História Just Faking - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ed Sheeran, One Direction
Personagens Ed Sheeran, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan
Tags Cantora, Directioner, Drama, Ed Sheeran, Liam Payne, Musical, Romance, Sheerio
Exibições 88
Palavras 4.324
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ORA ORA É ISSO MESMO, CAPÍTULO DUPLOOOOOO!

Capítulo 22 - After Smeeran


Fanfic / Fanfiction Just Faking - Capítulo 22 - After Smeeran


1 ano depois...

Fechei os olhos quando as mãos de Ed tocaram meu corpo com tanta intimidade. Seus dedos tatearam até passarem pelas minhas costas e agarrar no meu traseiro. Seu cheiro era cada vez mais inebriante, por isso beijei suavemente seu pescoço, sua mandíbula, seu queixo até alcançar seus lábios, que me aguardavam entreabertos, suculentos. Beijei Ed como se a minha vida dependesse daquilo, como se ele fosse meu ar depois de muito tempo sufocada pela saudade. Ed retribuiu igualmente, unindo meu corpo ao seu e movimentando a cabeça para usufruir do beijo da melhor forma pra nós dois.

Ed segurou meus ombros e me chacoalhou, não entendi aquilo e o encarei.

Ed se dissolveu no momento que eu abri os olhos, e o olhar que me encarava era castanho esverdeado, não os azuis de Ed.

- Achei que estava tendo um pesadelo. - Zayn se justificou ainda com as mãos nos meus ombros.

Continuei encarando os olhos preocupados do meu melhor amigo. Eu havia sonhado novamente com o ruivo que partiu meu coração. E um ano depois de tudo, ainda dói como se brasas fossem enfiadas no meu peito. Senti meus olhos encherem de lágrimas. Doía por que mesmo um ano depois, muitas bebedeiras e ressacas depois, muitos outros homens na minha cama depois, ainda era Ed Sheeran que povoava meus pensamentos. Querendo ou não, ainda pertencia a ele. E pensar que o que acontecia nos sonhos nunca mais aconteceria na vid real me machucava. Zayn viu que eu estava prestes a desabar e me abraçou. Um abraço apertado, caloroso, que me fazia sentir segura. Foi uma vitória quando consegui evitar que as lágrimas caíssem, e engoli aquele nó que machucava a minha garganta.

- Sonhou com ele? - Zayn perguntou no meu ouvido. Zayn sabia de tudo. Desde a amante de Ed, até o fato de ele me deixar esperando por horas naquela maldita biblioteca em Londres.

Apenas balancei a cabeça positivamente, pois não adiantava mentir para o meu melhor amigo. Ele me soltou e parecia querer dizer algo, mas não sabia como.

Levantei e andei até a mesa do canto da sala. Coloquei um pouco de uísque no copo, sem gelo, para queimar junto com o ardor no meu peito. Virei a primeira dose de uma vez, para garantir que aquele inferno iria passar. E aquela dose desfez o nó da minha garganta. Peguei o segundo copo para saborear e sentei no sofá. A casa de Zayn em Los Angeles é muito tranquila, por isso venho passar uns dias aqui quando preciso de uma pausa. Desde o término com a Gigi, ele ficou um pouco solitário, por isso ele mesmo pede que eu venha aqui, ou então ele aparece do nada no meu apartamento em NY. Inclusive nossa proximidade fez com que especulassem que eu fosse o pivô da sua separação de Gigi, quando isso não é verdade. Zayn tem isso de enjoar de um amor, ele não sabe explicar direito, mas é como se a paixão acabasse e do nada ele não visse mais graça nessa pessoa. Talvez por isso, seis meses após seu término ele esteja melhor do que eu um ano depois do meu término com Ed.

- Eu acho que você deve falar com o Ed. - Zayn falou, sentado ao meu lado no sofá. O encarei como se ele tivesse dito o maior absurdo da humanidade.

