História Just Another Girl - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Bastian Schweinsteiger, Fernando Torres, Manuel Neuer, Marco Reus, Mario Götze, Robert Lewandowski
Personagens Personagens Originais, Robert Lewandowski
Exibições 108
Palavras 2.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Capítulo 30 - Quebra-cabeça


Depois de esbarrar em três pessoas tentando avançar um metro em direção à plataforma de desembarque, cheguei à conclusão óbvia de que eu odiava saguões de aeroporto. A saída era ainda pior, já que, assim como eu, todo mundo parecia muito mais ansioso pra chegar em casa logo.

Olhando pro lado, vi através da expressão de Marco que ele não tinha uma opinião muito melhor que a minha.

O sorriso que tomou conta do meu rosto foi inevitável. Não só por ver que, embora escondido em baixo de um boné, óculos grandes e um capuz, ele estava comigo, mas principalmente pela sensação que as nossas mãos entrelaçadas num local público me causava. Era a forma de Marco me lembrar de que estava comigo, de verdade. Nossa conversa no avião nos levou a uma conclusão óbvia: nós nos amávamos e não existia um mundo onde nós pudéssemos ser realmente felizes sem estarmos juntos.

Ainda faltava muita coisa pra ser resolvida. A primeira delas, por exemplo, era a nossa próxima parada: o encontro com os donos da Indústria Aeronáutica pra quem eu trabalhava.

- Os documentos estão todos aí? - ele me perguntou enquanto eu conferia as bagagens na esteira rolante. Uma de suas mãos deslizou possessivamente pela minha cintura, pousando no lado do meu quadril, como se ele precisasse ter certeza de que eu não ia fugir de novo.

A idéia me fez rir. - Sim, tudo aqui. - eu me virei, olhando em seus olhos por um breve instante antes de beijar seus lábios muito levemente, recebendo um ronronado quando eu me afastei. - Nós vamos ter tempo pra isso também. - eu sorri.

- É <claro que vamos.  - ele me olhou sobre os óculos, como se eu tivesse ficado louca. - Você me deve dez anos "disso".

Meu queixo caiu em incredulidade, e Marco riu como se fosse engasgar a qualquer momento. Os arrepios que o pensamento trouxe me obrigaram a pegar minhas malas e me afastar só um pouquinho - em menos de um minuto ele tinha sua mala na mão também, acompanhando meus passos. Como Marco conseguia andar de muleta tão rápido quanto eu era uma coisa que eu jamais conseguiria entender.

Ele chamou um táxi, que obviamente percebeu quem ele era mas não fez a menor menção ao assunto. - Boa tarde. - ele sorriu discretamente. - Pra onde vamos? - O louro parecia agradecido, pulando rapidamente no banco de trás e olhando pela janela para se certificar de que ninguém  tinha reconhecido. Aliviado, me puxou para o seu lado e colocou o braço ao redor dos meus ombros, exatamente como tinha feito no avião.

- Você precisa de alguma coisa de casa? - eu franzi o cenho e neguei com a cabeça. Marco deu o seu endereço então, me deixando confusa quanto à nossa direção.

- Hey. Não tenho um horário marcado com os russos hoje?

Ele assentiu, mordendo o labio de leve. A visão me fez ter que respirar fundo e olhar pra baixo um pouco; se eu soubesse no que a minha visão iria focar, teria olhado pra janela.

- Pensei que fosse levar mais tempo pra te convencer da história toda. - ele deu de ombros. - Marquei a conversa pra tarde. Três da tarde. - ele acrescentou.

Agora sem os óculos e o capuz, a intensidade no olhsr de Marco me mostrou exatamente no que eu estava me metendo nesse momento. Eu, ele, a casa dele e quatro horas sem qualquer compromisso. Meu coração acelerou - e pela sua respiração, ele não estava menos nervoso do que eu.

- O que nós vamos fazer até lá?

Ele gargalhou, deixando um beijo doce na minha bochecha, e voltou seu olhar pra janela oposta. Imediatamente vasculhei minha mente atrás de algum cuidado de beleza que eu havia deixado pra trás na ultima semana - como depilar as axilas, por exemplo - sentindo o alívio tomar conta de mim quando percebi que estava tudo aparentemente em ordem.

Depois de o motorista descer com as nossas bagagens na frente da casa e Marco acertar a corrida, finalmente restamos sozinhos na porta de entrada da sua casa, enquanto o barulho do carro sumia conforme atravessava os portões do condomínio. Eu levei nossas coisa pra dentro, voltando pra chamar o louro que continuava parado na porta, observando.

Eu me aproximei, sem saber exatamente o que dizer. Quando ele também não disse nada, me restringi a gesticular em direção à porta, mas fui parada por um mão firme no meu antebraço.

