História Just Breathe - Drarry - Capítulo 12


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Palavras 5.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Capitulo novo meus amores, no final leiam as notas finais também. Boa leitura

Capítulo 12 - Krum


Harry     

 

- Harry? - A voz soou e minha cabeça e por um tempo tentei reconhecer, mas não conseguia me lembrar, até que coloquei a mente para funcionar e o resultado não foi nada bom, já comecei a pensar no pior, Ron não ia gostar nada disso. Virei-me para o dono da voz e para meu espanto era quem eu temia.

- Krum? - Disse espantando.

- Pensei que não fosse me reconhecer - Ele disse e eu fiquei encarando-o - Isso mesmo Viktor Krum.

- O que está fazendo aqui? - Tentei perguntar de uma maneira que não parecesse rude, mas acho que não deu muito certo - Por que está aqui?

- Eu vim a convite da diretora de Hogwarts, Minerva McGonagall - A voz dele ainda tinha o mesmo sotaque búlgaro que de certa forma o deixava atraente.

- Entendo, mas por que a McGonagall iria querer você aqui? - Ele me olhou como se tivesse se sentido ofendido - Não me leve a mal, só não entendo o motivo da visita.

- Ela quer que eu ajude os times de quadribol esse ano - Ele disse sorrindo - Sabe? A treinar.

- Puxa, entendi - Respondi tentando parecer animado - Mais alguém já sabe que voltou?

- Não, somente você, e você não pode contar para ninguém - Ele disse sério - Pedidos de Minerva.

- Tudo bem

- Mas Harry, como ela está? - Ele perguntou e abriu um sorriso sonhador nos lábios, era o que eu temia, ele iria investir.

- Hermione? É dela que está falando? - Ele acenou com a cabeça - Ela está bem, esta quase namorando - Eu sei que era mentira e que logo logo ele descobriria,mas eu precisava evitar isso o mais rápido possível.

- Namorando? - O sorriso imenso que antes brotara em seu rosto agora não passava de um olhar triste e sem vida - Com quem?

- Sim, com o Rony Weasley.

- Entendo - Ele parecia tão arrasado que por um tempo me deu pena - Agora preciso ir - Ele não me deu tempo nem de me despedir e já foi virando as costas e indo embora. Sei que ele pediu para não falar para ninguém, mas eu precisava contar para o Ron, e ajuda-lo para não perder Hermione para sempre.

Corri até o salão comunal da Grifinória e vi que Ron estava lá conversando com Neville, simplesmente passei como um raio e o levei comigo até o nosso dormitório, sob olhares curiosos dos outros alunos.

 

- O que aconteceu? - Ele perguntou assim que entramos no quarto - Por que essa pressa toda?

- Porque Krum está de volta - Respondi e ele ficou mais branco do que já era.

- Krum? Krum? – A voz do ruivo pareceu falhar, como se não acreditasse em seus próprios ouvidos - Viktor Krum? - Acenei que sim - Mas como assim? Isso é impossível.

- Não é impossivel não, ele está bem aqui no castelo - Respondi e Ron levou às mãos a cabeça, visivelmente preocupado - Você tem que correr atrás da Hermione porque se não já sabe, Krum vai dar o bote.

- Meu Merlin, ainda não to acreditando nisso, e agora Harry?

- E agora que você tem que reconquistar a Hermione, se não quiser perde-la definitivamente.

- Tem razão, eu vou lá agora mesmo falar com ela - Ele já ia se levantando da cama quando o segurei pelos ombros, fazendo com que permanecesse sentado.

- Agora não idiota, ele provavelmente não vai poder sair tão cedo de lá, acho que por essa semana você está livre.

- Como pode ter tanta certeza? - Ron perguntou.

- Só confia em mim Ron, eu aposto que ele só vai poder aparecer dois ou três dias antes do primeiro jogo do ano.

- Se você diz.

 

 

 

 

                                              Draco

 

Eu estava deitado em minha cama em plena Segunda Feira, tinha dormido apenas duas horas naquela noite, o fim de semana tinha sido muito cheio e eu estava completamente exausto, ainda pensava na forma como Harry e eu ficamos naquele corredor, antes da festa, nosso beijo, ou melhor, nossos beijos, pois foram vários. A forma como ele me segurou, como eu o segurei,  como ele estava prestes a me colocar em sua boca e a forma como eu praticamente implorei por isso. Todos esses pensamentos me faziam sorrir, e faziam com que minha cueca me incomodasse, mas lembrar disso também me machucava, ele tinha acabado de dizer que queria repetir aquilo, então por que aceitou o pedido de namoro da Weasley? Eu simplesmente não conseguia compreender; no fundo eu sabia que Harry não prestava, ele estava apenas me usando, mas eu coloquei em minha cabeça que nunca mais deixaria isso acontecer, ele não me merecia.