- Não. - Cortei. O grande relógio da sala apontava que eram pouco mais de seis da manhã.

- E aproveitar agora que ele terminou com aquela Cherry, para ter uma conversa. Pois eu tenho essa sensação de algo inacabado entre vocês. - Zayn murmurou.

- Não. Você sabe que ele me deixou apodrecendo na biblioteca. - Falei em tom cortante.

- Sei, mas parece que tem algo errado com toda essa confusão pois o Ed dis...

- Eu disse que o amava e ele me abandonou. Eu estava disposta a perdoar aquela traição, por que o amor era maior. - Eu falei massageando as têmporas. Zayn abriu a boca mas o interrompi. - E vamos parar de falar disso antes que eu desista de você e volte para NY.

Levantei depois de terminar o meu copo de uísque, e fui para o banheiro do quarto de hóspedes. Tomei banho e escovei os dentes, com sono mas sem querer voltar a dormir e ver aquele rosto. Vesti um conjunto moletom e tênis, quando saí para a sala, Zayn estava assistindo TV daquele jeito largado, sem camisa e de calça moletom.

- Estou indo fazer uma corrida, Z. - Avisei enquanto posicionava os headphones, coloquei um rock 'n roll pesado para me dar energia.

Assim que saí da casa de Zayn puxei o capuz sobre a cabeça, mas já era tarde demais, os paparazzi estavam me fotografando. Inspirei fundo e decidi ignorá-los. Por isso fiz a minha corrida tranquilamente. Os contras de vir para a casa de Zayn são esses: os paparazzi nos atormentam quando estamos juntos, e aqui em LA não tem a academia onde eu pratico Muai Thay em NY, por isso preciso correr para gastar a minha energia, que se acumulada por muito tempo pode virar um surto psicótico de fúria.

Um ano atrás a minha vida era totalmente diferente do que é hoje. Eu não era famosa como sou hoje. Sim, quero dizer, eu era. Mas agora eu sou uma popstar a nível mundial, comparada à Demi Lovato no quesito fama e fãs. Antes, Liam era meu melhor amigo, mas depois do seu término com Sophia, nos afastamos gradativamente. Eu fiquei chateada por ele não ter me visitado quando eu estava na bad pós término, como eu fiz quando ele estava chorando pela minha irmã. Depois ele viajou, arrumou namorada, lançou seu disco solo e teve um filho, e aquele homem não parecia o meu melhor amigo, por isso perdemos contato totalmente. Em compensação, Zayn fez o caminho inverso e tomou para si o cargo de melhor amigo da Lana. É claro que, eu não gostaria de perder um para ter o outro, mas Liam não esteve lá quando precisei e não compartilhou comigo suas vitórias. Ainda o admiro à distância, ouço suas músicas e o sigo no twitter e instagram, assim como ele me segue, mas hoje somos completos estranhos.

E confesso que negligenciei a nossa amizade quando estava enfurnada no meu casulo de dor e sofrimento pós Smeeran. Lembro como se fosse ontem do dia em que Kyle me buscou na Biblioteca Saint Louis em Londres, e me levou para casa enquanto eu chorava, soluçava e tentava explicar o que havia acontecido. Kyle foi compreensivo, e me fez companhia durante toda a noite e madrugada, enquanto eu chorava e me martirizava, ele estava lá fazendo cafuné no meu cabelo e jurando que nada daquilo aconteceria outra vez. Prometeu cuidar de mim e não deixar que ninguém partisse meu coração outra vez, entretanto ele não sabia que aquele baque tinha acabado comigo e não restava mais nada do meu coração. Kyle cuidou de tudo, sobre o término e a imprensa, e a meu pedido, arrumou um apartamento em Nova York. Eu passei a semana seguinte no meu apartamento, sozinha pois K ocupado com a imprensa e a rescisão do contrato com a equipe de Ed e a Gingerbread Records, ele aparecia para ver se eu ainda estava viva e para trazer comida. Mesmo que eu estivesse acabada, machucada e com raiva, no fundo, uma faisquinha de mim, esperava que Ed aparecesse na minha casa dizendo que era tudo o mal entendido e que amava mais que tudo. Nunca aconteceu. Nos meus momentos de maior masoquismo, eu ouvia as músicas tristes de todos os álbuns e EP's de Ed. Ouvi Sam Smith, Adele e Hozier, as músicas tristes que tornavam tudo pior, pois eu sentia que já estava no fundo do poço.

