História Just Another Girl - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bastian Schweinsteiger, Fernando Torres, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Götze, Robert Lewandowski
Personagens Personagens Originais, Robert Lewandowski
Exibições 134
Palavras 2.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu disse que não ia abandonar. Não vou.

Capítulo 26 - Capítulo 26 - Black Holes and Revelations


Marco Reus

Só mais uma garota. Só mais uma garota, uma sem significado, sem importância. Uma garota bonitinha que eu conheci na escola, nada mais. Só mais uma...

Pra quem eu estava tentando mentir, afinal?

A história estava tão confusa que eu já nem sabia se ela tinha me dispensado ou se fora eu quem a mandou embora. Só sabia que, pelo modo como Durm me disse que ela ligou, Nicole provavelmente tinha ido atrás daquele babaca.

À essa altura, eles deviam estar fazendo as pazes.

Eca.

As palavras dela ainda ecoavam na minha mente. <"Vá atrás da sua felicidade, Marco". Filha da mãe! Como ela tinha coragem de dizer que me amava mas "sabia que não ia dar certo"? Como ela podia dizer que tinha medo de que eu não a amasse por muito tempo? Logo eu, que amei aquela mulher pelos últimos dez anos, me culpando, desesperado com a falta de esperança de ao menos vê-la outra vez? Como ela podia me culpar por ter destruído tudo quando foi ela que correu de mim?

E tinha Scarlett.  Precisava resolver tudo com ela. Não importava que Nicole já tivesse se resolvido com Robert... eu não amava Scarlett e não fazia sentido ficarmos juntos. Precisava de um tempo sozinho.

Algo me atormentava. O pacote maldito parecía olhar pra mim.  Eu desviava para qualquer coisa que pudesse prender minha atenção, mas invariavelmente acabava encarando a caixa branca jogada num canto do quarto, exatamente onde parou quando a arremessei da cama onde eu estava condenado a ficar pelos próximos quatro meses. Eu ainda era capaz de sentir a dor... que fez uma temporada perdida quase insignificante.

A caixa era simples, adornada com pérolas e um tecido fino, sedoso, além de um monte de linhas costuradas em azul que pareciam imitar as ondas do mar. Não tinha dúvidas de que ela tinha projetado aquilo. O casamento seria na praia - eu rolei os olhos pra isso; quão cliché - e na parte de dentro, embaixo de um vidro talhado, haviam passagens de avião e um guia para no hotel. Eu tinha que admitir... estava perfeito. Podia facilmente perceber a quantidade de dinheiro investida naquilo - e, se eu conhecia bem a garota, ela tinha insistido em pagar por tudo.

Mas não era isso que doía. Eu tinha imaginado algo como aquilo por anos. Carolin até tinha me feito olhar coisas assim, planejando um casamento que eu não poderia manter. Mas o que doía, ah! Era o cartão-convite preso na parte de dentro da tampa.

"Srta. Schneider e Sr. Lewandowski convidam..."

E foi aí que eu joguei o pacote longe. Quantas vezes não tinha imaginado o meu nome ali? Não, ela não tinha tido a coragem... até onde eu sabia - por Durm, sempre ele, o menino era fofoqueiro - eu tinha sido o único a receber o pacote, ao menos por enquanto. Por que ela fez isso? Pra me torturar? Ou será que tinha sido um aviso dele?

Sentia a raiva subindo pelo meu corpo em ondas fortes, quase capazes de me fazer levantar e ir lá gritar com eles. Ele era meu amigo, caramba! Mesmo depois de tee aprontado tanto, ido pro Bayern, ele ainda era meu amigo. Por que as pessoas tem essa mania de ir embora da minha vida, assim?

O celular tocava incessantemente ao meu lado, mas no meu estado de espírito atual a chance de atender era zero. Alguém do outro lado, contudo, era mais teimoso que eu.

Vencido pelo cansaço, peguei o aparelho nas mãos, pronto pra soltar uns bons palavrões com quem quer que fosse, mas a ligação terminou justamente aí, com as luzes piscando freneticamente num aviso quase acusador de que haviam mais de doze ligações perdidas de Lisa e muitas outras de Durm.

Ela atendeu no segundo toque. - Que porra é essa, Lisa! O que aconteceu?

- Marco! Seu palhaço, pra quê que serve esse telefone idiota se você nunca atende essa porcaria?!

Eu rolei os olhos. O mesmo discurso de sempre - estava tudo bem então. - Diz logo o que você quer e me deixe em paz.

- Sempre cavalheiro. - ela rosnou do outro lado da linha. - Leu as minhas mensagens, pelo menos?

- O que você acha? -Outro rosnado. - Aposto que se esqueceu de tomar a vacina pra raiva.

- Vá à merda, Marco. Se você não fosse meu melhor amigo, eu pagaria alguém pra te socar.

- Você sabe que eu te amo. - minha voz doce foi acompanhada por um sorriso, mesmo que ela não pudesse ver. - Vamos lá, diz o que você precisa.

Ela fez um silêncio macrabo, depois suspirou teatralmente e continuou. Lisa sendo Lisa. - Não que você mereça, mas como sou a melhor amiga do mundo, vou te avisar. Aconteceu o que eu imaginava, Marco.

