História Just a Dream? - Capítulo 10


Escrita por: ~ e ~Asthy

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Lobisomens, Lutas, Magia
Exibições 8
Palavras 1.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um do co-autor! :3

Capítulo 10 - Shame.


Travis "Tray" Gredd, C.

Havia sido duro pra mim superar a morte de Nina. Eu e ela já estávamos juntos a três anos, desde que eu tinha quinze, sei lá. Eu passei as últimas três semanas lamentando a morte dela sem parar, preso no meu quarto.

Eu também fiz buscas por manifestações de demônios no nosso plano, mas a internet não sabe de nada além de teorias da conspiração. C. tinha assassinado a minha namorada e eu nem sequer podia reagir, porque não sabia nada sobre ele.

Mas, depois das frustrações, eu tive que voltar à escola. Queria logo descobrir qual a desculpa que teriam dado sobre a morte de Nina.

No corredor dos armários, eu ouvia muita conversa paralela, e felizmente ninguém tentava me consolar.

Quando eu vi todo o pessoal, eles pareciam receosos em interagir comigo, porque algumas garotas e garotos populares estavam formando um círculo em volta de mim.

– Jayden, dá licença? Quero falar com meus amigos.

– Pode falar com a gente. – ele disse enquanto olhava sorrindo pro celular, se parecendo com meu pai. Eu fiquei impaciente e empurrei ele pra passar.

– Foi mal, tô com pressa. – e eu corri pra alcançar meus amigos, parando Jake com a mão esquerda.

– Jake, Jake. Eu já me sinto melhor.

– Olha, cara, eu sinto muito.

– Eu também, mas já aconteceu. O que vocês disseram pra polícia?

– É... primeiro eu vou dizer pra você que foi ideia do Fred, certo?

– Okay, eu acho.

– Primeiro eu meio que derreti o celular dela, depois foi só falar que, como era um S7 Edge, ele explodiu no peito dela.

Eu encarei Jake e quase tive vontade de rir. Aquilo sempre foi nosso jeito idiota de lidar com as coisas, mas dessa vez o caso não era nada cômico.

– Fred?! Que ideiazinha de bosta, cara!

– Era isso ou prender a gente, seu otário.

– Tá.

Emma foi um pouco mais gentil e me abraçou e tudo o mais, o engraçado é que ela não lembrava de nada daquilo que tínhamos passado antes.

– Obrigado, garota da Green Day.

Ela parecia confusa, porque na teoria, eu nunca a tinha visto com o pijama da Green Day.

– A quanto tempo vocês estavam juntos?

– Uns anos, já.

– Qual era seu nome, mesmo?

– Travis Gredd, todos me chamam de Tray.

E quando eu falei meu nome, ela arregalou os olhos e me encarou, parecendo nervosa.

– O que você fez, Travis? Por que eu te abracei?

– Quê?

– Eu não gosto de você, Gredd. Nem o seu cheiro salva você.

– As pessoas costumam gostar do meu desodorante, ou só não desgostar. Mas o que deu em você? Parecia mais amável a uns quinze segundos.

– Vai se ferrar. – e ela saiu, parecendo envergonhada por ter agido de maneira mais agradável por um curto período de tempo.

Me senti meio mal, mas não queria continuar conversando com garotas em particular tão cedo.

– Fred, garotas são estranhas, não?

– São, eu acho. Ela foi meio insensível.

– Não tem problema.

– Fred, Travis, Jake, dêem uma olhada naquilo. – Arthur apontou uma garota que tinha fugido das normas da escola e estava usando shorts acima do joelho. Quando notei quem era, acenei pra ela. Era só Leila.

– Ih, cara, ela tá tão na sua. – Arthur disse.

Eu nem me lembrava que Arthur gostava de ficar olhando pras pernas das garotas, mas de repente ele tinha ficado alterado por perder a memória.

O sinal tocou, o que significava que o intervalo tinha acabado. Todos entraram pras suas classes, e eu, Arthur e Fred, fomos pra biologia.

Quando o mr. Hugo chegou, ele parecia mais animado do que o normal.

– Travis, bom te ver de novo. Meus pêsames, aliás.

– Ah, tá tudo bem, professor.

Professores também não tinham nada contra mim. No geral, eu era um bom aluno.

– Bom, hoje vamos entregar os boletins. Eu fico feliz que o desempenho de vocês tenha melhorado. Temos... poucas reprovações.

E ele passou por cada mesa entregando os boletins. Eu tinha conseguido um A, mas a maioria não parecia muito satisfeita com as notas.

– Um bom mês de Julho pra quem não reprovou, o restante vai ter a oportunidade de vir à escola pra cuidar da limpeza, pra então poder fazer uma prova. Quem não limpar não faz a prova e nem vai saber o dia.

Eu fiquei feliz que o ano já tinha terminado, e também por não reprovar em nenhuma das matérias.

A presença de Nina faria falta nas férias, já que eu saía com ela e com a família dela nesse período. Eu ainda precisava pensar no que fazer.

Eu, junto com aqueles outros que não tinham dúvidas, saímos logo em seguida. O professor nos liberou, afinal. Fred parecia ser o único a ficar em sala, então resolvi acompanhar a conversa dele com o mr. Hugo.

Eles falavam alguma coisa sobre se reunir na casa dele pra jantar, porque mr. Hugo iria repassar mais lições depois.

Eu não sabia que Fred precisava de mais aulas, já que as notas dele sempre foram maiores do que as minhas.

Preferi não me intrometer mais, mas algo errado estava acontecendo.

Encontrei Emma na porta da sala de inglês e resolvi ir conversar com ela, porque ela tinha agido de maneira estranha mais cedo.

– Emma, o que aconteceu mais cedo?

– Travis, você me forçou a te abraçar.

– Na verdade, você estava tentando me consolar porque a Nina morreu.

– Travis, você sabe que não aconteceria.

– Eu nem te conheço direito, Emma.

– E daí? Travis, eu não quero mais ouvir suas desculpas pra tentar me levar pro lado escuro da força.

– Eu não entendo você, Emma. Se eu quisesse te forçar a alguma coisa, eu faria muito mais que um abraço, sua mongolóide.

E então, quando eu ia sair, ela deu um tapa no meu rosto. Talvez não gostasse de ser chamada de mongolóide. Coincidentemente, eu também não gosto.

– É sério? Vai continuar me odiando sem motivo? Eu não quero saber de você, cara.

– Que se dane você, também. – e ela olhou em outra direção, parecendo chateada.

Eu fiquei com raiva, porque ela era quem tinha sido babaca. Eu não tenho culpa de nada.

– Emma, larga de ser criança! Olha pra cá, sem-noção.

E teria acontecido, ela se virou e tentou fazer o que seria mais provável naquela situação, mas eu recuei. Quando ela abriu os olhos, saiu pelo corredor e foi embora.

Não fui atrás, porque achei que talvez ela precisasse pensar melhor.

Emma devia estar confusa, e talvez não fosse mesmo aquilo que ela queria. Eu voltei pra sala do mr. Hugo pra chamar Fred, porque os outros dois tinham sumido. Eu não queria ir sozinho, porque Emma podia aparecer com uma espada na mão, e eu não queria ver como C. reagiria.

Quando estava saindo com Fred, entretanto, uma música começou a soar vagarosamente na minha cabeça, como se fosse uma caixa de surpresas. E, cada segundo que passava, parecia mais alta.

Não quis incomodar Fred, por isso continuei andando.


Notas Finais


O autor e eu temos um dilema:

Travis + Emma
ou
Jacob + Emma
ou
outros


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