História Just a Dream - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 13
Palavras 2.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi biscoitinhos do core
Então... Talvez esse capítulo tenha ficado meio grandinho... Enfim... Eu acabei dividindo ele e vejo se hoje mais tarde consigo postar... Talvez...
Enfim... Eu peguei meio pesado... No "sonho" desse capítulo... Só talvez...
Enfim... Vcs vão entender
Boa leitura 🍪🍪🍪

Capítulo 2 - Capítulo dois- Pesadelo (parte 1)


Fanfic / Fanfiction Just a Dream - Capítulo 2 - Capítulo dois- Pesadelo (parte 1)

Capítulo 2- Pesadelo

{Katlyn}

[Sonho on]

– Lyn! - Dani estava correndo na minha direção - Você... Precisa sair daqui! Agora! Corre!

– Hã? O que? Por que? - Não parece ter nada de errado...

– Eu... Acho que... - Ela soltou um grito de dor, logo entendi o motivo... Alguém tinha enterrado uma faca em suas costas.

– A ruivinha já foi... - A pessoa que matou ela puxou a faca de volta e se voltou para mim - Não se mexa muito, não quero te ver sofrer - Soltou um sorriso sínico, que era possível notar apesar da máscara que ele ou ela usava.

Não pensei muito e saí correndo, por pouco não tropeço em uma pedra que estava no meu caminho. 

Corri por mais ou menos meia hora, sem nem olhar para onde estava indo. Acabei ficando sem fôlego e parei para respirar, logo vi onde estava, em um jardim. Caminhei até uma árvore, me sentei à sombra dela e puxei um pouco do ar, correr tanto assim não me fez muito bem.

Fechei os olhos por algum tempo enquanto sentia uma leve brisa fresca em meu rosto.

– Você gosta bastante desse jardim não? - Abri os olhos.

– Não pode falar nada... Isso serve para você também - Rimos e ele se sentiu ao meu lado.

– Então, está fazendo o que?

Foi aí que eu lembrei.

– Eu... Não posso ficar! Tem um assassino atrás de mim... E-eu vi ele m-matar a minha amiga... Foi horrível... - Acho que por extinto, eu encolhi minhas pernas contra o peito e as abracei.

– Vai ficar tudo bem... É só manter a calma... - Encostei minha cabeça no ombro dele e senti ele me puxando mais para perto.

Em alguns segundos, ouvi um tiro... Soltei minhas pernas e tapei minha boca com as mãos 

– Fica calma, vai acabar tudo bem... - Logan me soltou e ficou de pé - Vem... - Ele me estendeu sua mão.

Eu simplesmente não consegui me mexer, estava paralisada de medo, eu juro que estava tentando, mas não conseguia

– Bonequinha... - Ouvi uma voz cantarolar, eu... Conhecia isso... 

Como se tivesse despertado, segurei a mão dele e ele me puxou para cima.

– Temos que sair daqui o mais rápido possível! - Falei em um tom baixo para que o assassino não me ouvisse.

Logan assentiu e esticou o pescoço para olhar por trás da árvore.

– Não tem ningué... - Ouvi mais um tiro. Ele parou de falar e soltou um gemido de dor - Corre... Pode... Me deixar aqui... Sua vida... É mais importante... - Ele se encostou na árvore para ganhar apoio e foi escorregando até o chão - Vai Katlyn! Agora! 

Me abaixei ao lado dele e segurei sua mão.

– Não sou de deixar meus amigos sozinhos, ainda mais em horas como essa! 

– Tentando ser heróica, bonequinha? - Ouvi a voz bem próxima de mim - Não se preocupe... Vou garantir que sua morte seja rápida, mas em compensação, vai ver tudo o que você ama morrer... Não foi muito obediente quando eu disse para ficar quieta.

Desejei por um momento ter uma faca para me matar de uma única vez, mas não tinha... E pelo visto, facas não aparecem do nada.

Fiquei sem fala, como ele poderia ser tão cruel? Tudo bem que ele nunca fora uma boa pessoa... Mas... À esse ponto? 

– Por favor... Não faça isso... Eu estou implorando... - Comecei a chorar.

– Ora bonequinha... Eu já estou fazendo... E olhe... Está quase morto... - Pegou a faca e a apontou para Logan.

– N-não... - Comecei a chorar - Não me deixa sozinha... Você é meu melhor amigo... 

