí do quarto e passei  pela porta do quarto da Bia, a porta estava fechada, então pensei que Sean ainda estava ajeitando ela e aproveitei para descer e preparar algo para a gente comer.

- Bia , não pode correr! - escutei a voz de Sean se aproximando da cozinha e antes mesmo que ele chegasse, uma pessoinha cruzou voando pela porta em minha direção. Sua chamada de atenção foi completamente inútil.

- Olá meu amor! - me abaixei e peguei-a no colo assim que ela estendeu os bracinhos - Vamos ver se você está cheirosa - encaixei meu rosto no seu pescoço e aspirei o perfume do óleo de bebê, ela se contraiu toda com o meu gesto e soltou um gemido - Hum, papai fez um bom trabalho! - falei olhando para o Sean que estava ao meu lado e dei um selinho nele como presente.

- “Ia cheiosa” - Ela falou num tom mais alto nos fazendo rir da maneira que ela sorriu falando isso

- Não foi nada - Sean falou com as bochechas levemente coradas e um dos seus braços abraçava a minha cintura - A Bia tem uma coisa para mostrar para vocÊ! -olhou dando risada para  a pequena.

- O que é? - olhei também para ele e balancei-a um pouco a fazendo rir. A gargalhada dela era a mais gostosa de ouvir.

-”ahhh” - “fez cara de pensativa, na tentativa de lembrar-se do que se tratava - “ belo Ia, mamain” - falou toda animada e apontando para o próprio cabelo.

- Não acredito nisso! - comecei a gargalhar vendo as chuquinhas que o Sean havia tentado fazer nela. Uma estava quase que no topo da cabeça e a outra na altura da orelha dela, aquilo acabou ficando muito engraçado - Seu pai não tem jeito! - olhei para o Sean que estava todo sorridente pelo seu feitio - Foi uma bela tentativa, querido!

- Ela adorou! Não está vendo o sorriso no rosto dela?! - gesticulou como o que ele tinha feito fosse uma grande obra de arte que estava sendo desvalorizada

- Estou vendo que ela achou a maior graça, isso sim - balancei a cabeça rindo do que ele falou - Acho que entendi qual era a sua intenção - Lembrei-me do que ele disse a alguns dias, quando eu duvidei que ele era capaz de fazer um penteado tão bonito nela quanto eu. O que ele fez hoje foi uma fracassada tentativa de provar o contrário - Sua tentativa foi válida, mas eu sinto muito, não vou deixar minha filha sair desse jeito - Comecei a gargalhar novamente

- Tenho que admitir, qualquer coisa é mais fácil que arrumar cabelo de mulher - balançou a cabeça como se estivesse aceitando a derrota.

- Então vamos fazer o seguinte: eu vou dar um jeito nesse penteado e você termina o café, que esse eu sei que você leva o maior jeito - passei a mão pelo seu rosto e dei um beijo na bochecha dele no final, confesso que fiquei com um pouco de dó por ele não ter tido muito sucesso na sua tentativa de arrumar esses cabelos.

- Combinado! - sorriu e me puxou para outro beijo, mas agora esse foi um selinho muito gostoso. Por milagre a Bia não resmungou quando nos beijamos.

- “ xau, papain” - Bia abanou para o Sean enquanto eu estava de costas indo para o segundo andar ar um jeito nos cabelos dela.





                                  ***



- Vamos deixar a Bia na escola e daqui a gente vai para o consultório, está bem? - Sean me questiona assim que ele dá a partida. Tanto ele quanto eu estávamos com nossos corações palpitando para chegar lá de uma vez.

- Assim está ótimo - eu não conseguia conter o sorriso desde o final do almoço quando as horas de espera já estavam chegando ao fim. Segurei a mão dele quando ele a estendeu para mim, entrelacei nossos dedos e apertei com certa força.

- Vai da tudo certo! - ele apertou a minha com a mesma intensidade e em seguida soltou para que pudéssemos seguir nosso caminho.  Sean dirigiu tranquilamente até a escola da Bia e desceu com ela enquanto eu fiquei esperando no carro mesmo, se eu descesse provavelmente acabaria demorando um pouco mais. A Bia tinha se adaptado bem a escola e poucas vezes fez birra para ficar, isso me deixava aliviada. Sem muita demora Sean a deixou e voltou para seguirmos nosso caminho. O consultório ficava um pouco distante da escola então tivemos que nos apressar para não perder o horário, por sorte pegamos pouco trânsito e em pouco tempo já estávamos estacionando  em frente a clínica.