Levantei da cama e fui direto para a primeira aula do dia, História da Magia, ao chegar lá já dou de cara com Potter e Weasley que estão no maior grude no meio da sala, faço uma cara enojada que certamente foi notada por Granger que me observava com atenção, o que será que aquela grifinojo queria me olhando daquela maneira? Tentei não me importar e simplesmente caminhei até o fundo da sala, sentando-me lá. O professor então começou uma explicação imensamente chata, ele já falava a mesma coisa a mais de quinze minutos, eu estava quase dormindo quando ele disse que deveríamos formar duplas naquela aula,só podia ser brincadeira,logo hoje que Blásio decidiu não assistir as aulas e Pansy estava completamente doente, só me restava Theo, mas olhei para o lado e vi o Moreno com a loirinha, Luna, então o desespero começou a me bater, olhei ao redor e vi as duplas sendo formadas, até que só restava duas pessoas sozinhas, Ronald Weasley e eu, e infelizmente fomos obrigados a fazer esse trabalho juntos.

Rony tentou argumentar com o professor, mas foi saliva jogada fora, o velho nos obrigou. Weasley sentou-se ao meu lado e permaneceu em silêncio, vez ou outra eu percebia que ele me olhava de canto de olho, até que eu decidi falar.

 

- E então? - Ele virou a cabeça bruscamente em minha direção - Vai ficar ai calado?

- O que quer que eu diga? - Ele perguntou com descaso, e eu estreitei meus olhos perigosamente.

- Que tal a gente falar sobre esse trabalho que temos que fazer? - Perguntei com desdém.

- Eu preferia morrer a ter que fazer esse trabalho ao seu lado, Malfoy - Ron disse ríspido eu ri.

- E você acha que eu estou adorando isso? Não! E o pior é que vou ter que suportar esse seu cabelo de cenoura fora das aulas, já que é um trabalho grande.

- Quem é você para falar do meu cabelo? - Ele pareceu ofendido - Olha só esse seu cabelo engordurado.

- Você é um idiota Weasley - Respondi nem me importando com a ofensa.

- Você é mais Malfoy - Ron respondeu e nos encaramos por alguns segundos até que começamos a rir descontroladamente e todos a nossa volta nos obsevaram, eu não podia acreditar que estava rindo com o Weasley, e provavelmente ele deveria estar pensando o mesmo.

Quando finalmente conseguimos parar de rir já estávamos completamente vermelhos, Rony quase tão vermelho quanto seu cabelo. Quando saímos da aula Ron virou-se para mim e disse:

- Amanhã na biblioteca às três e meia da tarde.

- Marcado - Respondi.

- Vou levar meus tampões de ouvido - Ele respondeu com um sorriso sarcástico no rosto -Para ver se consigo aguentar fazer um trabalho com você.

- Vai se ferrar Weasley - Eu respondi tentando segurar o riso.

- Vai você Malfoy - Ele respondeu segurando o riso também e deu as costas para mim, eu não fazia ideia do que tinha acontecido, mas pela primeira vez eu tinha ido com a cara dele, e nessa situação que eu estava era melhor ter um possível aliado do que inimigo.

 

 

 

                                                 Neville

 

Hoje era terça feira e eu acordei pensando neles, pensei que indo às aulas e tentando me distrair seria o suficiente para tentar esquece-los nem que fosse por algumas horas, mas nada disso adiantaram, meus pais nãos saiam de minha cabeça.  A visão de minha mãe lá naquele hospital sempre rodeava meus pesadelos, de certa forma eu me sentia culpado, no fundo eu sabia que não fazia sentido eu me martirizar por isso, mas mesmo assim eu o fazia. Após os fins da aula subi para meu quarto e fui diretamente para o banheiro onde tomei um banho longo, que fez com que toda a tensão do meu corpo fosse embora, logo em seguida desci para o jantar, hoje iria cobrir o turno que era de Harry, já que ele me pediu, pois iria ajudar a diretora em algumas tarefas, e claro eu aceitei, quanto mais coisas para ocupar minha mente, melhor. Ao chegar a mesa da Grifinória me sentei ao lado de Luna e cumprimentei todos com um sorriso leve no rosto.

