História Juntos Pelo Contrato II - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber, One Direction, Zayn Malik
Tags Romance
Exibições 1.383
Palavras 4.620
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


LEIAM ESSA NOTA! LEIAM ESSA NOTA! LEIAM ESSA NOTA!
Olá, Barbs! Como vão? Bem, eu pedi para lerem aqui porque esse capítulo será o ÚLTIMO DESSE ANO, ou seja, vou tirar umas "férias" daqui, porque estou basicamente sem tempo algum e não quero escrever por obrigação para sair merda, não é mesmo? Então oficialmente só volto a postar ano que vem.
✨ Cameron Diaz será nossa Clara Bonner.

Capítulo 4 - Back to the past


Fanfic / Fanfiction Juntos Pelo Contrato II - Capítulo 4 - Back to the past

26 de março de 2015, Toronto. 14:22. (Quinta-feira). 

     Anna B. Mazzafera Point Of View 

 

 Mamãe sempre foi uma imagem de mulher feliz e sábia durante minha infância, qualquer coisa a deixava contente e plenamente satisfeita, nunca a vi desejar algo dos outros ou reclamar do que tinha dentro de casa. As duvidas do seu repentino sumiço foram nada mais que torturantes, porque ao reparar não existia um motivo suficiente para acabar com a família, não havia se quer alguma tristeza a sua volta. Por conta de todas essas idas e vindas que já dei tentando entender seu lado a insegurança de que eu fosse o real motivo do abandono é de cem por cento, e por um breve momento me vem a cabeça que talvez não houvesse uma razão para seu ato, já que agora há uma mulher completamente diferente da Clara Bonner que um dia desejei ser. 

 — Hei, tudo bem? — Suzi me balança levemente pelo ombro atraindo de volta minha atenção. Com os olhos levemente arregalados de susto nego com a cabeça fazendo um gesto sutil para que olhe para a porta. — É uma assombração aquilo? 

 — Não sei. — Respondo em um suspiro só, tomando coragem de ir até ela, porém minhas pernas parecem ter travado no chão e qualquer passo me levaria a um belo tombo. — O que eu faço? — Pergunto exasperada para a mais velha estática ao meu lado.  

 — Vamos levá-la para a cozinha, vai ser melhor conversar em um lugar mais calmo e sem plateia. — Concordo com Suzi e retiro meu avental pondo no balcão atrás de nós. — Vá com aquela mulher pra cima que eu tomo conta daqui, não se preocupe.  

 — Obrigada. — Agradeço deixando um beijo estalado em sua testa para em seguida caminhar lentamente até Clara que continua de pé com um sorriso estranho nos lábios. — Vem comigo. — Digo ríspida apontando para o lance de escada no canto do cômodo, ela somente me encara como se estivesse vidrada ou maravilhada pelo que vê, mas não me comove muito.  

 Com o som de seus saltos batendo contra o piso de madeira seguimos para o andar de cima, algumas vezes escuto alguns múrmuros vindos dela e a ansiedade do que Clara tem a dizer me deixa em choque, tanto que meu estomago parece borbulhar. Ofereço uma das bancos que circulam a mesa enorme no centro da cozinha para me sentar um pouco distante dela, nunca tirando o semblante sério que possuo. Ela não para de mexer em seus dedos, deixando-me irritada com toda essa demora.  

 — Eu... — Clara bufa se interrompendo para enfim prestar a tenção em mim. — Quero tentar conversar civilizadamente com você, ou pelo menos tentar lhe explicar tudo.  

 — Por mais que eu queira te jogar na rua, você me deve explicações, mesmo sendo as mais loucas. — Retruco convicta de que hoje seria o dia em que todo o meu passado seria resolvido. — Comece. — Peço gesticulando para ela.   

 É a hora de lavarmos as roupas sujas.  

 Ali nos comparando em coisas em comum, percebo que não há nada. Não passa de algumas coisinhas físicas, porém somos duas mulheres incrivelmente diferentes e nenhuma outra coisa me deixaria tão aliviada. Na minha visão tem uma pessoa desconhecida, pois não sei o que ela teve que passar para finalmente chegar aqui e talvez haja um arrependimento depois que nossa conversa acabar. 