Quando o mundo ficou sabendo do término de Smeeran, recebi ligações dos meus pais, de Sophia, de Liam, de Zayn, de Emma e até Justin Bieber me ligou. Mas a pessoa que eu queria não estava lá. E não atendi ninguém, pois queria ficar só, escrevendo as minhas canções depressivas, bebendo, e olhando para o quadro que Ed havia me dado no meu aniversário, pensando nos nossos momentos felizes.

Kyle conseguiu duas semanas para eu me recuperar, por isso viajamos diretamente para NY, quando chegou um e-mail da equipe de Adam Levine, dizendo que sua gravadora, a Interscope, estava interessada em lançar o meu terceiro álbum, e dependendo da repercussão, apoiar a minha primeira turnê pela Europa. Aquele foi o primeiro momento que eu senti uma centelha de felicidade em meio à toda a minha escuridão. E me senti feliz com a minha carreira quando conheci Adam pessoalmente e ele elogiou o meu talento. Após isso trabalhei com mais afinco nas minhas músicas, e quando compus Stone Cold, decidi que eu pararia de sofrer, ou pelo menos fingiria que está tudo bem, pois a minha carreira estava decolando e eu iria recomeçar a minha vida. Sem coração, sem sofrimento, apenas usufruindo dos louros do meu trabalho. E foi assim que sobrevivi os últimos meses.

Voltei para a casa de Zayn depois de me sentir cansada o suficiente para não bater na cara da apresentadora cretina que iria me entrevistar mais tarde. Corri durante uma hora. Zayn estava tomando café da manhã que Mag havia preparado e eu me juntei a ele para aquela refeição.

- Vai fazer algo hoje? - Indagou.

- Tenho uma entrevista ao vivo com a cretina da Samantha Clarke. - Murmurei, selecionando algumas torradas para acompanhar meu suco de maçã.

- Kyle sabe que você odeia aquela mulher, e ela te odeia fazendo tudo para te deixar mal em frente às câmeras, por que ele ainda marca essas entrevistas? - Z perguntou, a testa franzida.

- Não tem jeito, queremos manter o Waves nos charts e a emissora e o programa daquela mulher são os que mais tem audiência em Los Angeles. - Dei ombros.

- Já reparou que ela sempre joga indiretas, ou tenta deixar você envergonhada? - Ele disse com o olhar distante, lembrando da última entrevista que a mulher sugeriu nas entrelinhas que eu havia me aproveitado da fama do Ed para decolar a minha carreira. Além de perguntar se eu havia ficado com Nick Jonas quando gravamos o feat. de Close (Sim, eu fiquei som ele, mas uma repórter decente não pergunta isso de um jeito tão invasivo).

- É, eu sei. Já quis dar umas bofetadas naquela vadia. - Suspirei.

Conversamos enquanto terminávamos o café da manhã. Zayn me contava sobre os projetos para o seu próximo álbum. O nosso feat. em Mind of Mine com a música Wrong foi simplesmente maravilhoso, a escrevemos juntos, e a canção fluiu de um jeito inimaginável, talvez o meu coração partido tenha colaborado para isso. Peguei meu celular e vi algumas notícias. Pessoas comentavam e compartilhavam um vídeo meu que Zayn postou. Mais especulações sobre sermos um casal. Por mais que falássemos, as pessoas não aceitavam que somos apenas amigos.

