História Just Friends - Camren - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui, Lesbicas, Romance
Visualizações 85
Palavras 2.557
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Orange, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - So vou se você for


Camila


Não imaginava que Lauren já havia sofrido a perda de alguém tão próximo. Talvez tenha ido longe demais em minha curiosidade, eu realmente não deveria ter perguntado nada. Vê-la assim me fez sentir culpa, me fez querer curar a dor dela. Me pergunto por quanto tempo ela vem se isolando, quantas pessoas ela já deve ter afastado por apenas medo de sentir novamente. Ao meu ver, ela se trancou em uma cela e jogou as chaves fora para que ninguém pudesse a resgatar de sua dor e solidão. Será que por trás dessa armadura forte e imponente, há um ser doce e com uma capacidade de amar alguém incondicionalmente? Eu queria oferecer minha amizade a esta mulher. Não uma amizade qualquer. Queria ser o seu porto seguro, a pessoa que ela pudesse contar em qualquer situação. Queria ser aquela que seca suas lágrimas de dor, ser abrigo na hora mais aflita, aquela que a calma quando os pesadelos vem perturbar seu sono. Queria ser como um de seus casacos, esquentando-a no inverno, como um vinho que ela não esquece e que se delicia ao sentir seu sabor. 

Talvez aceite minha amizade. Estamos nos dando bem afinal. A fiz abrir-se um pouco, Lauren Jauregui é uma lacuna constante. Um mistério que aos poucos eu estava desvendando e gostando. Eu queria a conhecer mais. Não superficialmente, mas sim, o mais profundo que eu pudesse penetrar. Queria desvendar sua alma. Seus medos, seu mal humor matinal, os sentimentos que a ferem e também os que a fazem feliz. 

Mas não posso embarcar nesse jogo perigoso. Não posso esquecer-me de que ela e minha mãe são amigas. Não posso me dar ao luxo de desejar essa mulher proibida. Tenho certeza de que aos olhos dela, eu sou apenas filha de  Simuhe e Alejandro Cabello e também sua gestora, a qual ela gosta de conversar às vezes.

Infelizmente, não sou capaz de não questionar nem de não fantasiar se um dia eu poderia ocupar um espaço em seu pensamento. Como seria se meus dedos pudessem entrelaçar os seus? Se nossos lábios pudessem se tocar, se nossos corpos pudessem sentir o calor um do outro? 

Sou uma tola por gastar meu tempo pensando bobagens, fantasiando coisas impossíveis. Volto minha atenção para ela. Seu olhar está vago, encarava o vazio. Sua alma parecia pedir socorro. E eu precisava ajudar. Mas como? Lhe darei tudo que posso oferecer: Minha sincera amizade. 

Precisava quebrar aquele clima que se instaurou. Necessito trazer um sorriso para aqueles lábios. Sim, eu ansiava vê-la sorrir. Porque seu sorriso me deixava feliz. 

Num gesto ousado, toquei seu ombro e o acariciei levemente com o polegar. Queria que de alguma forma, Lauren soubesse que eu estaria ali para dar o meu apoio. Que não precisava mais sofrer. Ela parou de caminhar e me encarou. Achei que tivesse feito algo de errado, ela pareceu nervosa com meu toque. Mas para minha surpresa, fui abraçada. Aquela era a primeira vez que nos abraçavamos. Meu olfato foi presenteado com seu perfume, meu tato pôde a sentir mais de perto quando passei a mão em suas costas e meus dedos tocaram seus cabelos. Não sei qual dos sentidos usei, mas também pude sentir a sua dor. Senti ela tremer em meus braços e a apertei em meu abraço ainda mais.


- Oh... Camila... – falou meu nome em meio a soluços. Pela primeira vez vi aquela mulher desabar. Ela parecia tão frágil ali e eu sentia tanta vontade de poder lhe cuidar.

- Eu tô aqui. Shii... – tentei acalmar seu choro. - Não precisa mais ser sozinha Lauren. – ela me apertou mais contra si. Aos poucos sua respiração foi voltando ao seu estado normal e então me soltou. Enxugou o rosto, passou os dedos entre seus cabelos negros e longos.

- Desculpe pela cena. Eu nunca agi assim, não sei o que me deu. 

