História Just Memories - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Originais, Romance
Exibições 3
Palavras 2.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo-Ai
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ficou grande esse.
Desculpa ai 😂
Boa leitura.

Capítulo 3 - O começo de tudo.


Fanfic / Fanfiction Just Memories - Capítulo 3 - O começo de tudo.

Observando a chuva, acabei perdendo a noção do tempo mais volto a realidade quando escuto alguém batendo na porta.

Fui em direção as escadas com uma certa rapidez e ao abrir a porta me deparo com Seiji e Hiroshi.

— Entrem. — Digo e afasto um pouco.

— Viemos saber como você estava e seus pais disseram que você estava aqui. — Seiji comentou.

— Acho que, no momento, não é uma boa ideia ficar aqui. — Hiroshi me olhou sério.

— Não se preocupem. — Falei calmo. — Eu vou ficar bem. E esse lugar vai me ajudar.

— Tem certeza? — Ele me olhou.

— Tenho. — Respondi.

— Okay então. — Seiji colocou as mãos nos bolsos da calça. — Vamos indo Hiroshi?

— Vamos. — Ele concordou.

Os dois saíram e eu os acompanhei até a porta. Assim que eles entraram no carro do Hiroshi, eu tranquei a porta e voltei novamente pra o quarto onde antes eu estava.

Quando fechei a porta e me virei, vi sobre a cama arrumada o Iped dela.

Peguei, sentei novamente na janela e observei aquele pequeno aparelho na cor verde piscina.

Depois de o ligar, coloquei os fones, abri um dos vários álbuns que tinha, encontrei a música preferida dela e apertei o play.

Escorei minha cabeça na parede atrás de mim e enquanto deixava a música embalar meu corpo por dentro, apenas fechei meus olhos... 

E deixei que as memórias voltasse.

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Quatro anos atrás...

Segunda feira, 7:48h AM

— Hideki, — Ouvi uma voz longe me chamar. — Hideki, filho.

A voz ficava mais alta.

— Hideki está na hora de acordar. — A voz ficou um pouco mais forte

— Hum? — Disse confuso me acordando.

— Está na hora de levantar moço. — Olhei pra porta do meu quarto e vi minha mãe. — Ou melhor, já passou da hora...

— Como assim? — Perguntei com minha voz rouca e grossa. 

Ela apontou para o relógio e eu fiquei desesperado ao ver as horas.

7:50h AM

Eu tinha quinze minutos para me arrumar. Caso eu demorasse, não entraria mais na escola.

Pulei da cama e ao passar pela minha mãe lhe dei um beijo na testa. Apesar de ser novo na idade, eu herdei a estatura de jogador de basquete do meu pai e por isso eu já era bem mais alto que minha mãe.

Corri para o banheiro, tomei um rápido banho, me vesti apresado e sai em direção a cozinha ainda colocando a jaqueta do uniforme. Antes de sair, peguei uma maçã, meu sanduíche que estaba embalado, dei um abraço na minha mãe e sai. Meu pai já me esperava no carro.

— Vamos indo? — Perguntou quando eu entrei.

—Vamos! — Respondi.

Ele girou a chave, deu partida e saímos.

— Está animado? — Ele perguntou enquanto eu terminava minha maçã.

— Estou. — Respondi.

— Esse “estou" não me convenceu. — Ele me olhou de relance. — Mais eu entendo. Afinal, agora as coisas são novas. Escola nova, professores novos, amigos novos...

Acenti com a cabeça e terminei minha maçã. 

Chegando na frente da escola, pulei pra fora do carro mais antes de sair correndo até lá dentro o meu pai me chamou.

— Hideki! — Ouvi meu nome e fui até ele. — Você é o garoto mais sociável que eu já vi. Eu sei que é difícil encarar coisas novas, mais eu sei que você consegue.

Acenti com a cabeça e sorri.

— Faça amigos! — Ele disse e saiu dirigindo tranquilamente.

Entrei correndo dentro da escola. Olhei o papel em minha mão para saber qual era o número da minha sala.

Assim que descobri isso, sai correndo a procura. Cheguei em um corredor vazio assim como os outros e logo vi a placa com o número na minha sala. Um pouco nervoso por causa do atraso, bati na porta e um homem baixo de cabelos esverdeados abriu e sorriu.

— Você é Hideki Takashi, não é? — Perguntou.

— Sou. — Respondi.

