História Just one day - Capítulo 66


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Exibições 332
Palavras 4.460
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ahhhhhh huheiheuehue falo nada, nas notas finais, a gente conversa :v

Capítulo 66 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Just one day - Capítulo 66 - Epílogo

31 de dezembro. Fim de mais um ano e ca estou eu, tentando terminar de arrumar o cabelo de uma criança que não consegue ficar parada por dois minutos. 

- YangMi. - exclamo um tanto que nervosa e a menina me olha, com os olhos enormes e uma carinha extremamente assustada. - Fica quietinha um pouquinho só e depois você pode ir brincar.

- Unnie. - ela sussurra e começo a rir. - Cadê o Guto?

- Ele já deve estar chegando. Mas presta atenção - apoio as mãos sobre os ombros pequenos entre as minhas pernas e chamo sua atenção. - Não deixa ele te machucar dessa vez.

Ela concorda e começo a rir. YangMi tinha só dois anos de idade e acho que não se atentava ao fato de que meu irmão ja estava com seus 10 anos e enorme. Essa era a razão pela qual ela decidiu ir brincar com ele bem na hora que o moleque estava chutando uma bola.

Termino de pentear o cabelo dela - que após meses de luta interna entre eu, Gain e a criança - conseguimos cortar. Já estava enorme e atrapalhava a menina em tudo, só que a cretininha ja tem uma vaidade maior que ela e não queria nem sob tortura ir ao cabeleireiro.

- Quer colocar isso? - pergunto e ergo um arquinho no mesmo tom de sua roupa e ela o tira da minha mão. - Mas se o colocar não pode perder.

- Não. - me devolve e um sorriso gigante surge em seu rosto assim que ela olha para porta.

Eu faço o mesmo que ela e vejo Jimin rir baixo ao perceber que a garota estava enfeitiçada por ele. 

- Vai ficar só olhando? - ele pergunta e a resposta é praticamente um ataque.

Meu namorado ergue a criança do chão e seu pescoço é agarrado por YangMi com força e ele ri. Eu me mantinha sentada sobre o colchão, observando os dois em silêncio. Ele me olha e pisca rapidamente, até porque a menina consegue monopolizar a atenção dele por completo.

Ele será um bom pai, e eu espero ter a honra de estar por perto, sendo uma boa mãe ao seu lado... Mas por enquanto, somos somente padrinhos de YangMi e acho - que por ora - é o suficiente.

- Olha.

Desperto ao ouvir a voz baixa de YangMi e a vejo, presa nos braços de Jimin toda envaidecida ao mostrar seu novo corte de cabelo.

- Ta bonito? - ela pergunta e começo rir.

Jimin ri: - Muito bonito. 

- Viu. - exclamo e a menina me olha. - Eu disse que ele ia achar bonito.

- Ta. - ela sibila e se mexe, indicando que queria voltar ao chão. - Vem cá.

Ela chama Jimin e ele torce o rosto tentando entender o que ela queria. A pequena bate no colchão ao meu lado e espera que meu namorado sente no local indicado por ela.

- Me ajuda.

YangMi se vira na direção da bolsa que Gain enviou junto a ela e ergue mais dois arcos jogados la dentro.

- Você disse que não ia usar. - falo e a menina me olha feio. - Desculpe, projetinho de Hye. 

- Eu não sou igual minha irmã. - ela rebate, sendo que uma ou duas palavras saem erradas. - Porque ela tentou te machucar?

Olho pra Jimin, que ironicamente está atento aos arcos em sua mão, ou simplesmente decidiu deixar essa indagação da criança pra que eu responda sozinha.

- Não sei. - sussurro e a menina me olha atenta. - Mas agora não importa mais, certo?

Eu não sei quem contou essa história pra ela, mas provavelmente foi meu irmão, que tem a língua maior que ele. 

