História Just Good Friends - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Ayrton Senna
Tags Amizade, Ayrton Senna, Comedia, Esporte, Fórmula 1, Romance, Senna
Exibições 22
Palavras 2.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Chegou o grande dia. Confesso que demorei bastante pra escrever e ainda assim não está cem por cento. Espero que gostem

Capítulo 26 - Que festa de arromba!


 

— Fernanda, filha? — Meu pai chamou a minha atenção.

Apesar de toda a confusão com Bruna meu pai foi um dos primeiros convidados da lista. Bruna não viria de qualquer forma, pois estava em uma viagem de estudos.

— Desculpe, qualquer borboleta me distrai. Não quero pensar em como pode ser constrangedor entrar por aquela porta.

— Mas todo mundo já entrou, é a nossa vez querida.

— Está certo! — Abracei meu pai com as forças que eu tinha, buscando conforto.

Em seguida entrei na igreja com alguns pensamentos tolos e inúteis na cabeça. Não prestei atenção a aquela marcha sinfônica que todos esperam que toquem. Eu mal conseguia andar. Senti minhas pernas tremerem durante todo o trajeto. Cada rosto que me observava era observado de volta. Algumas pessoas eram desconhecidas por mim, outras eu não via há muito tempo. Os convidados mais ilustres e especiais estavam bem a frente. Todos os rostos que me encaravam e me provocavam os mais diversos tipos de sensação também foram encarados de volta com uma atenção especial. Minha mãe chorou como nunca a vi chorar em toda minha vida. Me alegrava saber que o choro era por uma boa razão. Mesmo assim gostaria de poder enxugar as lágrimas dela, mas não podia. Alfredo sorria de orelha a orelha, nem parecia o mesmo que me advertiu centena de vezes contra aquele casamento. Ayrton, por sua vez, demonstrava aquele sorriso tímido e os olhos marejados, o que não me surpreendeu. Não pude deixar de reparar em como ele estava charmoso. Eu já havia percebido há muito tempo que independente do tempo e sempre me lembraria do que já havia sentido por ele e me sentia grata por continuar a tê-lo em minha vida depois de todo aquele conflito contra mim mesma. Por fim, lá estava Tony, no altar. Ah, Tony! Seu rosto estava iluminado como um globo de luz que brilha por si só. Entre os passos que me faltavam para atingir o altar e estar enfim ao lado dele planejei em segundos uma vida inteira. A felicidade era a única coisa que me interessava. Tudo deveria conspirar a nosso favor. E eu estava certa de que iria. Meu pai entregou minha mão a Tony e ao juntar-me a ele a imensidade de sensações que me pegaram durante o trajeto redobraram. O nervosismo de ambos foi embora com o entrelaçar de nossos dedos. Ah, Tony! A gravata se encaixava tão bem com o restante da roupa, o cabelo bem ajeitado lhe deixava simplesmente charmoso. Meu noivo era um gato de corpo e alma. Em nenhum momento eu tive dúvidas sobre a escolha que havia feito, mas naquele momento, mais do que em todos, tive certeza de que meus sentimentos por Tony haviam crescido em proporção enorme. Eu o amava de verdade e estava disposta a passar o restante de meus dias a seu lado.

A cerimônia aconteceu daquele jeito que todos nós sabemos que acontece. Para a nossa sorte ambos dissemos o famoso e esperado “sim”. Nenhum escândalo ou mal entendido aconteceu. E quando o padre deu a nós a permissão do beijo foi aquele festejo! Dizem que as cerimonias de casamento são chatas e demoradas. Mas é impossível não gostar delas quando somos a sua razão de ser. Depois de tantos meses de planos e preparação tudo havia enfim se realizado com êxito. Marido e mulher! Duas palavrinhas que assustam no início, mas que significam muito mais do que qualquer um possa imaginar.

 

///

 

— Atenção senhoras e senhores. Palmas para os noivos! – Isso soa como uma entrada normal e não menos triunfal em qualquer festa de casamento. Mas dessa vez havia um elemento além dos noivos. E adivinhem quem era? Dario!

Eu e Tony tivemos a ideia em uma de nossas primeiras conversas sobre o casamento e ela foi imposta a todos os outros que poderiam discordar. Devo admitir que o nível de romantismo é alto. Pense você. Todos esperando pela entrada dos noivos e eles entram. O noivo trazendo a noiva em cima de um lindo e grandioso cavalo ao som de “Pretty Woman”

Os aplausos foram muito entusiasmados. Confesso que não conseguia parar de rir. Era uma risada feliz. A risada de quem sabia que tudo havia dado e continuaria a dar certo pelo restante da noite.

