História Just a Dream? - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Asthy

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Lobisomens, Lutas, Magia
Exibições 8
Palavras 1.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais um capítulo!

Capítulo 6 - Rope.


Travis "Tray" Gredd

Eu tinha acabado de acordar no hospital, o que me parecia estranho. Eu estava numa cama, sendo tratado. Uma enfermeira parecia fazer um acompanhamento do meu estado, me observando com uma prancheta nas mãos.

– Bom dia... – ela olhou a prancheta – Travis.

– Bom dia... – eu pensei – Por que eu tô aqui?

– Há uma semana, você sofreu um acidente.

– Como?

– Você e seus amigos... – ela olhou a prancheta novamente – Emma, Jacob, Frederick, Angel e Arthur foram encontrados na parte de trás da casa da Emma. Todos desmaiados.

E então eu me lembrei. Um touro bípede infernal desgraçado tinha aparecido, e eu fui lá pra chutar a bunda dele com os poderes demoníacos, mas C. não ajudou. Quando eu ataquei o monstro, ele não voou pra longe como eu pensava que ia. Aí ele acertou minha cabeça de algum jeito, e ali estava eu.

– Erm... eu já posso sair daqui?

– Pode sim, assim que eu entregar o relatório. – e ela ficou cabisbaixa, tentando assimilar informações. – Assim que você sair, só vai faltar Frederick.

– Tá bem.

E ela saiu do quarto. Mais tarde, ela voltou pra me levar pra fora. Assinei alguns papéis e saí. Foi fácil demais, eu nem entendi.

Assim que passei pela porta do hospital, me lembrei de checar o relógio: já passava da hora de ir pra escola, então fui à pé, correndo.

– Porcaria, porcaria! Matemática, português e geografia! AHHHH!

E, quase quinze minutos atrasado, eu cheguei.

– Aqui está muá, madames! – eu sussurrei pra mim mesmo, em frente ao pátio da escola. – É hora de falar com a Nina. Ninguém me mata desse jeito.

– Ei, Travis. Te mataram nos videogames, cara? – disse Hugo, um valentão intrusivo da escola que não gostava de mim, por algum motivo. Fazíamos parte do mesmo time, ele era o atacante, mas era péssimo.

– Vai procurar o que fazer, Hugo. – e eu o deixei falando sozinho, o que talvez não tenha sido a melhor decisão.

– Isso não vai ficar assim, Traviadinho!

Entrei no edifício, onde eu conseguia ver jovens de todos os tipos. A maioria dos homens estava discutindo assuntos pejorativos ou fumando cigarros, eu geralmente fazia parte do grupo C, que é aquele que prefere que os outros dois se danem.

– NINA! NINA, pelo amor de Deus, eu quero conversar com você! – eu tentei chamá-la, e ela não apareceu. A questão é que ela estava no final do corredor colocando cadernos no armário quando teve a sábia decisão de olhar na minha direção e correr pelas escadas, sorrindo, ainda que parecesse confusa.

Eu a segui e corri por todos os lances de escadas, até que chegamos ao térreo.

– Nina!

– Seu maldito, como você tá vivo? – e apesar de usar essas palavras, eu entendi que ela se preocupava comigo de verdade.

 – Droga, Nina.

Por um momento, nem nos importamos. Eu a puxei pelas mãos e a abracei, colocando a minha cabeça por cima dos ombros dela.

– Eu te amo, tá bem? – e me separei dela, sorrindo igual a qualquer outra pessoa faria depois de reencontrar a namorada numa pós-morte extremamente confusa.

Ela deu um pulinho pra alcançar a minha boca com a dela, o que foi um pouco estranho e doloroso. Ela acertou o meu nariz. Entretanto, eu fingi que nada tinha acontecido, porque foi... gentil da parte dela.

– Eu levantei na floresta e eu estava completamente bem, Nina. O que aconteceu? – embora eu já soubesse da maior parte, eu achei mais seguro perguntar.

