História Just Crazies - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Visualizações 12
Palavras 1.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão pela demora ;--

Capítulo 3 - Infantil.


O clima na sala estava pesado e Dinah pela primeira vez em toda sua carreira não soube como reagir. Lauren não estava nem um pouco afim de cooperar com ela e apesar da psiquiatra já ter passado por situações parecidas, tudo o que precisava era provocar os prisioneiros com algumas palavras, mas nada parecia funcionar com Jauregui.

— Lauren, eu te conheço melhor do que pensa, vamos, me ajude a te ajudar.— Disse por impulso. O fato de ter dito aquilo sem pensar apenas aumentou sua surpresa ao ver que a prisioneira reagiu.

— Você sabe o nome, mas não sabe quem eu sou.— A voz da morena, apesar de ter um tom controlado era possível notar uma certa raiva naquelas palavras.— Me conhece só por fora, desconhece minha dor.— Os olhos verdes de Jauregui pareceram penetrar até a alma de Jane ao que seus olhares se encontraram. A psiquiatra estremeceu ao ver que a detenta não parava de a encarar.— Dos meus olhos sabe a cor, mas não sabe o que eu já vi.— Dinah por um momento se arrependeu de ter vindo no lugar de Camila.— Não sabe por onde andei pra chegar até aqui.— A morena pareceu ficar satisfeita ao ver a substituta de sua doutora praticamente desesperada. Por isto apenas endireitou-se na cadeira, agora disposta a cooperar. Apenas queria a provocar um pouco. 

— Eu entendo que queira Camila, mas ela realmente não vai poder vir hoje.— Suspirou.— Se quiser pode ir embora, ou apenas podemos continuar a sessão de forma pacífica, o que me diz?— Lauren ficou pensativa sobre a proposta. 

— Bom, eu não estava fazendo nada mesmo.— Deu de ombros.— O que quer saber? Eu não sou uma psicopata se é isso o que acha.— Debochou. Michelle sabia bem que era aquilo todos pensavam ao que a conheciam pela primeira vez, achava que era o normal ao ver alguém que matou centena de pessoas.  

— Nós já descartamos essa opção, não se preocupe.— Sorriu, mas ficou constrangida ao ver que Lauren não retribuiu o ato.— Eu diria que você é mais infantil do qualquer outra coisa.— Declarou ao ver que de nada adiantava ficar enrolando.

— Normani costumava dizer que eu tenho a mentalidade de uma criança do primário.— Ela fez uma careta ao lembrar-se das broncas que levava de sua amiga.— E eu acho que também sou narcisista.— Concluiu ao lembrar-se vagamente de todas as suas amantes reclamarem que ela se achava o centro do universo.

— Você se acha superior as pessoas?— Lauren arqueou a sobrancelha. 

— Eu sou superior as pessoas.— Respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.— Mas meu narcisismo não beira a insanidade, não é um problema.— Concluiu satisfeita com seu auto-diagnóstico. Dinah pareceu não se importar muito com o narcisismo, por isso acreditou nas palavras da detenta.

— Mila me disse que você já se apaixonou uma vez, mas disse também que não quer falar disto porque ela te trocou.— Por não ter sido uma pergunta, não houve resposta. Lauren apenas a encarava com uma frieza quase calculista.— Por você ser narcisista creio que tenha tido seu orgulho ferido, você matou mais de 200 pessoas em um período de dois anos, acredito que tenha sido nesta época que ela te deixou.— Arriscou.

— Você quer uma estrelinha dourada por ter descoberto o óbvio?— Debochou acidamente.— Eu estava irritada, frustrada e deprimida, eu precisava canalizar isso em algo.— Michelle não parecia feliz com aquelas lembranças.— Você tem noção do que é ser como eu? Eu vejo as pessoas como sacos de carnes desesperados por aprovação, eu as avalio e vejo qual me interessa mais, mas no fim são todos incompetentes.— Por incrível que pareça, Jane estava feliz pela sua paciente estar falando tanto sobre si mesma.— Ela foi a única que eu não via assim, ela era a única que me fazia querer ser algo melhor e ela foi roubada de mim.— Naquele momento Dinah não soube dizer se foi o clima frio do ambiente ou o olhar assustador da detenta que fez todo seu corpo se arrepiar. 

— Você vê Camila como um saco de carne?— Arriscou. Não precisava de nenhum diploma para saber que Lauren tinha um grande interesse na doutora. 

— Eu a acho interessante.— Respondeu cautelosamente enquanto olhava Dinah nos olhos, como se estivesse esperando algum tipo de ataque acontecer.— Camila me atraí de uma forma estranha e tão sútil que por pouco eu não percebi. — Ela deu seu primeiro sorriso sincero desde que começaram a entrevista. — Ela me deixa estranha sabe? Como se você fosse... Como posso dizer? — As caretas que Lauren fazia enquanto tentava desesperadamente achar uma comparação fizeram com que Jane tivesse uma crise de risos. — É como se você fosse em busca daquele seu doce de sempre que você tanto gosta, mas acaba achando um que parece mais gostoso, apesar de você nunca ter provado. — Que comparação infantil e amável. Pensou a doutora.

— Ela também achou você interessante. — Dinah riu de novo ao ver os olhos de Lauren brilharem com a nova descoberta. — Quando estamos nós três em casa, ela só fala de você. — A detenta sorriu completamente alegre ao ver que a sua doutora também pensava nela.

— A Camila me deixa feliz. — Admitiu um pouco envergonhada. — Mas eu não teria coragem de ficar com ela... — Logo o ar envolta da prisioneira voltou a ficar obscuro e estranhamente pesado. 

— Por que? — Arriscou a psiquiatra, curiosa com a mudança repentina de humor da paciente.

— Você já sentiu como se tivesse um lado seu te puxando pra cima e o outro pra baixo? — Dinah arqueou uma sobrancelha. — As vezes quando eu fico muito irritada eu sinto que me perco dentro da minha própria mente e quando volto a mim, geralmente já tinha feito alguma besteira. — Ela suspirou. — Mesmo que não me lembre como. — Dinah sorriu de orelha a orelha ao ouvir aquilo. Seu diagnostico finalmente havia tido alguma explicação!

[...]

  — Então, como foi? — Perguntou Camila claramente ansiosa com os resultados.

— Transtorno dissociativo de identidade. — Cabello quase não acreditou. — Aparentemente temos duas personalidades, a Lauren boazinha e infantil e a Lauren que matou todas aquelas pessoas. — Dinah sorriu ao ver sua amiga dando pulinhos de felicidade.

— Quer dizer que eu posso curar ela! — Ela sorriu. — Talvez consiga até mesmo a tirar daquele lugar horrível.


Notas Finais


Até a próxima <3
Comentem :3


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