 

- Então quer dizer que você vai ajudar a Minerva hoje? - Ana Abbott perguntou.

- Sim - Harry respondeu - Mas o Neville vai me render no turno hoje.

- Olá - Eu disse tentando não parecer tímido, mas sem sucesso, Ana sorriu para mim.

- Mas e então Ana - Hermione disse enquanto Rony olhava fixamente para ela, apesar de estarem na mesma mesa eles não estavam se falando mais - Quando vocês da Lufa-Lufa vão organizar algo para todos irem?

- O pessoal da Lufa-Lufa curte bastante festas,estamos sempre fazendo - Ana respondeu sorrindo - Mas quase nunca chamamos ningúem.

- Vocês são reservados mesmo - Luna disse.

- Não mais que os alunos da Corvinal - Ana respondeu.

- Tem razão - Luna respondeu sorrindo.

- Mas, eu estava pensando em organizar uma festa pequena, no próprio salão comunal da Lufa-Lufa, uma coisa pequena mesmo, só para tomarmos uns drinks e conversar um pouco.

- Chama a gente que nós vamos - Gina disse e todos concordaram.

- E você, Neville? - Ana perguntou.

- Eu vou com certeza - Respondi rapidamente.

- Que bom - Ana respondeu e me deu uma piscadinha com o olho esquerdo que com certeza me fez corar, Hermione fez um muxoxo, enquanto Luna fez uma cara de malicia e Ana apenas riu.

 

Após o jantar Ana e eu nos retiramos juntos da mesa e fomos direto fazer a ronda, afinal só faltavam dez minutos para o inicio. Estávamos andando pelo castelo observando cada canto cuidadosamente e tudo parecia calmo.

 

- E então Neville? - Ana perguntou e eu não fazia ideia do que responder.

- O que?

- Você namora? - Ana perguntou completamente interessada no assunto.

- Não - Respondi a olhando nos olhos - E você?

- Eu não - Ana respondeu séria e ficou alguns segundos em silêncio como se pensasse - Posso te perguntar uma coisa?

- Claro - Respondi sem imaginar que o que ela perguntaria a seguir me faria corar.

- Vcê me acha bonita? - Ela perguntou de forma sutil.

- É, eu,e.. eu - Eu gaguejei e limpei a garganta em busca de uma voz estabilizada - Você é bonita, é linda na verdade.

- Obrigada

 

Passamos alguns minutos em um silêncio constrangedor até que Ana se virou para mim segurou na gola de minha camiseta e me beijou, seus lábios vieram de encontro aos meus tão rápido que não tive tempo nem de piscar. Ana me beijou com voracidade e deu leves mordidos em minha lingua, fiz o mesmo. Pressionei Ana contra a parede e continuei beijando-a, levantei seu pescoço e lhe dei uma mordida de leve, ela gemeu e me segurou minha cintura.

 

- Eu confesso que sempre te olhava, mas - Ela disse no meio de gemidos - Nunca tinha coragem de vir falar com você.

- Eu também, sempre vi você e sempre te desejei - Respondi enquanto olhava em seus olhos.

 

Ana me beijou novamente dessa vez arrancando minha camiseta e passando a mão por meu peitoral.

- Você é muito gostoso - Ela disse e isso foi o suficiente para que eu arrancasse sua blusa e tirasse seu sutiã, revelando seus seios maravilhosos.

- Não mais do que você - Respondi enquanto levava minha boca até seu seio direito e o chupava com vontade.

 

Ana gemeu baixinho e eu fui lambendo desde seus seios,passando por sua saia e chegando até onde sua calcinha já estava molhada. Olhei para seu rosto em busca de aprovação e ela assentiu. Tirei sua saia e a joguei para o lado, afastei sua calcinha, deixando sua intimidade à mostra.

 

- Puta que pariu - Eu disse e em seguida comecei a lamber lentamente, ela começou a gemer quase que instantaneamente.