- Não precisa se desculpar, Lauren. Eu é quem peço desculpas. Forcei a barra, eu realmente não sabia... 

- Tudo bem. Me fez bem desabafar. É que a muito tempo não tocava nesse assunto e as lembranças vieram à tona. Mas já estou bem melhor. Obrigada, Camila.

- Quer voltar pra casa?

- Não quero. Vamos continuar caminhando.

- Tudo bem...


Caminhamos em silêncio. Eu com meus pensamentos, ela perdida nos próprios. Escuto bem distante, alguém gritar meu nome. Já ouvi aquela voz mas não consegui identificar.


- Tem alguém te chamando! – olhamos para trás tentando achar o dono da voz.


Me assustei quando uma mão atrás de mim, tocou meu ombro.


- Ei , aqui! 

- Ai que susto, Dinah! – soltei o ar.

- Desculpe, não tive a intenção. Boa noite meninas. – olhou para mim e Lauren.

- Boa noite. – respondi. Lauren apenas sorriu simpática, ou tentando ser. - O que faz por aqui sozinha? 

- Não estou sozinha. Estou com umas amigas. – apontou para trás onde tinham duas garotas mais ou menos de nossa idade. Eu não as conhecia. - Estamos indo a um pub. Querem ir? – olhei para Lauren que não pareceu nada animada.

- É... Acho melhor não, Dinah.

- Ah Camila, qual é? Você é nova na cidade, precisa conhecer os lugares. Além do mais, desde que chegou só nos vimos poucas vezes lá na lanchonete e nem dá pra conversar muito. 

- Vai Camila, eu volto pra casa. Não há problema. – Lauren incentivou.

- Só vou se você for.


***

Lauren


E lá estava eu novamente sedendo. Não sei o que tem as mulheres dessa família que me convencem a fazer coisas absurdas. 

Dinah nos apresentou suas amigas. Uma com traços afro americanos, um lindo, longo e liso cabelo preto. A outra de pele mais clara, cabelos loiros ondulados que chegavam até quase na cintura. 

Chegamos no tal pub. O lugar era até bem apresentável. Uma luz baixa, mesas com sofá macio de veludo cor de vinho para sentar, um balcão de bebidas e uma pista de dança com um DJ. Porém o local estava cheio demais para o meu gosto e a música um pouco alta. Até conseguirmos uma mesa, duas pessoas horrivelmente suadas encostaram em mim! Senti vontade de mata-los. Camila teve que me segurar para que eu não arrumasse uma briga.


- Que tal uma rodada de martine pra todo mundo? – Dinah levantou da mesa e deu um beijão na garota negra. Eu juro que meu cérebro deu um nó. Até um dia desses ela tinha um caso com um homem. Acho que Cabula também não sabia, pois ouvi um "wow" baixinho vindo dela. Cabello e as duas garotas toparam a bebida. 

- Lauren, o que vai beber? – Camila me acordou do transe que fiquei.

- Suco.

- Suco? – Ela riu. - Por quê? 

- Eu não bebo, Camila.

- Mas você tomou vinho naquele dia... 

- As únicas bebidas alcoólicas que consumo são vinho e champanhe. – riu novamente. 

- Tudo bem, senhorita Jauregui. Como achar melhor.

- É mesmo, esqueci que a Lauren não bebe. Então vai ser suco de que? Vou lá no bar pedir pra o garçom trazer.

- Tive uma ideia melhor. Pede um coquetel de frutas, sem álcool.

- Ok... – Dinah saiu e puxou a mão da garota que tinha acabado de beijar na nossa frente. Elas foram em direção ao bar, de mãos dadas.

- Elas...? – Camila apontou com a cabeça para as duas que acabaram de sair da mesa.

- Dinah e Normani? – a loira que ficou conosco na mesma começou a falar. - Ah, elas tem esse rolo, mas não se assumem nunca. E vocês? – apontou para mim e Camila. - Vocês namoram? – eu quase me engasguei com a pergunta.

- Calma Lauren! – Camila deu uns tampinhas nas minhas costas. Com certeza percebeu meu desespero. - Não, Ally. – voltou a falar com a loira. – Eu e Lauren somos apenas amigas. – riu me olhando. Eu não entendia qual a graça. - De onde você e Dinah se conhecem? – perguntou demonstrando seu interesse em puxar assunto.