 — Foi seu pai, Anna. — Balbucia Clara, deixando bem claro sua insegurança ao tocar nesse assunto quando suas íris azuis desviam para seus fios dourados tão mal cuidados. Essa era uma das manias que eu sempre reparava quando papai a elogiava deixando-a envergonhada, uma lembrança tão significante para mim que sempre sonhou ter um casamento igual ao deles. Fui tão boba. — George me expulsou de casa, mas nunca vou tirar a razão que ele teve para fazer isso. Sinto muito por ter falhado com você, meu amor. — Ela segura minhas mãos com as suas tremulas, a voz fraca toda quebradiça por emoção assim como estou começando a ficar.  

 — Por que? — Pergunto sentindo meus olhos se encherem entristecidos por mais uma descoberta decepcionante. 

 — Eu vou lhe contar tudo, sem por e nem tirar. Talvez seu pai me odeie por expor a humilhação que ele passou comigo, mas é algo necessário que não sai da minha mente dês do dia em que parti. Sinto muito se demorei demais, porém não tinha condições para vir antes. — Clara suspira passando as costas das mãos por seu rosto brutalmente, como se negasse chorar. — Só me dê essa oportunidade, por favor. — Aceno calada sem saber o que mais dizer, afinal, quem sou eu para dizer alguma coisa aqui sendo que na época tinha apenas onze anos. O que uma criança entenderia ali no meio? Não muita coisa. — George sempre foi um homem reservado e que amava toda a família Mazzafera, era tão lindo de vê-lo sempre presente nas festas, reuniões e aniversários. Mas faltava alguma coisa no nosso casamento, faltava os filhos pelos quais seu pai tanto pedia para mim e a dor sempre era presente por não conseguir engravidar. Cada dia que passava eu ficava mais devastada, sempre tendo pesadelos em que George me deixava por não fazer algo que a própria natureza nos deu. — Ela começa a explicar lentamente como se cada palavra fosse dura de se sair aos quatro ventos, assumindo suas fraquezas, talvez mais para si mesma.  

 — Mas se ele te amava não tinha o porque ter medo. — Resmungo expondo minha opinião.  

 — Eu sei disso só agora, meu bem. — Clara suspira pesarosa enquanto estende seu braço para acariciar minha bochecha com seu polegar. — Escute, vai ter momentos que nem uma força maior é capaz de acabar com suas inseguranças e medos quando se ama. Infelizmente fui uma vitima dessa bobagem. — Ela força um sorriso à mim que não chega nem perto de seus olhos, me dando a certeza que essa mulher ainda ama meu pai. — O tempo foi passando e durante tantas pessoas o único que chegava a perguntar como estava era meu motorista... — Bonner se afasta automaticamente se encolhendo sobre o banco à minha frente, até posso tentar entender o porquê. 

 — Você traiu meu pai? — Questiono tendo o silêncio de resposta de imediato.    

 — Sim. Mario foi uma paixão tão avassaladora que me deixava tonta e totalmente louca por ele, tanto que me esqueci de tudo a nossa volta engravidando de um homem que não era o meu marido. Entrei em desespero quando a consciência finalmente caiu e percebi a confusão que fiz. George não sabia de nada, porque durante o tempo que eu saia com Mario seu pai havia se tornado meu amigo novamente, as crises que tínhamos sumiu. A culpa me corroía todas às vezes que meu marido me beijava com amor e ternura. Então numa manhã decidi que passaria a minha gravidez inteira com meus pais no Brasil, longe de George e qualquer amigo que pudesse me entregar a ele.   

 Deus do céu.    

 Procuro desesperadamente por ar quando minha garganta se fecha com os soluços e tudo se perde, por mais que seja bobagem eu já passei por momentos ruins com supostas traições de Bieber durante o ano passado e todas elas me dilaceraram completamente, saber que ela já havia traído a meu pai, a nossa família, também me machuca. 

 — Meu pai nunca desconfiou de nada? — Ralho abismada com tamanha baixaria que todas as peças que faltam no meu quebra-cabeças são. 