- O quê? - eu estava confuso.

 - Robert terminou com ela.

Silêncio.

- Não vai dizer nada?

Mais silêncio.

Acho que tinha parado de respirar.

- Marco, veja, eu disse que...

- Eu ouvi, Lisa. E já te disse que não quero mais saber dessa história. De nenhum deles.

Minha amiga bufou, soltando um grunhido exasperado logo depois.  - E eu já te disse que você é um moleque! Quem desiste do amor da sua vida fácil assim?  - ela gritou. - Eu tenho <coisas para te contar, Marco. Eu sei o que fez ela ir embora, mas não posso te contar ainda. Tem que ser pessoalmente.

- Você...

- Não, nem adianta! Não dá pra ser pelo telefone. Mas é a sua chance, Marco. Você precisa se entender com ela!

Eu respirei fundo, com os olhos fechados. Meus dedos prenderam a ponte do meu nariz num gesto de desespero. -  E como você espera que eu faça isso? O que acha que eu venho tentando fazer nos últimos meses?

- Aproveitando todas as oportunidades pra mostrar o quão babaca você é, como se ela ainda não soubesse? Ok, você cometeu um erro no passado, mas ela ainda te ama e, se mostrar que é um homem melhor, não vai resistir.

- Wow! Que motivador da sua parte, Lizz! - eu rolei os olhos, de repente desejando não ter toda aquela acidez contida nas minhas palavras. Lisa estava tentando ajudar. Eu devia estar beijando os pés dela por tudo que essa mulher fazia por mim. Com um suspiro, deixei ela vencer. - Tudo bem, me perdoe. Mas isso não quer dizer que eu vou fazer o que você quer, Lisa. Minha história com ela acabou.

- A história de vocês  nunca teve um fim, Marco. Mas se você quer bancar o teimoso, tudo bem. Eu vou te dizer o que fazer e você vai decidir se age ou não. E então, daqui a vinte anos quando você reclamar que está solteirão e sem filhos, eu vou poder dizer que a culpa é toda sua.

Dramática... mas essa doeu. - Bom saber que você pretende ser minha amiga daqui a vinte anos, pelo menos.

- Minha cota de boas ações na vida, obviamente. - ela ralhou, antes de continuar a tagarelar sobre a minha vida como se eu fosse um espectador.

~•~

Eram meras três da tarde de uma quinta feira e eu já não suportava mais passar os canais da televisão incessantemente, sem encontrar nada bom pra assistir. Minha mente vagava para lugares distantes, contemplando toda a minha vida sem realmente estacionar em alguma memória para reviver. Tudo bem. A maioria das coisas que ficaram marcadas eram situações trágicas ou irritantes nas quais eu não queria muito me prender.

Mas uma em especial chamou minha atenção: a sensação de assistí-la dormir e toda a cena era uma das coisas que eu mais sentia falta. O quarto dela era o seu lugar sagrado. As paredes cor de rosa, as fotos na parede, as estrelas fluorescentes presas no teto, formando seu céu particular... a cama - grande o suficiente para nós dois - coberta por lençóis delicados e floridos. Era como entrar dentro da cabeça da minha garota favorita, tão linda e tão fechada na sua própria timidez... a sua forma repousando tentadora ao alcance de um toque.

As memórias todas foram abandonadas quando a campainha tocou, alta o suficiente, e eu agradeci silenciosamente por ter me livrado de toda a dor que elas me causariam mais tarde. A Sra. Reynolds gritou do andar de baixo, avisando que já iria atender a porta, e eu nem precisei ouvir as vozes primeiro pra saber que eram Lisa e Thomas.

Ela subiu as escadas com rapidez,quase voando, e eu podia ouvir os tropeços de Thom bem de onde estava. - MARCO! - Lisa gritou, me fazendo primeiro rir com o seu desespero e a maneira como seu cabelo degrenhado estava.  Quase fiz uma piada; no entanto, a expressão assustada dela me deixou alerta.

- Lisa?! - eu me sentei na cama, tão rápido quanto pude com o pé quebrado apoiado em tiras presas no teto, e desliguei a TV. - O que vocês...

Thomas, tão assustado quanto Lisa, parecia muito mais preocupado com o comportamento da esposa do que com o que quer que ela tivesse a dizer. - ELE SABIA, MARCO! ELE SABIA O TEMPO TODO! - minha expressão confusa deve ter sido suficiente pra morena entender que eu não fazia idéia do que ela estava dizendo. - Marco! - ela respirou fundo. - O Robert sabia! Eu vim conversando com Thom no carro... ele me disse que o Toni perguntou alguma coisa sobre "a menina misteriosa" e quando Thom perguntou 'quem?', ele disse outra coisa sobre a noiva do Robert que tinha sido traída por você!

Eu respirei fundo, tentando recuperar a clareza de pensamento. - Lisa. Que história é essa de traição? Você sabe que eu demorei mais de dois anos pra conseguir ficar com alguma garota depois que a Nicole.. - respirei fundo outra vez. As lembranças me faziam querer socar alguma coisa.

