História Just say yes - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Kris Wu, Personagens Originais, Tao
Tags Baekyeol, Broken!krisbaek, Chanbaek, Colégio Interno, Mention!taoris
Visualizações 613
Palavras 8.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


POR FAVOR, LEIAM!!!

Nem sei como começar isso aqui...demorei uma eternidade para atualizar e eu estou meio constrangida por demorar TANTO para escrever tal capítulo, sinto muito :(
Farei um resumo do que aconteceu nesses últimos meses: Bem, vira e mexe passo por umas crises com minha escrita e não gosto de absolutamente nada que escrevo e fico a me sentir bem bosta e isso, infelizmente, aconteceu no meio pro fim de Junho e se estendeu até Julho. Optei por me distrair e não me pressionar (até porque a pressão aqui em casa já é o suficiente ks), já que não estava gostando de nada que escrevia; tanto que esse capítulo foi reescrito duas vezes por conta da minha insatisfação. Mas, felizmente, essa crise passou! AMÉM!!!!
Irei entender aqueles que desanimaram com a fic por conta da minha demora para atualizar...Me desculpem, mesmo, não era para ser assim, mas acontece :/
E para aqueles que ainda não desistiram de mim, obrigada e me desculpe pela demora :")

E tenho mais duas coisinhas para dizer:
A primeira é que eu alterei o nome do filho de Irene (Não sei se vocês se lembram, mas ele se chamava Taehyung) por motivo de significado. O nome do filho dela agora é "Myung-Dae". O motivo disso, como disse anteriormente, se deve ao significado do nome "Myung-Dae" (que significa brilhante/luz). Relendo a fic notei que tal significado terá uma grande utilidade para mim futuramente e, como o bebê ainda não nasceu, achei que seria bom mudar por agora.
Caso vocês se incomodarem com tal alteração, se sintam livre para falar u.u

Segunda coisa: Como falei, eu andei relendo a fic e alterei alguns pontos que estavam me incomodando e corrigi uns erros bem idiotas que cometi, mas nada muito "uau", foram pequenos detalhes, nada que prejudique o andamento ou mude algo na estória.

Isso ficou grandinho, sorry ks
Espero que gostem desse capítulo, demorou para sair mais foi escrito com muito carinho e está bem grandinho para compensar a demora absurda!
Agora, sem mais delongas, boa leitura :3

Capítulo 22 - Siga os morangos


Desde do dia que o martelo do juiz bateu e declarou o processo ao hospital por encerrado e, consequentemente, a vitória de Baekhyun em tal caso, Byun sentia que havia tirado mil quilos das costas.

Havia passado por um procedimento tão longo e demorado que, por vezes, pensou em desistir daquilo, mas sua mãe e os Park, principalmente o senhor Park - um advogado de pulso firme que explora os casos que estão sob sua guarda até a raiz, tendo o cuidado de averiguar cada detalhe com seus olhos de águia e perspicácia -, conseguiram o convencer que valia a pena ir até o fim. E realmente valeu.

O processo contra o hospital durou dois meses. Dois meses de muita dor de cabeça, muita burocracia, desgaste físico e mental e, por fim, o tão esperado veredito. Baekhyun havia ganhado uma indenização consideravelmente gorda do hospital (devido ao dano moral sofrido) e, uma vez provado que o laudo que Byun Yoo usou para internar o mais novo era falso, Baekhyun conseguiu uma medida protetiva contra o pai; não queria ver aquele homem na sua frente nem pintado de ouro. Byun Yoo devia ficar há 500 metros de distância do mais novo quando saísse da prisão. Caso este descumprir tal ordem, pode passar mais quinze dias ou mais dois anos atrás das grades (dependendo da gravidade da quebra da medida).

O juiz também concebeu a ordem de vistoria geral ao hospital no qual Baekhyun foi internado a força. Tal ordem visava investigar se tal estabelecimento estava realmente preparado para tratar de seus pacientes. O juiz também determinou que todos os médicos e enfermeiros do hospital passassem por uma triagem e avaliação psicológica para ver se tais profissionais estão verdadeiramente aptos para estarem ali. Enquanto aos enfermeiros, que maltrataram Baekhyun, acabaram por serem afastados de seus cargos por tempo indeterminado.

