História Just Memories - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Originais, Romance
Exibições 12
Palavras 775
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem.
Horários de postagem nas “notas finais"
😝😘

Capítulo 2 - Dia fúnebre.


Aqui estou eu.

Parado ao lado do túmulo. Pessoas me rodeiam: familiares, amigos, parentes... Todos com a mesma expressão de tristeza no rosto.

A cerimônia já havia sido feita, o túmulo já estava coberto de terra e a placa com o nome dela gravado já estava ali.

Chovia. Chovia muito.

O céu, as nuvens, o vento... Choravam a perda daquele anjo que alegrou minha vida. Não só a minha mais a de todos ali presentes.

Doía. Doía muito.

Meu corpo, e principalmente, meu coração.

As lágrimas rolavam pelo meu rosto e se misturavam as gotas de chuva que caiam sobre meu smoking preto. Eu queria ir embora, mais eu não podia. Eu tinha que aguentar. Por ela...

— Hideki, — Ouvi alguém me chamar.

Olhei para o lado e vi Haruke me olhando. Seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar.

— Quer falar algo? — Perguntou.

Abri a boca para falar algo mais não consegui dizer nada porque não tinha forças. E mesmo que tivesse, as palavras não iriam sair. Então eu apenas balancei a cabeça negativamente e ela entendeu.

As horas passaram e o choro das  pessoas  aumentaram. Duas senhoras precisaram sair pois passariam mal se permanecessem ali.

As lágrimas de todos eram verdadeiras mais nenhuma era tão dolorosa quanto as minhas.

Ninguém ali viveu com ela o que eu vivi. Ninguém ficou ao lado dela como eu fiquei. Ninguém a vil sorrir como eu vi. Ninguém foi seu amigo como eu fui.

E ninguém foi amado por ela do jeito que eu fui.

O tempo passou e eu não aguentei mais. Eu não suportava mais ficar ali. Minhas pernas ficaram fracas assim como meu corpo e eu achei que iria cair mais de repente senti duas mãos me tocarem. Uma em cada ombro.

— Vamos embora Hideki. — Seiji me olhou.

— É melhor você ir pra casa. — Hiroshi disse preocupado.

Tanto Seiji quanto Hiroshi estavam com os olhos inchados e vermelhos pois haviam chorado.

Acenti com a cabeça e eles praticamente me carregaram dali. Já do lado de fora do cemitério, recuperei um pouco das minhas forças e me soltei deles.

— Eu, — Dei uma pausa. — Preciso ir sozinho.

— Tem certeza? — Hiroshi perguntou preocupado.

— Tenho. — Respondi.

Entreguei a eles meu quarda-chuva e sai andando. As gotas grossas e fortes da chuva me molharam inteiro aos poucos enquanto minhas lágrimas se misturavam com elas.

Várias quadras depois eu avistei minha casa. Tomei coragem e entrei logo me deparando com meus pais, que haviam saido antes do cemitério, e estavam a minha espera.

— Filho... — Minha mãe me olhou preocupada.

Abaixei meu olhar e balancei a cabeça negativamente indicando que eu não queria falar sobre aquilo.

Ela e meu pai me olharam e então eu sabia as escadas na direção do meu quarto.

Já dentro dele, peguei uma toalha e entrei no banheiro. Tirei minha roupa devagar e depois fiquei longos minutos apenas sentindo a água quente percorrer meu corpo e jogar algumas pequenas e poucas mechas do meu cabelo ruivo sobre meus ombros.

O banho foi longo. E por mim eu demoraria mais. Só que eu tinha algo a fazer.

Sai, me sequei, e depois passei a toalha no cabelo.

Coloquei uma camisa branca com um casaco grosso por cima. Coloquei também a calça preta de moletom grossa e quente acompanhada do meu tênis preto. Passei os dedos por entre meus bagunçados fios escarlates e logo após sai.

Meus pais não queriam que eu fosse mais eu precisava ir. 

Abri a porta, abri o guarda-chuva, atavessei a rua e parei frente a uma casa. A casa dela...

Tomei coragem, tirei a chave do bolso e abri o pequeno portão de entrada. Andei pela pequena trilha de pedras brancas até chegar na porta, a qual abri com uma imensa tristeza dentro de mim.

Entrei. Coloquei o guarda-chuva em um canto, tirei meus sapatos ficando apenas de meias, pendurei meu casaco perto da entrada e comecei a caminhar devagar até a sala.

Aquela casa não era a mesma sem ela. Nada era a mesma coisa sem ela. 

Olhei para a escada. Tomei coragem e subi, chegando ao quarto dela. Abri a porta devagar e ainda pude sentir o cheiro do seu perfume, do perfume que eu tanto adorava, lá dentro.

Olhei tudo ali. Suas fotos, suas decorações, seus ursos de pelúcia pequenininhos... 

Era torturante. Era horrível está ali dentro sem ela. As lágrimas começaram a percorrer meu rosto. Me sentei, assim como ela fazia, na janela e observei a chuva.

Por mais dor que aquilo causasse, por mais que a saudade ficasse maior, por mais que ela me fizesse falta... Só ali eu encontrava um pouco de paz.

Só ali eu podia ficar só com minhas memórias, com nossas memórias, as memórias que me ligavam a ela.

As memórias que eu vou guardar para sempre.



Notas Finais


Horário de postagem:

→ Segundas
→ Quartas
→ Sextas.

→ Sempre nos horários da tarde e da noite.

Não prometo cumprir sempre esses horários pois podem haver imprevistos ou falta de tempo(o que acontece muito comigo).

Bjss de glamour ❤😘


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