História Just Hold On - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, One Direction, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Boyxboy, Harry, Horan, Just Hold On, Larry, Liam, Louis, Malik, Niall, Payne, Styles, Stylinson, Tomlinson, Zayn
Visualizações 35
Palavras 5.393
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CAPITULO REESCRITO

Capítulo 1 - 0.1 - The adventure begins


Fanfic / Fanfiction Just Hold On - Capítulo 1 - 0.1 - The adventure begins

Louis foi acordado pelo barulho alto de um carro passando em sua frente. Ele abriu os olhos devagar sentindo o metal duro e frio contra suas costas.

A primeira coisa que viu foi o céu estrelado, mas levemente apagado por conta das luzes urbanas.

Ele respirou fundo sentindo um leve cheiro de fumaça de cigarro e bocejou. Olhou para o lado encontrando a rua movimentada com carros, motocicletas passando a todo instante e as calçadas cheias de pessoas.

Do outro lado da rua estava o mesmo bar que havia visto antes de apagar no banco sujo e frio daquele ponto de ônibus.

Não que ele esperasse acordar em outro lugar. Na verdade ele esperava não acordar. Era mórbido pensar algo assim, ele sabia, mas não podia evitar.

Desde o que aconteceu com sua mãe e suas irmãs ele havia se tornado uma bagunça. Uma bagunça de festa, cigarros e bebidas. Sempre procurando um jeito de se distrair daqueles pensamentos mórbidos que sempre voltavam.

E assim ele havia acabado em Las Vegas. Louis não tem muita certeza de como saiu de Londres e chegou ali, do outro lado do oceano. Talvez envolvesse um vôo ilegal. Mas ele estava ficando em um hotel barato ali perto, onde tinha como companhia um rato que ele apelidou carinhosamente de Niall em homenagem ao seu amigo irritante irlandês.

Hoje Louis já havia ido a várias baladas atrás de alguma aventura, mas não encontrou nada interessante. Talvez tenha fodido um cara ou outro. E também foi fodido por um cara ou dois. Mas ainda assim não foi nada demais. Ele estava entediado e começando a pensar merda novamente.

- Olá - Louis ouviu uma voz rouca ao seu lado e se assustou um pouco virando a cabeça para trás no banco para quem quer que fosse.

De um jeito torto, por ainda estar deitado, ele viu um homem que parecia alto, tinha cabelos longos cacheados e castanhos cobertos por uma fedora marrom, ou pelo menos parecia marrom debaixo daquela iluminação pública do local. Seus olhos pareciam claros, mas não era possível saber a cor deles por causa das luzes, ele vestia uma jaqueta verde escura e tinha um cigarro entre os dedos da mão esquerda.

- Oi - Louis cumprimentou de volta se levantando, bocejando novamente e sentando direito no banco. Ele ajeitou o boné em sua cabeça.

- Tudo bem? - o homem perguntou despreocupado e levou o cigarro aos lábios o tragando. Depois de alguns segundo ele expeliu a fumaça pelas narinas e um pouco pela boca.

- Hm, sim - Louis respondeu se ajeitando em seu lugar - E com você? Tudo bem?

- Sim, tudo bem - o rapaz respondeu depois de fitar um pouco o céu - Quer? - ele ofereceu o cigarro a Louis.

Louis franziu o cenho por alguns segundos para o sotaque do rapaz. Ele é britânico também?

- Minha mãe dizia para não aceitar coisas de estranhos - Louis falou lento encarando o rapaz, que sorriu suavemente - Mas posso abrir uma exceção - ele estendeu a mão aceitando o cigarro.

Ele tragou sentindo a fumaça aquecer seu interior.

- Oh, você é britânico! - o homem falou erguendo as sobrancelhas provavelmente após reconhecer o sotaque de Louis.

- Você também! - Louis confirmou o seu pensamento. Ele tragou o cigarro mais um pouco e depois o devolveu.

- Yeah, sou de Holmes Chapels em Cheshire - o rapaz respondeu.

- Doncaster - Louis apontou o dedo indicador para si mesmo e sorriu.