Depois de muita luta em busca de fazer sua voz ser ouvida e conseguir pôr um fim ao seu tormento, Baekhyun merecia seu devido descanso, certo? Errado. 

Assim que se viu livre de assuntos de tribunais, laudos médicos e daquele que chamava de pai, Baekhyun se encontrou em meio a uma avalanche de trabalhos escolares em pendência. Coisa que o fez ter que correr contra o tempo para colocar todas as matérias em dia e as fixar na cabeça.

Havia voltado a frequentar o internato na mesma semana que foi dormir na casa dos Park. Não suportou a ideia de estar a perder conteúdo importante por muito tempo. Mesmo tendo Chanyeol para tomar notas para ele, não se sentia bem ao ficar de favor na casa de seu namorado ou da ideia de ver seu rendimento escolar despencar por acúmulo excessivo de matérias para pôr em dia. Sempre acabava tendo que ligar para Chanyeol para o maior explicar melhor determinados pontos das mais diversas disciplinas, coisa que diminuía as horas de descanso do Park.

Baekhyun voltou a frequentar o internato em uma quarta feira. Se recorda dos olhares curiosos que se prenderam em sua pessoa, tanto na sala de aula, tanto nos corredores. Porém, os cochichos foram de longe a pior parte. Apesar de já esperar por isso, ficou incomodado e Chanyeol notou. Tão logo o mais velho fez o que havia prometido um tempo atrás: foi tirar satisfação com cada aluno que ousava olhar torto para o Byun ou fazer fofoca sobre o mesmo.

"Não vou aturar imbecis inventando coisas sobre você", essa foi a frase de efeito de Chanyeol por quase uma semana. Por incrível que pareça, o Park conseguiu fazer com que o nome de Baekhyun saísse da boca dos fofoqueiros de plantão. Como? Baekhyun até tentou saber, múltiplas vezes, mas Chanyeol apenas o respondia com um "Eu tenho meus métodos não violentos de convencer as pessoas a fazerem o que eu quero" seguido de um sorriso astuto.

- Espero que você não tenha beijado ou mordido nenhuma dessas pessoas. - Baekhyun retrucou com os olhinhos em fenda.

Chanyeol sorriu largo.

- Esse método eu só uso com você. - Piscou antes de roubar um beijo do mais baixo.

 

Atualmente se encontravam na primeira semana de Maio. Última semana antes das provas começarem.

Felizmente, Baekhyun conseguiu colocar grande parte das matérias e trabalhos em dia, no momento só tinha pendência em artes e educação física. Em educação física pela sua falta de frequência nas aulas e em artes por está devendo uma pintura abstrata (não era muito chegado a pintar em telas, mas daria o seu melhor quando o tempo o permitisse).

Não vinha tendo muito tempo livre, até porque, sempre que fica desocupado, estuda para as provas que estão por vir.

Quem não gosta nadinha disso é Chanyeol. Esse vive reclamando que o menor não está o dando atenção. Tem dias que o Park até mesmo esconde os livros didáticos de Baekhyun e exige um pouco de atenção. Em tais dias, ambos sempre acabam aos amassos em algum canto do quarto e quase vão além das carícias despudoradas, mas sempre há alguém que os interrompem.

Baekhyun até chegou a pensar (e ainda pensa) que há algo naquele dormitório que os impedem de transar. Pensa que algum tipo de alarme silencioso é acionado toda vez que o clima esquenta. Havia compartilhado tal pensamento com Chanyeol e este teve que concordar.

Um sorriso involuntário se espalhou pelos seus lábios. Era melhor ter problemas como esses do que os que tinha há uns meses.