 — Não, porque ele era tão bom, querida. — Clara fixa seus olhos turbulentos de emoções em mim, temendo e estudando qualquer reação ofensiva contra si, porém não obtém nada quando somente espero com que continue. — Seu pai me apoiou na decisão de passar alguns meses com a família já que fazia tempos que eu não os via e ele achava injusto fazer algo assim comigo, já que os Mazzafera sempre foram unidos. Lá foi onde sua irmã nasceu, Anna. — Grunhi tremendamente em estado de choque com surpresa. Um breve suspiro de alivio escapa de seus lábios ressecados, assim como a tenção saia gradativamente dos ombros, mas a mim as mãos tremem e lagrimas grossas escorrem sem parar. Indignada seria uma definição básica. — Quando a bebê completou dois meses de vida decidi entrar em contato com Mario e lhe contar sobre nossa filha, ele surtou, porém se apaixonou quando seus olhos bateram no pequeno embrulho que eu carregava nos braços no meio do aeroporto. Entretanto aquela não era a minha vida, não fazia parte da minha realidade, não tinha como aparecer com uma criança dentro de casa e ele sabia disso, então Mario pegou nossa filha e se mudou para o México, onde é sua cidade natal. Sempre mantive contato com eles até hoje, Carla sabe que tem uma irmã. Depois de passar pela experiência de ser mãe, George apareceu novamente com sua vontade de ter herdeiros e eu entrei em desespero de que ele pudesse saber sobre meu caso. Com esse medo bobo as rixas entre nós voltaram mais uma vez, até ele sofrer um acidente grave de carro e eu fui parar sozinha nos corredores sem vida do hospital central, onde de repente surge minha segunda paixão, Yaser Malik.   

 — Não, não, não, não. — Nego incessantemente com a cabeça tapando meus ouvidos em tamanha descrença. Nada poderia ser tão pior que ouvir toda essa ladainha da mesma mulher que um dia te gerou e amou intensamente sendo que ela não passa de uma mulherzinha de quinta. — Para, por favor.  

 — Me desculpe, mas eu preciso continuar... 

 — Não! — Berro surtada a odiando como nunca em toda a minha vida.   

— Ele estava de plantão naquela noite, se não me engano... — Continua Clara ignorando minhas suplicas. — Yaser cuidou de seu pai por semanas e dentre essas semanas fomos nos aproximando, cheguei ao ponto de passa o dia todo com George enquanto trocava mensagens intimas com o próprio médico dele. Já me senti suja por isso, porém era tão excitante aquela sensação de perigo que corríamos e nada mais importava. Aquelas semanas no hospital se tornaram meses e em um final de semana comum o encontrei no restaurante perto de casa, seu pai estava lá comigo, mas meus olhos só enxergavam Yaser. Foi só levantar da mesa e já estamos fazendo amor no banheiro feminino. George não desconfiava de nada e no fim eu me sentia péssima por fazer tudo aquilo por suas costas, por causa disso prometi a mim mesma que não iria mais traí-lo, não iria mais me arriscar, entretanto já era tarde demais, porque no outro mês quando minha menstruação atrasou descobri que pela segunda vez estava gravida de outro homem. Era um menino. Tudo ia de mau a pior, pois quando contei a Yaser ele jogou na minha cara que já era casado assim como eu e que não poderia ter aquela criança. E como na primeira vez me veio outra loucura à cabeça, assumir meu filho como fruto do meu amor com George. Nunca o vi tão feliz em toda a minha vida, os Mazzafera festejaram tanto por conta do bebê que gerava em meu ventre. Anna, eu sabia que seu pai nunca iria me perdoar por aquilo. — Dessa vez nem ela mesma se aguenta tendo as bochechas vermelhas banhadas a lagrimas, olhos opacos e grandes bolsas roxas envolta. Um caco total. 

 — Meu Deus, me diga que não é isso que estou pensando. — Imploro sem voz sentindo um arrepio percorrer toda a minha coluna vertebral. Uma repulsa maior faz meu estômago virar de ponta cabeça com o mau pressentimento. 