- Z, postou aquele vídeo que gravamos ontem? - Indaguei apesar de saber a resposta. Ele acenou positivamente. O vídeo estava sendo compartilhado, Zayn me filmava enquanto eu fazia mímicas durante a noite passada, era vergonhoso, mas engraçado enquanto eu tentava fazer gestos que significavam Planeta dos Macacos.

- Você está tensa. - Murmurou. Era um pouco irritante o fato de Zayn me conhecer tão bem a ponto de suas perguntas serem mais uma afirmação do que, de fato, um questionamento.

- É, preciso relaxar. Você tem algum...? - Indaguei e antes que eu terminasse, Z afirmou com a cabeça.

Depois de terminar o café, Z e eu fomos para o quarto dele. Era amplo mas com poucos móveis, uma parede cinza continha muitas estantes com todos os seus recordes e premiações, discos de ouro, platina, e essas coisas. Eu também tinha uma dessa, que fiz por indicação do próprio Zayn. Ele dizia que era para quando nos sentirmos cansados, querendo desistir, pensar em tudo o que já alcançamos e lembrar do principal motivo pelo qual estamos ali: a música. Zayn tinha uma cama king size com lençóis também cinza. O restante do quarto era branco: as outras três paredes, as portas (tanto a do banheiro, como a do quarto e a do closet), o tapete de pele sintética no chão, os criados mudo nas laterais da cama, a cabeceira estofada da cama. Zayn deitou na cama e eu sentei ao seu lado.

- Onde está? - Indaguei sabendo que ele sabia do que se tratava.

- Na primeira gaveta do criado mudo. - Respondeu.

Abri a gaveta indicada e tirei de lá um pacotinho de erva e um pedaço de papel dos muitos que estavam lá. Tentei fazer como Z havia me ensinado várias vezes. Coloquei a erva no centro do papel e pressionei com os dedos para arrumar, o seu aroma forte já exalava enquanto eu a manuseava. Não consegui e derrubei um pouco na cama. Zayn me encarou com um ar zombeteiro e eu quis bater nele com o travesseiro.

- Eu já te ensinei mil vezes... - Ele tomou o papel da minha mão e ele enrolou o cigarro com uma habilidade memorável.

Sorri quando ele me entregou e alcancei o isqueiro no criado mudo. Acendi o cigarro de maconha e dei um trago suave, a primeira era sempre a mais saborosa. Deixei a fumaça na boca por alguns segundo e quando eu sorri, ela se esvaiu entre meus dentes. Zayn se debruçou na cama, esticando o pescoço com os lábios entreabertos para mim. Coloquei o cigarro em sua boca e ele tragou brevemente. Peguei o cigarro de volta e também traguei, sentindo o meu corpo relaxar a nível estratosférico. Como se a minha cabeça fosse um balão de gás hélio, subindo no céu, subindo... Subindo... Subindo... Era leve, gentil como cócegas. Eu ri brevemente. Zayn me encarou e sorriu. Soprei a fumaça na boca dele, ele a abriu, esperando mais. Fiz isso até o cigarro acabar e eu o deixar sobre o cinzeiro do criado mudo. Deitei a cabeça no travesseiro macio de nuvem e olhei para o teto, sentindo o meu corpo flutuar, talvez eu fosse uma bruxa. Bruxa tem poderes legais, bruxa voa na vassoura, não é? Virei de lado para ver o Zayn. Ele tinha olhos bonitos, em um tom castanho e verde, como uma grande ilusão de ótica onde a cada olhada, a cor muda. Ora verde, ora castanho, ora verde, ora castanho... Suas tatuagens pareciam ter vida e pareciam caminhar pelo seu corpo, indo do braço para o antebraço e os ombros, então desciam para o peito, e o abdômen. Era engraçado, como um desenho animado.

- Z, você tem que me ensinar a enrolar o baseado. - Sussurrei e ri. Ele sorriu.