A menina me olha, e tenho a sensação de que ela tenta ao máximo me tirar algo, mas desisti após alguns minutos. YangMi se volta a Jimin e apoia ambas as mãos - pequenas demais - sobre o joelho do meu namorado e ele a olha.

- Escolheu? 

Jimin inspira: - Eu não consigo escolher.

A garota torce o rosto e tira os arcos de Jimin: - Oppa é burro.

Volto a rir intensamente e Jimin começa a coçar a cabeça.

- Desculpa. - YangMi se agarra, da melhor forma possível nas pernas de Jimin e ele afaga o cabelo curto da menina.

Gustavo grita o nome da menina e sua reação é automática e em poucos segundos, ela some, ignorando qualquer tipo de observação que eu possa fazer para que ela não se suje por completo.

Suspiro alto e me jogo sobre o colchão: - Eu não daria certo como mãe.

Jimin começa a rir e se levanta, tirando do chão tudo o que pertence a criança: - Acho bom você começar a rever esse conceito. 

O olho e aos poucos ergo meu corpo novamente. Meu namorado percebe a interrogação enorme sobre meu rosto e passa a rir baixo, como se me escondesse algo terrível.

- Jimin? - o chamo e seu riso se intensifica. - Abre logo a boca.

- Eu quero casar com você. - ele rebate e eu acho que era melhor ele ter ficado quieto.

- Ain. - resmungo e ele ri novamente.

- Não foi você que me mandou abrir a boca?

Ele caminha lentamente até onde estou e se abaixa entre minhas pernas.

- Mandei. - murmuro e meus dedos seguem aflitos até o couro cabeludo. - Só não pensei que fosse isso.

Eu não esperava, mas ao mesmo tempo ansiava em silêncio pra esse dia. E não era pra menos.

- Quanto tempo estamos juntos? - Jimin pergunta.

- Quatro anos.

Eu o olho e meu Deus.... Quatro anos. Era muito tempo, muita vida, muita coisa compartilhada. Eu não imaginava que um dia chegaríamos tão longe. E não era somente eu. Yuri estava grávida de 3 meses e noiva de Jin, optando pelo casamento depois do nascimento da criança. SunHi e Taehyung seguiam juntos e entre tantas idas e vindas do relacionamento, ainda se mantinham extremamente apaixonados um pelo outro. Ja Deborah havia se mudado pra Irvine, mas logo voltaria ja que a Blizzard decidiu jogar o desenvolvimento do novo jogo dela pra desenvolvedora em Seoul e enfim, as viagens desencontradas com a agenda do bangtan iriam acabar e ela poderia ficar perto de Jungkook. 

O Bangtan por sua vez, tinha se tornado maior do que a própria empresa imaginou um dia. A aceitação e recepção do grupo em qualquer lugar que eles fossem era estrondosa, lotando estádios, casas de show, eventos. Qualquer coisa que envolvesse a sigla BTS era motivo pra alvoroço e muito, mas muito dinheiro mesmo. Yuri também estava nesse mesmo patamar. A garota lotava estádios enormes em cada show seu e a estrutura de suas apresentações era exorbitante.

- Eu... - sussurro e começo a rir levemente.

- Eu acho que a gente pode fazer isso. - suas mãos deslizam por minha perna e o olho. - Ja me acostumei com a sua loucura... Você faz tudo ficar certo, faz tudo voltar pro lugar somente por respirar... Victória, você me fez encontrar a paz da forma mais pura que ela possa existir...

Sorrio brevemente e sinto uma vontade intensa de começar a chorar: - Casamento?

Ele ri e ergue o tronco, até ficar sobre os joelhos na minha frente. Meus braços seguem leves, em uma real demonstração de vida própria até seu ombro e Jimin me cerca pela cintura, olhando-me, me procurando enquanto em minha cabeça passava tudo o que vivenciamos até aquele dia. Eu o amava, e assustadoramente falando, esse sentimento só aumentava a cada dia. Ele sabia disso, porque me dizia sempre que acontecia o mesmo com ele. Nossa vidas ja estavam muito mais que entrelaçadas uma na outra, nossas vida ja tinham se tornado uma só.

