História Just Like Heaven - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Guns N' Roses
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, Izzy Stradlin, Personagens Originais, Slash, Steven Adler
Tags Alice, Axl, Comedia Romantica, Drama, Duff, Izzy, Slash, Steven
Exibições 40
Palavras 2.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey amores!
O capítulo de hoje tá bem chatinho e não acontece muita coisa por que estou morrendo de sono, mas prometo compensar bastante no próximo. Juro de dedinho!
Desculpem qualquer erro.

Boa leitura ❤

Capítulo 4 - 4. Rainbow - Part 1


Fanfic / Fanfiction Just Like Heaven - Capítulo 4 - 4. Rainbow - Part 1

ALICE’S POINT OF VIEW

 

Eu simplesmente não conseguia acreditar naquilo.

Não podia ser real, não podia. Aquelas coisas não existiam. Era pura ficção, enredo de filmes e livros, não a realidade. Eu deveria parar de ler tanto aqueles livros ligeiramente estranhos do papai, já estava me causando consequências.

Aquele sonho era um exemplo.

Porque... Eu não estava acordada. Era um sonho certo? Eu acho que pesadelo descrevia muito melhor a situação. Não tinha coerência e muito menos coesão.

No momento em que meus dedos atravessaram a superfície do telefone, eu entrei em choque. Era como se tivesse acabado de tentar tocar um holograma, típico de filmes de ficção científica, preferidos do meu pai no qual eu era forçada a assistir toda sexta-feira.

Não consegui mexer um músculo se quer ao ver Axl aproximar sua mão de meu braço, no âmbito de me tocar, o que não ocorreu e sua mão, literalmente, entrou em meu braço.

O grito que soltamos ao processar o ocorrido era uma mistura de medo e surpresa.

Então quando me dei conta, corria pelo quarto tentando tocar tudo o que via pela frente, não obtendo nenhum vestígio de êxito em minha tarefa, parecia que tudo ali não existia, como se fossem miragem. Até o próprio Axl era como miragem e constatei ao tentar tocar seu rosto.

Desci a escadas ainda desacreditada e me deparei com 4 homens esparramados pela sala. Eu não me importei em saber quem eram, apenas me atirei na frente de ambos, mas nenhum me olhou, se quer desviaram suas atenções a mim.

Um turbilhão de emoções se passavam em meu interior, me deixando sufocada a ponto de querer explodir.

Eu só queria acordar. Só queria não parecer insana.

E Axl não estava colaborando.

Ele alegava furtivamente que eu era um fantasma e que eu deveria fazer a “famosa passagem”, porém eu não acreditava que estava morta. No fundo, eu sentia que havia algo mais, algo por trás. Mas morta eu não estava, tinha quase certeza.

Quase.

Mas uma coisa que eu tinha completa certeza, era que Axl era um completo palerma, babaca, imbecil e o ser mais arrogante da Terra.

Chegava ser insuportável.

Deus, com 7 bilhões de pessoas no planeta, por que me mandou justamente até Axl Babacão Rose?

Eu queria me livrar daquele ruivo estúpido, mas toda vez que me distanciava, eu acabava voltando ao ponto de partida, ou seja, ao próprio Axl, em um eterno Ping pong. Era como se algo me prendesse a ele, e eu não gostava nem um pouco daquela história.

Depois de me ofender pela milésima vez naquele dia e bater a porta de forma grosseira em meu rosto, suspirei melancólica e encarei o quarto agora vazio.

Eu não sabia o que fazer nem a onde ir. Não conseguia pegar nem tocar coisa alguma, estava completamente perdida e sem alternativas. Pensava a cada momento em minha família.

E se fosse real? Se eu estivesse morta e fosse mesmo um fantasma? Como meu pai e Kate estavam? Sentiam minha falta do mesmo modo que eu sentia a deles? Estariam pensando em mim?

Eram tantas perguntas que eu sentia meu cérebro se comprimir em meu crânio.

Comecei a andar a esmo pelo quarto, procurando alguma justificativa ou lembrança que explicassem minha atual condição, quando ouvi barulhos, vozes e risadas no andar de baixo.

Minha curiosidade foi me vencendo aos poucos e quando me vi, estava diante da porta do quarto, olhando a maçaneta. Respirei fundo algumas vezes antes de tentar tocá-la, e como em todos os outros objetos, minha mão atravessou a mesma.