– Não chora... Por favor... - Ele tossiu um pouco, e começou a se engasgar com o sangue que escorria pela sua boca, o mais estranho, é que eu não tinha notado o sangue antes...

– Pensei que quisesse se despedir do seu último amigo bonequinha... Afinal... Você não tem mais nenhum... - Ele se abaixou em minha frente e segurou meu rosto com força - Mas já que não consegue dizer um simples adeus... - Ele cravou a faca no peito do Logan, que deve ter ficado vivo por apenas mais uns cinco segundos, ou menos, provavelmente foi menos, só pude vê-lo fechar os olhos de uma vez por todas e o assassino puxar a faca, logo em seguida se levantando.

Fui até Logan e o abracei, devia ter feito isso quando ele ainda estava vivo...

– Até daqui a algum tempo... Provavelmente eu vou ir para onde quer que seja o lugar para onde você for... - Falei mais para mim mesma e soltei ele no chão com cuidado.

– O que pretende fazer comigo? - Perguntei chorando.

– Pensei que já tivesse deixado minhas intenções bem claras... - Ele puxou minhas mãos e as amarrou com uma corda, com certeza ficaria uma marca, de tanto de ele apertou - Primeiro, eu te levo até sua "família feliz", depois mato eles na sua frente... E por ultimo... TE mato... Uma pena que não terá ninguém para assistir sua morte...

– Eu tenho NOJO de você! 

– Que bom que o sentimento é recíproco bonequinha... - Ele começou a me empurrar para longe dali, eu nem tentei resistir, já tinha aceitado minha morte...

Chegamos finalmente em "nosso" destino, uma casa que parecia bem velha, desgastada pelo tempo, e completamente imunda, estava aos pedaços, literalmente, as paredes de madeira, pareciam podres, tenho certeza que apenas um toque faria um belo estrago, além disso, as telhas eram cobertas por limo, e caíam uma a uma. 

Ele me forçou a entrar dentro dela, e pelo chão, eu pude ter certeza, não era a primeira vez que ele tinha assassinado alguém ali.

– Reservei um lugar especial para você... - Ele continuou me empurrando até que chegássemos em um quarto, onde logo depois de abrir a porta, me jogou contra o chão, provavelmente devem ter entrado algumas farpas nas minhas mãos e talvez nos braços, mas isso não seria nada comparado ao que viria à seguir, olhando para os lados, pude ver algumas pessoas, minha família... Mãe, pai, avós, avôs, meus dois primos, minha priminha, meu tio, e a esposa dele... Todos estavam com cortes profundos na pele, já deviam ter perdido muito sangue, já que o chão estava encharcado, a cena era horrível.

– Imaginei que quisesse participar dos últimos momentos deles... Bonequinha... - Soltou uma risada sarcástica.

Se eu já não estava apavorada o suficiente ainda, agora eu com toda a certeza estava... Não conseguia me mexer, estava apavorada, em pânico, vi os olhos de cada um se fechar, eles não falavam nada, como se ignorassem o sofrimento e aceitassem a morte...

– Sabe... Bonequinha... Acho que já está na hora de te matar... Parece ter sofrido o suficiente... Aliás, muito obrigado por estragar minha vida... Adeus... - Vi ele se aproximar com uma faca, mas perdi a consciência antes mesmo de levar a facada...

[Sonho off]

– AHHH! - Acordei com um susto, olhei ao redor, ainda estava em casa... Que alívio... Nada foi real... 

Foi aí que caiu a ficha: Por que ultimamente eu estava sonhando com esse garoto que eu sequer conheço? Na primeira vez tudo bem, já tive outros sonhos com completos desconhecidos, mas, três vezes seguidas? E com a mesma pessoa? Isso é muito estranho... Muito mesmo... Afastei meus pensamentos, não deve ser nada.

– Filha? - Minha mãe apareceu na porta - O que ouve? Ouvi seu grito.

– Apenas... Um pesadelo... Nada demais... - Desbloqueei o celular e olhei as horas - Bom, já que eu acordei mais cedo... Vou aproveitar esse tempo...

Minha mãe pareceu aliviada por não ser nada demais.

– Quer que eu te leve para a escola de carro?

– Não precisa, estou bem - Sorri para ela e ela fez o mesmo.

– Certo, qualquer coisa, já sabe - Ela fechou a porta e eu ouvi os passos indo na direção do seu quarto.