- Oh, não é tão longe - o rapaz sorriu. O cigarro estava no fim, então ele o apertou contra o banco onde estavam o apagando e derrubou as cinzas e o cigarro no chão.

- Ei, tem uma lixeira ali, jogue lá, não no chão! - Louis chamou a atenção dele.

Louis podia fazer muitas coisas ruins, mas ele ainda tentava salvar o meio ambiente... mesmo que na maior parte do tempo estivesse mais preocupado em acabar com a própria vida.

Não, sem pensar merda agora. Se distraia, se distraia!

O rapaz cacheado riu levemente antes de se levantar.

- Tudo bem - ele recolheu o cigarro do chão e jogou na lixeira a alguns metros dali - Feliz? - perguntou depois de voltar a se sentar.

- Sim - Louis sorriu antes de se encolher um pouco por conta do vento gelado do meio da noite. Deveria ser o que? 10 da noite?

- Está com Frio? - o rapaz perguntou. E antes que Louis pudesse responder, o homem retirou o casaco verde e depois retirou o moletom com capuz azul que usava por cima de uma camiseta cinza. Ele vestiu o casaco de volta e colocou o moletom no colo de Louis.

- Oh... Não precisava - Louis ficou um pouco surpreso.

Não é todo o dia que alguém simplesmente tirar o próprio casaco e dá para um desconhecido porque ele estava com frio.

Louis admirou o gesto e então aceitou o moletom e vestiu. Estava quente, confortável e maior que Louis. Perfeito.

- Obrigado.

- Sem problemas - o rapaz sorriu - Meu nome é Harry - ele se apresentou.

- Sou Louis - ele respondeu.

- Então, Louis - Harry falou como se testasse a pronúncia em sua língua - O que te trouxe a Las Vegas?

- Um avião provavelmente - Louis respondeu tentando ser engraçado. E parece que funcionou, pois Harry riu como se fosse realmente engraçado - Mas bem, eu só queria me distrair. E talvez ir para outro lugar me ajudasse nisso.

- E funcionou? Vir para o outro lado do oceano o distraiu? - Harry perguntou totalmente atento a Louis.

- Eu ainda estou vivo, então pode-se dizer que sim - ele deu de ombros levemente com um riso triste - Mas estou ficando entediado novamente.

- Hm... o que você gostaria de fazer para não ficar entediado? - Harry perguntou.

Louis o encarou por alguns segundos.

- Eu passei a noite toda procurando algo legal para fazer, uma aventura na verdade, mas todo mundo é chato demais - deu de ombros.

- Você está me dizendo que não achou nada interessante em Las Vegas? - Harry ergueu as sobrancelhas piscando algumas vezes.

- Na verdade eu fiquei com alguns caras, mas não foi nada demais, só orgasmos aleatórios.

Louis deu de ombros. Ele já havia transado com tantas pessoas nos últimos meses que o sexo havia se tornado chato ao invés de prazeroso.

- E isso não foi interessante? - Harry piscou algumas vezes tentando entender Louis - Você está bem melhor que eu! Hoje eu fui rejeitado três vezes!

Louis franziu o cenho o encarando.

- Quem em sã consciência te rejeitaria? - perguntou olhando o rapaz da cabeça aos pés. Porque de verdade, aquele rapaz era bonito demais para Louis imaginar alguém o rejeitando. Se rosto era muito bonito, as maçãs do rostos e as curvas da bochecha eram bem acentuadas, os labios cheios levemente rosados. Pelo amor, quem o rejeitaria?
Louis admirou em especial o maxilar definido e bonito do homem. 
Não o julgue, Louis tinha uma coisa por maxilares.

- Talvez esse tenha sido o problema - Harry respondeu pensativo - Só dei em cima de pessoas bêbadas. O primeiro vomitou na minha frente, o segundo desmaiou e o terceiro me beijou e depois desapareceu. - ele contava nos dedos.

- Então você não foi rejeitado, as coisas só deram errado... três vezes... na mesma noite. Porra, você é muito azarado! - Louis se encontrou rindo da situação de Harry.

- Hey... - Harry estendeu o lábio inferior fingindo uma expressão triste - Ok, chega de rir de mim - Harry se levantou e parou na frente Louis - Vamos - ele estendeu a mão.

