História Just Like Fire - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Brasileira, Mitologia Egípcia, Mitologia Grega, Mitologia Japonesa
Personagens Personagens Originais
Tags Hibridos, Magia, Romance
Visualizações 15
Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Perdão pela demora galera
Estava sem tempo para atualizar
Acho que todos os domingos terá capítulo, assim acho que fica mais agradável.

Capítulo 3 - A Noite Cai


~Eu nao sei quem era aquela mulher, eu nao sei o que era aquela mulher, mas eu vou descobrir, resolvi ficar aqui e esperar até 00:00
Bom... Agora... 9:14... Isso vai demorar, ainda mais aqui sozinho, é um lugar bem solitário acho que para todos, animais, híbridos, espíritos... Eu não gosto de ficar muito aqui, esse lugar me remete dor, tristeza, mas ao mesmo tempo, uma calmaria, também uma solidão... As vezes eu me acho meio louco, sabe quando você se sente sozinho com tantos ao seu redor? Eu acho que é isso que eu sinto em certas pessoas... Eu não sei explicar eu acho...~

Spify estava perdido em seus pensamentos, sentado à beira do penhasco rochoso, encostado em uma árvore enquanto olhava a lua.

   De vez ou outra ouve alguns barulhos ao longe, porém não dá atenção. Mas ao sentir uma presença olha para trás e vê um agito em um arbusto que estava atrás do garoto, o mesmo rapidamente se levanta e um fogo ardente se acende em sua mão que se encontrava estendida para frente,de maneira que iluminava dando melhor visão.
 

   Os agitos continuaram mas cada vez de maneira mais frenética... Uma pata começou a aparecer levemente, com pelos cinza arrepiado e grandes unhas... Spify nunca foi muito corajoso, ainda mais naquele local, ele estava preparado para uma reação, ou não.


   Um lobo saiu de dentro da moita, porém ele não atacou o garoto que estava tremendo enquanto mordia seu lábio inferior. O lobo aparentemente era calmo, seu olhar não era como o dos outros. 


    Spify olhou o animal, apagou o fogo que havia em sua mão e observou o animal voltar para trás do arbusto,o menino ficou confuso com a situação, mas resolveu nao se meter, afinal, era um animal selvagem, deve ter ido comer ou algo deste género. 


     Então, ainda esperando seu horário, voltou a se sentar, bufando, já cansado de ficar ali esperando por algo que nem sabia se iria realmente aparecer.
    Logo, novamente ouvido o barulho vindo de trás de si, mas ao invés de levantar apenas ouviu uma voz.
     - Garoto... -Uma voz grossa e masculina veio de trás de uma árvore.
     Logo, Spify surpreso se levantou aos pulos e encontrou um garoto jovial apenas com a cabeça enclinada para o lado.


 -Posso ajudá-lo? -O menino respondeu, mas ele ainda estava surpreso, jamais imaginara que alguém apareceria ali naquele horário, ainda mais um garoto bonito como aquele, seus olhos avermelhados como o vinho tinto, sua pele branca como as nuvens e seus fios de cabelo repicado em tom acinzentado puxado para o preto das noites. 

  - Tem alguma roupa para me emprestar? -O menino de trás da árvore disse sério, sem nenhum tom de brincadeira.


      -Ham... Olha, eu só tenho as que estão no meu corpo... Então... Eu acho que não- O príncipe respondeu tímido com a pergunta, e ainda mais tímido com a sua resposta.


     - Sei lá, sua bermuda de balão pelo menos. -O menino atrás da árvore falou mexendo a cabeça de um lado lara o outro.


     - Sua educação tem um nível muito elevado pelo oque eu observo- Spify estava ficando um pouco irritado, o garoto não suporta pessoas ignorantes, ainda mais quando a ignorância se dirigia a ele.
      