-  Tem certeza? - ele disse com a voz vacilante, e o meu cenho franziu com a confusão que a sua pergunta me causou. - Tem certeza de que quer ficar comigo pra sempre? Eu não vou te pressionar mais, prometo. - Marco respirou fundo, retirando a mão do meu pulso como se quisesse provar seu ponto, e encarou o chão. - Isso foi muito confuso e eu sei que estou agindo como se tudo tivesse acertado entre nós dois e tudo bem se você achar que não é o momento ou que não sou eu...

O homem na minha frente mais uma vez me fez sorrir com a sua capacidade de se mostrar o mesmo menino por quem eu me apaixonei dez anos atrás. Num momento ele era confiante, forte; no outro era um rapaz possessivo que não podia ficar mais do que três passos longe de mim e agora, quando eu estava de fato voltando pra sua vida, lá estava ele recuando outra vez com medo da rejeição.

E pela primeira vez desde que eu soube a verdade, a culpa pesou nos meus ombros com toda a carga dos últimos dez anos. Como pude pensar por um único minuto que esse cara não me amava? Como eu não consegui ver o amor atrás de cada palavra, de cada toque, de cada ação dele?

Com a expressão mais seria do que nunca, eu fiz nada mais do que me aproximar e prender meus braços em volta do seu pescoço, num abraço singelo e inocente. Marco deixou os seus contornarem a minha cintura, enfiando o rosto no meio da bagunça que eu chamava de cabelo conforme eu encaixava meu rosto na curva do seu pescoço.

Com um suspiro feliz, eu respondi. - Eu amo você, Marco. Desde a primeira vez que você invadiu o meu quarto de madrugada. Não consigo acreditar no quão infantil eu fui esses anos e que perdi você esses anos todos... Mas bem, agora eu tô aqui, e vou ficar tanto quanto você me quiser.

- Eu amo você, Nick. - foi tudo o que ele disse antes de me beijar.

~•~

Nós estávamos deitados na sua enorme cama King Size, enrolados num lençol fino e com a janela aberta, simplesmente sentindo a brisa leve que entrava pela janela. Depois de um banho, eu me enrolei numa de suas camisas, enquanto ele preferiu os shorts. Marco não quis ligar a TV; ele insistiu em ficar apenas deitado ao meu lado e conversar, como nos velhos tempos. Minha cabeça repousava no seu braço esquerdo, que ele passou em torno da minha cintura, e eu o prendi num meio-abraço. Minha perna deslizou sobre as suas, separadas apenas pelo tecido fino da sua bermuda, sentindo seus pêlos finos fazerem cócegas na minha pele macia - e com a minha cabeça fazendo um alerta constante de que eu devia tomar cuidado pra não esbarrar no seu gesso.

- E quais são os seus planos agora?

A pergunta dele me pegou de surpresa. - Planos? - eu franzi o cenho, levantando a cabeça o suficiente para olhar nos seus olhos por um instante. - Ah, ainda não tive tempo pra pensar sobre isso. Mas eu vou voltar pra Madrid, provavelmente, e seguir com o meu trabalho..

- Madrid? - seu rosto de retorceu numa careta. - Você não pode! Logo agora que...

Sua voz foi baixando gradativamente e os meus olhos se fecharam conforme o som ia sumindo. Um suspiro tenso escapou pelos meus lábios, e deixei a palma da minha mão se mover ao longo da extensão do seu abdômen, sentindo cada ondulação embaixo dos meus dedos. - Marco.. - minha própria voz saiu num murmúrio, e eu sorri ao perceber os pêlos do seu braço se arrepiarem com o meu toque. - Nós vamos resolver isso. Mas não agora, por favor. Eu sonhei com isso por tantos anos...

O louro ronronou, concordando, e enterrou o rosto no meu cabelo mais uma vez, puxando meu corpo ainda perto com os seus braços desenhados. - Tudo bem. - ele suspirou. Entretanto, não precisava ser nenhum leitor de mentes pra ver que os seus pensamentos tinham mudado completamente de rumo.

Marco pegou meu queixo entre seus dedos e o inclinou levemente pra cima, de forma que ele tivesse acesso completo à minha boca. Num primeiro momento a sua voracidade me assustou - embora evitasse qualquer comparação, eu estava mesmo acostumada com a doçura de Robert. Mas não levou mais do que alguns segundos - tempo suficiente para a sua língua quente atravessar meus lábios e tocar a minha - pro fogo acender em mim também.

Nós fizemos essa dança por mais alguns momentos, enquanto o calor que vinha dele se espalhava por todo o meu corpo. Eu me movi rapidamente, e acabei deitada sobre ele, com apenas o tecido da camisa que eu usava e da sua bermuda separando nós dois. Eu passei uma perna de cada lado do seu corpo e sorri vitoriosa quando ele separou nosso beijo para encarar os meus olhos, com as mãos coladas na minha cintura.