Eu passei a mão no abdômen dele nas tatuagens bonitas e escuras que marcavam a pele dele. As tatuagens apontavam para um lugar, abaixo da cintura de Z, entre as pernas dele. Zayn me encarava como se esperasse meu próximo passo. Apertei seu membro sobre o short, e ele arquejou não de surpresa. Sempre fazíamos isso, a maconha e o sexo eram um combo inseparável. Nós sempre fomos muito amigos, os melhores. Mas após o término dele com Gigi, percebemos que não precisávamos ir muito longe para conseguir sexo. Somos adultos, bem resolvidos, e acima de tudo amigos, falamos o que gostamos e o que pode melhorar, e prometemos parar quando um de nós quiser.

Zayn não estava de cueca, percebi quando ele começou a ficar duro sobre a minha mão. Seus olhos brilhavam e seus lábios tinham um sorriso malicioso. Zayn me beijou e pressionou seu corpo contra o meu. Segurei seus ombros e deslizei a mão pelo seu pescoço até cravar as unhas na sua nuca. Z tinha um beijo inigualável, ou talvez ele apenas me conhecesse bastante para saber como me agradar. Sua língua pescava a minha como em um jogo. A barba dele roçando na minha pele era a própria luxúria. E quando ele chupava a minha língua, sentia um repuxar lá embaixo. Zayn me beijou até eu sentir que me derreteria de excitação, a erva sempre liberava a minha libido e eu ficava super sexualmente sensível.

- Acho que sei um jeito bastante didático pra você aprender a enrolar um baseado. - Ele murmurou, os meus lábios preso entre seus dentes.

Zayn rastejou pelo meu corpo, até se debruçar entre as minhas pernas. Tirou a minha meia e a calça que eu vestia. Segurou as minhas pernas abertas e mordiscou a pele da perte interna da minha coxa. Me apoiei nos cotovelos para vê-lo.

- Pra enrolar um baseado, você abre o papel. - Falou e segurou as minhas pernas. - Então você coloca a erva, - Ele empurrou o dedão no meu clitóris e eu gemi. - Você arruma a erva pra que ela fique bem apertadinha. - E ainda com o dedão no meu ponto de prazer, me penetrou com o dedo indicador. Cravei os dedos na colcha da cama. - Então você enrola o papel bem apertado. - Ele disse enquanto movimentava o dedo na minha intimidade. Senti meu corpo inteiro se arrepiar, e o prazer ferver sob as minha veias. - Quando acabar, você lambe o final do papel. Para deixá-lo bem molhado. - Zayn tirou os dedos de mim, e me lambeu, fazendo com que eu soltasse gemidos baixos a cada lambidela.

- Oh, Z. - Arfei.

- Então você acende o cigarro e traga. Algumas dão tragos pequenos e rápidos. - Ele continuou, então me chupou, brevemente algumas vezes. - E outras dão tragos grandes e demorados. - Então ele me chupou demoradamente, e eu senti as minhas pernas tremerem, aquela eletricidade no meu âmago.

Zayn continuou e eu deixei fluir um orgasmo, intenso, me levando pro céu. Ele deixou que eu me recuperasse. Mas eu queria mais. Puxei Zayn para cima e o beijei. Me levantei sem separar nossos lábios. Ficamos sentados frente a frente e Z tirou o meu casaco, e logo em seguida o meu top. Eu fiquei nua na sua frente, Zayn me beijou, puxando meu corpo para o seu. Sentei nua no seu colo e ele abocanhou meus seios com seus lábios úmidos e gelados mas a língua quente e vívida nos meus mamilos. Rebolei no seu colo enquanto apenas o seu short separava nossas nudez. Ele gemeu quando pressionei minha pélvis contra a sua, forte e úmida. Me afastei dele para ajudá-lo com a sua única peça de roupa. Eu iria fazer um oral nele, mas Z não quis que eu retribuísse dessa vez. Sentei no seu colo e ele mesmo segurou o membro para me penetrar. Gemi enquanto nos encaixávamos perfeitamente. Ele segurou meus quadris, cravando os dedos na minha pele quando eu comecei a me mover lentamente. Zayn apoiou a cabeça para trás na cabeceira e eu beijei o seu pomo de adão, puxando sua pele entre meus dentes. Zayn passou a mão no meu traseiro e eu sabia o que viria a seguir. Arfei quando ele me deu uma palmada, sentindo um ardor gostoso. Nos movimentamos mais rápido, ele movimentando o quadril de encontro ao meu. Z cravou os dedos e as unhas curtas na minha costa e abocanhou meus seios novamente. Eu já sentia que estava chegando ao ápice novamente, aquela sensação ao pé do estômago, o borbulhar das veias. E a explosão em multipartículas de prazer, tanto eu quanto Zayn.