- Para onde? - Louis parou de rir erguendo as sobrancelhas.

- Para uma aventura - Harry respondeu com um sorriso genuíno nos lábios rosados.

- Que tipo de aventura, Dora Aventureira? - Louis perguntou com um sorriso inocente.

- Broxei legal agora - Harry falou fingindo estar desanimado e Louis gargalhou.

- Não sabia que você estava excitado, sinto muito, babe - Louis brincou, mas estranhamente ele se viu aceitando a mão estendida e se levantando.

Afinal, Louis estava atrás de uma aventura e sair com aquele rapaz talvez fosse o começo de uma.

- Vamos, Botas - Harry chamou apertando sua mão envolta da Louis e começando a andar.

- Agora eu broxei. - Louis riu e Harry riu junto.

Eles andaram por alguns metros até Louis falar:

- Só uma coisa, você não é nenhum serial killer, ou é?

- Isso é meio idiota de se perguntar. Um serial killer não diria que é serial killer. - Harry respondeu pensativo.

- Então se você responder que não é um serial killer, isso faz de você um serial killer? - os olhos de Louis alternavam entre olhar para frente para não cair e olhar para o rosto de Harry. Ele sabia que sua pergunta não fez sentido

- Eu estou genuinamente confuso - Harry tinha o cenho franzido olhando para ele.

- Quem fala genuinamente em uma conversa normal?

- Pessoas cultas - Harry fez uma falsa expressão séria. E então ele tropeçou no batente da calçada.

Louis se afastou dele gargalhando.

- Hey! - Harry reclamou e empurrou Louis levemente.

Louis devolveu o empurrão e correu um pouco para frente rindo.

Harry correu atrás dele tentando empurrá-lo, mas Louis se afastou novamente.

E assim os dois garotos continuaram andando pela cidade, as vezes andando juntos, outras vezes correndo como crianças, conversando sobre bobagens e em busca de uma aventura.

[ . . . ]

A primeira parada deles foi em uma ponte. Do lado esquerdo dela dava para ver uma parte da cidade. Era uma vista bonita e luminosa.

Louis e Harry estavam sentados cuidadosamente do lado de dentro da ponte. As pernas dos dois passavam pelas brechas da grade de concreto da ponte e ficavam penduradas.

- É muito bonito - Harry falou olhando para todas as luzes coloridas dos prédios e casas que iluminavam a vista.

E realmente era. Era tudo bem colorido e cheio de letreiros indicando bares, boates e restaurantes. As ruas cheias de carros, de pessoas, de histórias.

- Será que alguém já se matou daqui? - Louis perguntou baixo tocando a parte de concreto de cima onde havia algumas coisas escritas a mão. Alguns nomes e frases. Talvez de pessoas que se jogaram daquela ponte.

Aqui estou eu com meus pensamentos mórbidos novamente.

Louis olhou para o lado, pois Harry havia ficado calado ainda.

- É uma bonita visão para ter antes de morrer - Harry finalmente comentou.

Louis ergueu as sobrancelhas.

- Wow, e eu achando que o que falei foi mórbido - Louis respondeu. Ele estava acostumado a sempre que falava algo daquele tipo as pessoas o olhavam de maneira estranha ou desconversam.

- A morte é algo inevitável - Harry olhou para Louis e deu de ombros.

- Sim, mas eu estava falando de suicídio, apressar a morte.

- Eu não entendo muito bem o suicídio. Quer dizer, eu sei que existe um tempo em que todos nós sentimos horríveis, inúteis, odiados, mas isso sempre acaba passando. Pode demorar um tempo, mas sempre passa.

- Algumas pessoas não são capazes de aguentar esse tempo e esperar ele passar - Louis respondeu.

- Você já pensou em fazer isso? - Harry arqueou as sobrancelhas analisando o rosto de Louis.

- O tempo inteiro - ele respondeu dando de ombros - Mas eu sei que no fundo não quero isso de verdade, por isso estou sempre me distraindo de algum jeito.

Ultimamente não tenho tido tanta certeza se não quero mesmo.