Ao fim do corredor humano que se formou Tony pegou-me em seus braços, me tirando de cima do cavalo e dando-me um beijo caloroso, o que aumentou o entusiasmo dos aplausos.

— Está feliz? — Questionou ele, em baixo tom

— Como jamais estive! — Beijei-o novamente em seguida.

Depois de nossa entrada triunfal as coisas demoraram um pouco para se acalmar, como de costume. Todos nos cumprimentaram com sorrisos no rosto. Alguns estavam ansiados pelo jantar e Ayrton estava na lista destes últimos.

Tudo estava realmente agradável e divertido, mas o jantar é sempre a parte mais esperada por todo mundo em qualquer tipo de evento, vamos combinar.

O banquete que Tony havia mandado preparar foi servido com elegância. Acompanhado de algumas garrafas de champanhe para cada uma das mesas. Tony perguntou o tempo todo se tudo estava como nós havíamos planejado, e de fato estava. Em toda minha vida eu jamais imaginei que meu casamento fosse ser um evento da classe alta paulista. Em alguns momentos tudo me parecia formal demais, mas era assim mesmo, pelo menos até o som da festa tocar alto alguns hits internacionais.

É claro que a valsa veio primeiro. Tony soube me conduzir com tamanha leveza e doçura que nós nem parecíamos estar sendo vigiados por centenas de pessoas. Senti que poderia dançar naquele ritmo com Tony durante a noite toda, mas as regras básicas de um casamento não permitem. Meu pai era o próximo da fila. A leveza de Tony foi substituída pelo corpo duro de meu pai, que há muito tempo não dançava. A ordem anunciava a seguir uma dança com os padrinhos e depois de passar pelas mãos de um  de outros, lá estava Ayrton, com sua gravata borboleta completamente desajeitada.

— Prometo não pisar no seu pé.

— Desde que não me derrube e provoque o primeiro vexame da festa, tudo bem, Beco.

Ele foi o último a dançar a valsa comigo. Depois outras músicas começaram a tocar e nós nos dispersamos. Passei um bom tempo sem notar Ayrton ou Alfredo pela festa. O que fez-me passar a maior parte do tempo dançando com Tony. Abba, A-ha, Modern Talking, Frank Sinatra, Bee Gees, The Beatles, Tim Maia, Roberto Carlos, Elvis Presley, Stevie Wonder, Michael Jackson, Rita Lee, Os Mutantes, Fábio Junior, James Brown, Blondie, Elton John, The Clash e Dolly Parton foram alguns dos nomes que animaram nossa festa do inicio ao fim, colocando até os mais preguiçosos para dançar.

— Um brinde a nós dois. — Tony trouxe uma garrafa de champanhe para o meio da pista. — Só não vá beber demais hein?

— O mesmo vale para você!

Tony rodopiou comigo e com a garrafa pelo salão. A viagem pela pista de dança levou meus olhos a Ayrton. Ele estava sentado a uma das mesas bebendo uma taça de champanhe e conversando com uma garota muito bonita.

— O que foi, Fernanda? — Tony questionou ao perceber que eu estava paralisada.

— Oi? Ah não, nada! Eu estava pensando... Eu ainda não joguei o buquê não é?

— É claro, o famoso buquê! Vamos lá amor. Vamos anunciar este acontecimento histórico.

— Você faz piada com tudo!

— Quem disse que isso é piada? É um assunto muito sério.

Você deve imaginar que quando as pessoas foram avisadas de que eu jogaria o buquê as meninas enlouqueceram. Elas sempre enlouquecem. Contei o um, o dois e o três, me virei de costas e joguei o buque com força para cima e para trás. Virei novamente para frente para contemplar a moça sortuda, mas não gostei nada do que vi. A moça que conversava com Ayrton foi quem havia pego o buquê.

— Quem é ela?

— É filha de um de meus convidados.

— Qual o nome dela?

— Cláudia ou Camila, algo assim. Porque?

— Porque? Ora! Ela pegou o meu buquê. Tenho que saber quem ela é, certo?

— É... E então, quer cumprimentá-la?

— Não! Não! Vamos aproveitar. Vamos dançar. Manda aumentarem o som.

Alguns minutos depois que havíamos voltado a dançar um dos amigos de Tony veio até nós e interrompeu a diversão.

— Ei Tony! Parece que tem alguém passando mal!

— Como assim passando mal?

— Um tal de Alfredo bebeu mais do que deveria.

Após a frase Tony olhou com certa aversão para mim.

