História Just Another Girl - Capítulo 27


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Categorias Bastian Schweinsteiger, Fernando Torres, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Götze, Robert Lewandowski
Personagens Personagens Originais, Robert Lewandowski
Exibições 143
Palavras 1.656
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Capítulo 27 - Impasse


Nicole Schineider

Robert finalmente tinha aceitado minhas desculpas.

Meu projeto finalmente estava pronto.

Em duas semanas, dezesseis milhões de euros estariam na minha conta.

Eu me casaria em dois meses.

E, com tudo isso, nunca havia me sentido tão miserável.

É verdade que a presença dele me fazia bem. Rob era o tipo de cara com quem você sonhava desde a adolescência. O tipo forte, alto, cavalheiro e apaixonado. Eu estava feliz de tê-lo por perto, cuidando de mim, mas a idéia de me casar e sair de Dortmund pra sempre me atormentava desde que a ficha caiu na minha cabeça.

Não era só o susto de finalmente me ver amarrada em alguém, com uma casa pra voltar e a necessidade de dar explicações toda vez que saísse no portão, depois de ter lutado muito pra não depender mais dos meus pais. Não era o medo de um relacionamento sério que podia terminar em filhos e netos e uma casa aconchegante na Polônia, balançando na varanda com o aquecedor ligado e uma xícara de chocolate quente no colo.

Era a certeza de que eu ia perdê-lo pra sempre.

Minha casa em Munique estava pronta. Robert tinha sugerido o chalé e eu não poderia ter concordado mais. O desejo de reviver a paz e a felicidade que eu senti naqueles meses ali me fez apostar todas as minhas fichas nele. E eu quase, <quase me senti animada com o casamento.

Até ligar a TV, quando Rob tinha ido ao mercado, e assistir às notícias do dia.

- E bom, pessoal, agora chegou a hora das notícias mais quentes do mundo esportivo, e nós começamos com uma novidade que vai deixar muita gente de queixo caído! - o apresentador riu, olhando para seus papéis, e depois voltou a falar para a câmera lateral. - Após a sua lesão na última partida para Die Mannschaft na semana passada, o jogador Marco Reus, meia do Borussia Dortmund, acaba de receber uma proposta formal do Real Madrid. O clube espanhol oferece cerca de 25 milhões de euros pelo jogador e ainda estuda a possibilidade de envolver algum jogador da equipe de base nas negociaç..

A tela piscou e a TV foi desligada antes mesmo que o apresentador terminasse a frase. Eu não podia continuar... Não sabendo o quão perto nós chegamos de morar na mesma cidade outra vez.

Marco iria pra Madrid. Justamente quando eu estava de mudança pra Munique.

Era impossível não pensar no destino. Meses antes, talvez, se Pedro não tivesse me mandado pra Dortmund, eu teria continuado em Madrid. Ele teria ido pra lá. Será que nós teríamos...?

Não que eu estivesse certa de que Marco aceitaria aquela proposta. Ele era orgulhoso demais, apaixonado demais pelo Dortmund pra trocar de time apenas por dinheiro. O loiro queria começar e encerrar a carreira no Borussia - e eu o admirava por isso, inclusive.

O que me fazia revirar o estômago era saber o quão perto nós chegamos de nos acertar. Se Robert não tivesse aparecido, talvez eu e Marco teríamos dado um jeito. Eu poderia perdoá-lo, não poderia? Eu já tinha, afinal. O que me impedia de correr pros seus braços agora era o medo de ser machucada outra vez - e a certeza de que Rob era tudo o que eu precisava.

Agora era hora de aceitar. Era necessário aprender a lidar com a dor. Porque o amor... meu amor por Marco nunca iria acabar.

~°~

Robert 

Fazer as pazes nunca foi tão difícil.

Estive olhando ela lá, deitada, curvada numa bola, as pernas presas junto ao corpo e os braços fracos tendando envolve-se num abraço, trazendo para si o máximo de calor que pudesse manter. Os cobertores nem de longe eram o suficiente. Eu estava perto, abraçando-a tão forte quanto conseguia, friccionando a palma contra seu corpo tent ando trazer algum alívio a sua dor.

Conforme o barulho dos dentes batendo diminuíam, a cena da recente visita do meu médico de confiança passava pela minha memória. "Nenhuma causa aparente", ele disse. "É mais provável que seja um fator emocional. Ela teve algum trauma recente, alguma situação que infligiu tristeza extrema? Essas crises costumam acontecer depois da morte de algum ente querido - ou o fim de um relacionamento, mas como você está aqui, não acho que esse seja o caso."

E então me pus a refletir, mas a resposta era óbvia e eu sabia disso.

- Robert.

A voz fraca da minha menina me atingiu, tão baixa quanto um assobio, e me tirou dos meus devaneios. - Diga, minha querida. Ainda com muito frio?

Ela assentiu. - Você pode me trazer alguma coisa pra dor de cabeça?

- Mas em três dias você já tomou quase 5 remédios diferentes pra essa sua dor de cabeça, querida. Isso não é perigoso?

