História Just one more drink - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Amor, Amor Impossivel, Avenged Sevenfold, Aventura, Crossover, Drama, Lemon, M Shadows, Orange, Romance, Sonhos, Synyster Gates
Exibições 19
Palavras 2.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - O retorno de quem não foi


Fanfic / Fanfiction Just one more drink - Capítulo 26 - O retorno de quem não foi

          -Airport?

-Sim vim deixar Marjorie.

-Marjorie foi para onde?

-Ela acabou de entrar em um avião, foi para Recife e segundo ela, não volta mais.

Campinas/SP

- Eu só queria saber o que aconteceu com você, para fazer tudo isso

Apertava minhas mãos contra meus joelhos, nem chegava à sentir o tecido da calça jeans que eu vestia tamanha era minha ansiedade. Do outro lado do telefone, Marjorie era tranquila e falava como se nada tivesse acontecido.

 

São 22:00 horas da noite aqui em São Paulo, estou sentado no chão do apartamento, que era nosso, como se esperasse ela voltar, mas ela não volta, pelo menos foi isso o que Zachary meu falou. Me recuso à acreditar, quer dizer, eu tentei ser forte e concluir o relacionamento como uma pessoa normal, civilizada, mas a gente ia casar, tivemos uma história juntos, ela me salvou. Era gratidão, era respeito, eu sentia falta do toque, do cheiro e era tudo isso misturado com amor. Acho que esse sentimento deveria vir com um aviso daqueles de remédio: esse remédio é contra indicado em casos de...

Então eu pego o meu celular, desbloqueio a tela e o número aparece decorado, como que eu deixei nós chegarmos à esse ponto?

Um toque, dois toques, três toques.

Lembro-me que ela disse que teve um caso com seu ex chefe, quando ainda era só uma técnica de elétrica, que esse chefe tinha vindo de Recife, ironicamente a cidade onde ela estava agora.

Quatro toques, cinco toques, seis toques.

“Ligação gratuita, deixe seu recado, é grátis...”

Eu tento novamente,

Um toque, dois toques, três toques...

E se ela voltou pra ele? E se eles estão juntos e ela não que me atender exatamente por que eles estão matando as saudades depois de tantos anos. Ela voltou ainda mais linda, mais inteligente, mais independente, e ela não precisa de mim pra nada. Um nó se forma em minha garganta e a visão fica embaçada por lágrimas, o coração parece que vai saltar pela boca.

Quatro toques, cinco toq...

-Alô?

Minha coração dispara ainda mais, um sorriso vem ao meu rosto, como estou sendo trouxa meu povo.

-Marge?

-Oi Brian – se eu estivesse lá juro que poderia ver seu sorriso largo enchendo sua boca.

-Atrapalho algo? – já viram alguém perguntar algo com medo da resposta? Sou eu nesse exato momento, minhas mãos estão suando e aperto ainda mais forte o tecido da calça.

-De forma alguma (risos), sai do banho agora, cheguei não faz muito tempo, foi uma viagem cansativa. – sua voz muda para um repentino tom de relaxamento.

Pensei muito no que dizer, não disse nada, coisas vieram na minha cabeça, rodaram, rodaram e eu não consegui falar nada. Apenas desliguei o telefone, abri o whatsapp e comecei a digitar:

Doeu e ainda está doendo

Por que você saiu?

Por que você sumiu?

O que te levou pra longe?

Juro que queria uma última dose, um último segundo, um último instante

Ao meu lado, erámos tão nós e nada deles

Quem te levou pra longe?

Você me salvou

E agora que vai ficar por mim?

E agora, quem vai me querer assim?

Talvez a dor da entrega deva ser menor, deva ser mais fácil

Traído embaixo dos meus olhos, eu não queria ver você partir

A morte mais dolorida

A tristeza mais sofrida

Eu queria disputar uma corrida

Só para nunca mais te ver partir.