 

Cada movimento de minha língua era como uma doce tortura para Ana que segurava minha cabeça entre suas pernas, como ela estava em pé uma de suas pernas estavam apoiadas em meu ombro enquanto o peso do corpo dela estava sob a perna direita. Enquanto me deliciava com sua intimidade imaginei como seria se alguém passasse e me visse de joelhos no meio das pernas daquela loira, mas a minha vontade era tão grande que não conseguia pensar em outra coisa a não ser estar logo dentro dela. De repente Ana teve que segurar o gemido que provavelmente sairia alto demais; senti seu corpo tremer e senti quando ela chegou ao orgasmo, a loira segurou minha cabeça com força e eu gentilmente lambi tudo que sua intimidade tinha me dado de presente.

Levantei-me e a olhei no rosto, por um momento pensei que Ana estivesse satisfeita, mas a forma como ela me beijou não parecia de alguém que já estava cansada.

 

- Eu quero você - Ana disse no meu ouvido e colocou a mão sob minha ereção que já estava tão dura quanto uma rocha.

- Você me quer dentro de você? - Perguntei com uma voz que nem parecia a minha.

- Quero que você me foda com força - Ana respondeu e abriu a minha calça, deixando meu membro exposto.

 

Ana segurou meu pau com força e eu gemi; encostei a loira na parede e ela colocou as pernas em volta de minha cintura. Me posicionei e lentamente invadi Ana que mordeu meu ombro com força na intenção de abafar o gemido. Após alguns segundos com meu membro dentro dela, Ana movimentou lentamente a cintura o que fez com que eu gemesse forte e começasse os movimentos de vai e vem. Mal percebi quando eu já enfiava com tanta força que nossos corpos faziam barulho quando batiam um no outro.

 

- Isso Neville, me fode - Ana implorava.

- Puta merda Ana, você é muito gostosa - Eu disse enquanto enfiava mais ainda meu pau.

 

Tirei meu membro de dentro dela e o recoloquei lentamente até a metade,depois fui com tudo, fazendo com que eu sentisse seu fundo, puta merda, estava tão bom que não existiam palavras que pudessem descrever essa sensação. Continuei com esses movimentos de tirar, colocar lentamente até a metade e depois enfiar com força e ela estava adorando era perceptível pela forma como ela implorava por mais e como suas unhas arranhavam com tanta força minhas costas que chegavam a doer, mas eu não me importava. A essa hora minha calça já estava caída em meus pés e minha cueca também. Dei mais três estocadas e senti quando o corpo de Ana tremeu loucamente e ela gemeu como nunca em meu ouvido, apertando minha cintura com mais força. Dei mais duas estocadas e cheguei ao meu máximo, posso falar que sem brincadeira alguma foi a melhor transa da minha vida.

Ficamos ali mais alguns segundos na mesma posição, até que sai de dentro dela e a coloquei no chão. Peguei suas roupas do chão e a entreguei, com exceção da calcinha que ela ainda vestia. Ana se vestiu e eu também.

 

- Foi maravilhoso - Ela disse e eu sorri

- Eu também achei.

- Eu to livre para uma próxima - Ela disse com uma voz safada e eu dei um beijo na boca, mordendo sua língua.

Ana colocou as mãos em volta de meu pescoço e eu em volta de sua cintura. Demos um beijo longo e forte, mas lento, diferente dos anteriores. Ana quebrou nosso beijo e saiu andando na frente.

 

- Eu também estou livre para uma próxima - Respondi e ela parou olhando para trás e me dando uma piscadinha, em seguida voltou seu rosto pra frente e foi em direção ao seu dormitório - Quando você quiser - Mesmo de costas percebi que Ana sorriu, o que me fez fazer o mesmo, com certeza eu nunca ia esquecer essa nossa transa, e eu queria que fosse apenas a primeira de muitas.

 

 

                                                                                                                                      

                                                                                                     b                                                           Rony

 

Sei que quatro dias não eram o suficiente para que Hermione tivesse esquecido tudo que aconteceu entre a gente, mas tudo que eu queria era que ela me escutasse, subi as escadas que davam acesso ao salão comunal da Grifinória e entrei, não precisei procura-la afinal ela estava sentada ali, toda linda como sempre, segurando um livro com a mão direita e um caneca com a esquerda. Hermione bebericou alguns goles do liquido e continuou lendo, até que me viu e colocou a caneca com força em cima da mesa, levantou - se bruscamente e já ia indo embora dali até que segurei seu braço.

 

- O quer Rony? - Ela perguntou enquanto soltava seu pulso do aperto de minha mão.

- Preciso falar com você - Eu disse.