– Pegaram o bastão de baseball na sua mochila, os meus irmãos, e acertaram a sua cabeça. Aí ela sangrou um pouco, mas você tava... vivo. Então, quando eu ia impedí-los de fazer mais alguma coisa eu... não consegui. Aí... meu Deus.

Nina chorou, o que me deixou desconfortável. Decidi não perguntar mais nada naquele momento, ela parecia muito abalada.

Os irmãos dela tinham me acertado, então. Brincadeira de mal gosto. Matar as pessoas assim é... falta de educação.

– Calma, Tray. Então meu pai viu e mandou eu me afastar, foi quando eles começaram a discutir e... alguma coisa apareceu e... vaporizou meus dois irmãos e cortou sua garganta. Tipo um Poltergeist, Travis. – ela parecia aflita, e por isso fiquei com receio, mas tive que falar.

– E você espera que eu...

– Travis Gredd! – e ela puxou o cachecol que eu usava para cobrir a cicatriz no pescoço.

– I-Isso não prova nada! – levantei de volta o cachecol, e então ela me encarou com um princípio de choro, o que me fez falar.

– Fala. Tudo.

– Eu já sabia. Eu fiz um acordo com a entidade que matou a mim e aos seus irmãos, ela só me pediu pra usar o meu corpo pra matar... monstros.

– Você quer que eu fale um palavrão. VOCÊ QUER.

– Eu acho deselegante, mas você é quem sabe...

Ela deu um soco na minha bochecha, e eu caí. Tinha tanta força que tive medo que C. assumisse e acabasse com Nina.

– Nina...

E ela voltou para as escadas, onde ela tinha muito mais companhia.

Lá, eu percebi que ela devia ter machucado a maçã do meu rosto, porque todos me olhavam maliciosamente, como se eu fosse um derrotado. Na parte dos homens. As meninas aparentemente eram uma camada que estava sob controle, e provavelmente tinham ficado com mais raiva de Nina, o que eu não queria.

– Oi, moçada. – eu me dirigi às garotas, mas elas pareciam muito distraídas com alguma coisa atrás de mim e nem sequer responderam. – Tá bem...

E, saindo da escola, eu olhei à minha volta à procura de Nina.

– NINA! ONDE VOCÊ TÁ?!

Eu já não tinha estabilidade para lidar com as situações que viriam a seguir. Nina tinha fugido da escola e podia estar em qualquer lugar da cidade em pouco tempo, ou talvez até fora.

– Aí, Travis. – Hugo se aproximou junto com o alguns dos jogadores não titulares do time, segurando um bastão de baseball, assim como os outros.

– Sai fora, cara. Não vai querer se meter comigo.

Todos ironizaram, afinal eu era um só contra um grupo perigoso de esportistas rejeitados.

– E o que o senhorito vai fazer? Vai chamar o exército de mulhereszinhas que você tem na palma da mão?

– Já disse, cai fora.

E um deles perdeu a paciência e me golpeou no ombro, o que me derrubou. Assim, vários seguiram o exemplo, me acertando nas costas.

Eu estava prestes a desmaiar, e aqueles golpes machucavam. Eu só não podia me esquecer de que Nina corria grave perigo graças ao acordo que fiz com C., sobre o qual não fui completamente sincero ao falar com ela. E eu fechei os olhos.

Em algum momento, porém, eu despertei um intermediário entre mim e C., que era menos poderoso mas suficiente pra acabar com aqueles otários.

Eu agarrei um dos bastões da mão dos retardados e me levantei, derrubando um por um.

Assumo, inclusive, que tive gosto em amassar o nariz de Hugo com tanta força. 

Alguns pareciam seriamente feridos depois que eu me acalmei, mas foi legítima defesa.

Liguei para o serviço de emergência e saí imediatamente, deixando o celular no pátio junto deles, que estavam inconscientes.


Notas Finais


Ei, se você gostou, divulgue!
Um abraço, carinhas!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...