- Já marcou a data? - ele ri aliviado e apoia o rosto sobre minha perna. - Eu espero que tenha feito isso porque sou péssima em escolher um dia.

- Não. - Jimin sussurra e ergue a cabeça. - Pensei que pudéssemos fazer isso juntos.

- Uhum. - ele me beija e sinto uma certeza doentia de que qualquer promessa que um dia fizemos um para o outro estava sendo renovada ali, naquele instante, onde decidimos dividir o resto de nossos dias juntos.

- Vick! - me assusto levemente e segundos mais tarde, Carlos debruça sobre a porta - Ah, o modelinho ta ai, é?

Começo a rir assim que entendo que sua referência ridicula é direcionado a Jimin. 

- Gain veio buscar a filha. 

Meu padrasto conclui e me levanto, seguindo pelo corredor até a escada que dava acesso ao primeiro andar do apartamento. Encontro-a sentada sobre as almofadas do sofá, enquanto YangMi lhe confidenciava tudo o que fizera durante o fim de semana que passou comigo

Gain me olha e sorri brevemente: - Deu muito trabalho?

- Não. - me acomodo sobre as almofadas ao seu lado. - Ela é obediente, mas me encheu o saco porque o Jimin não estava junto.

Gain ri intensamente e se volta a filha, levantando-a do chão e acomodando a criança em seu colo.

- E então? Alguma novidade durante esses dias?

- Hm, não... - não respondo e vejo Jimin descer as escadas aos risos enquanto Carlos o espanca por algum motivo que desconheço. - Gain.... o Jimin me pediu em casamento. 

Sussurro e a mulher se assusta consideravelmente: - Pra quando?

- A gente não sabe ainda.

- Você aceitou?

Reviro os olhos, descrente de sua pergunta: - O que você acha?

- Ah, sei la. - Gain aperta a filha entre os braços. - Vai que...

- Ah, cala a boca. - sibilo e sou empurrada. 

- A unnie vai casar! - YangMi grita chamando atenção de todos. 

- Quem vai casar?

Ah, não.... Carlos para o que faz no mesmo minuto. Minha mãe e Gustavo monopolizam suas atenções na minha direção e eu olho pra Jimin, esperando que ele faça algo.

- Eu. - meu namorado exclama e Carlos o olha. 

- Com quem? - meus lábios se torcem. 

- Com você que não é, né? - Jimin rebate e se abaixa, fugindo de qualquer coisa que meu padrasto lance em sua direção. 

- Ele vai casar com quem? - essa pergunta é direcionada a mim e eu olho para Carlos sem entender bem se é real a sua dúvida ou se ele está de palhaçada comigo. - Tem que me pagar o dote.

- Na verdade. - levanto a mão com a intenção de chamar atenção dos meus pais. - Quem paga o dote é você. 

Carlos abre a boca como se fosse argumentar algo e desiste.

- Isso aí é verdade. - Jimin segue até onde estou e se senta no sofá.

- Eu? - Carlos resmunga. - Pode levar de graça. Ta me fazendo um favor.

- Por isso mesmo você paga o dote. - minha mãe o empurra. 

- Eu tenho que pagar o Jimin?

- Sim. - um coral é formado por mim, minha mãe, Gain, Jimin e Gustavo, sendo que a atrasadinha da YangMi participa também após alguns segundos.

- Porra. - Carlos resmunga e olha diretamente pro meu namorado. - Palhaçada isso ai, hein.

Respiro aliviada, assim que escuto o interfone do apartamento dos meus pais tocar e Carlos seguir até o aparelho, mas minha mãe ainda estava atenta demais em mim e isso me incomodou um pouco. Yuri entra no apartamento após alguns minutos e ri intensamente assim que YangMi segue em sua direção. Logo atrás dela, está Michel, que me olha e sorri, tirando a criança do chão. 