Enviei para ela, e fui dormir. Dormi sonhando com uma melodia para essa letra portuguesa que eu fiz em menos de 5 minutos, era como compor So Far Away, eu tinha uma dor imensa que não dava para descrever, me sentia incompleto e então fiz tudo em um papel. “Nós erámos invencíveis, mas a verdade é tão fria.”

Recife/PE

23:38 da noite

Eu não imaginava que surtiria efeito tão rápido a minha subida “desaparição” , sei que a ligação de Brian me satisfez muito e agora eu não sabia o que achar, eu fiquei pensativa por um bom tempo após aquela ligação ter subitamente se encerrado. Depois de 10 minutos deitada no chão olhando para o teto, com as mãos por cima do celular e o mesmo encostado no meio peito, senti uma vibração repentina, era mensagem e era dele.

Meu coração saiu pela boca quando eu vi. Li tudo aquilo e minha consciência pesou, era como se eu voltasse ao tempo e lesse a tradução de So far Away pela primeira vez, eu sabia que aquela letra tinha sido escrita por Brian na tentativa de afastar um momento de dor que o assolava naquele momento, eu me senti mal por tudo e ainda sim feliz por tudo ter acabado e ele saberia lidar com a falta, tenho certeza. Apesar do repentino choque que me abateu por muito ter lembrado a atitude de quase todos os meus namoradinhos de infância que se afastavam de mim por julgar ser melhor, eu tentei dormir aquela noite. Foi tudo em vão.

1:03 da manhã

Há pouco eu havia postado uma foto, marcando Recife na localização, meu coração disparou com a mensagem que recebi enquanto eu estava na minha fracassada tentativa de dormir.

-Está em Recife? Também estou por aqui, vamos nos encontrar?

Era ele, não era Brian, não era Zachary, não era ninguém com quem eu tivesse mantido contato nos últimos 7 anos, era o meu ex chefe, era o cara por quem eu havia me apaixonado ainda muito nova, ainda antes de saber o que é amor e antes de me tornar a mulher que sou hoje. De repente me veio a imagem da menina insegura que eu era e de quem ele se aproximou.

Pra encurtar história, eu era apenas uma aprendiz e ele era meu chefe, lindo, inteligente, engraçado e no topo de essa tal cadeia alimentar empresarial, eu não era nada perto dele. Um dia, um colega comentou sobre seu feito de tirar uma foto da faixa da via láctea aqui na terra, a mini Marjorie que sonhava ser astronauta se acordou de repente e foi procurar no instagram dele, mandou uma solicitação e ele aceitou, curtiu várias fotos seguidas e começou uma conversa que durou meses, muitos encontros e uma história, que se encerrou por meros vacilos tolos, de nós dois.

Após ser tomada pelo frio na barriga, olhei a mensagem e vi que ele ainda estava online.

-risos, estou sim, quanto tempo.

Como se ele tivesse com a conversa aberta, imediatamente foi visualizada o que eu enviei.

-E o nosso encontro? Está de pé? Que saudades

-Fazem anos, quase 10 anos.

-Pela terceira vez, e o nosso encontro? Estás aonde? Posso ir te buscar? Quero te ver agora!

-Estou na Praia de Boa Viagem mas acredito não ser uma boa ideia.

-Me diga aonde e eu irei.

1:50 da manhã

Eu estava no frio da praia, ventava muito e meu cabelo voava como se quisesse deixar minha cabeça, as ondas quebravam na orla e eu ia me aproximando, cada vez mais frio, cada vez mais gelado, cada vez mais suada, com o coração cada vez mais apertado, eu queria morrer, faziam anos e ele ainda estava lindo e intocado como sempre, nossa diferença de 17 anos de idade um pro outro não era algo que comprometia a nossa qualidade de relacionamento, embora tenha sido uma das coisas que nos fez afastar.

Ele vem correndo em minha direção e eu decido para no meio da faixa de areia, ele vem quase voando, a camisa branca se choca contra o corpo dele, o cabelo dele voa igual ao meu e o sorriso continua lindo, como sempre.