Mas bem, no meio desse show de horrores, acabou por conhecer o senhor Park e descobriu que tal homem, além de ser um advogado excelente, era uma ótima pessoa. Inicialmente, sentiu um pouco de medo de como o senhor Park reagiria a ele, temia que este não fosse com sua cara ou algo do tipo. Mas, contrariando suas paranoias internas, senhor Park se mostrou ser um homem muito simpático, atencioso e gentil. Conseguiu ver muito de Chanyeol nele.

Chanyeol tinha sorte, possuía uma família tão incrível quanto ele. Todos os membros da família Park tinham um coração maior do que eles próprios, apostava que a pequena Yoora seria uma mulher tão fantástica quanto a mãe.

Mal se deu conta e já estava sorrindo bobo ao mesmo tempo em que um rapaz alto bloqueou o sol gostoso de fim de tarde que pegava.

- Diga que estava pensando em mim. - ouviu a voz tão conhecida por si antes de sair dos seus próprios devaneios.

- Quase isso. - Baekhyun retrucou enquanto observou o Park sentar ao seu lado, este logo tratou de depositar um beijo molhadinho em um dos lados de seu pescoço. Adorava ser beijado naquele ponto em particular.

- Em quem estava pensando? - Sentiu o maior o cutucar na cintura antes de beber um longo gole de água de sua garrafinha rosa bebê infestada de margaridas miúdas (presente de Yoora).

- Na sua família e no quão incrível ela é. - Optou por ser sincero, logo abriu um sorriso de canto ao ver os olhinhos de Chanyeol se arregalarem de um jeito fofo enquanto este ainda bebia água. Não resistiu a vontade de apertar a bochecha cheinha, em troca ganhou um resmungo manhoso do mais velho. Riu frouxo.

- Eles te adoram. - Ofereceu água para o menor, que logo aceitou. A água estava bem geladinha e gostosa.

Enquanto bebia, observou Chanyeol se virando um pouco mais para ele e, consequentemente, ficando de costas para o sol. Coisa que fez com que os raios solares emoldurassem a silhueta maior e o desse um ar tão sobrenatural que, por alguns segundos, Baekhyun permitiu-se imaginar que Chanyeol se tratava de um ser celestial que havia decidido revelar seu grande segredo. A qualquer momento, o Park afirmaria que era um anjo e suas asas seriam exibidas, em todo seu esplendor, especialmente para ele.

Baekhyun não se deu conta, mas sorria que nem um bobo apaixonado enquanto olhava para Chanyeol. Tal sorriso e olhar não passaram despercebidos pelos olhos apurados do mais velho, que acabou por soltar um riso gostoso antes de se inclinar e selar os lábios com os semelhantes de Baekhyun e sussurrar um "Eu te amo, sabia?", pouco antes de se afastar e voltar ao mesmo lugar que estava.

Baekhyun pareceu levemente desconcertado por alguns segundos, até mesmo coçou a nuca. Chanyeol o conhecia bem o suficiente para saber que ele estava sem jeito e não era pelo beijo ou confissão, mas sim por ser flagrado o admirando.

- Me empresta seu celular por um minuto? - Deu batidinhas no joelho de Baekhyun, o sorriso não abandonava seu rosto.

- Você não vai tirar foto minha, vai? - mesmo retrucando, Baekhyun tirou o celular do bolso do casaco, pausou a música que escutava nos fones e o entregou a Chanyeol.

- O sol está fazendo um efeito tão bonito nos seus olhos, tenho que registrar isso! - Logo mirava a câmera do celular em Baekhyun. - Faz uma pose, meu amor.

Baekhyun, aos poucos, foi se acostumando com o costume de Chanyeol de vira e mexe querer tirar fotos dele nos mais diversos momentos. Dia desses, o maior tirou foto sua enquanto escovava os dentes. Tal foto virou o fundo de tela de Chanyeol por uma semana.

Sorriu com a lembrança antes de unir os dentes, erguer um tantinho o cantinho do lábio superior, resultando em uma careta, fechar um dos olhinhos e erguer os dedos em "V" perto da boca.