- SIM, MARCO! ERA ISSO QUE EU TINHA PRA DIZER! - Lizz começou a gritar outra vez, mas bastou Thomas tocar seu ombro com firmeza pra ela trocar olhares com ele - um Thomas muito mais calmo agora - e falar mais devagar. - Nicole esteve lá em casa antes de ontem. - ela suspirou. - Você sabe; eu te liguei. Ela me contou uma história sobre como uma menina contou pra ela que você a traía com a Carolin durante o "namoro" de vocês. Eu obviamente não acreditei; eu lembro o quanto precisei insistir pra você dar uma chance pra loirinha anos depois que a Nicole foi embora. Era isso que eu ia te dizer: pra você ir lá explicar tudo pra ela.

Eu encarava Lisa fixamente, como se de repente ela tivesse ficado louca.

- E você veio até aqui pra me dizer isso?

As paredes pareciam se movimentar sozinhas conforme eu assimilava o sentido daquele monte de palavras desordenadas que ela despejou em mim.

Traição?

- Lizz. - eu a chamei devagar, quase com cuidado. <Ela só podia estar louca. A última coisa que Nicole pensaria era que eu a tinha traído. Isso não fazia o menor sentido... - Eu ia convidá-la pro baile de formatura. - eu afirmei, como se fosse uma coisa óbvia. - Como eu podia estar com outra garota?

A morena bufou. Ela começava a explodir outra vez quando Thomas se pronunciou. - Hm... Marco, você alguma vez disse isso a ela? Ou qualquer outra coisa sobre relacionamento sério e...?

- Eu disse que a amaria pra sempre. Mais de uma vez.

- Idiota! - Lisa gritou outra vez, e Thom tomou a frente para acalmar a mulher.

Ele respirou. - Marco... - Thomas tentou amenizar as coisas. - Você não parece ser o tipo de cara muito romântico né? - ele riu, sem graça. - Bom, mulheres são complicadas. E você escolheu a Nicole, amigo. A mulher mais difícil de todas. Eu a conheço desde criança... quando vocês namoravam, nós éramos melhores amigos, e ela nunca disse uma palavra sobre você pra mim. E pelo que a Lisa me contou, ela acreditava que você era o amor da vida dela e tudo o mais...

Eu parei. As palavras de Thom me levaram dali, de volta a um quarto três por três com paredes cor de rosa e fotografias presas, uma cama larga e uma escrivaninha cheia de coisinhas de adolescentes. Eu me lembrava de vê-la dormir. Nos sonhos, ela dizia que me amava. Eu me lembrava de abraçar ela o mais forte que podia quando ela acordava, de desejar o 'bom dia' mais sincero. Nicole tinha todo o meu tempo e todos os meus pensamentos. Não era prova de amor o suficiente?

- Então, se ela acha que você fez isso, que a traiu, - Thom progrediu, me trazendo de volta ao meu quarto. - ela jamais brigaria por isso. Sumir da sua vida sem dizer uma palavra é exatamente o que eu esperaria dela.

- E como ela pode acreditar em uma menina... e bom, porque alguém diria isso a ela? Não pode...

Lisa me olhou, um pouco mais calma, mas com raiva ainda exalando por cada poro da sua pele vermelha. - Foi a Kate, Marco. A ex do Mario.

Nossos olhares se encontraram. Não.

- Ela não teria mot...

Lisa bufou. Thomas, no entanto, finalmente matou a charada.

- Hey, Marco. Foi você que tirou as fotos dela com o cara do outro colégio no banco de trás do Volvo, não foi? Eu ainda me lembro de como o Mario ficou arrasado. - ele suspirou quando eu assenti, e então suas sobrancelhas se arquearam. - Isso! Se ela descobriu que foi você quem tirou as fotos, poderia muito bem ter inventado qualquer coisa pra Nicole pra tentar se vingar ou coisa assim.

Eu neguei com a cabeça. - Não, Thom. Ela não tinha como saber. Ninguém sabia sobre nós dois...

- Mas o Mario sabia, certo? Vocês são melhores amigos.

A verdade me atingiu como um golpe na cara. Eles estavam certos: a história fazia todo o sentido.

- O Mario sabia. - eu concordei com a cabeça.

Meu olhar travou na direção do chão, e por bons minutos eu só conseguia ver o meu passado, tentar decifrar como é que chegamos àquele ponto, encontrar alguma falha naquela história. Não era possível... ficarmos separados por conta de uma mentira?  

Então eu estava certo. Nunca tinha feito nada que pudesse afastá-la de mim. E pior, ela nunca tinha deixado de me amar. Nunca.

- Lizz. - eu chamei, momentaneamente grato por ambos terem respeitado meu tempo. - Você acha que ainda dá tempo...?

Um sorriso atravessou o rosto da minha melhor amiga, e a expressão de Thom espelhou sua felicidade. Era esse amor que eu estava procurando o tempo inteiro. Foi por isso que eu não pude me casar com Carolin. Meu coração nem era mais meu e eu sabia muito bem onde estava.

- É por isso que estamos aqui, Marcinho.


Notas Finais


E ai. muito ruim? rsrs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...