— Eu cuido disso. Procure sua mãe, faça-a dançar um pouco também. Estarei de volta em um segundo! Sabe onde ele está? — Questionei ao amigo de Tony.

— Parece que foi para o lado de fora.

Mal conseguia acreditar que Alfredo estava pagando vexame em minha festa de casamento depois de ele ter prometido que não se empolgaria com os champanhes caros.

Quando o encontrei Ayrton estava com ele. Alfredo estava escorado no ombro do amigo como se não conseguisse se aguentar sozinho.

— Que bonito hein? — O adverti, parando bem a sua frente.

— Ele já está melhor, pode voltar para a festa! — Exclamou Ayrton

— Você é sempre tão cuidadoso. Porque não estava tomando conta dele?

— Porque não sou pai de ninguém. Alfredo deveria saber como se comportar pelo menos aqui. Não precisa ficar nervosa Fernanda, quase ninguém viu nada. Prometo não levá-lo de volta lá pra dentro antes dele melhorar pra valer.

— Deveria levá-lo pra casa.

— E perder o restante da festa? Ainda nem dancei com você!

— Dançou a valsa dos padrinhos.

— Estou falando de musicas legais. Queria ter a oportunidade. Ou você acha que essa festa é apenas especial pra você? Seus amigos também se importam!

— Eu percebo o quanto se importa. Nem se esforçou em encontrar ninguém pra trazer de companhia. Trouxe sua irmã e ela já foi embora.

— Qual é o seu problema? Porque está brigando por pouco caso?

— Você não compreende.

— Não compreendo mesmo. Estou achando você nervosa demais. Volte para a festa. Se quer que eu leve o Alfredo embora eu levo! — Não o respondi, mas voltei para a festa como ele havia me pedido.

— E aí, tudo bem? — Questionou Tony quando voltei para dentro do salão.

— Tudo sim. Não temos com o que se preocupar. Aliás, temos sim. Quero comer muitos docinhos. Se importa de irmos sentar um instante?

— Claro que não.

— Ótimo.

Quando nos sentamos pudemos enfim observar a festa com amplitude. Algumas pessoas já tinham ido embora, mas as que continuavam ali estavam aproveitando cada segundo como se fosse o último. Sorri alegremente ao ver minha mãe dançando com meu pai. É claro que isso não significava que agora eles viveriam felizes para sempre de novo, mas acredito que um evento como esse seja capaz de reaproximar as pessoas. Eles poderiam não ser mais um casal, mas eram os meus pais e me deixava imensamente feliz poder vê-los conversando e se divertindo juntos novamente. Quem dera pudesse ser sempre assim.

— Com licença — A voz de Ayrton atrapalhou minha observação e quem o respondeu foi Tony.

— Olha aí, se não é o padrinho mais rápido da festa! — Compreendendo a brincadeira, Ayrton levou ao rosto o seu sorriso tímido, quase interior. — E aí cara, se divertindo?

— É... Está tudo muito bonito. Parabéns!

— Obrigado!

— Bom... Eu queria saber se tenho permissão para uma dança com a noiva antes de eu ir embora.

— Já vai embora? Ainda é cedo rapaz. Porque não come alguns docinhos?

— Já comi o suficiente, obrigado. Só queria dançar com ela antes de ir, se for possível.

— Por mim tudo bem. Os padrinhos tem seus direitos... E aí amor? — Tony olhou para mim, aguardando ansiosamente por uma resposta

— Bem... Eu estou um pouco cansada.

— Então está recusando a minha dança? — Questionou Ayrton, com uma expressão nada contente no rosto.

— Eu sinto muito. Estou realmente cansada. Já rodei esse salão inteiro. Mas se você puder esperar um pouco talvez...

— Tudo bem! Se você está cansada... Descanse. — Ayrton deu as costas para nós sem nem ao menos se despedir.

— É impressão minha ou ele se ofendeu?

— Não liga, ele é assim mesmo. Se eu não estivesse realmente cansada dançaria com ele.

— Você estava cheia de disposição até agora.

— Eu sei, mas depois que a gente se senta não levanta mais. — Tony riu do comentário

— É verdade. Eu também estou com uma preguiça danada desde que sentamos aqui. O que você acha então da gente fugir?

— Fugir?

— É... Fugir. Deixar todo mundo aí se divertindo e curtir um momento a sós.

— Hm... Isso significa correr para o nosso apartamento e inaugurar a cama com todo o estilo do mundo?

— Talvez... Podemos até roubar algumas garrafas de champanhe. Gosta da ideia?

— Adoro!



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