História Just Friends - Capítulo 51


Escrita por: ~

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Categorias Cara Delevingne, Magcon
Personagens Aaron Carpenter, Cara Delevingne, Jack Gilinsky, Sammy Wilkinson
Tags Cara Delevingne, Drogas, Hot, Jackg, Magcon, Romance, Sexo
Exibições 146
Palavras 2.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu não sei nem por onde começar.

Então não vou falar nada.

Eu amo vocês.

Capítulo 51 - Capítulo final parte I - The Last Night


JACK ON

— CAUSE THIS IS THRILLER! - a voz de todo mundo ecoava no ginásio.

Foi impressionante: dois minutos de música a galera inteira começou a dançar. Eu, Becca, Sam, Sofia, Isabela, Nash, Mayra e JJ estávamos na frente, como se fossemos os "maestros" da dança. Era muito engraçado ver o colégio todo de vestido e terno dançando Michael Jackson, e aquela era com certeza uma das coisas que eu nunca iria esquecer.

Conforme a música foi acabando, o DJ já soltava outras musicas fodas fazendo a galera dançar mais ainda. Aquilo foi de longe a festa mais épica de todas. E a melhor parte: não precisamos de maconha, tequila, ou gurias sem blusa pra isso. Quando eu olhava pra todo mundo, e os via se divertindo tanto, eu me sentia tão em casa. Foda ter que aceitar que hoje é o último dia disso, e que daqui algumas horas eu já não vou mais estar morando em Sharks.

A música antiga dos anos 80 que tocava já estava acabando, mas antes que ela chegasse no fim, o DJ abaixou um pouco o volume e começou a falar no microfone:

— Agora uma música pra acalmar os nervos... Peguem o parceiro de vocês, e curtam a última dança da noite. Parabéns, formandos!

Nessa hora, uma música chamada Thinking Out Loud, do Ed Sheeran começou a tocar. Olhei pra Becca com um sorriso meio envergonhado, e ela veio caminhando pra mim até segurar minhas duas mãos e colocar na sua cintura. Ela levou as dela pro meu pescoço, e me encarou daquele jeito que só ela sabe.

— Não... - falei me afastando um pouco.

— Não o que? - ela confinou se aproximando.

— Essa cara de safada do caralho.

— AHAHAH

— É sério. - coloquei as mãos na cintura dela de novo. — Tu só faz essa cara quando quer foder comigo. Nem sempre é positivamente.

— Relaxa. Só tô curtindo esse meu ultimo momento contigo.

— Para...

Ela só revirou os olhos. Eu sabia que ela queria conversar mais sobre aquilo, mas não, cara. Eu não queria. Não dava pra deixar que ela falasse um milhão de coisas e no fim eu partir o coração dela de novo tendo que ir embora.

A música continuou tocando, enquanto eu e a Becca trocávamos uns olhares. Às vezes meio tensos, até que se tornavam engraçados. O tempo parecia pouco, e a gente parecia muito. Lógico que pra foder com tudo, meu celular vibrou no meu bolso. Resolvi não olhar, eu sabia que era a Kora pedindo pra eu acelerar a "despedida" por que o voo sairia daqui umas horas.

— Becky...

— Foi no ginásio.

— Que?

— Que eu percebi que tava apaixonada por você. No ginásio da escola.

Fiquei quieto. Aquilo sim eu queria escutar.

— Houve uma confusão enorme com um Twitter falso, as meninas me ignoraram a manhã inteira. Quando eu tentei resolver com o Sam, ele foi... O Sam, e aí você me defendeu. Sem saber o que tava rolando, você nem tentou entender, e foi lá. Deu tua cara a tapa pra me defender. Isso pra mim foi o suficiente pra perceber que eu estava apaixonada por você.

Ela soltou essas palavras de uma vez só, e no final controlou a respiração. Tudo o que eu fazia era olhar pra aquele rostinho sério dela, analisando sua expressão calma. Que guria linda. Eu queria muito dar um puta beijo nela, dizer que aquilo não foi nem metade do que eu faria se fosse preciso, mas eu não consegui. Fiquei ali, paradão, e só sorri.

— Você não vai dizer nada? - ela pergunta.

— Eu não consigo pensar em nada agora. Só no quanto eu...

— CARALHO SAMUEL! - o grito da Sofia atrapalha meu raciocínio.

Na hora que eu e a Becca olhamos pra ver o que tava acontecendo, vimos o Sam caído no chão. Meu primeiro impulso foi correr pra tentar levanta-lo, então foi o que eu fiz, apesar dele parecer inconsciente. Não demorou nem cinco segundos pra todo mundo parar de dançar e olhar pro Sam desmaiado lá. Eu não entendi nada do que tava acontecendo, e nem quis perguntar também. A coitada da Sofia parecia ainda mais assustada que eu, quase que chorando de desespero.