- Nervosa? - perguntou com um sorriso acolhedor e  segurando a minha mão enquanto caminhávamos até a portaria.

- Talvez um pouquinho - Minha mão estava molhada por conta do nervosismo misturado com ansiedade. Olhei dando uma leve risada para o Sean que não se conteve e riu também. Seguimos até a secretaria para que ela checasse alguns dados - Boa tarde, tenho uma ultrassonografia agora no primeiro horário -  falei para a moça

- Ah sim. Lana Parrilla, o doutor já está lhe aguardando - ela olhou para o computador e depois para nós - Pode passar primeira sala à direita - apontou para o corredor

- Obrigada - sorri em agradecimento e nós dois fomos de mãos dadas até a sala que ficava bem próxima. A mão do Sean também estava molhada, já que não a soltei desde que descemos do carro.  Entramos na sala e fomos recepcionados pelo médico que já era nosso conhecido, fomos bem tratados desde o início do acompanhamento da minha gravidez. Depois de ele fazer algumas perguntas rotineiras ele pediu que eu trocasse de roupa e assim  eu fiz.

- Prontos para verem seu bebê? - perguntou assim que eu me ajeitei sobre a cama. Ele estava sentado de frente para o monitor e o Sean sentado ao meu lado, segurando a minha mão.

- Acho que sim - Sean respondeu todo bobo e eu não contive meu sorriso. Sean era um cara maravilhoso, seus simples gestos me deixavam mais apaixonada.

- Vamos em frente! - falei e fiz carinho no rosto do Sean, meu coração começou a bater mais forte nesse instante. O médico acenou com a cabeça e começou o procedimento. Primeiro ele passou um gel sobre a minha barriga, que me fez sentir um arrepio, pois era gelado. Nós dois não tirávamos os olhos do monitor. Segundo passo ele começa a movimentar delicadamente o na região que ele aplicou o gel, em busca da melhor posição para visualizar nosso filho.

- O crescimento está indo muito bem e tudo parece saudável - As imagens da nossa pequena vidinha começam a ser transmitidas no monitor. As minhas lágrimas começam a molhar meu rosto sem que eu perceba, vê-lo nem que seja por uma tela já me deixam completamente emocionada. Olho para o rosto do Sean e o que vejo não é nem um pouco diferente-Já querem saber o sexo?

- Queremos - falamos em coro e nós dois rimos em meio às lágrimas. Sean acariciava os meus cabelos e eu fazia o mesmo com seus dedos, era uma maneira de um dar suporte ao outro. O aparelho foi passado mais algumas vezes pela minha barriga, para que o médico pudesse observar melhor. Eu nem sabia mais se meu coração estava batendo no ritmo certo, assim como o de Sean não devia estar de outra maneira.

- Pelo visto, esse papai vai ter mais trabalho -  O médico falou sorrindo enquanto olhava a tela - Parabéns, vocês irão ter uma garotinha - ele soltou o aparelho e virou para nós

- Amor! Nós vamos ter uma menina! Uma menina!  - Sean quase que saltou da cadeira, sua felicidade era clara! Desde o início ele cismava que seria uma menina e pelo visto ele estava certo. Seu rosto não escondia o que estava sentindo, era tamanha a alegria dele.

- Sim, sim e sim! - Eu não sabia nem o que dizer a ficha não parecia ter caído ainda. Meus olhos já estavam banhados a lágrimas. Meu peito estava quase explodindo com tanto amor que eu sentia. Não sabia o que dizer ou pensar, tudo o que eu queria era comemorar com o meu amor - Nossa menina, Sean! - estampei o mais bonito e sincero sorriso

- Papai já ama demais essa menina e mal pode esperar para te pegar no colo - ele pôs a mão sobre a minha barriga já limpa e encheu o meu rosto de beijos. Seu peito transbordava de pura emoção.

- A mamãe também! - pus a mão sobre a dele e levantei o rosto para dar um beijo nele - Obrigada, meu amor - mirei seus brilhantes e felizes olhos azuis

- Lana, obrigado por me proporcionar isso. Você não sabe o tamanho da minha felicidade por saber que serei pai de uma filha sua. Eu, você e nossas meninas são mais do que eu pedi a Deus, vocês são a razão do meu viver e eu jamais vou poder retribuir por tanto. Eu amo muito vocês três, com todo meu coração - Sean todo emocionado me faz essa declaração. Seus olhos não desviavam do meu por um segundo e algumas lágrimas insistentes não paravam de sair.  E sua mão segurava a minha com ainda mais força.