Agora estamos de frente um para o outro, nós sorrimos, seus olhos se fecham e ele me abraça.

-Quanto tempo foguetinha.

Ele me aspirava como se quisesse me sugar para si, ele nunca havia me abraçado assim, o medo e a repulsa me fizeram diminuir a intensidade com a qual eu queria retribuir esse abraço à tempos reprimido, eu não sabia o que fazer, a minha ansiedade me entregava, chegava à doer a presença dele aqui, mas nada foi pior do que me lembrar de novo do que ele tinha feito comigo naquele tempo. Apesar de nossa história ter sido linda, e realmente foi, eu passei muito tempo sofrendo o desprezo dele, e isso me criou uma ferida imensa, que estava sendo ainda mais machucada por um dedo enorme, que mexia como se não importasse a dor. Eu me sentia no centro do inferno, mas ao mesmo tempo, rodando dentro do céu.

-Oi, Eduardo, quanto tempo.

Fui capaz de dizer somente isso, eu sentia que iria morrer.

Ele suspirou fundo, segurou minha mão, sentou na areia e me fez fazer o mesmo. Eu olhava pro mar, fechava os olhos e tentava me acalmar.

-Continua com tuas súbitas crises de nervosismo?

Ele riu, e isso me fez lembrar do quanto eu ficava nervosa em estar perto dele.

-Não é todo dia em que a gente reencontra alguém depois de quase 10 anos.

-Não é todo dia em que eu me preocupo em reencontrar alguém. Mas o que te trouxe tão longe? A última vez que tive notícias suas foi quanto Paulo me contou que você estava se formando em medicina, vi até algumas fotos na internet, fiquei muito feliz... – sua voz se entristeceu e a fala perdeu a força, retornando quase em um sussurro – eu fiquei muito mal com sua partida.

Pensei em todas as coisas que aconteceram desde que terminamos, eu e Eduardo sempre fomos um casal que não podia se assumir, por motivos óbvios e mesmo não sendo uma psicopata procurando o ex nas redes sociais, eu sempre ficava informada por um ou outro de que ele não sentia nem um pouco a minha falta, não como eu senti a dele.

- É, são as chamadas ocasionalidades da vida – sorri fraco e pensei em Brian, como eu queria estar ali com ele.

Eduardo pigarreou, sinal de que tinha falado algo e eu não prestei atenção.

-O que? Desculpa, estou com muito frio e me distraí.

Fiz a minha melhor cara de confusa para ele não perceber o tédio que eu estava sentindo, ele continuava lindo e intocável, mas era como se meu interesse tivesse subitamente desaparecido.

-Perguntei sobre seu noivo, o guitarrista, Paulo também me falou sobre isso.

Paulo era um amigo, superior à mim e inferior à Eduardo na cadeia de empresa.

-Paulo andou te informando muito sobre mim... digamos que nunca fui uma garota do rock – agora foi a minha voz quem perdeu a força – eu e Brian não erámos o exemplo de casal que as pessoas iriam querer ver nas revistas ou nos prêmios que ele ainda vai ganhar. O terceiro melhor guitarrista do mundo não merece uma mosca morta como esposa.

Eduardo olhou pra mim incrédulo, ele odiava a minha mania de me menosprezar, mas nesse caso, especifico eu estava apenas falando a verdade.

- Já te falei sobre essa mania de ficar se martirizando, você sempre foi uma garota do rock, sempre gostou desse mundo, parecia até que nasceu pra ele, sua voz grave, seu estilo, atitude, só cego não vê que isso tudo é teu.

Ele falava com uma bondade que quase me fazia acreditar, mas pontadas agudas no meu coração me fizeram lembrar de como ele costumava ser envolvente até conseguir o que quer.

-Já está tarde, e frio, tenho que ir – levantei-me e limpei o excesso de areia que havia em meu short. – foi bom te ver Eduardo. – estava me distanciando devagar, pois a areia dificultava minhas passadas rápidas.