- Por que? - Harry perguntou - Por que pensa em suicídio?

- Hm... Digamos que eu seja fraco demais para lidar com a culpa de mortes sucessivas de pessoas próximas. - Louis falou vagamente sobre o assunto. Não era algo que ele queria conversar. E Harry pareceu entender.

- Recentemente eu tive que encarar a morte do meu padrasto. - Harry comentou com um olhar distante - Foi muito difícil, mas minha mãe me ajudou e eu a ajudei. E foi ela que me fez vir para cá. Ela disse que eu precisava me distrair, então ela chamou Zayn e Liam e fizeram eles me arrastarem até aqui.

- Bem, acho que estamos aqui por motivos parecidos - Louis olhava o perfil de Harry que ainda encarava a paisagem. De verdade, ele tinha um belo maxilar. E agora ele podia ver que os olhos de Harry eram verde claro. - E esses Zayn e Liam? Você não deveria estar com eles?

- Provavelmente sim, mas eu me perdi deles em uma das baladas, na que o garoto vomitou na minha frente. - ele respondeu.

- Eles não vão ficar preocupados com você? - Louis questionou.

- Talvez, talvez não. O caso é que eles são noivos e ficam o tempo todo cheio de coisas românticas e eu já estava me sentindo uma vela - Harry argumentou e Louis riu levemente.

- Entendo - respondeu se movendo para trás para sair de onde estava e ficar de pé porque suas pernas estavam ficando dormentes. Harry o imitou e ficou de pé ao lado dele - Meu amigo Niall está namorando uma garota e eles ficam sendo melosos o tempo todo, dá até agonia.

- Niall? Ele é irlandês? - Harry perguntou curioso - Você por acaso sabe o nome da garota que ele namora?

- Hm, sim, ele é... - Louis franziu o cenho - E acho que é Gemma...? Ela é um pouco loira. Não tenho certeza.

- Oh! Então eu conheço Niall, ele é meu cunhado e Gemma é minha irmã! - Harry exclamou.

- Sério? - Louis ficou surpreso erguendo as sobrancelhas e encarando Harry - Caramba! Quando eles dizem que o mundo é pequeno, não é brincadeira!

- Não acho que o mundo seja pequeno, acho que tem a ver com o destino - Harry tinha os braços apoiados na grade de concreto. Ele levantou retirando o chapéu fedora da cabeça e organizando seus cabelos com a outra mão os puxando para trás e colocou a fedora de novo.

- Então você acredita em destino? - Louis rodou seu boné na cabeça virando a aba para trás.

- Sim, totalmente. Acho que tudo, de algum jeito, está predestinado a acontecer. - ele respondeu observando o menor.

- Inclusive eu estar aqui conversando com você sobre isso? - Louis sorriu.

- Sim. - Harry sorriu de volta.

- No que mais você acredita? - Louis perguntou. Ele não fazia ideia de que horas eram, e na verdade ele não se importava. Conversar com Harry era mais interessante.

- Em almas gêmeas - Harry respondeu - Porque estão ligados ao destino.

- Estão?

- Sim, quer dizer, as pessoas sempre acabam encontrando suas almas gêmeas em algum momento, por que o destino predestinou isso.

- Você me parece um romântico incorrigível - Louis sorriu. Ele encostou-se a Harry pendendo a cabeça para um lado e a apoiando calmamente no ombro do cacheado.

- Um pouco - respondeu - Mas não tenho certeza se vou encontrar minha alma gêmea.

- Claro que vai - Louis falou de maneira simples e desencostou-se de Harry - É algo predestinado, certo? - sorriu para o mais alto e Harry sorriu de volta. - Mas que tal... - Louis se aproximou mais de Harry ficando na frente dele e bem próximo do rosto dele - Que tal irmos nos divertir enquanto sua alma gêmea não aparece? - Louis sussurrou e deu um sorriso cheio de segundas intenções.

Harry era bonito demais para Louis apenas deixar passar. E Harry parecia interessado nele também.

- Soa bem - Harry sorriu de lado revelando uma das covinhas.

Um sorriso safado com covinhas? Ok, aquilo deveria ser crime.