- Ah Sean, quem tem que agradecer por você estar aqui hoje sou eu, por não ter desistido quando as coisas pareciam não dar certo. Suas meninas e eu temos muita sorte de ter você como nosso protetor e nosso mar de amor - sequei as lágrimas do seu rosto e ele fez o mesmo em mim. Tanto as palavras dele quanto as minhas eram cheias de amor e pureza, que só faziam sentido quando eram ditas entre nós. Assim que terminei de falar, selamos um beijo como prova de tudo o que sentimos.

Recuperados e cheios de completa felicidade a gente logo foi liberado. Saímos em direção ao nosso carro assim que deixamos a sala. Nós trocávamos olhares a cada segundo e fomos abraçados durante o caminho. Passamos pelo corredor e em algum instante quando estávamos distraídos acabamos esbarrando em outro casal.

- Emilie? - levantei a cabeça e percebi um rosto angelical muito conhecido

- Lana? - ela me olhou sem acreditar - Olá,

vocês estão bem? - perguntou alegre e nos cumprimentou

- Tudo maravilhosamente bem - Olhei para o Sean sem parar de sorrir e cumprimentei-a e o marido - O que estão fazendo aqui? - questionei

- Apenas uns exames - o brilho do seu olhar ganhou mais vida - e vocês? Tudo bem com meu afilhado? - Mudou o assunto. Ela e Eric estavam de mãos dadas de frente para nós.

- Sobre isso, nós temos uma novidade - sorri - Queria esperar um momento mais ideal para contar, mas já que o acaso lhes trouxe aqui também… vamos contar agora mesmo - Olhei para o Sean e com o olhar pedi que ele contasse, sei o quanto ele ficaria feliz em fazer isso.

- Teremos uma menina! - Falou sem conter a animação, tanto que me apertou mais no abraço lateral e eu correspondi.

- Meus parabéns! - ela ficou super contente - Minha primeira afilhada - sorriu e se aproximou mais de mim. Trocamos um caloroso abraço e nossos maridos fizeram o mesmo - Dinda Emi, vai mimar muito você - fez carinho na minha barriga

- Obrigado - Sean agradeceu por nós - A Lana não podia ter feito escolha melhor, em questão de padrinhos - abraçou Emi após trocar alguns cumprimentos com Eric

- Bem, aproveitando a deixa, nós temos novidades também - Eric abraçou a emilie e olhou apaixonado para a esposa - Deixo que você conte amor - falou todo contente.

- A gente veio aqui hoje tirar uma dúvida - suas bochechas ganharam uma cor mais rosada - e saímos com a notícia , que teremos nosso primeiro bebê - o mais belo e doce sorriso nasceu no seu rosto, eu sei o quanto eles sonhavam com isso.

- Ah Emilie, estou tão feliz por vocês - sai logo dar um abraço dela. Era lindo ver como ela estava feliz com a notícia, eles mereciam isso tanto quanto a gente. - Que notícia maravilhosa - fiz carinho no cabelo dela e dei um grande beijo na sua bochecha - Vocês merecem muito!

- Obrigada, esperamos tanto por esse momento - seu rosto ficou ainda mais iluminado, ela era a pureza em pessoa. Nossos maridos novamente trocaram os parabéns e apertaram as mãos.

- Vocês serão pais maravilhosos! - Sean falou massageando o meu ombro - O que tal irmos comemorar as novidades? Já que estamos com duas grávidas, sugiro irmos tomar algum suco e comer algo saudável - deu risada assim como o resto do grupo.

- Gosto da ideia! - Emi responde com sua deliciosa risada meio tímida

- Não curto a ideia do suco, mas acho interessante - Eric pegou a mão da esposa e deu risada para o Sean.

- Só você mesmo para ter essas ideias - falei abraçando novamente a cintura do meu amado e dando um beijo rápido nele

- Vamos então? - perguntou

- Vamos - o grupo  respondeu


Notas Finais


Demorei, mas acho que compensei. Era o que vcs pensavam?
Eu confesso que só sei escrever coisas bonitinhas, mas se vcs acharem que tá chato me avisem!
Até mais 😘


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