-Amanhã te busco para o café, não fuja de mim Marjorie – foram as últimas palavras que o ouvi gritar.

Campinas/SP

5:45 da manhã

“Fim do noivado do ano: Synyster Gates rompe com Doctor Gates.”

“O fim de uma era: guitarrista do Avenged Sevenfold rompe com sua noiva.”

“Seria o fim? Brian Haner Jr. rompe com a médica Marjorie Louise”

“De férias no Brasil, o guitarrista solo da banda de heavy metal norte americana, Synyster Gates rompe com sua noiva, Marjorie Bernardes, conhecida pelos fãs como Doctor Gates. O músico e a médica teriam terminado seu relacionamento após desgaste emocional segundo fontes ligados ao casal. Eles estiveram juntos por mais de 7 anos, e Marjorie ajudou o guitarrista à superar momentos difíceis como sua internação em uma clínica de reabilitação. Procurado pela impressa, Synyster Gates se recusa à falar sobre o assunto.”

Finalmente havia se tornado público, agora eram chuvas de e-mails, ligações, especulações e questionamentos sobre o fim. Nem com Michelle eu havia notado comoção tão grande quanto estava sendo com ela, talvez por ser ela e pelos fãs saberem que era ela e a quantidade de sentimento que havia em nós.

Ela havia lido a mensagem que eu mandei, não falei mais nada, apenas fiquei o dia inteiro na expectativa, mesmo sabendo que o errado era eu em ter visto o que ela fez e mesmo assim ter ido atrás, mas talvez quem saiba disso me entenda.

-Brian?

Zachary aparece atrás de mim, na porta do quarto, encostado na porta com um copo de suco na mão.

-Já ligou para ela? – perguntei por que sabia que ele não iria se controlar e iria atrás dela.

-Não, mas Meaghan ligou.

Há meses Zee não falava no nome da ex mulher, que até me espantou ele ter dito que conversara com ela.

-Sério? – mostrei-me realmente surpreso – e o que ela queria?

Zee sentou-se na cama e respirou fundo.

-Ela queria falar comigo, disse que precisamos conversar, sobre uma possível reconciliação.

Ai mesmo foi que eu me surpreendi, estava tudo tão confuso que eu nem sabia o que dizer, então deixei ele continuar falando.

-(...)Comprei a primeira passagem que vi para HB e estou indo ver no que vai dar.

Antes que eu me desse conta, ele havia atravessado a porta como um tufão e eu estava ali sozinho novamente, pronto para mais algumas centenas de devaneios com Marjorie. Até que chegou uma notificação no meu celular

Instagram: Marjorie Louise foi marcada em uma foto de Eduardo Tavares.

Na imagem, ela aparecia com um homem aparentemente com seus 40 e alguns anos, estavam sorridentes na praia, e a legenda dizia:

“Meu reencontro com o passado, em excelente companhia.”

Era ele, lembro que ela já havia me mostrado antes, ela estava com ele, eles estavam juntos, tomando café juntos, postando fotos juntos, rindo de mim juntos. Joguei o celular na parede, à ponto de ouvir suas dezenas de caquinhos de vidro se formando em sua tela. Cada osso do meu corpo doía, eu queria matar alguém, ou queria morrer.

Recife/PE

10:30 da manhã

Eduardo não me deixava um segundo em paz, eu queria aproveitar meu tempo em Recife para me livrar do passado e não para reencontrar um ainda mais distante. Eu havia superado ele e precisava seguir em frente, pensar no que fazer em relação à Brian.

Brian Jr. curtiu a foto em que você foi marcada.

Eduardo Tavares marcou você em uma foto.

As duas notificações chegaram em meu celular ao mesmo tempo, mal pude controlar o susto. Lembrei-me que já havia mostrado Eduardo para Brian, corri no meu whatsapp, havia uma mensagem:

-Adeus

Brian havia me bloqueado.



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