- Mais uma! Dessa vez sem careta. - Chanyeol falou animado. Seu baixinho era bem fotogênico, adorava as fotos que tirava dele.

Dessa vez, Baekhyun se inclinou em direção a Chanyeol até ficar com a própria boca bem no foco da câmera, o que fez o Park engolir em seco e Byun sorrir sacana antes de fazer um bico com os lábios. Chanyeol logo tratou de fotografar.

- Isso é algum tipo de sugestão? - indagou assim que abaixou o celular e voltou os olhos para Baekhyun, que ainda prevalecia de quatro, perto demais de si, sorrindo travesso.

- Para me beijar? Será que é? - ironizou antes de romper a distância entre as bocas. O beijo foi calmo e lento, um reflexo do estado de espírito atual do casal.

- Hm, você comeu morangos. - Lambeu os lábios, o que fez o Park encarar a trajetória da língua rosada quase que hipnotizado.

- Comi. Estavam gostosos.

- Me deu vontade de comer agora. - Soltou um risinho. - Faz tempo que não como. Até um tempo atrás me lembrava a algo desagradável, mas atualmente não me prendo mais a isso. - Beijou a pontinha do nariz de Chanyeol, este fechou os olhos para sentir o carinho. Era bom desassociar morangos com a lembrança da traição de Yifan.

- Bem, agora você pode associar o morango com o sabor dos meus beijos. - Chanyeol falou de súbito ao voltar a abrir os olhos, que no momento estavam mais brilhantes que o sol. Baekhyun o agradeceu mentalmente por não indagar o porquê de o morango ser cortado de sua vida por um certo tempo.

- Você precisa comer mais morangos para eu associá-lo aos seus beijos, mas devo admitir que amo morangos.

- E você me ama, só juntar o essencial com o agradável.

- Não seria juntar o útil ao agradável? - retrucou risonho.

- Não me regule! E mais, meus beijos são essenciais sim senhor, me respeita! - Cutucou a cintura do menor de forma que este se ajoelhou diante de si enquanto ria e resmungava devido a cosquinha que sentia naquela região.

- Irene me ligou. - Baekhyun falou de súbito antes de arrastar o traseiro até encostar as costas no tronco da árvore, sua coluna não estava lá essas coisas nos últimos dias. - Falou que estava com desejo de comer algo exótico, mas não sabia o quê. Coisa de grávida. - Soltou um risinho - E perguntou de você, falei que estava insuportavelmente dengoso e ela concordou.

- Que calúnia! - Chanyeol arregalou os olhos com o ar fajuto de reprovação instantes antes de se deitar na grama verdinha e repousar a cabeça no colo do mais novo. 

- Desconheço o que seja dengo. - Fez bico antes de mirar o moreno. - Faz cafuné no meu cabelo? 

Baekhyun riu com vontade, mas logo estava a acarinhar os fios macios de Chanyeol. Gostava de caçoar do lado dengoso do maior, mas no fundo gostava bastante de ver o namorado carente de seus carinhos. Não que não sentisse necessidade de receber os carinhos dele também, mas, ao contrário do Park, Byun não pedia por carinho e sim lançava um olhar para o mais o velho e este prontamente entendia o que ele queria.

- Imagina se soubesse. - Implicou enquanto se distraía mexendo nas madeixas escuras ao passo que Chanyeol fechava os olhos. - Irene também me falou que você choraminga para ela. O nenê é muito manhoso. - Provocou fazendo voz infantil, coisa que o fez levar um beliscão no braço, no qual revidou com um peteleco na testa de Chanyeol. - Confesso que fico aliviado de ver que ela está se divertindo com seu dengo e não mais pensando no que me aconteceu.

Se recorda de quando sua mãe achou que era o momento certo para contar a Irene tudo o que tinha acontecido. Irene acabou por passar muito mal, parou no hospital e tudo. Felizmente de nada prejudicou o bebê, para o alívio de Baekhyun. Que se desesperou ao saber que a irmã havia sido hospitalizada, visto que a pressão dela havia caído devido ao estresse.