 — Patrícia engravidou ao mesmo tempo que eu, mas por um descuido de Yaser ela acabou passando mal no banheiro em sua trigésima segunda semana e caiu no box durante o banho. O bebê acabou não aguentando por ser em um mês arriscado e no mesmo dia que o dela morreu, o meu decidiu nascer. Então Yaser fez algo que eu nunca irei perdoá-lo, ele usou seu poder de dentro do hospital para trocar a criança morta pela minha. Quando acordei após o parto, George chorava sem parar aos meus pés dizendo que nosso filho havia nascido morto, porém era mais que obvio o que havia acontecido. Resolvi ficar quieta e por um momento me senti aliviada por nada ter atrapalhado algo entre nós, cinco anos depois do fadigo dia engravidei de você, meu amor. De tantas idas e vindas consegui dar o que meu marido queria, só que faltava alguma coisa para mim de novo, faltava a presença da filha que deixei para trás e do filho que nunca cheguei a conhecer, aguentei onze anos com esse vazio em meu peito.   

 — E por isso você foi atrás de arrumar tudo, não é? — Pergunto odiando todas as hipóteses que me vem como flashes em minha mente, perturbando bem mais do que quando não havia respostas.  

 — Sim, fui pela primeira vez enfrentar o homem que um dia fui apaixonada. — Por um tempo a loira com o semblante vazio me encara como se pudesse enxergar a minha alma e todos os pecados que cometi por conta de suas escolhas erradas na vida. — Eu gritei, xinguei e ameacei, Anna. — Ela diz em sussurros assustados com medo de algo que eu não posso entender. — Falei tudo o que estava entalado na minha garganta e foi tão rápido que pude sentir minha vida abandonar meu corpo quando seu pai apareceu ao lado de Yaser, o homem que apesar de todas as minhas paixões sempre teve o meu coração em mãos. George foi o único por qual amei desde mais nova. Não importa o que fosse. Seu pai me obrigou a contar tudo, dês de Mario até Yaser. Eu nunca fui embora, filha, seu pai me expulsou de casa gritando para todos o quão humilhado foi por mim. 

 Assim que Clara termina a cozinha é tomada por um silêncio torturante e vazio. As lembranças felizes de antes se tornam incompletas agora, pois em cada uma depois de toda a explicação consigo perceber o olhar perdido que minha mãe tinha sobre mim. Praguejando-se sempre que estava brincando comigo por não fazer o mesmo com os outros dois. Clara em todo tempo nos deu sinais de que tinha algo errado, porém nunca entendemos eles. Ela foi fraca em todas as tentações que não conseguiu fugir, mas isso não a torna menos mulher, mãe ou humana. Errar faz parte de nós, mas nem sempre é algo perdoável. 

 — Me diga os nomes deles. — Peço rezando internamente pela ultima vez para que alguém lá em cima me ajudasse sair desse buraco sem fim. — Por favor.  

 — Carla Bonner Parker e Zayn Jawaad Malik.  

 Fecho os olhos passando as mãos em meu rosto exasperada. Tudo foge para longe de mim e me perco em um transi. O meu suposto amante é meu irmão assim como minha médica, a qual cuidou de mim dês do começo da gravidez. Durante todo esse tempo meus irmãos estavam ao meu lado e eu não fazia a mínima ideia, tão inocentes e frágeis. 

 — O que aconteceu com seus pais? — Pergunto ao voltar a consciência de que ainda não tenho nada sobre eles, a não ser de que eles sabem sobre Carla. Foco-me nas íris azuis para certificar que nada que fosse dito seja mentira. — Nunca os conheci, por quê?  

 — Você os conhece sim, querida. — Responde rindo verdadeiramente pela primeira vez que pisou dentro da padaria. — Eles lutaram por você bem mais que eu, principalmente sua avó. — Seu tom de admiração me surpreende de uma maneira imensa. — Meu pai hoje é o motorista do Justin, sempre de olho nele que mora de baixo do mesmo teto que a neta preferida, e minha mãe, bem, ela trabalha bem ao seu lado.  

 — Mas o motorista é o Patrick. — Balbucio sem acreditar na grande bola de neve que todos me colocaram. — Não tem como ele ser o meu avô!  