- Nós fazemos faculdade juntas. E você, de onde a conhece? Nunca ouvi falar de você antes. 

- Nos conhecemos desde pequenas. Brincávamos juntas por aí... Eu morei fora por muitos anos e retornei a pouco tempo. Por isso nunca fomos apresentadas. 

- Onde você morava, Camila?

- Em Boston.

- Jura? Quando fui aos Estados Unidos não deu tempo de ir conhecer... – a loira coloca o cotovelo sobre a mesa e apoia o queixo na mão. 

- O que você conheceu lá?


Camila ficou conversando com aquela garota que pareceu estar interessada demais na vida dela. Ela tinha essa necessidade de ser gentil com todo mundo, ou estava realmente entusiasmada com as aventuras que essa moça estava contando? Aliás, achei a conversa dela totalmente massante e tediosa. Não gosto de pessoas que contam vantagem. Já Camila, parecia estar adorando. E cadê Dinah que não volta? A gente mal chegou e eu já quero ir embora daqui.


***


Eu já havia perdido as contas de quantas dozes de bebida essas garotas já tomaram. Das quatro, Camila era a que tinha bebido menos. Mas ainda assim, estava com o riso frouxo. As outras já estavam totalmente bêbadas. Não consigo me imaginar num estado desses. 


- Vamos pra pista! – Ally se levanta e puxa o braço de Camila, que estava sentada ao meu lado. E lá vai ela praticamente arrastada por aquela garota.

- Vocês não vão? – pergunto a Dinah e Normani que estão sentadas na minha frente. 

- Acho que nossa noite acabou. Essa aqui é fraca pra bebida. – Dinah apontou para a garota que dormia em seu ombro. - Mas e você, não vai? Aposto que tem algum sapão aqui pra você. 

- Um o quê? 

- Sapão! – riu e eu fiz cara feia. - Um homem bonito, Lauren! 

- Ah sim... – sorri. Achei graça desse adjetivo. - Mas não, obrigada. Prefiro ficar aqui, quieta. – forcei um sorriso para ela. Mas não conseguia parar de olhar para pista de dança. Como Camila pode permitir que uma garota que ela nem conhece fique se esfregando nela daquela maneira?

- Ou será que você prefere outra pessoa? – Dinah seguiu a direção do meu olhar. Em seguida me olhou de volta com um sorriso malicioso.

- Sério Dinah... Vou ficar aqui. Aliás, a noite acabou pra mim.

- Deixa as meninas voltarem que vamos embora, está bem? – não estava nada bem. Olhei novamente para pista de dança. Meu coração estava acelerado, meus pés balançavam frenéticos, uma energia elétrica e ansiosa passava pelo meu corpo e se concentrava em meu estômago. Será que eu estava tendo um ataque de pânico? - Vai lá Lauren. Eu sei muito bem o que é isso. Tá sentindo esse cheiro? É couro! – eu não entendi o que ela quis dizer com isso e nem me arriscaria a perguntar.

Eu não sou uma amiga ciumenta. Mas aquela cena me perturbou. Será que o fato de Camila ser filha da Simuhe, me transforma em uma espécie de tia e, eu fico louca querendo a proteger das coisas? E aquela garota me cheirava a encrenca... Levantei e fui lá acabar com a festa dela. Aquele tipo não era pra Camila. Cabello é mulher demais pra essa moça. Além disso, não combinam em nada!

- Com licença, será que posso ter a honra? – falei por trás dela em seu ouvido para que pudesse me escutar devido a música alta.


Exatamente no momento em que cheguei, a música que elas estavam dançando parou. E começou a tocar outra em seguida. Camila se vira para mim e parece que esqueceu totalmente da presença da outra garota. Que saiu frustrada me encarando e apertando seus olhos para mim. Não liguei. Estava satisfeita, pois tinha tirado Camila de perto dela. Alejandro ficaria orgulhoso! 

A música tinha um ritmo envolvente. Camila colocou minhas mãos em seus quadris.


- Assim Lauren, você tem que rebolar. Sente a música! – tentei seguir o embalo de seu corpo. Ela mordeu os lábios e isso me causou um calafrio no ventre. Quando notei, já estava de costas pra mim. Descendo até o chão, com as mãos nos cabelos e rebolando. Rebolando muito. E bem perto de mim.