Após tal ocorrido, Irene resolveu passar uns dias com a mãe e replicou para a mais velha que ela devia se mudar e se divorciar de uma vez, coisa que Baekhyun reforçou. No fim do mês passado, a antiga casa dos Byun foi colocada a venda e, atualmente, senhora Byun estava de olho em uma casa que ficava próxima a casa de Irene. Baekhyun ainda não havia ido ver a tal casa que a mãe estava de olho, mas apostava que era bonita. Enquanto ao divórcio, segundo Irene, a mãe já estava a realizar os primeiros procedimentos para tal.

Por falar em Irene, ela havia ido ao internato ver o irmão assim que o mais novo voltou a frequentá-lo, queria se assegurar que Baekhyun estava bem. Vez ou outra ligava para ele ou para Chanyeol. Digamos que Irene havia virado uma irmã ainda mais coruja.

- Achei que seria bom se eu contasse isso para ela. Irene gosta de tirar com a minha cara e se diverte fazendo isso, me lembra até certo alguém. - Lançou um olhar acusatório ao menor, que se dispôs a revirar os olhos e murmurar um "Você também tira sarro de mim, palhaço". Chanyeol sorriu, mas logo se pós a encarar o baixinho com os olhos afetuosos. - Ela sempre arruma um jeito de me dizer que é muito grata a mim por tudo o que fiz por você. Sempre digo que faria tudo de novo.

Baekhyun o lançou um sorriso fofo antes de descer sua destra dos cabelos do Park para o rosto do mesmo, fez uma leve carícia na bochecha saliente. Nada foi dito naquele momento, a troca de olhares intensa era o único meio de comunicação entre eles. Nem sempre a comunicação verbal era necessária entre os dois, gostavam de se afundarem no olhar um do outro sem pensar se voltariam a superfície.

Chanyeol, sem quebrar o contato visual, pegou um dos fones, esquecido pelo menor, e o colocou em um dos lados do próprio ouvido antes de oferecer o outro lado ao namorado. Prontamente Baekhyun colocou o fone de volta ao ouvido, logo Chanyeol pegou o celular do mais novo e deu play. O que fez com que os ouvidos de ambos fossem invadidos pela voz melodiosa de Adam Levine.

- Um clássico do Maroon 5. - Chanyeol comentou com um sorrisinho de aprovação.

- Gosta? - Baekhyun indagou, não podia esconder sua curiosidade.

- Gosto sim. - Franziu o nariz antes de sorrir contido - She will be loved é uma música belíssima! Uma das melhores do Maroon 5 até hoje, se me permite dizer. 

Baekhyun deu um risinho soprado.

- Não só permito, como afirmo. - Dito isso, Chanyeol fechou os olhos e começou a cantarolar a música baixinho. A voz de Chanyeol era relaxante e gostosa de se ouvir. Baekhyun se pegou a admirando antes de sentir a mão morna do Park se enlaçar na sua.

- Cante comigo. - Chanyeol voltou os olhos brilhantes para ele.

- Não canto muito bem.

- Isso é irrelevante, só quero que cante comigo. - Sentiu um leve aperto na mão que Chanyeol envolvia. Não adiantaria muito teimar com o Park, acabaria perdendo pelo cansaço. Foi pensando nisso que começou a cantarolar, timidamente, seguindo o ponto onde a música estava.

Baekhyun acabou se deixando levar e só veio a reparar que a voz de Chanyeol havia sumido quando o ouviu murmurar algo como "Tão lindo". Subitamente parou.

- Você devia me acompanhar! - o censurou.

- E você devia me falar que tinha uma voz tão bela! Estou deslumbrado e arrepiado!

- Não seja exagerado. - Deu um tapinha amistoso no ombro de Chanyeol que se virou em seu colo e se pôs a apoiar os cotovelos em suas coxas enquanto os olhos grandes o miraram com uma ansiedade quase que infantil.

- Estou apaixonado por sua voz.

- Você é suspeito para falar.