Choraminguei, cansada.

Foi quando uma ideia iluminou minha cabeça. Se eu atravessava objetos, então queria dizer que...

Não pensei, apenas agi e quando me vi, estava do lado de fora do quarto.

Jesus Cristo, eu havia atravessado uma porta, igualzinho nos filmes. Aquilo era insano, me amedrontava, mas era, de certa forma, incrível.

Sem perder tempo, me dirigi as escadas, encontrando os mesmos rapazes de cedo, agora acompanhados de Axl. Cada um com uma garrafa de bebida na mão. Riam de algo que o cabeludo de cartola havia falado.

Axl que até então estava absorto na conversa, disparou seu olhar a mim assim que desci o último degrau. Seus olhos gritavam em reprovação, e eu já podia ouvi-lo berrar para que eu voltasse para cima.

- Vou buscar as chaves do carro. – Disse o ruivo já levantando do sofá, caminhando até a cozinha e acenando com a cabeça para que eu o acompanhasse.

E assim eu fiz.

- O que pensa que está fazendo? – ralhou, assim que ficamos sozinhos.

- Ãhn... Andando pela casa? – parecia mais uma pergunta. – O que? Achou que eu ia ficar trancafiada naquele quarto para sempre?

- Sim, eu achei! – bufou. – Já basta ter você me assombrando, agora não quero ter que lidar com uma pirralha fantasma zanzando pela casa.

Aproximei-me dele, já irritada.

- Escuta aqui Axl. – Apontei em sua direção. - Não estou aqui por vontade própria, se pudesse já teria me mandado a muito tempo. – soltei os cachorros em cima daquele ruivo metido. - Agora não vai ser um individualista de merda metido a rockstar que vai ditar o que devo ou não fazer.

Vi seu olho esquerdo tremer em evidente fúria.

- Você vai cima. Agora Alice! – quase gritou.

Que abusado! Quem ele pensava que era? Meu pai? O presidente da República?

Lancei-lhe o melhor olhar irônico que eu possuía, antes de lhe dar as costas e sair em direção a sala e foi por lá que fiquei.

Eu não iria me estressar, não daria ouvidos ao ruivo e suas ofensas. Se ia ter que conviver com ele, pelo menos evitaria ao máximo desentendimentos. Não estava em condições para isso.

Sentei no tapete felpudo, em meio aos outros rapazes, observando os mesmo beberem, fumarem e falarem de garotas. Axl saiu da cozinha soltando fogo e me fuzilou com o olhar ao ver que não o tinha obedecido. E nem iria.

- Rose, essa sua cara de pitbull raivoso está me dando medo. – comentou um loiro alto, sentado à minha frente, enquanto dava um longo gole em uma garrafa de vodka. – Anda mal comido? – caçoou, fazendo todos na sala rirem, exceto Axl.

- Vai se foder, McKagan. – mostrou-lhe o dedo do meio. – Vamos sair ou não?

- Vamos, claro. Precisamos de um pouco de diversão e quem sabe uma boa foda não muda essa sua expressão de morte? – provocou o cara da cartola.

Ambos voltaram a rir, inclusive eu, apesar de estar envergonhada com o palavreado chulo que usavam.

Eu vinha de uma família totalmente tradicional e aquele tipo de comportamento era abominável. Se meu pai soubesse onde eu havia me metido, com toda certeza me deserdaria.

Aqueles caras eram verdadeiros antônimos de “boas pessoas”. Drogados, bêbados, tinham cara de mal encarados e arruaceiros.

Apesar de todos os defeitos, e nunca ter falado com eles a não ser Axl, havia me simpatizado. Não pareciam ter síndrome me Axl Rose, muito pelo contrário, pareciam ser de certo modo simpáticos e amigáveis. E eu, estranhamente, estava me familiarizando com eles. Era como se os conhecesse, algo bem pouco provável, mas eu podia afirmar que não me eram estranhos.

Inconscientemente sorri.

Senti o olhar pesado e ferino de Axl em mim, porém o ignorei. Percebi que aquela era a melhor coisa a se fazer, ignorá-lo. Com caras aparentemente legais rodeando-me, logo o Sr. Egocêntrico era o único capaz de me ver?

Era uma completa palhaçada.