Começamos a dançar no mesmo ritmo. Ela virou novamente pra mim, tão perto que nossas pernas se entrelaçavam com o movimento da dança. Não me sentia tão viva dessa maneira já fazia muito tempo. Nem sabia que eu poderia dançar assim, tão solta. A música parou e Camila sorriu me encarando. Seu corpo estava tão próximo ao meu que pude sentir sua respiração se misturar a minha. Não quebrei o contato visual. Ficamos nos olhando por breves segundos. Até que alguém nos interrompeu.


- Ei, a Normani tá passando mal. Eu e a Dinah já estamos indo, vocês vem também? – Ally nos interrompe.

- Já estamos indo... – respondeu ainda sem tirar os olhos de mim. - Vamos, senhorita Jauregui?

- Vamos. – só então me afastei dela.


Como deixei meu carro estacionado na frente da casa de Camila, voltei com ela num táxi. Enquanto Dinah, Normani e Ally, foram em outro. 

No caminho Camila estava falante. Me pergunto se ainda pelo efeito do álcool que havia consumido. Ela não parava de tagarelar. Gesticulava, ria, falava da minha dança. Realmente ela estava bêbada, pois disse que eu dançando sou a coisa mais sexy que seus olhos já viram.


- Obrigada pela noite Lauren, mais uma vez eu amei sua companhia. – Estávamos em frente ao seu prédio, nos despedindo.

- Até que foi divertido, Cabello. – sorri para ela. Apertei o alarme e destravei meu caro. 

- Ei Lauren...

- Fale, Camila. – voltei minha atenção para ela. 

- Tem certeza que você é hetero? – isso era alguma piada? Porque não pude conter meu riso.

- Sim Camila. Tenho certeza de que sou hetero. – entrei no carro e coloquei o sinto de segurança. 

- Poxa é uma pena mesmo... – suspirou e apoiou seus braços na janela ainda aberta, me olhando dentro do carro. Eu não respondi mais nada. Apenas sorri para ela e liguei o carro. - Boa noite, Jauregui.

- Boa noite, Cabello. Até segunda. 

- Até... – ela desencostou do carro e eu dei partida.


***


Os papéis estavam todos espalhados pelo chão e eu estava sem roupa e em cima da minha mesa de escritório. Ela, deitou sobre mim. Sua língua passando pelo meu pescoço e lóbulo da orelha, me causavam arrepios. Seu beijo era urgente, nossas línguas brigavam por dominância. Começou a beijar novamente meu pescoço, depois desceu pelos seios e abdômen. Até que desceu da mesa ficando de pé entre minhas pernas e dobrou meus joelhos.


- Vejamos o quanto você está pronta. – Tocou de leve minha intimidade e sorriu maliciosa ao sentir minha umidade. - Você quer mesmo isso, Jauregui? 

- Sim. Eu quero você! Por favor! – eu estava entregue e implorando por ela. Camila se ajoelhou diante de mim...


Um barulho estridente me assusta e me faz literalmente pular da cama. Desliguei o despertador do celular. O que foi isso que acabou de acontecer? Olhei ao redor e estava em minha casa e no meu quarto. Então eu tinha acabado de ter um sonho. Um sonho erótico e com Camila Cabello. Impossível! Minha mente queria me pregar alguma peça. O universo estava me punindo por algum mal que eu tenha feito. Não pode ser! 

Levei a mão ao meu próprio sexo e constatei minha excitação. Tanto tempo sem ficar com ninguém estavam me deixando assim. Sonhando com quem não devo. Além de ser mulher, Camila é filha dos meus amigos. Quer castigo pior? Eu deveria ver essa garota como sobrinha e não ter esse tipo de sonhos com ela. Fui para o banho. Talvez a água gelada me ajudasse a espantar os pensamentos.


Notas Finais


Os principais gêneros dessa fic são drama e romance. A história delas precisa ser bem construída e até lá terão alguns percalços.
As garotas aparecem nesse capítulo o que vocês acharam.
E a Lauren com ciúmes da Ally no pub? Hahaha e O SONHO ERÓTICO? AAAA socorro!
Comentem, comentem!
Até a próxima.
Xoxo


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