Nicole virou os olhinhos pra mim, e eu me assustei com a falta de vitalidade neles. As pupilas, antes irreconhecíveis no mar negro de suas íris, agora se destacavam sobre um castanho quase chocolate, opaco e sem vida. Nenhuma parte da sua súbita doença me machucou mais do que o momento em que eu encarei minha parte preferida da mulher que eu amava e percebi a imensa tristeza escondida neles.

Voltei da cozinha com um envelope de comprimidos nas mãos e um copo d'água, estendendo-os para ela. Nic me sorriu com doçura, me dizendo silenciosamente o quanto os meus cuidados faziam ela se sentir especial. E isso só me trazia mais raiva - não dela, é claro, embora a sua tendência a estar comigo por gratidão e imensamente por seu bem estar tivessem me feito pensar mal dela algumas vezes.

Quando ela estava relaxada, a cabeça apoiada no travesseiro e os braços em torno do meu tronco, a resolução finalmente me obrigou a tomar a decisão certa. - Nic. - chamei, esperando seu olhar se voltar pra mim, mas isso nunca aconteceu. Tudo que recebi foi um murmúrio frágil, quebrado. - Você se importaria de passar um dia ou dois com Lisa?

- Já se cansou de mim, foi? E aquela história toda de "na saúde e na doença"?

Sua provocação me atingiu, mas provavelmente não da maneira esperada. Realizei que, uma vez que eu fizesse o que devia ser feito, ela não teria outra opção. Um arrepio me subiu quando percebi o quão facilmente aquela poderia ser a última vez em que eu a seguraria nos braços assim tão intimamente se ela soubesse o que eu estava planejando fazer. Mas não tinha outro jeito... era pro bem dela. Pro nosso bem.

- Negócios com o patrocinador. - respondi levemente, embora na minha mente eu seguisse gritando "eu a amo desesperadamente, querida" ou "vou estar aqui por você para sempre". - Prometo que estarei de volta em no máximo dois dias.

Nic assentiu. - Tudo bem. - a voz fraca parecia exigir um imenso esforço pra sair. - Quer que eu ligue pra ela me buscar? Você pode ir hoje ainda. Talvez assim volte mais rápido...

Sua vontade de me ter por perto aqueceu meu coração. Ela me ama também, pensei. Ia ser tão difícil para a minha menina quanto pra mim, mas nós ficaríamos juntos no final e ia dar tudo certo.

~°~

- Hm... Lisa está em Dortmund.

Relutantemente, deixei a informação escapar. Lisa era uma garota legal e Thom, meu companheiro de time, também, mas eles eram fiéis apoiadores do romance da minha menina com aquele moleque e nunca tinham escondido isso. Que eu sabia, ambos não visitavam Dortmund havia muito tempo, e o motivo da visita súbita me deixou com calafrios a percorrer a espinha.

Nicole franziu a testa, ainda fraca. - Dortmund? Mas ela odeia aquela cidade.

- Eu sei. - suspirei, ainda perdido em minhas preocupações.

- Bom, o que faremos então? - a menina de virou, tentando sentar na cama e manter as cobertas em torno do seu corpo. - Eu posso voltar pra Madr.. hm, não. Melhor não. Maria deve estar ocupada. - ela atropelava as palavras ums na outra, nervosa, e a dúvida ficou ainda maior na minha cabeça. - Hm, tudo bem, acho. Posso ficar sozinha por dois dias. É só deixar o telefone do médico e...

Eu neguei com a cabeça fortemente. - Não, nada disso. - me movi até sentar ao seu lado na cama, a mão tocando sua bochecha tão levemente quanto possível. - Você não considera ir passar uns dias com os seus pais?

Nicole negou com a cabeça, os olhos arregalados. Quando deu indícios de que protestaria, eu a cortei.

- Você ainda não contou a eles, não é?

Ela negou outra vez.

- Ok, tudo bem. É você quem sabe. Mas faltam dois meses e...

- Eu vou dizer, Rob. Mas eu preciso de tempo. - ela finalmente falou. - As coisas são... complicadas entre minha mãe e eu.

Nicole abaixou a cabeça, os dentes mordiscando fracamente o lábio inferior enquanto parecia ponderar sobre alguma coisa. O vinco em sua testa não mentira: a idéia de contar aos pais dela não a agradava nem um pouco, e eu adoraria saber o porquê. Havia muito mais naquela história do que eu desconfiava, tinha que ter alguma coisa a ver com ele.

Marco.

Quem diria que o namoradinho dela de anos atrás era o meu ex-melhor amigo? Marco adorava ficar no meio caminho. Como ele podia! Ela era minha, agora. Nicole ia se casar comigo. Como aquele idiota se atrevia a atrapalhar a nossa felicidade, fazer tão mal a ela assim? Ela ficava bem melhor comigo e eu precisava fazer alguma coisa sobre isso.

Eu ia.

- Hey. - eu chamei depois de um tempo. - ela vai voltar pra ficar com você. 

Nick arqueou as sobrancelhas. - Mesmo? Mas não prec...

- Sim, precisa. Ela só conseguiu o vôo para depois de amanhã, então vai ter que passar um dia inteiro sozinha. Você vai ser uma boa garota e esperar aqui, certo? 

 



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