— Ótimo! — Disse animado. — Eu estava justamente falando sobre a chegada de um aluno novo. Ou seja, você.

Ele virou de volta pra turma e sorriu.

— Classe, o aluno novo irá se apresentar. — Disse. — Por favor façam silêncio.

Ele virou de volta pra mim.

— Venha meu rapaz. — Falou calmo e abriu passagem. — Apresente-se.

Rspirei fundo, entrei naqiela sala e me esforcei ao máximo para não ficar corado por conta do nervosismo. Eu fico corado com muita facilidade.

— Sou Hideki Takashi, prazer. — Falei e fiz uma rápida reverência.

— Agora pode ir se sentar. — O homem de cabelos verdes apontou para uma mesa para duas pessoas que estava vazia.

Caminhei até o meu lugar e me sentei aliviado. Fiquei feliz por não ter gaguejado e por não ter ficado corado. Ao olhar disfarçadamente as pessoas ali, vi que todos estavam em duplas e apenas eu estava sentado sozinho. Mesmo assim, não me importei.

— A propósito, — O professor me chamou. — Sou o professor Ren.

As horas passaram rápido enquanto o professor Ren nos explicava os assuntos iniciais. De repente o sinal toca e vi que já estava na hora do almoço.

Todos os alunos saíram. Todos menos eu que preferi ficar na sala. O professor Ren arrumou suas coisas e veio andando na minha direção.

— Desculpe. — Pediu. — Sei o que você deve ter pensado: “todos em dupla e eu sozinho".

Eu não disse nada. Realmente tinha pensado aquilo no começo. Então ele me olhou e sorriu.

— A pessoa que irá fazer dupla com você precisou resolver algumas pendências pessoais e por isso não estava no primeiro horário. — Explicou. — Mais após o almoço com certeza virá.

— Certo. — Concordei.

Ele saiu e eu fiquei sozinho.

Sem perceber, acabei comendo rápido meu sanduíche. Após comer, olhei para o relógio e vi que apenas alguns minutos haviam passado. Peguei o papel no meu bolso e vi que o horário de almoço naquela escola tinha dez minutos a mais.

Como não tinha nada pra fazer, resolvi dar uma volta e para conhecer o local.

Enquanto andava pelos corredores, todos me olhavam. E isso não se dava somente ao fato de que eu sou novato mais também a minha aparência.

Possuo cabelos na cor vermelho escarlate, olhos azuis safira, lábios naturalmente avermelhados, pele clara, sou alto e tenho corpo bastante definido pois antes de mudar de cidade eu era o líder na equipe de natação do meu antigo colégio.

Eu já estava ficando incomodado com aqueles olhares até que um garoto da mesma altura que eu, de cabelos loiros, olhos castanhos e corpo execivamente musculoso parou na minha frente mais com alguns metros de distância nos dividindo.

— Olha só...! — Ele disse com desleixo. — O garoto novato.

Ao seu lado direito estavam dois rapazes e ao seu lado esquerdo estavam mais dois rapazes e uma garota.

— Mal pisou aqui dentro e já tá querendo chamar atenção... — Ele disse sério e começou a andar na minha direção. — Eu não posso permitir isso...

Dava pra ver o ódio em seus olhos. Enquanto ele se aproximava mais, eu recuei dois passos mais não adiantou muito já que os colegas dele me cercaram. Eu já o imaginava o que iria acontecer...

Justo no primeiro dia eu iria me meter em uma briga. Isso realmente era terrível.

— Eu não quero briga... — Falei e aquele garoto me olhou ainda mais irritado.

De repente ele segurou meu pescoço e me empurrou com força contra a parede fazendo com que minhas costas se chocassem com aquela parede fria.

— Não banque o mocinho seu idiota! — Ele falou alto. — Só quem chama atenção dentro dessa escola sou eu! Mais já que você quer atrapalha isso, eu vou ter que dar um jeito em você...

Ali, naquela situação, eu vi que não teria outra opção. As aulas de artes marciais iriam me servir bem naquele momento.

Quando eu já havia me decidido e estava prestes a me soltar, ouvi uma voz fina de longe.

— Larga ele! — A voz disse firme.

— Han?! — O garoto loiro virou o rosto e sorriu ao ver quem havia falado. — Só podia ser...

— Eu mandei você largar... — A voz ficou mais alta.

— E se eu não quiser?! — O garoto debochou. — O que você vai fazer?!

— Você não vai gostar de saber... — Nessa hora percebi que a voz era feminina.