Harry ainda o encarava com aquele sorriso quando se aproximou mais. Louis notou que ele pretendia beijá-lo então se afastou deixando Harry com uma expressão confusa e até mesmo um pouco decepcionada.

- Não tão fácil - sorriu erguendo as sobrancelhas - Você precisa me pagar uma bebida antes.

E então Harry desfez a expressão decepcionada a substituindo por um crescente sorriso de lado exibindo sua covinha.

- Ok... - ele respondeu - Hm... Quer ir a um bar?

Louis sorriu novamente.

- Claro.

Os dois rapazes andaram juntos novamente, dessa vez em direção ao bar mais próximo.

Eles conversaram durante todo o caminho, e no meio dele, o cacheado passou o braço sobre os ombros de Louis.

O mais baixo não ligou e passou o braço nas costas do garoto, apoiando a mão na cintura dele.

Eles chegaram ao bar e Harry pagou a bebida para Louis e eles conversaram mais sobre tudo e nada, e Louis pode dizer que Harry era bastante divertido, mas não quando estava bêbado tentando contar piadas ou fazer trocadilhos. Mas Louis acabava rindo de qualquer jeito, por mais ruins que fossem.

Depois de beberem uma quantidade significativa naquele bar eles saíram e voltaram a andar pela cidade.

Louis se sentia um idiota enquanto corria atrás de Harry como uma criança e Harry gargalhava. As ruas continuavam relativamente cheias de pessoas que às vezes dirigiam olhares para os dois. Às vezes olhares confusos e outra vezes divertidos.

- Seu filhote de girafa, me espere! - Louis gritou bravo.

- Não tenho culpa se suas pernas são curtas!

- Babaca! - Louis o alcançou e beliscou o braço dele. Ele poderia dizer que estavam mais íntimos, talvez por estarem um pouco bêbados.

- Ai! - Harry resmungou estirando o lábio inferior.

Eles continuaram correndo e implicando um com o outro até Louis parar em uma rua e indicar o outro lado.

- Olha! Aqui é o MGM hotel! Eu vi alguém falando sobre esse lugar mais cedo em uma das boates que eu estava! - era um prédio muito alto, bonito e com uma iluminação verde escura, era construído em um formato de cruz, mas em uma das pontas, a metade dela era reclinada como se fosse uma escada. - Disseram que hoje teria show do Steve Aoki no Hakkasan! - Louis falou animado indicando a parte ao redor do lugar, uma construção bem mais baixa que o hotel que na frente tinha uma estatua gigante de um leão. Nas paredes da construção haviam duas telas altas de led exibindo o rosto do Dj Steve Aoki e acima das telas haviam letras luminosas brancas formando "Hakkasan".

- Quer ir? - Harry perguntou olhando para o local e depois para Louis.

- Queria muito! - respondeu, mas em seguida estirou o lábio inferior em uma expressão infantil - Mas não temos ingressos...

Louis lamentou. Ele olhou pra a boate novamente desejando ter comprado ingressos. Mas ele não havia planejado ir ali, então...

- Hm... - Harry pareceu pensar. Ele juntou as sobrancelhas e torceu os lábios em um bico para o lado - Podemos tentar entrar de outro jeito - sugeriu por fim.

- De outro jeito? - depois de falar, algo em sua cabeça clicou e um sorriso maldoso começou a surgir em seu rosto - Quer dizer invadir? Entrar de penetra?

- Exato! - Harry sorriu de volta, suas covinhas aparecendo - Estamos procurando uma aventura, não? - Louis assentiu animado com a ideia - Só precisamos de um plano. Vamos até lá.

Os dois rapazes esperaram o sinal do semáforo ficar vermelho para correrem pela faixa até o outro lado. Eles foram até a entrada e observaram. Era possível ouvir o barulho da música.

- Três seguranças - Harry falou e olhou para os lados e depois para Louis procurando alguma ideia - Tem algum plano?

Louis tinha uma das mãos na boca roendo uma de suas unhas enquanto olhava ao redor. Ele estava cogitando a possibilidade de passar de fininho pelos seguranças, mas não tinha como e ele logo descartou essa possibilidade. E na verdade ele não queria se aproximar deles. Eram três homens muito altos e muito fortes que deixavam Louis assustado.

