História Just a Dream? - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~Asthy

Postado
Categorias Originais
Tags Drama, Lobisomens, Lutas, Magia
Exibições 5
Palavras 994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aí, galera!

Capítulo 7 - Memories.


Jacob “Jake” Bellenbien

Pra ser sincero, odiava dormir em camas de hospitais. Eram duras e nada confortáveis, mas a parte boa era... Nenhuma. Era a segunda vez que havia parado no hospital, só naquela semana. E a décima primeira, naquele mês. Sim, são muitas paradas no hospital, mas... A sopinha que servem é boa.

Ali tinha cheiro de remédios misturados, e era péssimo. Durante a noite, ouvia barulhos, vindos do necrotério, mas tem funcionários que ficam aqui durante a madrugada. E também, alguns não sobreviviam a cirurgias, então eram levados para o famoso cemitério temporário do hospital. 

Olhei para a janela do quarto, amanhecia. Não demorou muito e a enfermeira Nora chegava ao meu quarto, sorridente. E ela pareceu ler meu pensamento, assentiu e me deixou ir. Fui primeiramente, ao balcão e perguntei sobre quem ainda estava ali dentro. Apenas Tray ainda estava ali, sem hesitar, saí correndo para o quarto em que ele estava e entrei. Ele estava deitado, parecia adormecido na cama. Abri um sorriso, ele parecia respirar e isso era uma boa notícia.

Agarrei sua mão esquerda, e fechei meus olhos. Em seguida, eu apareci em um lugar, que parecia ser um parque. Na minha frente, Tray e Nina estavam sentados, fazendo um piquenique. E não demorou muito, e nossos outros amigos chegavam. Angel, Emma, Arthur e Fred se sentavam ao redor, e me aproximei deles. Em um piscar de olhos, todos desapareceram e só ficava ali, eu e Tray.

Então, não vi mais nada. Meus olhos se abriram e Tray ainda estava deitado. Ele dormia tranquilamente, não parecia ter nenhum perigo. Saí do quarto e fui para a escola.

---

No horário de intervalo, saí da sala e procurei pelo pessoal. Achei Arthur, se empanturrando de comida, junto de Angel, em uma mesa do refeitório. Abri um sorriso e corri até eles, saltando sobre a mesa e sentando no banco. Recebi um olhar estranho dos dois.

– Ahn... Nós te conhecemos?

 Claro que me conhecem, Angel, sou seu irmão, e melhor amigo do Arthur.

Falei sem muita calma. Eles deviam estar brincando comigo.

 Não conhecemos você. Seu nome? – Perguntou Arthur, mordiscando o hambúrguer.

 Qual é?! Jacob Bellenbien!

Uma voz suave veio de trás de mim.

 O que diabos é um... Jacob Bellenbien?

– É. Não conhecemos nenhum Jacob Bellenbien.

Fred e Emma se sentaram.

 Vocês estão fazendo alguma brincadeira comigo! Eu sei!

Levantei do banco, e caminhei para fora do refeitório. Estava destinado a procurar Tray, vai ver ele não estava na brincadeira. Na entrada da escola, vi alguns garotos do time, machucados. Eles estavam sentados no chão de metal da parte de trás da ambulância.

– Tray fez isso?

 O que é um Tray?

Ele perguntou, me encarando e semicerrando os olhos. Já percebendo que aquilo não teria futuro, saí correndo para o lugar que acreditava que Tray poderia estar lá.

---

Uma cabana de lençóis no meio da floresta, que nós havíamos feito quando éramos crianças. Nós usávamos ele para nos escondermos das pessoas, ou ficarmos lá quando estávamos tristes. Ainda era utilizado às vezes, para poucos usos. Tray me dissera que tinha a ideia de tornar aquele lugar, um esconderijo secreto que poucos saberiam como acessar. Ficaria no subsolo.

Quando vi a cabana, entrei. Tray estava sentado, olhando uma foto de Nina. Ele me percebeu entrar, mas não fez esforço para me olhar. Pude perceber um meio sorriso se formando no rosto dele, e foi o suficiente para me fazer sentar sem medo de ser expulso.

 Você acha que eles se esqueceram de nós? – Ele murmurou.

 Não. Eu acho que eles devem estar brincando com a gente.

 Mas e se eles não estiverem? – Ele aumentou um pouco o tom de voz – E se a coisa que andou nos atacando esses dias não causou isso?! EM JACOB?!

 Eu o matei. Eu sei que o matei.

 Por que acha que sabe? E SE NÃO TIVER MATADO ELE JACOB? PELO QUE SABEMOS, ELE PODE FAZER VÁRIAS COISAS, FINGIR ESTAR MORTO PODE SER UMA DELAS!

Então ele simplesmente me acertou um soco. Um cruzado de direita, me jogando contra o chão, subiu por cima de mim e ergueu o braço para me dar outro soco. Quando voltei ao normal, consegui fazer força para dar-lhe uma cabeça e tomar o lugar dele, ficando por cima. Iniciei uma sequência de vários socos no rosto dele e a única coisa que ele podia fazer era proteger o rosto com os braços. Comecei a cessar, quando encarei o rosto dele, que sangrava e tinha vários cortes. Saí de cima dele, e me sentei no chão. Não havia saído ileso, meu olho estava roxo, e doía.

– Desculpa... – Murmurei, enquanto o olhava – Eu não quer... – Um soco dele me pegou de surpresa. Parecia ser a vez dele, ele estava com mais força e brutalidade que na briga anterior. Ele parecia me atacar com vontade de matar. Lembrei do que havia feito com o minotauro. O olhei nos olhos, e murmurei “Dor”. Ele colocou as mãos na cabeça, e se deitou, agonizando.

 AAAAH! FAÇA PARAR! AAAAAAH!

Os gritos dele me faziam querer parar a dor, e ao mesmo tempo, querer aumentar a potência.  O equilíbrio de minha mente estava errado, mas com um pensamento e ele voltaria ao normal.  Murmurei “Sem dor”, e ele parou de agonizar no chão e começou a chorar baixo. Fui até ele, e o levantei, pondo-o sentado.

 Cara... me desculpa. – Falei, olhando para o chão de grama. – E se tentar outro soco, faço com que a dor seja pior da próxima vez.

Ele me encarou, bufando. E com um suspiro, ele assentiu, parecendo ter aceitado as desculpas. Ele sorriu e pousou a mão no meu ombro.

 Eu juro que se você me bater da próxima vez... eu vou te encher de porrada.

E então começamos a rir.

Pensando bem... Mesmo que eles tivessem se esquecido da gente, nós vamos ficar bem. E mesmo com dificuldades, nós vamos conseguir fazer com que eles se lembrem de nós.


Notas Finais


Bromance? Bromance.


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