- Não tenho nada para falar com você - Ela disse e me deu as costas, fiquei tão irado que gritei.

- Hermione, você vai me escutar - A morena virou-se bruscamente, os olhos marejados e uma expressão de tristeza evidente em seu belo rosto, após ver ela assim sofrendo, eu travei. Ela esperou alguns segundos e quando viu que eu não iria dizer nada gritou a pleno pulmão - Fala logo Ronald, o que você quer?

- Me desculpa - Foi a única coisa que eu consegui dizer com o fiapo de voz que ainda me restava, senti que estava prestes a chorar. Hermione me olhou incrédula.

- É só isso que tem a dizer? - Ela perguntou e quando eu confirmei que sim com a cabeça ela bufou e me deu as costas, saindo dali e batendo a porta com força.

 

Senti quando as lagrimas rolaram em meu rosto, senti como se meu coração estivesse sendo esmagado por uma mão de prata. E chorava copiosamente com tanta violência que chegava a doer, eu tinha certeza que tinha feito merda, e agora nada poderia reparar isso, Hermione me odiava e a culpa era toda minha. Logo logo Krum iria aparecer e minhas chances que já eram quase zero se tornariam nulas. Então ali fiquei no salão comunal sentado no sofá com as mãos no rosto, chorando como se não houvesse amanhã, se alguém ia entrar e me ver naquela situação eu não me importava tudo que eu me importava já não se importava mais comigo.

 

 

 

 

 

                                                        Viktor

 

Se minhas contas estivessem certas hoje já era quinta feira, e até agora ela não vindo me ver. Confesso que não esperei que ela viesse tão rápido, mas no outro dia pelo menos. Eu estava sentado na espaçosa cama que deram em Hogwarts, ficava em um quarto totalmente escondido, seria o local perfeito para ficar, é verdade que eu só tinha que chegar uma semana depois do que cheguei, mas tinha vindo antes na intenção de passar um tempo com ela, fazia um tempo grande que não nos víamos. Fui chamado para ajudar os times das casas a treinarem, e como eu não estava muito ocupado eu aceitei de primeira, claro que pensar em rever Hermione tinha sido um fator decisivo. A real era que eu já estava cansado de esperar então decidi me aventurar pelo castelo, já passava do horário de dormir dos alunos, então não seria tão mal assim.

Tudo estava tão escuro que meus olhos demoraram em se acostumar com o breu, mas quando finalmente se acostumaram eu percebi que estava perto da cozinha, entrei e vários elfos domésticos me olharam como se eu fosse um ser de outro planeta, decidi pegar uma maça e come-la afinal a fome já estava me assolando. Sai da cozinha e comecei a andar de corredor em corredor até que me deparei com uma pessoa nada agradável, um loiro aguado que eu sabia que já tinha sido um comensal da morte.

 

- O que está fazendo fora da cama há essa hora? - Ele perguntou com um tom de voz grosseiro e quando iluminou sua varinha ele pode visualizar meu rosto e ficou em choque - Krum? Viktor Krum?

- Sim, eu mesmo - Eu respondi e ele sorriu.

- Puxa, eu acho que estou começando a ficar louco - Malfoy disse enquanto limpava os olhos como se quando fosse abrir eu não estaria mais lá, quando abriu ele se espantou novamente - Muito engraçado, poção polissuco mas como você conseguiu alguma parte do Krum?

- Sou eu mesmo seu idiota - Respondi e ele finalmente pareceu acreditar.

- Mas, mas como? O que está fazendo aqui?

- Eu fui convidado pela diretora para treinar os times de quadribol - Ele sorriu largamente - Mas você não pode falar nada para ninguém, até amanhã.

- Por quê?

- Ordens da diretora.

- Entendo - Malfoy disse sorrindo - Olha tudo que eu menos queria agora é dar um de fã louco, mas eu adoro você, até torci para você vencer o torneio tribruxo.

- Que bom - Respondi seco - Pena que não venci.

- Verdade, olha se puder assin...

- Olha, deixa pra uma outra hora - Respondi e sai andando de costas, dei uma ultima virada antes de ir e disse - Foi um prazer Malfoy.

- Eu que digo isso - Ele disse sorridente e eu continuei andando, ainda pude escutar baixo - Ele sabe o meu nome.