- Vamos dar a volta - Louis chamou.

Eles andaram para o lado do local. Mas não encontraram nada demais. Eles continuaram andando até chegarem a parte de trás.

- Ali! - Louis apontou para um janelinha alta.

Ela era retangular e não muito grande, mas ele acha que era possível eles passarem por lá.

- É muito alta... - Harry torceu os labios para o lado enquanto pensava. Ele olhou ao redor até parar na lixeira do outro lado perto da grade - Ali, vamos pegar aquela lixeira e colocar embaixo da janela.

Louis concordou e foi com Harry. Eles arrastaram juntos, com certa dificuldade, a lixeira até a janela.

- Vá primeiro - Louis sugeriu e Harry assentiu.

Ele subiu na lixeira com cuidado e empurrou o vidro da janela para cima. Ele colocou os braços junto com a cabeça e logo metade de seu corpo já estava na janela.

- É o banheiro feminino! - Harry sussurou para Louis.

- Oops... Só vai logo! - ele o apressou ja subindo na lixeira e segurando as pernas de Harry o empurrando.

Logo Harry já estava dentro do banheiro, ele pareceu cair com um baque e Louis se preocupou, mas se acalmou após ouvi-lo falar.

- Vem!

Louis imitou tudo o que Harry fez para passar pela janela, mas quando estava na metade de seu corpo, ele sentiu a pressão da janela contra sua bunda cada vez que tentava passar.

Ah não!

- O que foi? - Harry sussurou ao que viu Louis parar de mexer. Aquela janela dava para uma das cabines do banheiro. Harry estava ao lado do vaso esperando.

- Eu acho que estou preso... - Louis sussurou de volta se sentindo um pouco envergonhado.

- Hm? - Harry o olhou com atenção - Você está preso? - Harry mordeu o labio inferior.

Louis viu que ele tentou esconder um sorriso e o lançou um olhar feio formando uma carranca.

- Sim... me ajude! - ele pediu de maneira irritada por Harry ter rido dele.

- Ok, ok...

Harry subiu na privada com cuidado e segurou Louis. Ele envolveu um de seus braços nos ombros dele e o outro levou até a bunda dele a apertando para baixo enquanto o puxava.

- Você está se aproveitando só para tocar minha bunda, não está? - Louis resmungou, mas ele de fato não se importava em ter a mão grande de Harry o tocando ali. Não se importava mesmo.

- Hey! - ele pareceu ofendido, mas tinha um leve sorriso - Só estou ajudando.

- Aham. Me puxa logo e para de apertar minha bunda! - reclamou, mas Harry o apertou mais um pouco olhando concentrado para a janela.

- Eu só estou tentando desprende-la! Não sei se você notou, mas sua calça prendeu na janela.

- Ah, meu deus! - Louis já se imaginava saindo dali com um burraco na bunda.

- Não se preocupe, já soltei. Aqui, se segure em mim - Harry começou a descer da privada enquanto puxava Louis consigo.

Logo eles estavam no chão e Louis tentava olhar a parte de trás de sua calça para ter certeza que não estava rasgada.

- Não rasgou, não se preocupe - Harry o acalmou - E olha, conseguimos!

E então Louis realizou que eles de fato haviam conseguido entrar.

Louis prestou atenção nos sons ao redor e ao não ouvir o de nenhuma pessoa, ele entreabriu a porta daquela cabine do banheiro, olhou ao redor e quando não viu nada, eles sairam.

Eles sairam do banheiro de vez com cuidado e quando já estavam fora, Louis sorriu.

O lugar era enorme e estava lotado, a música era alta e haviam muitas luzes coloridas vindas do teto.

Ele segurou o braço de Harry e o arrastou para o meio de todas aquelas pessoas.

Primeiro eles foram ao bar e beberam algumas coisas que Louis se quer lembra de saber o que era, mas tinha um gosto forte e queimou sua garganta.