- Tudo bem, já perdemos tempo demais, podemos ir? – Rose questionou, já indo em direção a porta.

Todos assentiram, seguindo-o e eu sobrei.

Nem sob uma chuva de pedras eu ficaria sozinha naquela mansão enorme. Irônico, já que o tal fantasma ali era eu.

Segui atrás do cara da cartola, ao atravessar a porta. Axl estava de costas para mim, não me enxergando e eu dei graças a Deus. Provavelmente se me avistasse, aquele ruivo pateta faria um completo escândalo.

Do lado de fora da casa, fitei maravilhada o jardim. Era gigantesco. A propriedade por si só era gigantesca. Aqueles caras eram podres de rico e eu me peguei questionando-me internamente qual seria a fonte de renda deles. Não tinham nem um pingo de perfil de empresários ou coisas do gênero. Minha única opção viável foi: chefões da máfia.

Arrepiei-me. Onde eu estava me metendo, Deus?

Notei que por todo o lugar estavam esparramados alguns armários de terno, seguranças, mal encarados e malhados, que te intimidavam só com o olhar.

Três deles vieram seguindo atrás de nós, enquanto uma van preta parava a nossa frente, recém saída da garagem. Um dos seguranças abriu a porta de correr e os cinco trataram de adentrar no veículo. Merda, Rose iria me ver. Corri para o lado do passageiro, enquanto a porta era fechada e o motorista dava partida.

Sem pensar, atravessei a porta e enfim me vi sentada ao lado do motorista. Sorri vitoriosa.

O caminho todo foi preenchido pelo rock pesado que soava pelo rádio e conversas vindas da parte de trás da van. Eu sabia que aqueles caras já deveriam estar mais para lá do que para cá e me perguntava como conseguiam beber e se drogar tanto e ainda continuarem acordados e não entrando em coma alcoólico ou tendo um início de overdose.

Era algo que eu nunca iria entender.

Olhei pela janela e então me vi em uma avenida bastante movimentada, com bares, discotecas, restaurante e pubs. Era tudo muito colorido, movimentando e iluminado. Meus olhos deveriam estar brilhando, eu estar estava verdadeiramente maravilhada com a vida que aquele lugar exalava. Era mágico. Estava na Sunset Strip.

Pessoas riam, e se divertiam pelas ruas luminosas. Casais aproveitavam para se agarrarem nas esquinas, mulheres com poucas roupas seduziam homens que corriam atrás das mesmas como cachorrinhos, rockeiros bebiam e farreavam em frente à cada bar. Tudo o que poderia ser denominado pecado se encontrava ali.

O carro foi parando aos poucos, até estarmos de frente a um estabelecimento com uma enorme placa colorida que simulava um arco-íris, denominado Rainbow Bar and Grill. A porta de trás da van foi aberta em um rompante e os rapazes foram escoltados até a porta.

Não perdi tempo e me joguei para fora, acompanhando-os.

Foi então que algo bizarro aconteceu.

Diversas pessoas que estavam do lado de fora, ao ver os rapazes, começaram a gritar e virem em nossa direção, enlouquecidas. Os seguranças logo colaram nos cinco e empurravam as pessoas que praticamente se jogavam em cima deles.

Assustada, me infiltrei entre os seguranças, ao lado de um dos rapazes, era loiro de feições infantis, tinha os cabelos muito bagunçados e parecia ser o menor do grupo em estatura. Ele carregava um sorriso brincalhão nos lábios enfeitados por um cigarro enquanto analisava a cena, como se aquilo acontecesse com mais frequência que eu podia imaginar.

Pelos céus, quem eram aqueles caras?

Depois de toda a confusão, conseguimos enfim entrar no bar, que ficou completamente em silêncio assim que os caras passaram pela porta.

É. Eles deveriam ser mesmo bastante influentes.

Brincando entre si, eles passaram a caminhar até o fundo do bar, em direção a mesa mais afastada e mal iluminada.

Infantilmente eu me escondia atrás do loiro, evitando que Axl me visse e estragasse com a minha noite.

Já que não se pode com eles, junte-se a eles. E era isso que eu faria a partir daquela noite.

Mas para meu total azar, o loiro se sentou, me deixando a deriva, e logo os olhos verdes de Rose me localizaram.

Uh oh.