 

 

 

                                                      Hermione

 

Finalmente já era Sexta feira, por mais que eu adorasse estudar, aquela semana tinha me esgotado, e tudo que eu queria era paz e descanso. Após o fim da última aula do dia, Transfiguração, fui até a biblioteca para finalizar alguns trabalhos que tinha que fazer e foi lá que eu o vi. Rony estava sentado a três mesas distância, com Draco Malfoy ao seu lado, não conseguia acreditar até agora que aqueles dois estavam fazendo um trabalho juntos, afinal Ron sempre foi o mais relutante nessa união de casas que começou quando Theo se interessou por Luna, mas lá estavam eles, eu até acharia normal afinal eles foram obrigados a realizar isso juntos, mas a maneira como riam e até se empurravam pareciam dois grandes amigos,por um tempo cheguei a ter medo, mas em outro simplesmente decidi não me importar. Ron percebeu que eu o observava e ficou sério no mesmo momento, desviei meus olhos mexendo em minha bolsa e pegando uma pena. Senti uma mão em meu ombro e já me senti preparada para discutir, mas quando olhei para cima era apenas Gina, a ruiva se sentou ao meu lado e me deu um beijo na bochecha.

 

- O que está fazendo? - A ruiva perguntou.

- Terminando esses trabalhos - Respondi

- Amiga, desculpa te atrapalhar, mas sabe o que eu ouvi? - Gina disse de uma maneira tão empolgante que minha curiosidade foi a mil.

- O que? - Perguntei observando-a com um sorriso no rosto.

- Que o Krum vai voltar a Hogwarts - Nesse exato momento senti o sorriso morrer em meus lábios.

- Krum? Que Krum? - Eu perguntei mais alto do que devia.

- Como assim que Krum? Seu Krum - Gina disse empolgada.

- Pera ai eu não estou entendendo - Respondi e Gina bufou.

- Viktor Krum, Hermione - Arregalei tanto os olhos que Gina riu. - O que foi garota, parece até que não gostou.

- Onde você ouviu isso? - Perguntei com alvoroço.

- O amigos do Malfoy estavam comentando no café de hoje - Gina respondeu enquanto penteava o cabelo - Acabei escutando.

- Ah mas se vem da Sonserina deve ser mentira - Respirei aliviada.

- É deve ser, mas ia ser o máximo né? - Gina perguntou me olhando sonhadora e fazendo um muxoxo malicioso - Imagina como ele deve estar gostoso hoje em dia.

- Gina! - Eu protestei rindo e ela me acompanhou. Ficamos alguns minutos ali até que eu me lembrei do bilhete que recebera a uns dias atrás, e meu coração gelou ao menos com a hipótese de não serem de Rony, peguei o pergaminho no bolso, desenrolei e comecei a ler:

 

 

 

 

 

 

 Hermione, estou lhe escrevendo, pois queria dizer que estarei voltando a Hogwarts, a pedido da diretora para ajudar os times a treinarem quadribol, eu estou muito empolgado e chegarei logo, sinto muito sua falta e estou louco para reve-la

 

 

                                                                                                              - Com amor, Viktor Krum

                                                                     

 

 

 

Meu coração parou nesse momento eu não podia acreditar em meus olhos, então era verdade, mas como eles já sabiam? Olhei para Gina que se preocupou com minha expressão, arrancou o pergaminho de minha mão e começou a le-lo em seguida ela deu um gritinho baixo.

- Eu disse, eu sabia - Gina disse me abraçando.

- Ai meu Merlin, e agora? - Perguntei totalmente preocupada.

- E agora você vai ter aquele gato - Gina disse sorrindo - De novo.

- Isso não pode ser verdade - Eu disse e Gina começou a se preocupar.

- O que foi Mione? Por que está tão preocupada?

- Eu não posso vê-lo, Gina! - Eu respondi e ela arqueou as sobrancelhas demonstrando que não havia entendido - Eu não estou pronta para ver ele, não vou saber como agir.

- Ai para de ser boba, Hermione - Gina disse me abraçando - Ele gosta de você do jeito que você é, e vamos fazer esse cabelo, essas unhas... Afinal quando ele vem?

- Não sei - Disse rindo com a empolgação da ruiva - Recebi o bilhete a quase uma semana, talvez ele chegue...

- Amanhã! - A ruiva completou para mim.

- Não vai dar tempo de fazer nada - Eu me preocupei - E agora?

- Claro que vai amanhã acordaremos bem cedo e começamos tudo.