Deitamos lado a lado, ofegantes.

- Sente-se melhor agora? - Zayn indagou, a voz rouca.

- Bem mais relaxada. O suficiente para não agredir Samantha Clarke e me envolver em outro escândalo. - Afirmei.

- Toma cuidado, tá bom. Você venceu o processo contra aquele paparazzi insuportável. Não se mete em outra encrenca. Ok? - Murmurou e me encarou com uma sobrancelha arqueada.

- Tá bom, papai. - Ironizei. Mas rapidamente parei de sorrir.

Eu tinha saudade do meu pai. Muita. E da minha mãe também. Faz um ano que não os vejo, não vou à Wolverhampton. Sempre digo a eles e a mim mesma que é por que estou ocupada sendo uma superstar, mas a verdade é que não tenho coragem de encará-los. Ano passado, fui considerada a garota exemplar mais influente na Inglaterra com menos de 21 anos. Hoje em dia, sou uma "garota problema" comparada à Britney Spears no passado. Já vazou um vídeo meu bêbada em uma festa, já faltei alguns shows por displicência, e quase entrei em coma alcoólico certa vez, fora as crises de ansiedade de vez em quando. Eu não me orgulhava do que eu havia me tornado. Mas foi o único jeito de lidar com a dor, que eu encontrei. Eu tinha medo de mim mesma, e vergonha dos meus pais. Eles mandavam mensagens vez ou outra dizendo que estavam com saudades, perguntando se eu estava bem, mas eu mandava Kyle responder por mim, pois eu mal conseguia segurar o celular. Eu não merecia os pais que tinha. Tão bons, e eu... Me tornei uma megera.

- Você sente saudade de casa? - Zayn indagou, do nada, como se lesse meus pensamentos todos. Em alguns momentos era tão assustador que eu chegava a achar que ele tinha esse dom de ler pensamentos de fato.

- Muito. Tanto que dói. - Murmurei, sentindo um nó brotar na minha garganta.

- É tudo tão cansativo... Abrimos mão de tanta coisa. Eu daria qualquer coisa pelo colo da minha mãe. Eu acho que vou visitá-la depois de amanhã. - Falou, de olhos fechados.

- Sorte a sua. - Sussurrei, não era pra ele ter ouvido, mas ouviu.

- Você pode visitar os seus pais, não entendo por que não vai.

- Eu mal consigo me encarar no espelho, Z. Eu me tornei algo que tenho vergonha de mostrar para eles. - Eu senti os olhos marejarem.

- Não. Não diz isso, por favor. - Ele disse como quem fala com uma criança. - Você é linda, talentosa e forte. Você só se perdeu um pouco, mas é fácil se encontrar. Basta querer. Seus pais nunca irão te julgar. - Ele me abraçou. - Além disso, tenho certeza que eles te acompanham pela TV, redes sociais e sites de fofocas. Eles sabem de tudo. Promete que vai pensar nisso? Eu odeio te ver assim.

- Obrigado, Zayn. - Suspirei.

- Você é a minha melhor amiga. - Falou como se eu não soubesse daquilo.