Rindo bastante, aquele garoto me soltou e depois de me apioar com dificuldade na parede eu senti o ar voltando a entrar dentro do meu corpo. 

— Você está bem? — Senti uma mão em meu ombro.

— Estou... — Respondi baixo.

Assim que virei meu rosto me deparei com uma garota de cabelos que passavam um pouco dos seus ombros, que eram negros como a mais escura noite e que tinha os olhos azuis oceano. Ela me olhava.

— Vem. — Disse gentil e segurou minha mão.

Ela saiu me guiando pelo corredor até que, novamente, o garoto loiro começou a falar.

— Babacas! — Disse rindo. — O coitadinho indefeso é salvo pela defensora dos fracos e idiotas... Hilário!

Nesse momento, a garota parou de andar. 

— Fiquei aqui. — Pediu.

Ela caminhou até onde o garoto loiro estava e ficou frente a frente com ele.

— O que quer? — Ele perguntou grosso.

— Apenas de dar uma coisa. — Ela respondeu.

— E o que é? — O loiro perguntou.

— Isso. — A morena respondeu simples.

Do nada, ela lhe deu um soco no estômago e antes que ele pudesse se defender, ela lhe deu um soco no nariz.

Todos ficaram surpresos com aquela atitude. Mesmo assim, a garota veio andando na minha direção como se nada tivesse acontecido ignorando totalmente o loiro de gemia de dor no chão.

— E, só um conselho Iori... — Ela o olhou por cima do ombro. — Deixa de ser idiota.

Novamente na minha frente, ela sorriu de um jeito meigo.

— Vem. — Falou calma e segurou minha mão.

Eu apenas deixei que ela me guiasse.

Ainda segurando minha mão, ela me levou até uma escadaria. Depois que subimos, chegamos no terraço da escola.

Lá, eu me sentei no chão com as costas escoradas na parede e ela sentou ao meu lado.

— Tá tudo bem mesmo? — Ela perguntou preocupada.

— Está. — Respondi e sorri fraco. — Obrigado por salvar minha pele. 

— Não precisa agradecer. — Ela sorriu. 

Após isso ela me estendeu uma garrafa com água. Eu aceitei pois minha garganta doia um pouco.

Enquanto eu estava bebendo a água, ela se levantou e apoiou os cotovelos sobre a grade de proteção que que tinha ao redor do terraço. 

Enquanto a olhava, percebi que era baixinha e provavelmente teria uns 1,60 de altura. São 26 centímetros de diferença, já que eu tenho 1,86.

Me levantei, andei até seu lado e a imitei apoiando meus cotovelos na grade.

— É uma bela vista. —Comentei.

— Sim. —Ela concordou.

— Sabe, — Dei uma pausa. — Você é bem corajosa. E forte!

Ela sorriu.

— Não foi nada de mais. — Ela me olhou. — Ele merecia.

E nesse momento o sinal toca.

— Vamos? — Ela caminhou até onde havia deixado sua mochila e me olhou.

—Vamos. — Concordei.

Quando estávamos indo em direção a porta eu me lembrei de algo.

— Espera. — Falei.

Ela me olhou confusa.

— Hideki Takashi. — Me apresentei. — Prazer.

— Yukiko Saito. — Ela se apresentou. —  Prazer. 

Nos cumprimentam os com um aperto de mãos e saímos dali.

Por conhecidencia, Yukiko estava na mesma classe que eu e era a pessoa com quem eu dividiria a mesa. Agora, eu não ficaria mais sozinho. 

Assim que entramos, começamos a andar até nossos lugares e bem nessa hora o Iori se levantou. Ele veio caminhando até mim e quando estava prestes a por a mão no meu ombro, a Yukiko parou na sua frente.

— Você não encosta mais nenhum dedo nele! — Ela disse firme.

Iori apenas bufou de raiva e voltou para o seu lugar.

— Porque ele é assim? — Perguntei quando nos sentamos.

— É uma história um pouco chata. — Ela respondeu. — Mais na saída pra casa eu te conto.

As horas passaram rápido e logo o sinal toca avisando que era hora de ir para casa.

Eu e Yukiko saímos juntos da sala e fomos até a saída.

— Por onde você vai? — Perguntei.

— Por ali. — Ela apontou para uma direção.

— Que conhecidencia... —Comentei. — Eu também vou por ali.

Saímos andando e ela não falava nada. Eu estava curioso e queria saber a história que ela tinha pra me contar.