 

Ficamos ali por horas apenas conversando sobre Krum, até meus trabalhos foram deixados de lado, eu não sabia o porquê, mas sabia que ver ele dessa vez seria diferente, eu nunca estava cem por cento pronta para Viktor Krum.

 

Já era hora do jantar então descemos diretamente para o salão principal, mal sentei-me e a diretora começou a falar.

 

- Alunos, eu gostaria da atenção de todos agora - Minerva amplificou sua voz para que todos pudéssemos ouvir. - Nós do corpo docente de Hogwarts sempre prezamos pelo grande aprendizado de vocês, e consideramos o quadribol de extrema importância...

 

Quando Minerva citou o quadribol eu já sabia o que viria pela frente, era agora não seria amanhã ou depois, ia ser nesse exato momento, e eu não estava usando nem um penteado legal. Por um momento parecia que fiquei surda, mas isso foi quebrado quando os gritos de todos os alunos se espalharam pelo salão. Eram gritos, assovios, palmas e tudo mais, e lá estava ele; vestido com um grosso suéter de cor creme, calça preta e botas da mesma cor. Krum acenou para todos e sorriu. A diretora pediu para que fosse feito silêncio e todos obedeceram, ela explicou qual era o intuito de Viktor em nossa escola e disse que ele ficaria um mês lá. Após toda essa explicação Viktor saiu do lado de Minerva e veio em direção a mesa da Grifinória. Viktor cumprimentou todos mais próximos e então abriu os braços como se esperasse em grande abraço e foi isso que fiz, levantei rápido e o abracei com tanta força que parecia que a qualquer momento eu iria derruba-lo.

 

- Viktor, quanto tempo - Eu disse no meio de risadas.

- Muito tempo mesmo Hermione - Ele disse com aquele sotaque búlgaro que eu tanto gostava - E é impressionante que o tempo só te favorece.

- Obrigada - Eu provavelmente estava corada a essa hora, olhei para o rosto de Ron e vi que ele estava com raiva, eu já o conhecia bem o suficiente para apenas olhar em seu rosto e saber o que ele estava sentindo - Você também está incrível.

 

Após alguns segundos conversando ali em pé nos sentamos e continuamos tagarelando, eu tinha tanta coisa para contar, e tanta coisa para perguntar, era estranho, mas quando o abracei me senti segura, segura como se estivesse em casa com meus pais, segura como quando Dumbledore estava vivo, segura como nunca havia me sentido.

 

 

 

 

                                                        Harry           

 

 

Eu estava ali observando enquanto Hermione conversava com Krum, ela parecia tão feliz que me senti feliz por ela. Diferente dela estava Ron, que tinha que se controlar para não voar no pescoço do búlgaro.

 

- Com licença senhor Potter - Eu conhecia aquela voz, era Marcus Lifinur, um dos novos alunos da Grifinória, Marcos era gordinho e negro, uma criança extremamente adorável - O senhor pode me dar um autografo?

- Agora? - Perguntei sem a intenção de parecer rude.

- Se não der tudo bem - Ele já ia se afastando - Desculpe incomodar o senhor.

- Não, Marcos vem aqui - E disse e ele veio sorrindo enquanto me entregava o pergaminho e a pena, eu não gostava de fazer isso, afina era um cara comum, mas como ele queria e ninguém exceto Luna estava prestando atenção em mim, eu não me importei, assinei meu nome e entreguei a ele.

- Muito obrigado senhor Potter - Ele me disse dando um sorriso imenso.

- Me chame de Harry - Eu respondi e ele agradeceu novamente, voltando para o lado de seus amigos que estavam mais para baixo em nossa mesa, percebi quando eles comemoravam e sorri acenando para eles.

 

Levantei-me da mesa e me despedi de Gina, era meu dia de fazer a ronda, já que Neville tinha me rendido dois dias, um dia com Ana Abbott e outro com Draco Malfoy, e era esse que eu temia, era a primeira vez que iríamos ficar sozinhos depois de eu ter começado a namorar com Gina, eu confesso que as vezes me pegava pensando nele e no que aconteceu entre a gente. Caminhei até o corredor e esperei dar o horário da ronda. Quando finalmente deu, Malfoy veio caminhando de vagar e nem parou ao meu lado, continuou andando, e eu o segui. Ficamos mais de meia hora em silêncio até que eu não consegui me conter e arrisquei falar.

 

 

 

- Como foi sua semana? - Draco pareceu não acreditar em seus ouvidos.