 — Do mesmo jeito que não tem como a Suzana ser a sua avó. — Rebate acidamente contra mim, porém recua quando percebe o que disse.  

 — O quê? — Exalto-me, custando em acreditar que minha vida não se passa de mentiras e contratos. Ninguém nunca pensa em mim, é tudo sobre si mesmo. Puro egoísmo e ignorância. — Você quer o quê? — Rosno com os dentes trincados em uma total fúria dentro de mim.  

 — O que eu queria já fiz. — Clara se levanta arrumando sua roupa e limpando qualquer resíduo de maquiagem borrada, colocando novamente a mascara fria e assustadora de quando chegou. — Não quero que me perdoe, sei que não há como acontecer isso, mas agradeço por ter me ouvido.  

 — Não foi uma escolha, foi uma necessidade. — Digo em alto e bom som destruindo sua fachada de intocável.  

 — Mas ainda sim significou muito poder lhe contar a verdade, por mais imunda que seja. — Ela se inclina sobre mim, depositando um longo beijo em minha testa fungando assim que se afasta e olha-me nitidamente com orgulho. — Você é tão diferente de mim, tão forte, tão encantadora, continue sempre assim.  

 Bonner acena com a mão, pega sua bolsa de cima da mesa para enfim se virar e sumir na escada. Antes que possa pensar corro atrás dela somente para uma única coisa que possa terminar de vez esse capítulo sujo de nós.  

 — Mãe! — Chamo-a a tempo de pegá-la na porta, tendo agora uma grande plateia de olhos curiosos sobre o breve movimento estranho. Ela se vira minimante confusa, porém é o suficiente para mim. — Eu não quero mais saber de você, por favor, suma de uma vez por todas. Ficaremos melhor assim. — Falo completamente satisfeita por dizer algo entalado por anos em minha garganta. Tranquilamente observo-a concordar rapidamente e sair porta a fora, dessa vez sumindo de verdade.  

 

 

 A ficha de que tenho irmãos por aí junto com os meus avós me apavora, porque é como se minha vida até agora fosse somente uma história contada de várias maneiras. Sem pé nem cabeça. Por enquanto não questionei ninguém ou até mesmo encontrei, me fechei na cozinha durante o dia todo para ocupar a mente enquanto que de noite meus filhos sugam completamente minhas forças, fazendo-me correr atrás deles que por horas ensinando aprenderam a engatinhar um pouco. Justin fica louco quando encontra seus papeis babados ou amaçados por um dos pestinhas, porém logo se derrete quando Theo sorri para ele ou quando Arthur chora desesperadamente por seu colo. 

 Hoje é sexta-feira e por enquanto não tenho nenhum plano para sair de casa, pois liguei para Bruce avisando que não estou muito bem para ficar no comando de uma padaria ou até mesmo na presença de Suzi, a qual descobri ser minha avó materna. Ele como sempre amoroso e preocupado disse que está tudo bem, que apesar da idade ainda consegue controlar funcionários folgados e clientes transtornados fazendo-me rir às seis horas em ponto da manhã. Mesmo podendo dormir mais algumas longas horas, não consigo sossegar em cima da cama, virando de um lado para o outro. Bieber está dormindo no quarto ao lado e por um milagre nossos bebês estão calminhos, não choraram até agora por fome ou aviso de que estão acordados.   

 Bufando alto jogo o edredom para o lado entediada com esse silêncio estranho para uma mulher de dezenove anos acostumada com gargalhadas infantis e conversas altas. Jogos as pernas para o lado sentando-me na cama, o relógio aponta que ainda é cedo demais e, bem, eu poderia usar melhor essas horas vagas. Caminho lentamente para o pequeno corredor tendo a porta do quarto das crianças aberta e a da Suzi também, o que claramente demonstra que ela já saiu para o trabalho. Suspiro indo de encontro com a ultima porta entreaberta ao lado direito de frente a escada, o cômodo é iluminado pela TV que se passa uma cena bem constrangedora ao meu ver das duas mulheres transando em um banheiro, minha vergonha piora quando os gemidos baixos começam a aumentar e me desespero em achar o controle. Justin está deitado de bruços somente de cueca entre vários travesseiros com a coberta estirada sobre suas pernas, seu rosto sereno possuí leves marcas e em seus lábios há um bico extremamente fofo.  