- Eu vim te buscar. - Yuri caminha até onde estou. - A gente tem uma viagem amanhã cedo, esqueceu?

- Ai, que merda! - grito assim que me lembro de que deveria arrumar tudo pra embarcar pra NY. 

- E o casamento? - Carlos rebate aos risos e freio meus passos.

- Casamento? - e um coral formado por Yuri e Michel surge.

- É. - YangMi sibila. - A Vick vai casar.

- Cretina! - Michel me bate enquanto Yuri decide só bugar mesmo. - Você ia me contar quando?

- Calma que eu descobri agora. - murmuro com a palma apoiada sobre o braço vermelho.

- Não tem nada decidido. - Jimin chama atenção dos dois estacionados na sala e me beija rapidamente. - Eu preciso ir... Depois a gente conversa.

- Vocês vão la pra casa?

Gain se levanta, tomando a filha nos braços novamente e assim que consegue o consentimento de todos, se despede e sai pra algum canto ignorado por nós, carregando Jimin a tira colo. 

- Como assim vocês vão casar? - Yuri indaga cruzando os braços

- Casando... Qual é o choque nisso? - rebato. 

- Pelo menos, ela ta seguindo o certo ne amor? - Michel surge em meio ao diálogo e começo a rir. - Casamento primeiro, depois gravidez.... Você que é toda errada.

- Perai.... - Yuri ergue as mãos. - A gente está em que século mesmo? Só pra saber.

- Ah, falou a morderninha.... - uma gargalhada escapa de minha garganta ao ver Michel balançar os braços completamente exagerado - A rainha da modernidade, miss século 21... Coisa escrota.

- Ridículo. - ela o empurra. - Eu não posso passar nervoso!

Me assusto com o grito da coreana e Michel começa a rir incontrolavelmente.

- Tá achando ruim, chama o Jin.... E vambora, que eu ainda tenho que arrumar muito coisa pra amanhã.

Corro na direção de minha mãe e a abraço, com uma força gritante e ela segura meu rosto assim que a solto.

- A gente ainda vai conversar sobre esse lance de casamento. - ela sussurra e me sinto obrigada a deixar uma careta medonha. - Tô falando sério Vick.

- Okay. - resmungo e Carlos me bate na cabeça. - Ai. 

- Não acredito que não vou ter mais em quem bater. - meu padrasto resmunga e olha pra Gustavo. - Vai sobrar pra você, tá ligado né?

- Cada um com seu problemas e você que se vire. - Gustavo rebate e sai correndo assim que Carlos segue em sua direção. 

- Ta folgado né? - Carlos olha pra mim e o abraço beijando rapidamente seu rosto. 

- Tem pra quem puxar, né? - indago e saio correndo pelo apartamento. - Amo vocês. 

Agarro o braço de Michel e saio do apartamento com ele e Yuri em silêncio, mas esse silêncio não reina assim que entramos no elevador.

- Casamento?

- Já escolheu o lugar?

- A aliança? Cadê?

- Teu primo é louco.... Como assim, casamento sem aliança?

- Eu acho que vocês tem que ir pra Paris.

- Paris é muito clichê.... Tem Valência. 

- Pensei que você ia falar Veneza. 

Respiro fundo e escondo o rosto entre as mãos: - Cheeegaa, pelo amor de Deus. 

Michel e Yuri me olham, assustados e praticamente se abraçam.

- Gente... Eu que sou a noiva não tô assim. - sibilo.

- Então, me deixa surtar? - Michel leva a palma até o peito e começo a rir. - Você vai casar, menina.... Parece que não entende isso.

- Eu entendo. eu acho - cruzo os braços e olho para o painel do elevador. - É só que... não consegui ainda assimilar a ideia.

- Tem que assimilar então. - Yuri rebate. - A gente tem que escolher o vestido.