Depois disso eles se infiltraram no meio de todas aquelas pessoas na pista de dança

Eles estavam sendo banhados pelos flashes de luzes coloridas e perdidos na multidão de pessoas dançando. Eles pulavam, esbarravam um no outro, riam e cantavam junto com a música que tocava. Eles estavam levemente bêbados.

No meio de toda a adrenalina, Louis jogou seus braços envolta do pescoço de Harry e o cacheado prontamente envolveu os seus na cintura dele, juntando seus corpos. Os dois sorriam quando encostaram suas testas.

- Posso te beijar agora? - Harry perguntou - Eu já te paguei a bebida.

- Meu beijo não vale tão pouco - Louis brincou dando um leve riso, mas seu coração estava acelerado e sua respiração ficando irregular.

Mas ainda assim, ele mesmo terminou com a distância entre ele e Harry e juntou seus lábios com os dele.

Foi um beijo simples no começo, um simples encostar de lábios, mas que logo se tornou mais urgente. Harry levou uma de suas mãos para a bochecha de Louis e a outra para a nuca aprofundando o beijo. Louis embaraçou os dedos de uma das mãos nos cabelos longos da nuca de Harry e a outra mão ele levou até o maxilar perfeitamente delineado do mais alto.

Louis sentiu seu corpo esquentar. Tanto pelo beijo quanto pelo tanto de álcool que consumiu.

Harry separou o beijo, mas não antes de puxar o lábio inferior de Louis entre seus dentes.

- Valeu cada centavo daquela bebida - Harry soltou e Louis riu desferindo um tapa no peitoral dele.

- Idiota! - ele acusou e juntou seus lábios novamente dominando o beijo dessa vez.

Ele sentiu os braços de Harry se apertarem envolta de sua cintura e deu um pequeno grito quando seus pés saíram do chão por Harry ter simplesmente dado um giro e o levantado do chão por alguns segundos.

- O que está fazendo? - Louis perguntou quando estava no chão novamente.

Harry agora o olhava com intensidade, suas iris verdes estavam mais escuras pelas luzes do local.

- Quer ir para outro lugar? - ele perguntou enquanto lubrificava os lábios com a língua. Louis primeiro franziu o cenho e depois entreabriu os lábios ao entender o que ele queria.

- Oh... - ele mordeu o lábio inferior e sorriu de lado - Claro.

Harry sorriu e entrelaçou seus dedos nos de Louis para que eles saíssem dali. Mas antes, quando estavam passando pelo bar, Louis sorrateiramente pegou uma garrafa de vodka sem que o barman visse.

Para evitar problemas com os seguranças, eles passaram correndo por eles quando sairam.

- Seu ladrãozinho! - Harry acusou rindo quando já estavam longe o suficiente da boate.

Agora eles andavam em direção ao prédio grande e verde do MGM.

- Shh! - Louis tomou um gole da vodka na garrafa e depois levou aos lábios de Harry para que ele bebesse.

Eles chegaram a parte de entrada do prédio e eles fizeram o máximo para fingir que estavam hospedados ali andando direto para o elevador.

- Por que viemos para cá? - Harry perguntou assim que a porta do elevador fechou.

- Eu não sei - Louis riu sem motivo. Ele de fato não sabia. Quando saiu da boate ele apenas começou a andar naquela direção junto com Harry - Deve ser o destino me guiando - Louis brincou lembrando de ter conversado sobre destino mais cedo, e fez com que Harry risse.

O elevador em que estavam parou em um andar e algumas pessoas entraram.

- Wow, espera! - Louis colocou o pé entre as portas do elevador antes que ele fechasse - Olha! - ele saiu do elevador puxando Harry consigo e indicou o lugar cheio de maquinas caça-níqueis - Eu nunca joguei em um desses! Vamos!

A animação de Louis era a de uma verdadeira criança que acabou de encontrar um brinquedo novo.

Harry sorriu se sentindo encantado pelo homem e até esquecendo o que fariam antes.

- Eu não tenho mais dinheiro, você tem? Eu te pago depois, juro! O que eu ganhar eu divido com você, ok? - Louis perguntou e Harry não conseguiu segurar o riso. Louis parecia muito animado com seus olhos brilhando em expectativa.