- E isso te interessa? - Ele respondeu com arrogância.

- Só estava tentando ser gentil - Respondi contrariado.

- Tarde demais Potter

- Por que está falando assim comigo?

- Você só pode estar de brincadeira - Ele bufou e parou no meio do caminho, fiz o mesmo - E ainda me pergunta o por quê?

- Pergunto - Respondi

- Bom, vamos recapitular - Malfoy falou em tom de acusação - Você tinha acabado de me beijar,  e aceitou o pedido de namoro da Weasley, como quer que eu esteja Potter?

- Malfoy, isso não é motivo para ficar bravo, eu disse me aproximando dele, e senti quando sua respiração ficou ofegante, o encostei na parede e segurei sua cintura.

- O que está fazendo? - Ele respondeu com um sussurro totalmente embriagado de tesão.

- Eu quero você Draco - Respondi enquanto mordia o lóbulo de sua orelha e ele gemia.

- Eu... Eu - Draco segurou minha cintura e pressionou seu membro duro contra o meu , gemi - Harry, eu to confuso eu também quero você.

Após ele dizer isso eu o beijei com vontade, nossas línguas travaram uma batalha e ele mordeu meu lábio com tanta força que chegou a cortar, mas não me importei.

- Eu quero você Malfoy, mais do que tudo - Eu disse liberando todo a vontade que estava presa dentro de mim a quase uma semana que estava namorando com Gina mas não conseguia parar de pensar nesse loiro, seu cheiro me enlouquecia, a verdade era que eu só tinha aceitado o pedido de namoro pois estávamos na frente de muita gente, não que fosse pedir Draco em namoro nem nada, só não queria enganar Gina.

- Eu também quero você Potter - Malfoy disse e colocou a mão em meu pau por cima da calça, eu estremeci com o menor toque de seus dedos finos.

Continuamos nos beijando, levantei seu pescoço e o chupei, chupei com tanta força que tinha certeza que deixaria marcas.

- Como vamos fazer para levar isso? - Perguntei em meio aos beijos.

- Fica comigo Harry - Ele disse e eu parei de beija-lo imediatamente.

- Como assim? Não posso largar a Gina, e muito menos ter algo a mais com você do que só pegação.

- Como é que é? - Malfoy disse com um ódio explicito em sua voz - Eu não estava falando para você namorar comigo seu babaca, eu não dizia dessa forma - Eu tentei argumentar, mas ele continuou - Cala a boca Potter, eu vou falar aqui. Como tem coragem de vir me dizer isso? Está na cara que não está feliz com aquela vadia da Weasley, eu nunca vi cara mais idiota que você, você é só uma garoto mimado que sempre foi paparicado por ter sido o menino que sobreviveu. Nunca aceitou uma opinião contraria a sua, sempre quis fazer com que tudo e todos ficassem do seu lado, você é uma criança, e eu não gosto de crianças, e eu vou sair daqui, eu não suporto ficar olhando para essa sua cara de idiota nem mais um maldito segundo. - Malfoy deu as costas para mim, mas antes de sair virou-se uma última vez. - Nunca mais ouse falar comigo, nunca mais você poderá me tocar, você escolheu a Weasley não foi? Fique com ela então,ah e quase me esquecia, vai se foder seu grande imbecil.

 

Dito isso Draco sumiu na escuridão me deixando para trás sem saber o que dizer ou o que pensar, eu não podia acreditar na merda que acabara de fazer. O pior é que eu já me sentia mal, não queria perder Draco, mas como eu perderia o que eu nunca tive? Eu estava tão confuso que tudo que consegui fazer foi sentar-me no chão e pensar, enquanto lagrimas escorriam por minhas têmporas.        


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capitulo meus amores, me digam o que acharam. Hermione e Krum será que sai algo dai? Ron tentando falar com Mione e acontecendo mais desentendimento, acham que eles ainda tem chance? Viktor ou Ron? E o Neville safadinho com a Ana, o que acharam? topam mais Neville e Ana? E gente, oque acharam dessa pegação do Draco com o Harry? Vocês acham que Harry vai aguentar ficar com a Gina por muito tempo? E esse pisão que o Draco deu, achei mais que merecido e vocês? Bom amores, é isso ainda estou doente,mas estou escrevendo sempre para vocês. Até o próximo capitulo minhas lindas e lindos. Beijoooos <3


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