- A gente tem que ir pra Nova Iorque. - exclamo. - Sem pressão, pelo menos, por ora.

Os dois parecem que se dão por vencidos e calam a boca. Minha cabeça ja tinha entrado em parafuso e não preciso de ajuda de mais ninguém pra surtar. Tinha muitas coisas pra serem feitas ainda no início do ano e casamento não era algo que eu esperava.

- Vocês vão morar onde? - Michel pergunta e se encolhe assim que o olho. - Desculpa...

As portas se abrem e sigo a frente, com os dois em meu encalço e finalmente em silêncio, me deixando seguir quietinha em meu surto particular.

 

❀❀❀❀❀

Florença, 4 meses mais tarde

Eu olho para o relógio rotineiramente e agora faltava menos de meia hora. Estremeço ao lembrar de que amanhã eu sentiria o peso de carregar o nome dele junto ao meu. Eu deixo minha mente vaguear impassível por um momento, esperando cair no sono e acordar em meu apartamento, mas, depois de alguns minutos, a ansiedade cresce em meu estômago, embrulhando em posições desconfortáveis. Me sinto enjoada e extremamente nervosa.

- Calma.

Alguém aperta meus dedos e vejo SunHi sorrindo. A garota tinha passado o dia inteiro ao meu lado, graças a sua briga com Taehyung. Eu agradecia em silêncio o fato dos dois serem idiotas a ponto de brigar no dia do meu casamento, pelo menos, eu não ficaria tão sozinha.

- Não chore. - ela conclui. - Por Deus, essa maquiagem custa muito.

Um riso tenso sai de meus lábios e me concentro em minha respiração, contando cada pulso de meu coração. Eu estava com medo de olhar no espelho, medo de que minha imagem em um vestido de noiva fizesse meu pequeno ataque de pânico piorar.

- Vem aqui. - SunHi agarra meu pulso e me puxa com calma até que minha imagem surja diante de um espelho.

Eu respiro, fundo e sinto meu peito subir e descer insanamente diante ao reflexo - meu cabelo estava preso em um coque trançado com alguns fios soltos, deixando o penteado desconexo. A maquiagem não era gritante e sim, terrivelmente delicada. E o vestido.... O tom de branco era quase reluzente, como se fosse necessário tanta atenção assim. A renda em meu busto era chantilly e minhas costas eram completamente cobertas pelo mesmo desenho rendado, sendo que as mangas longas do vestido também continham a renda. A saia evasê descia relativamente justa a meu corpo, com a renda ainda emoldurando toda a extensão da seda. Não haveria calda e muito menos véu, acho que Gain pensou um pouco e me tirou desse martírio de ter que me equilibrar no salto sem escorregar em qualquer coisa sobressalente em mim.

Engulo o enjoo que sobe até meu pescoço sussurrando: - Eu quero gritar.

- Então, vamos gritar.

SunHi me abraça e como se fossemos loucas desvairadas gritamos o mais alto que conseguíamos por alguns minutos intermináveis.

- Vocês estão loucas?

A porta do quarto se abre e Deborah entra no cômodo ao lado de minha mãe, mas ambas decidem não falar mais nada assim que os olhares caem sobre mim.

- Vick! - minha mãe praticamente grita, emocionada, antes que tivesse passado pela porta. - Meu deus, eu vou chorar.

- Ops. - Deborah aperta os olhos de minha mãe e começo a rir tentando não entrar na onda desesperadora das duas. - Sem choro gente. Vocês estão loucas.... É só um casamento. - e então, ela olha pra mim e tenho a sensação de que vai enlouquecer em breve. - É só o casamento da Vick.... Nada demais.... Droga. 

E eu vejo Deborah chorar pela segunda vez em toda nossa amizade. Respiro fundo e começo a rir, sentindo meus olhos ficarem turvos.

- Ah, não gente. - SunHi exclama. - Não comecem a chorar... Olha a Vick!! Vocês vão deixar ela surtada.