- Pelo amor de Zeus, empreste me teu short refinado com babados feito com a mais pura seda- O menino respondeu em um tom sarcástico.
      Spify apenas bufou, porém iria emprestar a bermuda para o desconhecido, sua mãe lhe ensinará que sempre deve se ajudar um necessitado, por mais que tenha que tirar de si mesmo para dar ao próximo.
      

 -Com licença... -Spify foi rapidamente para o meio do mato para se despir, não faria isso na frente de um estranho. Então, logo o mesmo tirou a bermuda e revelou suas asas para cobrir suas partes que estavam cobertas pela sua cueca, estava muito tímido, afinal, jamais faria isso.
       Spify voltou até  o garoto e lhe entregou a bermuda, ainda se cobrindo.
      

  -Obrigado- O garoto pegou a bermuda e logo a pôs sem pensar duas vezes.
      Enquanto o garoto colocava sua roupa Spify virou se para o penhasco e sentou se na beirada do mesmo recoberto com suas asas para esquentar seu corpo da brisa gelada. Após terminar de se trocar, o menino logo sentou se ao lado de Spify abraçando o próprio corpo para cobrir seu peito do frio enquanto olhava a bela lua daquela noite.

-Desculpe a falta de educação e não ter lhe perguntado antes, qual seu nome? -Spify perguntou olhando para o menino semi nu ao seu lado.

 - Não se desculpe, me chamo Vernus- O garoto disse sem expressão em sua voz.

-Me chamo Spify, prazer em conhecê-lo- Spify tentou esquecer a situação vergonhosa e deu um leve sorriso. 

-Prazer- Vernus respondeu indiferente.

~ Não não não, eu preciso manter meu foco se não tudo que eu fiz aqui será em vão, não posso ficar sentado aqui como um idiota conversando com esse estranho, me levanto e começo a andar em um direção aleatória na esperança de achar a tal mulher~
     Vernus ao notar que o garoto amarelado não estava mais ao seu lado se levantou e o caçou com o olhar para logo ir de encontro com ele dando passos mais acelerados.
     -Quem você procura? -Vernus perguntou para Spify ao chegar do seu lado.
     - Uma mulher que eu vi hoje de manhã -Spify respondeu olhando ao redor procurando por um espírito diferenciado.
     - Ela já morreu? Era velha? -Vernus perguntou confuso.
      Spify começou a rir colocando sua mão na boca para cobrir seu sorriso.
      -Por que você está rindo? - O garoto semi nu perguntou confuso porém sério olhando para a cara do outro que estava rindo.
      - A maneira como você falou e o tom que disse foi engraçado. -Spify estava já parando de rir tirando a mão que cobria sua boca.
       - Mas eu apenas falei- Vernus respondeu sério dando de ombros.
       - Tá bom -Spify revirou os olhos de maneira que não desse para o outro ver virando sua cabeça para o lado oposto aonde o garoto estava.
        Continuaram andando pelo bosque, os pés do príncipe já doíam por não estar acostumado a andar tanto, já andavam por 20 minutos e nada, não sabia a extensão do bosque, ainda não via seu final, não podia voar já que suas asas são muito grandes se as abrisse as mesmas baterião nas árvores, por cima das árvores nao era possível já que estava acompanhado.
      -Posso correr? -Vernus perguntou para Spify.
      - Desculpe, mas eu nãoconseguirei acompanha-lo, não estou acostumadoa correr. -Spify respondeu apreensivo, talvez o garoto o chamaria de fracote.
      -Vá voando por cima das árvores, mas em uma distância que ainda seja possível ver claramente. -Vernus sugerio a ideia para o outro.
      -Tudo bem, mas como eu vou lhe enxergar? -Spify estava de acordo porém a ideia ainda era um pouco mal elaborada.
      - Não se preocupe com isso, apenas feche seus olhos. -Vernus disse calmo.
      Spify fez oque o outro disse não entendendo tudo muito bem ainda, em seguida Vernus esticou seu braço e pôs sua mão sobre o peito de Spify. O garoto amarelado sentiu uma forte pressão sobre seu peito, mas lá dentro, em seu coração, e como se seu coração fosse aquecido por um momento.
       - Oque você fez?! -Spify estava surpreso logo após Vernus acabar seu ato e abrir seus olhos juntamente com o outro.
      - Enquanto você estiver longe de mim seu coração vai palpitar normalmente, agora, cada vez que chegar mais perto de mim seu coração irá palpitar mais forte, isso vai servir caso você se afastar - Spify prestou atenção em cada palavra que o outro garoto dissera.
      Logo após todas as informações que recebeu Spify foi até a beirada do bosque e abriu suas asas por conta dali haver menos árvores, ficou sobre as árvores esperando algum sinal de Vernus, até ver uma "luz escura", era algo mais preto que a própria noite, como um buraco negro. Spify viu aquela massa escura se movendo rapidamente e determinou que fosse Vernus
       Ao ver que Vernus estava estava se movendo rápido demais Spify aumentou sua velocidade para acompanha-lo. Voou por aproximadamente 30 minutos e nada. Então resolveu descer voou um pouco a frente do outro garoto. Ao chegar os dois garotos estavam suados e ofegantes.
      -Perdão por fazer você correr tudo isso por nada... -Spify disse respirando forte e expressando a tristeza em sua voz.
      Vernus estava em sua forma de lobo sombrio, este tipo de híbrido era a junção de um lobo com um demônio das sombras. Ele se transverteu em sua forma humana para falar com Spify, mas antes disso foi para trás de uma nova Moita para colocar a bermuda que o outro garoto havia emprestado, já que todas as vezes que se transforma suas roupas rasgam, tirou a bermuda antes de se transformar e correu com ela em sua boca.
      - Não precisa se desculpar, afinal foi eu quem me ofereceu para ajudar. -Vernus disse de trás de uma árvore elevando sua voz para o outro ouvir o que dizia.