Levantei da cama, coloquei minhas pantufas e fui na direção do guarda-roupa, pelo menos hoje eu poderia escolher o que eu iria vestir com um pouco mais de calma, escolhi uma camiseta branca, saia preta estampada com bolinhas brancas, uma jaqueta estilo colegial, vermelha, e por ultimo meus All Star pretos. [Link nas notas finais] Passei um protetor labial, e joguei meus materiais dentro da mochila. Fui até a cozinha, tomei café, e depois fui direto para a escola.

Quando cheguei, vi a Ashley e o John juntos... Nem dei bola, se ele gosta desse tipo de garota, eu me sinto até ofendida de uma vez ter sido namorada dele. Passei meus olhos pelo restante das pessoas e vi a Dani sentada em um dos degraus da entrada com as mãos entre o rosto, cheguei mais perto.

– Oi Dani!

– Ah... Oi Lyn... 

– Você está me parecendo meio desanimada... Tem alguma coisa acontecendo?

Ela tirou as mãos do rosto e passou a encarar o chão.

– Você sabe como minhas notas estão horríveis... Estou prestes a descobrir se o fundo do poço tem porão... - Eu ia falar alguma coisa, que até então não sabia o que, mas ia, mas antes que eu sequer abrisse a boca, ela continuou - E isso não se trata de ficar em recuperação, ou perder o ano, Katlyn... - Ela olhou para mim, e pude perceber que seus olhos estavam inchados e com olheiras - Se eu não tirar nota máxima nas próximas provas, meus pais vão me mandar para um colégio interno!

Fiquei sem palavras, ter uma amiga que faz parte de outra turma é fácil, ter uma amiga que estuda em outra escola... É um pouco mais complicado, só que, ter uma amiga que estuda em um colégio interno... É quase impossível se você não estudar com ela! Meu primo mais velho, já estudou em um, nós perdemos praticamente todo o contato, talvez porque a rigidez lá fosse incrivelmente grande, e só pudesse utilizar celulares uma vez por semana, ou apenas em caso de emergências... Mas nada impede os pais da Dani de colocarem ela em um igual ou até mais rígido que aquele!

Ela suspirou antes de continuar.

– E pior... Eles disseram que se recusam a pagar aulas particulares, se eu quiser, terei que pagá-las sozinha... Eu até procurei, telefonei para todos os professores particulares, mas, para pagar as aulas que eu preciso, seriam necessários, uns cinco meses de mesada, e você sabe... Não temos amigos... Ninguém iria aceitar dar aulas para mim, por mais que eu pague...

– Eu... Posso tentar te dar aulas...

– Lyn... Vamos ser sinceras, todas as vezes, sem exceção, que você tentou me dar aulas, ou eu sai mais confusa ainda, ou você perdeu a paciência antes de terminar uma frase... Você é uma ótima aluna... Tira notas boas, é bastante esforçada... Mas como professora...

– Já entendi... Já entendi... Se eu precisasse ser professora para sobreviver eu morreria... - Rimos - Hum... Mas... E se... Você fosse falar direto com um professor? Por exemplo... O meu pai... Tá certo que ele não é um professor de verdade, mas ensina muito bem!

Ela pareceu se animar com a ideia.

– Você pode falar com ele? Ia ser muito bom que eu conseguisse que ele me desse aulas, e também, se eu me lembro bem, ele é bem calmo...

– Sim Dani... Ele explicaria tudo de novo quantas vezes fosse necessário, ele fazia... Digo, ele faz isso comigo... Não precisa se preocupar...

– Muito obrigada amiga! Você não tem ideia do quanto me salvou! - Ela soltou um suspiro de alívio e eu ri.

– Não precisa agradecer... 

– Precisa sim! - Ela pareceu se lembrar de algo - Ah... Você não faz ideia da foto que eu tirei... - Ela pegou a bolsa dela e começou a procurar o celular... Eu acho - Aff... Eu esqueci ele em cima da mesa... Falta quanto tempo para a aula começar?

– Uns quarenta minutos eu acho... - Peguei meu celular - Trinta e cinco minutos ������ - Ela riu.

– Então dá tempo... Enquanto isso você vai indo para a sala... - Me despedi dela e entrei na escola.

Antes de ir para a sala, fui guardar algumas coisas no meu armário. Tinha um bilhete colado. Provavelmente algum xingamento seguido de alguma foto ridícula minha... Revirei os olhos com o pensamento e abri o armário... Péssima escolha.