Torno a rir breve e olho em volta, na direção de todas elas. Minha mãe usa um vestido longo com uma renda parecida com a que continha em meu vestido, só que o tom sobre sua pele era mais puxado para o gelo. Deborah estava com um vestido longo com renda vitoriana cobrindo todo seu busto e braços em um contraste de tons que seguiam do preto ao cinza. Ja SunHi, usava um vestido curto e justo em seu corpo, rosa predominante e renda escura.

Deborah era minha madrinha ao lado de Jungkook e eu ainda nao tinha visto o outro casal de padrinhos - Yuri e Jin.

- A gente veio te buscar. - Deborah segue na minha direção e segura levemente meu rosto. - Acho que ainda da tempo de você fugir no caminho.

Meu peito dói e inspiro: - Posso?

Todas começam a rir incansáveis e preciso recontar meus batimentos pra ter certeza de que não morrerei no trajeto.

- Você não viu a igreja, não é? - minha mãe pergunta.

- Não... Deborah e Gain quase arrancavam meu pescoço todas as vezes que tentei me enfiar na decoração. 

Minha amiga segura meus ombros: - Foi por uma causa nobre... E seu pescoço está no lugar.

- Graças a Deus ou o Jimin mataria vocês duas. - SunHi conclui e corre em uma direção ignorada por mim.

Olho pra minha mãe e ela ergue minha mão direita, onde continha o solitário que Jimin havia me dado a meses atrás. Ela beija lentamente meus dedos e sorri.

- Acho que você cresceu mesmo.

Ela sussurra e começo a rir nervosamente.

- Obrigada mãe.... Queria poder registrar minha eterna gratidão à você em algum lugar ou de alguma forma... mas acho que não consigo...

- Não precisa. - ela sibila e beija meu rosto leve. - Cada pedaço de você é um reflexo meu. Então, só continue fazendo tudo certo.

- Hoje eu vou voar sozinha, mãe, mas minhas asas são você.

Ela me abraça, afobada e com um cuidado de não rasgar nenhuma parte do vestido. 

- As maricota vão sair que horas daqui? - Carlos abre a porta e fica estático, olhando pra mim, até ser empurrado por SunHi que corria com um buquê de rosas brancas e flores de laranjeira, que me entrega o buquê sorrindo.

- Bugou Carlos? - Deborah pergunta.

Meu padrasto pisca diversas vezes e me olha novamente: - Acho que sim.... Vamos?

Concordo em silêncio e ele sorri, com uma ternura e orgulho exacerbado em seus olhos. SunHi me ajuda a erguer levemente a saia do vestido e Carlos estende sua mão para que eu a pegue, passando a me guiar pelo corredor do hotel até a saída. Havia uma Crysler 300c preta nos esperando e após alguns minutos de cuidados exagerados entro no banco de trás do veículo, com o meu padrasto ao meu lado. 

Ele agarra minha mão livre assim que o veículo começa a transitar na direção da Basílica: - Eu quero te pedir desculpas se um dia duvidei de você, da sua força e do seu sentimento por ele.... Eu quero que você entenda que eu posso não ser seu pai de sangue, mas você é minha filha. - ele respira fundo. - Eu tinha medo que ele te machucasse.

Beijo sua mão: - Hoje eu acredito em mim, porque você me convenceu disso.... E você é meu pai. 

Ele ri e algumas lágrimas rolam em seu rosto. Me aproximo de sua bochecha e o beijo.

 Obrigada Carlos. - sussurro e me encosto em seu ombro, sentindo meus dedos sendo apertados por ele.

Seguimos em silêncio, com o ar leve e uma atmosfera doce. Não ousei levantar os olhos e observar meu antigo lar, não por ora. Eu teria tempo o suficiente pra caminhar por Florença nas próximas semanas. O carro para em frente a igreja e eu desço do veículo, com auxílio de Carlos que me entrega o buquê segundos mais tarde. 