Vi seu maxilar se trincar e seus olhos transmitirem a ira que ele deveria estar sentindo naquele momento. Ele não estava nem um pingo feliz em me ver ali, era óbvio, e sua expressão  de revolta confirmava. Eu sabia que estava mexendo com o que não devia, mas de certa forma não estava ligando.

Na melhor da hipóteses ele chamaria um exorcista e me mandaria para longe.

Isso se eu estivesse morta. Pois eu não estava.

Acenei inutilmente em sua direção, dando um sorriso amarelo.

Ele fechou os olhos com força por um segundo e respirou fundo, tentando se acalmar e só então tornou a abri-los.

E foi a partir daí que passou a me ignorar. O que foi ótimo.

Sem o que fazer, sentei-me ao lado do moreno de cartola.

Logo estavam todos bebendo e se drogando. Depois de um tempo, algumas garotas desavergonhadas e usando o mínimo de roupa possível começou a desfilar por nós, em pura exibição, me deixando atordoada, e totalmente sem graça. Ela eram lindas e possuíam um corpo escultural de fazia qualquer garota ali sentir um golpe na alto estima. Por um momento, senti vergonha das minhas roupas que não passavam de uma blusa preta, jaqueta de couro na mesma cor, calça jeans de cós alto e lavagem escura e nos pés meus inseparáveis AllStars vermelhos velhos e detonados.

Não demorou muito para que os garotos começassem a caça-las como animais no cio, prontos para se jogar em sobre seus alvos.

O cabeludo da cartola, que descobri se chamar Slash puxou uma loira para seu colo e rapidamente começaram a se agarrar, me deixando de olhos arregalados e completamente desajeitada. Eu nunca tinha presenciado tal cena e aquilo era desconcertante. Steven, o loiro baixinho, logo correu atrás de uma outra garota. Duff, o loiro alto, já havia sumido fazia um tempo. Izzy, o moreno branquelo que quase nunca sorria secava sua segunda garrafa de Jack Daniel’s. Axl, por último e não menos importante, estava de boca aberta ao encarar uma stripper que dançava sensualmente no palco.

Resolvi provocar.

- Ei, Rose. – chamei sua atenção. – Limpa a baba que já está escorrendo. – indiquei o canto da minha boca, fingindo limpar.

Ele me olhou furtivo para em seguida virar os olhos.

- Cala à boca. – mandou, voltando a olhar a stripper.

- Quê? – Izzy perguntou, ao lado de Axl, visivelmente embriagado.

Ergui uma sobrancelha, sorrindo.

- Nada não, Stradlin. – desconversou. – Estava apenas pensando alto.

- Eu hein, Slash tinha razão. – virou a garrafa, dando seu último gole antes da mesma secar. – Você anda bastante estranho.

- Slash anda falando merda. – rebateu. – Eu estou bem, vocês que me tiram o juízo.

- Não foi o que presenciei hoje de tarde. – Slash intrometeu-se na conversa, desgrudando sua boca da garota em seu colo por um momento.

- Foi só um pequeno surto, que porra! – Axl bateu a mão na mesa, irritado.

Slash e Izzy deram de ombros e voltaram a fazer o que haviam interrompido. Axl voltou a me olhar raivoso e vi seus lábios se movimentarem ao pronunciar: Você me paga.

A stripper que Rose tanto secava desceu do palco, e ao perceber os olhares famintos do ruivo em sua direção, quase correu até nós, jogando-se em seu colo.

Fiz uma careta enojada quando ambos começaram a se beijar quase a ponto de se engolirem, fazendo barulhos estranhos e aparentemente nojentos. Desviei o rosto para não ver, sentindo um pequeno incômodo.

Suspirei resignada e, decidida a não mais presenciar aquela cena nojenta, me levantei, afastando-me da mesa e indo ao centro do bar, a fim de encontrar Duff que estava a muito tempo sumido. O encontrei no balcão, agarrado a um litro de vodka e me aproximei, ficando ao seu lado.

Pelo menos era melhor “aguentar” um bêbado do que um casal quase se comendo.

De todos os 5, naquele momento ele parecia a melhor opção de companhia. E foi ali que fiquei o resto da noite.


Notas Finais


Peço desculpas novamente pelo capítulo sem graça. Mas não desistam de mim!

Beijo na bunda ❤


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