Aparentemente as pessoas gostam bastante de me humilhar... Mas... Não vou deixar assim... Estou toda suja de tinta? Estou! Provavelmente nunca mais vou ver essa roupa? Eu diria que não do jeito que ela era... Mas... Não é isso que vai acabar com o meu dia...

– Ei! Katlyn! Você não lê avisos não? - Alguém perguntou.

– Da mesma forma que vocês não cuidam das próprias vidas... - Joguei os potes de tinta para dentro do meu armário e fechei ele.

– Não cansa de ser humilhada? Tipo... Eu já roubei seu namorado, te faço passar por situações desagradáveis todos os dias... - Ashley.

– Primeiro, você nao vem falar nada de mim... Eu posso até ser humilhada, mas não sou uma vadia... Quer dizer... Não fui eu que roubei os namorados de quase todas as garotas da escola... Ah, e você não roubou meu namorado, você simplesmente está com o meu ex... Tem uma grande diferença, e outra... Na verdade... Sobre as "situações desagradáveis"... Eu fico até com dó de você, que não tem brilho próprio e usa outras pessoas para... Brilhar... Aliás... Seu nome devia ser Luna... Porque... Né... Astro sem brilho próprio... 

– Ora sua...

– Ai meu Deus! A Ashley me chamou de sua! Minha reputação está arruinada! Pera... Eu não tenho reputação para ser arruinada - Ri irônica - E é exatamente por esse motivo que eu não ligo mais para essas "situações desagradáveis".

– Eu vou transformar sua vida em um inferno garota! É melhor tomar cuidado comigo!

– Por que? Você vai falar mal das minhas roupas no seu blog? Caramba... Isso vai realmente arruinar a reputação que eu não tenho!

– Você não vai querer saber o que eu vou fazer - Ela virou as costas e estalou os dedos - Meni... - Interrompi a "saída triunfal" dela.

– Na verdade... Eu quero sim saber... Só para tomar cuidado na hora de abrir meu armário... Vai que caem roupas que estão fora de moda? 

– Ah... Katlyn... - Ela se virou para mim - Não vai querer estragar a surpresa...

– Odeio surpresas...? Ainda mais vindas de uma vadia...
 
– Do que você me chamou?

– De nada... Mas se a carapuça serviu... - Ouvi um estalo e logo depois meu rosto começou a arder.

Comecei a rir da cara de "vitoriosa" que ela fez.

– Você... Acha mesmo que esse tapinha vai fazer eu ter medo de você, igual aos seus súditos?

– Que bom que reconhece que eu sou superior.

– Er... Abelha rainha... Eu não disse que sou sua súdita... Eu disse que os seus súditos tem medo de você, e que eu não tenho... Mas... Fazer o que né? Você sempre foi meio burrinha mesmo... Agora se me der licença... - Comecei a andar para fora da "rodinha" que tinha se formado, quando alguém me joga para dentro de volta.

– Olha... Eu não sei o que vocês têm na cabeça... Mas assim... Eu tenho coisas mais importantes para fazer, e nenhuma delas inclui "perder tempo com a vadiranha da Ashley" então... Bye bye... - Fui sair de novo mas um dos súditos da abelha rainha estava barrando o caminho e me empurrou de volta.

– Ah garota... Não se escapa tão fácil de Ashley Darling... - Me virei para ela e ri.

– Não... É "Ashley Darling" que não é uma boa perdedora.

– Você não sabe com quem está se metendo!

– Não, é VOCÊ que não sabe com quem está se metendo, e eu, no seu lugar, não iria continuar me irritando.

– Uma pena... Que eu não receba ordens suas...

– Não foi uma ordem, foi um conselho, e acho uma bela ideia você aceitar...

Senti outro tapa, dessa vez, um pouco mais forte.

Joguei minha mochila no chão junto da minha jaqueta.

– Espero que tenha um bom seguro de saúde... Eu não vou pegar leve...

 


Continua...


Notas Finais


E... Acabou...
Amanhã (ou hoje) tem mais
Só tem um link hje... Triste... Enfim...

Até o próximo capítulo

Bjuss e Nuttela

[LINK]

Roupa escola- http://marchon.com/global/brasil/wp-content/uploads/2014/05/college_1.png

~sai voando em um unicórnio~


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