- Não me deixa cair. - sussurro ao perceber que em breve as portas imensas da basílica iriam se abrir.

- Ia ser engraçado. - Meu padrasto sibila e aperta os dedos em volta de meu braço. - Mas calma, prometo não rir. 

- Idiota. - rio e sinto meu braço ser entrelaçado ao dele.

- Pronta pro abate? - ele me pergunta assim que as notas iniciais da marcha ecoam alto no interior da igreja. 

- Não. - falo conforme minha respiração permite. - Mas a gente se sacrifica.

Guto e YangMi surgem de algum ponto e estacionam a minha frente, usando todos os trajes rigorosos de uma cerimônia matrimonial. E as portas se abrem leves - em total contraste com o peso existente nelas -. Me limito a sorrir breve ao lembrar as diversas vezes que invadi essa igreja aos gritos atrás dos turistas. Mas não me atento muito a isso, ja que passei a procurá-lo em meio a todos os rostos ali. 

Por um breve segundo, eu fico distraída com a profusão de botões de flores brancas que pendiam por todos os lados da basilica, presas em leves laços brancos. Separo meus olhos da decoração, procurando pelas fileiras de cadeiras algo diferente e fico ainda mais nervosa com a quantidade de rostos voltados a mim... Até que eu finalmente o encontrei, de pé, próximo ao altar imponente de Santa Cruz.

Eu mal tinha consciência de Carlos estava de pé ao meu lado, mal me dei conta da presença de Yuri, Jin, Deborah e Jungkook no altar. Eu não vi minha mãe de onde ela devia estar sentada na primeira fileira, nem a minha família nova, ou nenhum dos meus convidados, eles teriam que esperar até mais tarde pra ter minha atenção. Tudo o que eu realmente via era o rosto de Jimin, que encheu minha visão e minha mente. Os olhos dele estavam escuros como sempre e mesmo diante da distância que ainda nos encontrávamos, senti algo queimar em mim e quando ele encontrou meu olhar abismado, quebrou qualquer dúvida em meu peito com um sorriso de tirar o fôlego.

A única coisa que me impedia de correr pelo corredor era a mão de Carlos apertando a minha. O corredor era longo demais pra ansiedade que corroia minhas veias. Toda atenção monopolizada em mim e eu sentia que ninguém estava ali, tudo em volta se apagou e eu só me recordei de que não estava sonhando quando Carlos pegou minha mão e colocou-a sobre a mão de Jimin. Eu toquei sua pele, e eu me senti em casa.

Era isso. Meu mundo, que tinha estado de cabeça pra baixo por tanto tempo, agora parecia ficar na posição correta. Eu me dei conta disso quando olhei para os olhos brilhantes dele, e nada mais importava além do fato de que eu poderia ficar ali, perdida em seu mar.

- Oi. - Jimin sussurra e meu mundo gira novamente, no eixo certo.

- Oi.

Ele sorri e o padre local nos chama atenção para o início da cerimônia. Torno a sorrir brevemente sentindo os olhos dele voltados a mim, sentindo um preenchimento confortante em meu peito e uma certeza de que agora chegamos até o fim, como um castelo de cartas que demora meses pra ser construído e em meio a tantas quedas, ele finalmente estava pronto, imponente, belo e único.

 

Continua....


Notas Finais


Eai, galerao heheuheuh suave na nave? geral tranquilao?? gosto assim

Tao vendo aquele continua ali??? É foda ne hueheuheueh
Eu nao tinha pretensao de fazer segunda temporada da fic, até porque achei que nao era necessario mas como eu disse no capitulo anterior, tem muita ideia ainda, entao.... porque nao???

A segunda fase de jod, na verdade, se chamara House of Cards e eu realmente espero que vcs gostem e sigam o que tem por vir aiii.... espero vcs la galerao <3

o link tá aqui>>> https://spiritfanfics.com/historia/house-of-cards-6730012

amo muito vcs <3


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