   -Sim eu sei mas... Eu não gosto de fazer os outros se esforçarem em vão, ainda mais você que eu nem conheço direito, não perguntei se você tinha coisas para fazer, não perguntei se eu estava sendo um incômodo... Pesso perdão por tudo isso também. - Spify estava se sentindo culpado, tinha essa mania, costumava se culpar por tudo.


    - Se acalma, se eu tivesse coisas para fazer eu nem estaria ali, não precisa ficar se culpando por besteira- O garoto que antes se trocava saiu e fitou Spify que estava com um olhar triste.


      -Ok... -Spify começou a andar em direção para fora da floresta, ao perceber o ato, Vernus faz o mesmo que o outro garoto.


      Spify não estava se sentindo bem, talvez por conta do esforço que havia feito, começou a sentir uma leve náusea e certa pressão no seu coração.


        - Ei, você está bem? -Vernus perguntou para Spify colocando a mão no seu ombro ao ver que seu rosto estava com aspecto doente e seu corpo recolhido.


        - Não procure por mim... -O príncipe, com sua vista turva viu a mulher novamente na sua frente, a alguns metros de distância antes de desmaiar sem poder responder a pergunta do outro garoto.


        A voz da mulher soava como na mesma que ouvido de manhã, ainda era doloroso ouvir aquilo, não pode ver se ela desapareceu logo em seguida pois sua visão ficou totalmente preta.


        ~ Ela apareceu, ela é um espírito, mas a imagem que eu pude ter dela agora foi tão breve, "Não procure por mim"... Eu nao deveria me envolver com ela? Será que foi isso que ela quis dizer?  

 Como eu vou falar algo para Vernus? Eu estou desacordado! Para onde ele vai me levar? Ele provavelmente não sabe onde é minha casa, e se ele me levar lara um lugar estranho? Afinal, acho que ele ainda e estranho de certo modo... Será que ele também viu a mulher? Acredito que sim, ainda está no horário dos morto. Meu pai provavelmente vai brigar comigo quando eu voltar para casa, mas vai pegar leve comigo, eu acredito pelo menos... O Vernus vai conseguir me carregar? E se eu estiver gordo? Nem desacordado eu consigo ficar com o pensamento longe dessas minhas paranoias...  