Quando Marco riu inesperadamente, a mesma risada de menino de sempre, eu travei.

- Que foi?

A posição começava a me incomodar. Será que estava rindo de mim? O que tinha de errado? Eu tinha tomado banho e checado todo detalhe possível. Não estava com mau hálito nem com lingerie bege - uma vez que nem usando uma eu estava. Então o que poderia ser?

Ele riu mais, pra em seguida suspirar e responder. - Essa é exatamente a mesma cena da nossa primeira vez.

O alívio percorreu meu corpo e ele pode perceber - tanto que a sua risada aumentou freneticamente. Mas à menor menção que fiz de levantar, Marco me puxou de volta, fazendo minha intimidade colidir com a sua num ângulo que tirou a melhor expressão de nós dois. - Onde você pensa que vai? - ele disse entre dentes, pressioando meu quadril sobre o dele e contraindo todo o corpo com o estímulo.

- Hmm..? - foi o único som que saiu de mim, como uma resposta à sua pergunta. Eu me abaixei pra explorar o seu pescoço com a minha língua, sentindo o frio na minha barriga ficar cada vez mais intenso.

As palavras se tornaram poucas a partir daí. A falta de roupas facilitou o serviço: em menos de um minuto nós dois estávamos sem empecilhos, apenas sentindo a textura da pele um do outro. 

Dividida entre o desejo de sentir cada pedaço do seu corpo com intensidade e a urgência de me unir a ele de todas as maneiras possíveis, eu tentava desesperadamente apagar o fogo em mim enquanto esfregava a minha pele morena na sua, alva e reluzente. Marco deixou seus dedos deslizarem até a minha nuca e, contrapondo os seus gestos bruscos, fez um carinho gentil no meu cabelo, o que causou uma explosão de sensações contrárias em mim. 

- Marco... - eu repeti, incapaz de dizer qualquer coisa coerente. 

Ele assumiu seu lugar embaixo de mim e olhou nos meus olhos uma última vez pra ter certeza do que estava fazendo. - Nick, se você quiser parar... - ele lutava pra recuperar o ar tanto quanto para achar as palavras que queria dizer. - Eu não vou fazer isso devagar... Não agora... Então se quiser que eu pare você tem q- 

Não permiti que ele terminasse a frase. Sem aviso, ajustei Marco dentro de mim e aí finalmente éramos um só. Eu sabia que teria que fazer tudo, por conta da sua perna quebrada, então alternei entre movimentos rápidos e precisos e outros mais lentos, em que eu tentava friccionar cada pedacinho de pele possível e tirar aquele som rústico e gutural da garganta de Marco. Nós estávamos quase lá; ele me beijou, então, deixando sua boca quente umedecer meus lábios e transformar toda a extensão de pele que tocou em puro fogo. Sua intensidade me fez acelerar meus movimentos - a nossa sincronia era tão absurda que tinha certeza de que chegaríamos juntos ao ponto final. 

E aí, outra vez contrariando tudo o que era esperado, Marco me deu um beijo doce. Tão terno que quase não podia ser chamado de beijo. Foi um selinho demorado, carinhoso, do tipo que você dá no seu primeiro namorado, na quinta série, quando não sabe o que está fazendo. Como se fosse possível, Marco ainda conseguiu me provar que existia algo de puro no meio de uma situação daquelas. 

Eu amoleci em seus braços; tinha sido tudo tão fofo que eu poderia começar a chorar a qualquer momento, mas aí o louro estocou pra cima fortemente, entrando com tudo em mim e alcançando um ponto que eu nem imaginava ser possível, e então o fogo voltou.

Talvez as suas múltiplas personalidades tivessem um lado bom, afinal de contas. 

Mais alguns movimentos e o frio na barriga me lembrava o topo de uma montanha russa em que eu estava prestes a descer. Era a sensação de correr incansavelmente atrás de alguma coisa - alguma cosia que eu não sabia o que era - e estar cada vez mais perto. Tão perto que nós começamos a gritar. 

E aí chegou.

Eu caí sobre o corpo de Marco com um estalo, nós dois banhados em suor. Minhas mãos acabaram espalmadas sobre o peito dele e as suas na base das minhas costas, me prendendo num tipo estranho de abraço. Sua respiração frenética fazia seu peito subir e descer embaixo de mim, meu ritmo e o dele em uníssono enquanto nós dois aproveitavamos a paz que o ápice trouxe. No nosso estado de êxtase, eu tive a certeza, finalmente, de que nós dois éramos como duas peças de um quebra cabeça, que só completavam uma a outra.



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