— Me ajuda a levar ele lá pra fora! - falei pro Nash, que fez assim como eu pedi.

— Alguém liga pra uma ambulância, rápido. - um dos organizadores do baile passou por nós. — Ele bebeu alguma coisa? - escutei essa pergunta antes de sair do ginásio.

Com a ajuda do Nash e do JJ, coloquei ele sentado num banco que tinha lá, e o apoiei em mim. Ele ainda estava desacordado.

— Como foi isso? - perguntei assim que a Sofia foi lá pra fora.

— Ele só caiu. - ela disse, trêmula. — Quer dizer, ele disse umas coisas antes, mas eu não entendi nada.

— Ele não tava bêbado. - JJ acrescenta.

— Já chamaram a ambulância. - vejo a Rebecca se aproximar. — Velho, será que ele não comeu nada?

— Eu não tenho ideia, Becca. - Sofia começa a chorar, e a abraça.

— Calma, Souf. Talvez foi só a pressão dele que abaixou, fica calma. Os médicos estão a caminho.

Ficamos lá discutindo os motivos que poderiam ter feito ele desmaiar assim do nada até a ambulância chegar. Dava pra sentir os olhos curiosos de todo mundo em nós quando colocaram o Sam numa maca e depois saíram de lá com ele e com uma professora que se prontificou pra ser a responsável dele. Uns dois minutos depois da ambulância sair, o táxi que o JJ pediu chegou. Entramos nele apenas eu, ele, Sofia e Becca enquanto Nash, Mayra e Isabela foram em outro.

— Será que tem alguma coisa a ver com o acidente da semana passada? - Becca pergunta num quase sussurro. Ela não queria preocupar a Sofia, que estava pensativa no banco da frente.

— Não sei, velho. Parando pra pensar bem, ele teve uma alta muito cedo. Sem contar que... sei lá. Vamos ver isso quando chegarmos lá.

— Ele tava tomando uns remédios. - Sofia diz sem olhar pra gente. — Ele só não queria contar pra ninguém. Nem pra mim. Eu... tive a sorte de o ver comprando aqueles comprimidos a dois dias. Não sei se tem algo a ver. Tomara que ele esteja bem.

Não dissemos mais nada.

Como assim ele tava tomando uns remédios? Não faz sentido. Se ele tava bem pra ir pra casa, não tem por que continuar tomando nada.

Ele tava numa boa na festa, e hoje na formatura também. Isso não fazia sentido.

Chegamos no mesmo hospital que ele ficou quando bateu o carro, e pra nossa sorte, o doutor McCall o atendeu outra vez. Ele conversava com a professora Sarah quando nós saímos do elevador. Alguns segundos depois, ele cumprimentou a Rebecca com uma expressão desconfortável. Que merda que tava acontecendo? Tudo aquilo tava me deixando bem, bem preocupado mesmo. Até quieto o Sam faz merda, é impressionante.

A Becca saiu de perto de nós pra tentar falar com o doutor, e depois voltou com uma puta cara de choro. O Dr. McCall veio logo atrás.

— Como ele tá?

— É... bom, ele não tá nada bem pra ser sincera. - consegui ver uma lágrima no seu rosto.

— Vocês são amigos do Samuel, não é? Eu me lembro.
Nós só concordamos com a cabeça. Depois disso, o dr. tomou ar, e voltou a falar:

— Bom, eu não deveria dar as informações pra vocês. Mas sei que os pais do Samuel não vivem com ele, então o que resta de família são só os amigos. Houve uma lesão num vaso sanguíneo no dia do acidente e isso causou uma aneurisma no cérebro do Sam. Ela é quase imperceptível, por isso não conseguimos enxerga-lá nos exames anteriores. Ele tem tido dores de cabeça?

— Sim. - Sofia é a primeira a responder. — Ele tava se medicando sozinho.

— Isso não é nada bom. Alguns medicamentos podem acelerar a circulação e o inchaço só piora. Vocês deram sorte dele ter só. desmaiado.

Se essa aneurisma estourar, pode causar uma hemorragia cerebral interna.

— Meu Deus...

— Ele precisa de uma cirurgia. Urgente.

— E vocês podem fazer isso sem a autorização dos pais dele?

— É um caso de emergência, Rebecca.