 — Amor, onde está o controle? — Murmuro com dó de acordá-lo, mas ele se quer se mexe.  

 Decido então vasculhar entre todo aquele amontoado em busca do objeto para ao menos baixar o som dos gritos da loira que acaba de ter um orgasmo em um sexo oral. Merda. Talvez os meses sem um contato físico mais intimo com um homem me deixou mais sensível que por consequência sinto inveja das atrizes do filme que gozam sem parar.  

 — Anna, o que está fazendo? — Assusto-me com a voz arrastada e rouca do homem abaixo de mim. De olhos arregalados percebo que acabei sentando em cima de seu quadril me movendo vidrada a cada passo que a protagonista, dessa vez ruiva, faz com a outra mulher. 

 — Eu... Ahn... Não sei... — Perco-me nas palavras sem saber o que lhe responder, ele franze o cenho dividindo sua atenção entre a TV e eu. Sem pressa alguma saio de cima dele para que possa virar na cama de barriga para cima e se encostar na cabeceira sempre tendo meus olhos presos no seu corpo. — Justin! — Gemo arrastando as letras quando mais um grito saí da boca da ruiva, aperto meus seios cobertos pela blusa do pijama amassando-os com brutalidade, rebolo no travesseiro entre minhas pernas observando severamente o abdômen delicioso à minha frente. 

 Sem esperar muito ou se quer ter uma permissão, encaixo-me entre o espaço de suas pernas percebendo o enorme volume montado debaixo da cueca um pouco úmida, provavelmente preenchida pelo pré gozo de Bieber. Raspando as unhas pelas suas coxas, subo lentamente parando só quando possuo a barra da peça intima entre os dedos, num movimento rápido desço-a pelas pernas longas e malhadas, liberando o membro avermelhado que bate de encontro com sua barriga, um pouco abaixo de seu umbigo, totalmente necessitado por atenção assim como a minha intimidade que pulsa sem cessar por ele. Desvio minha atenção um pouco para seu rosto, Justin segura seus gemidos sôfregos mordendo sem dó o lábio inferior, de olhos fechados e com as sobrancelhas unidas de quando se está concentrado.  

 — Me chupa bem gostoso, baby. — As íris carameladas batem de encontro comigo, elas estão mais escuras, fervendo de tesão e sensualidade.  

 Aceno positivamente como uma boa mulher submissa que sou a ele, sempre pronta para seu prazer. Rodei-o com os dedos, contornando com o polegar as veias saltadas igualmente as do seu pescoço, marcando bem o mastro delicioso que Bieber possuí. Um homem que lhe foi dado um belo utensilio junto de um dom maravilhoso de como levar qualquer uma ao céu e ao inferno no mesmo tempo. Faço movimentos simples de subir e descer com a boca salivando da imagem à minha frente. Justin contraí sem parar o abdômen e com sua confissão de que eu fui sua ultima mulher na cama é bem provável que seu tempo para liberar os jatos de esperma sejam curtos, o que me faz automaticamente engoli-lo até o talo, engasgando algumas vezes, porém sem me preocupar de verdade com isso. Não paro em momento algum a mão, assim como meus lábios que o chupam com ferocidade e uma extrema saudade. Os gemidos que a pouco tempo eram segurados agora saem como música aos meus ouvidos, principalmente quando a voz dele falha deixando o tom mais grave e arrebatador.  

 Em um último urro de êxtase, Bieber se liberta lentamente, preenchendo-me maravilhosamente bem como sempre. De olhos fechados ele escorre um pouco para baixo na cama soltando grandes lufadas de ar, as pernas tremelicam em minha volta junto das mãos enormes. Justin teve um orgasmo tão intenso e tudo só aumentou com o tempo sem nenhuma atividade do gênero. Observo cada pedacinho dele, satisfeita com o modo em que lhe deixei e orgulhosa por ser a única a conseguir. Um sorriso brinca em seus lábios e logo sou puxada para baixo, deitando-me confortavelmente em seu peitoral. Confusa permaneço quieta, encolhida sobre seu corpo musculoso e definido, sentindo toda aquela excitação se esvair aos poucos quando seus dedos grossos fazem desenhos imaginários na minha pele. 