— Então Yukiko... — Tentei entrar no assunto.

Ela riu baixo e depois me olhou.

— Fiquei tranquilo, eu não esqueci do que falei na hora da aula. — Ela sorriu.

Fiquei meio sem jeito diante daquele sorriso.

— A alguns poucos meses atrás eu e Iori, a gente namorava. — Ela contou.

— O quê?! — Fiquei surpreso.

— Eu sei, é estranho. — Ela olhou pra frente. — Mais não durou. Ele era chato e muito pegajoso além de ciumento. Então eu acabei o que a gente tinha.

— E desde então ele é assim com você? — Perguntei. 

— Sim. — Ela respondeu simples. — Mais eu não me importo.

Minha curiosidade passou e novamente ficamos calados. 

Logo de início, eu achei a Yukiko uma garota incrível. Só que agora eu queria saber mais dela, então resolvi tentar.

— Me fala mais sobre você. — Pedi meio sem jeito.

— Não sou uma pessoa interessante. — Ela disse baixo.

— É claro que é! — Falei rápido. — Você enfrentou o Iori hoje e salvou minha pele. Só isso já prova que você com certeza é uma pessoa interessante!

Ela me olhou e ficou meia sem jeito.

— Já sei. — Disse. — Que tal a gente fazer assim: eu pergunto, você só responde. E então depois você me faz as perguntas e eu respondo.

— Okay. — Ela aceitou.

— Cor preferia? — Comecei.

— Amarelo. — Ela respondeu.

— Esporte preferido?

— Vôlei de praia.

— Shopping ou parque?

— Parque

— Sorvete ou pudim? 

— Pudim com certeza!

— Livros ou filmes? 

— Livros.

Música preferida?

— Oceans - Hills song

Sonhos?

— Viajar e conhecer vários lugares diferentes.

Não gosta de?

— Gente marrenta, azeitona e filmes tristes.

Gosta de?

— Ler, ouvir música e me divertir.

Tá vendo! — Falei e coloquei meu braço ao redor dos seus ombros. —  Você é bem mais interessante do que imagina.

Ela me olhou séria e eu finalmente percebi o que estava fazendo.

— D-Desculpa... — Pedi gaguejando e corei por completo. — E-Eu não...

Parei quando a vi rindo muito.

— Primeira coisa sobre você. — Ela se aproximou de mim. — Fica corado com facilidade.

Após tocar com a ponta do dedo o meu nariz, ela se virou e eu não pude segurar um sorriso.

Conversamos muito até que eu avistei minha casa.

— Eu moro logo ali. — Apontei pra minha casa.

— Olha só! — Ela disse sorrindo. — Eu moro logo ali.

Yukiko apontou para uma casa do outro ladoda rua que ficava quase em frente a minha.

— Legal! — Falei animado.

Chegamos na frente da minha casa e nos olhamos. Yukiko precisava levantar a cabeça pra poder me olhar por conta da minha altura.

— Sabe Hideki... — Ela olhou fixo nos meus olhos. — Tenho certeza que seremos bons amigos.

— Eu também. — Falei sorrindo.

— Até amanhã! — Ela acenou pra mim enquanto atravessava a rua.

— Até... — Aceneide volta.

Eu não poderia está mais feliz.

19:30h PM

E então filho, como foi o primeiro dia? — Minha mãe perguntou.

— Foi ótimo! — Falei animado ao lembrar da Yukiko.

— Fez amigos? — Meu pai perguntou.

— Até agora, apenas uma. — Respondi.

— Opa! — Minha mãe sorriu. — Então está falando de uma garota?

— Sim. — A olhei. — Ela se chama Yukiko Saito. Mora na casa em frente a nossa do outro lado da rua.

— Legal! — Meu pai se animou.

— Queremos conhece-la depois. — Minha mãe se concentrou em comer. — Afinal ela é nossa visinha da frente.

Quando terminamos de comer, todos nós lavamos, enxugamos e guardamos a louça usada.

Fui para a cama e dormi logo pois no outro dia tinha aula.

.....

Alguns dias depois, meus pais conheceram a Yukiko, seus pais e seu irmão mais velho chamado Katsuo.

Eles adoraram todos principalmente ela, que era sempre gentil, prestativa e sorridente. Nós dois passamos a ir e a voltar da escola juntos e logo criamos uma forte amizade.

Ela estava certa... Nós realmente viramos bons e inseparáveis amigos.













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