O silêncio tomou conta do ambiente de novo. Confesso que senti uma puta vontade de chorar, mas ao mesmo tempo tive consciência de que precisava ser forte pra confortar as meninas. Tava tudo uma zona na minha cabeça, precisei organizar meus pensamentos antes de perguntar:

— Mas isso não é uma aneurisma? Eu já vi isso em Greys Anatomy. Pessoas morrem dentro da sala de cirurgia.

— Eu gostaria muito de descordar. Mas isso seria falta de credibilidade da minha parte. De qualquer forma, tem que ser feito. Nossos médicos são profissionais, e eu vou ter que pedir que vocês confiem em nós.

— Faz tudo o que estiver no alcance de vocês. - falei enfim. As meninas concordaram.

— Ok. Vou pedir pra prepararem a sala de cirurgia.

(...)

— Sam. - o chamei baixo. — Você ainda tá vivo. Né? - sussurei. — Puta merda, cara. Eu sabia que tu não ia me deixar sozinho! Porra, você é meu irmão. Cê já deu um puta susto em todo mundo depois do acidente, não precisava mais dessa. Eu pensei que ia ter que dizer que te amo HAHAHAH - fiz uma pausa. — Tu ainda tem muita coisa pra viver. Vou te levar pra comer um donut, levanta,

Levanta

Levanta

Levanta

...

— Levanta! Jack!

Abri os olhos num puta susto.

— Ã?! Oi?!

— Calma. - era a Rebecca. — Tu pegou no sono.

— Caralho, mano.

— Tudo bem. O Sam não saiu da cirurgia ainda, nenhum médico deu nenhuma notícia. Olha, a a Mayra trouxe uns sanduíches pra gente.

Porra, ainda bem. Tava com uma puta fome.

— Que horas são?

— Três e trinta e dois.

— Preciso ligar pra Kora.

— Quer usar meu celular?

— Calma, acho que o meu... esquece, tá sem bateria.

Peguei o celular da Becca e fui andando pelo corredor enquanto discava o fixo da minha casa, por que era o único que eu lembrava de cor.

— Alô. - era meu pai.

— Pai, é o Jack.

— Ah, oi filho. Eu tava esperando tu ligar. E aí, deu tudo certo na cirurgia do teu amigo?

— Ahn... não sei, ele não saiu dela ainda. Cadê a Kora? Preciso falar com ela.

— Então... ela já foi.

— Que?

— Ela soube o que aconteceu, e pediu desculpas por ter que ir, mas ela não podia perder esse embarque por que amanhã mesmo começa a gravação ou sei lá o que.

— Caraca. - silenciei um pouco. — Tá, então.

— Mas você ainda pode ir se quiser. A gente dá um jeito depois.

— Sinceramente, pai, eu não tô com cabeça pra pensar nisso ainda. Todo esse rolo com o Sam... Eu não sei. A gente vê isso depois. Tchau.

Nem esperei ele falar mais nada, e desliguei o telefone. Se tinha uma coisa que eu não queria fazer era discutir minha vida nesse exato momento. Voltei pra recepção onde tava a Becca, a Sofia e a Mayra. Não vi nenhum dos moleques lá, mas também não perguntei o por quê. Meu corpo tava meio fraco, assim como todo meu psicológico. Sentei perto da Becca, e abri um daqueles sanduíches que a Mayra tinha comprado. Mordi um pedaço, e aquele silêncio começou a me irritar. Tinha uma família ali na sala também, e todos pareciam tristes assim como a gente. A garota que deduzi ser a filha do casal não parava de chorar. Por um segundo me peguei pensando nos motivos que faziam aquelas pessoas estarem ali. Todos os dias pessoas sofrem aqui nessa sala. E o pior: elas não podem fazer nada. Não existe uma solução.

A única saída é confiar no trabalho dos médicos. E se tudo der errado, fodeu. Você não existe mais. Tudo o que você viveu não passa de uma história curta e com final bagunçado. Isso é injusto pra caralho.

Uns trovões começaram lá fora, a essa altura já deveria estar chovendo. É impressionante como o clima de Sharks combina com qualquer momento da nossa vida.

Levantei depois de terminar de comer, e uma onda de otimismo passou por mim. De repente eu já não sentia mais tanto medo, nem tava tão angustiado quanto antes. Talvez tudo corresse bem na cirurgia, né? Daqui a pouco o Sam já estaria aqui com a gente, acordado, e fazendo piada sobre alguma coisa idiota.

— Becca. - falei e ela virou a cabeça pro lado olhando pra mim. — Vai ficar tudo bem.

Falei tentando conforta-la.

— Pessoal. - escutamos a voz do dr. McCall. — Posso conversar com vocês?
 

Continua.



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