Ele tirou algumas notas de seu bolso e entregou a ele. Louis correu até a primeira máquina caça-níquel que alcançou e Harry o acompanhou.

O tempo passado na frente da máquina gerou um pouco de tensão e deixou Louis um pouco irritado.

- Ah, quase! - Ele apertou o botão de girar com mais força. - Beija aqui! - ele esticou os dedos para Harry - Para ver se dá sorte!

Harry riu e beijou os dedinhos de Louis.

O cacheado tomou um gole da garrafa de bebida que Louis havia roubado.

- Oh! - Louis exclamou ao que finalmente o dinheiro ganho começou a subir.

- Wow, quatro mil? - Harry olhava atento para os números que aumentavam no visor da máquina.

- Caralho! Porra! - Louis gritou animado enquanto as imagens continuavam girando e parando em linhas iguais.

- O que? - o queixo de Harry caiu. Ele com certeza deveria estar muito bêbado, pois do nada os números da tela mudaram e agora ele enxergava a tela indicando 1 milhão de dólares e continuava aumentando.

- Puta que pariu! - Louis tinha uma das mãos enganchada em seus próprios cabelos e a outra continuava apertando o botão de girar.

- O que está acontecendo? - Harry tinha os olhos arregalados e a boca aberta.

- Eu não sei! - Louis respondeu - Ah! Está acabando! - Louis falou do dinheiro apostado estava quase no fim - Porra! Porra! - o dinheiro ganho não parava de subir - 30? 30 milhões!

- 40! - Harry falou alarmado.

Louis estava sem acreditar naquilo, ele tem certeza que seu queixo iria descolar de seu maxilar de tanto que sua boca estava aberta.

O dinheiro apostado acabou e máquina apitou indicando o prêmio na tela.

- A-a - Louis engasgou - A gente ganhou mesmo? Isso tudo? -Louis estava muito desacreditado.

Harry, ainda surpreso, se aproximou mais da máquina pressionando "cobrar". A máquina imprimiu o voucher com o valor ganho embaixo.

40 milhões... 40 milhões! 40 MILHÕES!

- Isso... isso não é possível - Harry olhou ao redor e várias pessoas do cassino haviam parado e olhavam para os dois, também parecendo surpresos e outros apenas sorriam.

- Ah! - Louis gritou de maneira animada e envolveu os braços envolta do pescoço de Harry o abraçando - Estamos ricos!

A ficha de Harry caiu aos poucos. Ele abraçou Louis de volta o erguendo do chão por alguns segundos e o beijando nos lábios.

- Você ganhou! - ele exclamou.

- Nós ganhamos! - Louis corrigiu olhando o voucher.

- Foi você que jogou! Você ganhou! - Harry afirmou.

- Você beijou meus dedos e me deu sorte! Vamos dividir! 20 meu, 20 seu! - Louis falou com toda a certeza do mundo.

- Louis, são vinte milhões! Você não vai simplesmente me dar 20 milhões! Você está bêbado! - Harry acusou.

- Cala a boca! - Louis falou começando a se irritar - Você está bêbado também!

Louis agarrou o pulso de Harry e começou arrastá-lo pelo cassino. As pessoas ainda olhavam curiosa para eles.

Louis procurou o local onde trocavam o bilhete pelo dinheiro enquanto arrastava Harry que reclamava o caminho todo e que o dinheiro era só de Louis.

Louis obrigou Harry a dizer informações sobre a conta de banco dele para o que metade do dinheiro fosse depositado lá.

- Eu vou sacar todo o dinheiro e devolver a você - Harry continuava resmungando.

- E eu vou jogar essa garrafa na sua cabeça se você não parar de ser chato! - Louis ergueu a garrafa de vodka ameaçadoramente.

Harry bufou.

- Eu não estou sendo chato eu só-

- Shh! - Louis colocou os dedos entre os lábios de Harry e depois depositou um beijo rápido lá - Aceite que somos pessoas ricas e seja feliz.

- Você está tão bêbado... - Harry balançou a cabeça negativamente.

- Você também! - Louis acusou de volta - Agora vamos continuar nossa aventura!


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...