  Mas eu estou realmente preocupado com o que aquela mulher pode fazer conosco agora, eu nao sei se ela é agressiva, não quero que ela machuque nem a mim nem ao Vernus... Se ela falou para eu ficar longe dela é porque tem algo acontecendo, talvez ela me conheça e me esconda algo. Independente do que ela disser eu vou descobrir, não importa as ameaças.~


  P.O.V Vernus
   ~Oque eu deveria fazer com esse cara?! Ele desmaiou aqui, bem no meio de un bosque, e do nada apareceu uma doida branca, acho que era quem ele estava procurando, ele nem me disse exatamente quem ele estava procurando, não me disse uma característica,  acho que esse cara não bate bem da cabeça. Ele é bem ingênuo, falando com um estranho qualquer, eu podia matar ele se eu quisesse, ou não, afinal ele e uma fênix sendo assim imortal...
      Sorte a dele que eu sei onde ele mora, já que ele é uma fênix, ele mora no Castelo, todas as fênix são da realeza, então... Eu vou levar ele até lá, provavelmente eu vou levar um esporro já que sou um "pebleu" qualquer carregando um príncipe. Mas eu já me acostumei com essa coisa de receber sermões.
      Não dos meus pais, já não me lembro do rosto deles, na verdade não me lembro o motivo exato de ter ido embora de casa, eu era bem novo, não me lembro se eu fui por conta própria eu se meus pais me deixaram... Não quero pensar sobre isso, agora eu tenho que resolver o caso desse garoto aqui. Me dirijo até a saída do bosque trazendo o garoto nas minhas costas, ele é meio pesado já basta ter corrido quilômetros por causa dele e ainda tenho que carrega-lo~

Vernus segue o caminho de pedra que vai da Vila até o Castelo carregando o garoto ainda desmaiado, Vernus tentava acelerar ao o máximo seu passo para poder chegar mais rápido ao destino.

Chegando na frente do grande portão do Castelo tocou uma campainha que se encontrava na frente do portão. Esperou por algum tempo com suas pernas bambas já por conta do peso até ser recebido pelo próprio rei.

-Meu filho! O que você fez com ele? -O Rei perguntou furioso e preocupado com seu príncipe.

-Acalme se meu Rei, eu peço que deixe me explicar. 

-Esteja consciente de sua punição, mas peço que entre e deixe Spify com um dos guardas- O Rei olhou para trás e pedio para um de seus guardas levar o menino até seu quarto.

Vernus ao ver o garoto sendo levado suspiro alto sem perceber.

-Por que do suspiro meu jovem? -O Rei perguntou com curiosidade.

- Não foi nada, agora, com sua licença vossa Senhoria eu preciso me retirar a tempo de achar um lugar para dormir. -Vernus disse ja fazendo uma referência de despedida.

-Durma aqui, você é um garoto bom, durma no quarto do Spify, lá haverá uma cana de solteiro e guardas na porta - O Rei sempre teve um coração grande ainda mais quando via jovens bons, essa era sua rara abilidade, ver através das pessoas, suas memórias, seu passado, seus sentimentos, seus sentimentos e suas intenções.

-Eu fico muito agradecido -Vernus sorrio largo e vez uma grande reverência.

P.O.V Vernus 

~ Para ser sincero eu nunca gostei desse rei... Mas estou começando a repensar isso. Algumas garotas estão me guiando até o quarto do Spify, o Castelo e realmente enorme. Ao entrar no quarto do garoto desmaiado havia algumas outras garotas o tratando. Eu acho melhor não me envolver, Então simplesmente me deitei na cama que foi destinada a mim...

         Espero que ele fique bem~

     
       



      



Notas Finais


Fiz um capitulo longo para recompensar todo esse tempo sem capítulos.
Agradeço a leitura e espero que estejam gostando ^^


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