Dormimos. Quando abri os olhos o celular de Zayn tocava incessantemente, e quando olhei no visor, a foto de Kyle estava lá. A chamada parou e eu olhei a hora, e... Puta que pariu! Eu estava atrasada. Levantei num pulo e acabei tropeçando no lençol que nos cobria, caindo de cara no chão. Z acordou com o meu baque e o celular voltou a tocar. Levantei com tudo e corri para o meu banheiro. Tomei um banho de 37 segundos e vesti um vestido de mangas pois era a coisa mais fácil que vi pela frente. Calcei botas e peguei meu celular, que continha 17 chamadas perdidas de Kyle.

- Z, me empresta um carro. - Falei olhando a tela na parede que continha quatro chaves de carros penduradas.

- Não, eu não confio em você. - Murmurou ainda sonolento. Eu sabia que tinha um histórico de multas por alta velocidade, mas o que eu podia fazer se estava sempre atrasada?

- Me dá o que você menos gosta. Eu estou atrasada demais para esperar um táxi! - Falei tateando uma delas.

- Não. De jeito nenhum. - Ele cruzou os braços como uma criança mimada.

- Foda-se. - Falei e peguei a primeira chave que vi. Saí correndo para a garagem.

- Puta que pariu, o meu Jaguar não! - Ele gritou mas já era tarde demais.

Entrei na garagem e apertei o botão para abrir o carro. Um carro cinza de última geração acendeu as luzes. Entrei nele sem me importar com a sua marca. A porta da garagem se abriu e eu acelerei. Ainda vi um Zayn desesperado na entrada da garagem pelo retrovisor.

Dirigi em alta velocidade e passei por alguns sinais vermelhos, até chegar ao centro e entrar na sede da emissora. Acelerei até o estúdio de onde seria transmitido o programa. Estacionei de qualquer jeito, e avistei Kyle todo afobado na minha direção. Olhei no relógio. Estava apenas seis minutos atrasada. É, quebrei meu recorde.

- Mas por quê você está atrasada? E de quem é esse carro? Não me diz que você comprou um carro novo por que eu...

- É do Zayn, relaxa. Estou apenas cinco minutos atrasada. - Murmurei. Ele passou o braço no meu e andamos para dentro.

- Vamos, você ainda precisa vestir uma roupa decente e ajeitar esse cabelo. Onde você estava, numa jaula com leões? Está toda desgrenhada. Você tomou banho, garota? - Kyle franziu a testa.

- Se meio minuto se esfregando loucamente em baixo do chuveiro é tomar banho, então sim. - Dei ombros.

No camarim, me auxiliaram a vestir. Um macaquinho justo de paetês prateados com a costa nua, e botas pretas over the knee. Meu cabelo foi preso em um rabo de cavalo impecável e colocaram um batom preto nos meus lábios. Os olhos não foram muito destacados. E eu ainda aguardei cinco minutos. O que me deu tempo de postar uma foto e tweetar qualquer coisa sobre estar sempre atrasada.

Me empurraram para as coxias do Talk Time, o programa da Samantha Clarke. E eu ouvi quando ela me anunciou.

- É com muita alegria que recebemos hoje a estrela do momento, Lana Smith! - Ela  falou. Eu odiava quando me chamavam de "Estrela do Momento". Parece que sou uma cantora de um sucesso só.

Respirei fundo e fui, quase literalmente, me enfiar na jaula com leões.


Notas Finais


Ao longo do capítulo, quero esclarecer algumas coisas, Stone Cold é da Demi, mas na minha história é como se fosse da Lana. O feat com o Nick Jonas é com a Tove Lo e o do Zayn é com a Kehlani (ambas canções maravilhosas).
Que vergonha desse hot. É que os hots que eu escrevo geralmente envolvem amor e paixão, não sei fazer um hot de sexo casual '-'
Bem, um ano depois, a vida mudou para Lana Smith, e vocês vão descobrir mais coisas pelos próximos capítulos. Muahahahahaha


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