 — O que... O que aconteceu? — Pergunto por sussurros incertos com insegurança, porque depois que nosso relacionamento acabou é só isso que consigo sentir diante dele.  

 — Não quero fazer sexo com você... 

 — O que? — Sento-me em um pulo alarmada e completamente destruída por dentro. Todas as chances que pensei em ter somem gradativamente. Exasperado Justin tenta me segurar, mas acaba caindo contra o chão ao se jogar em mim. 

 Ele berra meu nome inúmeras vezes, porém não lhe dou atenção e sigo meu caminho até o quarto vazio e escuro que durmo todas às noites com a mente revirando momentos bons do passado que nunca mais irão voltar, pois agora tive a certeza absoluta disso. Não nego que vê-lo tão distante machuca, mas também não posso forçá-lo invadindo seu espaço para que no fim me de uma chance, eu quero merecer ter seu amor, seu carinho, sua compreensão, ter Bieber por inteiro e não por metades incompletas. Respiro uma, duas, três vezes. Ando levemente até o banheiro retirando o pijama molhado e pegajoso por conta do suor, jogando-o no cesto de roupa sujas para enfim limpar todos os vestígios dele que meu corpo possuí. Um pouco melhor penso e repasso várias vezes tudo o que fizemos durante esses dois dias juntos, tendo então a consciência de que talvez eu tenha ultrapassado o seu limite e fui rápida demais para ter uma intimidade sexual com Justin. 

 Em uma briga internamente boba, ouço o choro escandaloso de Arthur pela babá eletrônica instalada ao meu criado-mudo, enrolo-me na toalha cinza pendurada atrás da porta as pressas, pois seus gritos são no mínimo doloridos e preocupantes. Pego meu menino bravo no colo fazendo com que seu choro diminua, causando uma verdadeira gargalhada escapar da minha boca por sua carência totalmente desnecessária, nos acomodo na poltrona entre os dois berços e em seguida ponho para fora meu seio para meu filho já preparado em agarrar o mamilo. Ele mama com calma, tão diferente de alguns instantes, porém não ligo. Adoro essa necessidade que meus bebês tem por mim, é como se eu tivesse achado a minha importância para alguém no mundo, mesmo que daqui uns anos eles não queiram mais ficar debaixo das minhas asas. 

 — Ah, bem que eu estranhei ele ter ficado quieto de uma minuto para outro. — Sorrio com carinho para o pai deles parado no corredor. Bieber encosta porta devagar e depois se aproxima com cuidado, mantendo os olhos atentos em Arthur e uma simples olhadinha em Theo. — Não sei como esse menino consegue dormir no mesmo quarto que o irmão.  

 — Acho que ele já se acostumou. — Digo observando o bebê em meu colo que está quase adormecendo novamente. Traço suas sobrancelhas e o pequeno nariz arrebitado que tem com meu dedo indicador, memorizando cada partezinha dele. — Obrigado por isso. 

 — Pelo que? — Retruca Justin pegando o banquinho embaixo do trocador para colocá-lo ao meu lado.  

 — Por me dar os melhores filhos que alguém poderia ter. — Ergo meu olhar até ele, vejo um grandioso sorriso surgir e um turbilhão de sentimentos se passar por suas íris.  

 — Fizemos um ótimo trabalho e eu não me importaria de fazer mais. — Seu braço passa em torno dos meus ombros e um beijo é plantado no canto da minha boca. Isso me pega desprevenida, mas consigo entender onde meu homem quer chegar.  

 — Não se preocupe com isso, amor. — Selo brutalmente nossos lábios para depois puxar com certa força o seu inferior. — Eu te entendo e não estou brava, ok?  

 — Ok! — Parecendo um pouco mais tranquilo, Justin se levanta para pegar Theo do berço que desperta aos poucos reconhecendo o calor do pai. 

 Então mais uma foto é gravada mentalmente por mim, guardada junto de outros momentos encantadores como esse.



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