Chanyeol pareceu refletir por um minuto, tão logo estava a exibir seu sorriso faceiro.

- Pode até ser, mas sua voz cantando ainda continua sendo a voz de um anjo. Mas, me diga uma coisa: Será que posso pedir algo ao garoto que completará seus 18 anos amanhã?

- Sério isso?! Foi a Irene que te lembrou, não é? - Deixou sua frustração transparecer. Não gostava muito de comemorar seus aniversários e nem estava com cabeça para tal. Tudo bem que no dia seguinte, no caso na sexta, relaxaria um pouco com os estudos e aceitaria qualquer carinho ou mimo vindo de Chanyeol, mas não estava em seus planos o maior lembrar de seu aniversário.

- Por que está com essa cara?! Baek, amanhã é seu aniversário! Vamos comemorar de algum modo.

- Não sei. Não curto muito comemoração. - Fez careta.

- Você nunca passou um aniversário comigo, não sabe o que tenho em mente para logo recusar.

- E o que têm em mente? - Arqueou a sobrancelha ao mesmo tempo em que acompanhava Chanyeol sair de seu colo. Foi inevitável não prender os olhos na bunda do maior enquanto este se levantava. Gostava bastante de ver o traseiro bonitinho do Park naquele jeans. Bem, na verdade gostava muito do traseiro de Chanyeol. Se divertia apertando as bandas do traseiro do namorado vez ou outra, mas o que mais gostava era de apertar aquelas nádegas quando se via consumido pelo tesão. Nessas horas costuma apertá-las sem nenhuma cerimônia, em troca ganha suspiros deleitosos por parte do maior.

Inconscientemente mordeu o lábio inferior. Tinha que controlar o rumo de seus pensamentos, pensar no traseiro de Chanyeol não era lá algo muito recomendado quando eles estavam em público. Se sentia um pervertido.

- Surpresa. - Ouviu Chanyeol dizer, coisa que o fez voltar a realidade. Este fez uma expressão engraçada ao notar que Baekhyun havia se perdido em pensamentos, mas nada comentou.

- Não faça festa. Eu realmente não gosto. - Alertou ao mesmo tempo em que mirava o relógio em seu celular. Faltavam cinco minutos para sua aula de biologia e para a aula de cálculos de Chanyeol começarem.

- Prometo que não farei nenhuma festa surpresa ou nada do tipo. - Estendeu a mão para ajudar Baekhyun se levantar, este logo aceitou a ajuda.

- Algo me diz que você vai aprontar.

- Talvez você esteja certo quanto a isso. Mas você vai gostar, tenho certeza.

- Você está muito confiante, em. - Comentou enquanto caminhava lado a lado com Chanyeol. Ainda ouvia música em um dos fones, agora deliciava seus ouvidos com uma de suas músicas favoritas "Moon of Seoul".

- Eu sou confiante. - Chanyeol falou por fim, instantes antes de roubar um selinho do Byun.

- Metido! - Gritou e em troca ganhou a visão da língua rosada do maior sendo lançada para si.

....

Chanyeol estava concentrado em seu computador, mas especificamente na composição que finalizava antes de uma batida forte na porta o dar um susto tão grande que ele quase apagou boa parte do que havia acabado de digitar. Xingou baixinho antes de gritar um "Entra!", meio irritadiço.

Logo a figura de Jessica entrou no quarto toda sorridente, coisa que fez o quarto ser invadido por um forte cheiro de rosas frescas.

- Que cheiro bom. - Comentou antes da garota sentar em sua cama.

- Sim, eu sou cheirosa. Mas o que me trouxe aqui não é isso. - Abriu ainda mais o sorriso, coisa que fez Chanyeol a encarar meio desconfiado. - Tenho boas novas! - pausa dramática e uma Jessica quase explodindo de um misto de empolgação e ansiedade de, enfim, contar o que tanto queria. - Estou ficando com um italiano bem bonitinho!

- Sério?! - não conseguiu conter os risos com a empolgação da Jung. - Faz quanto tempo isso? Esse italiano estuda aqui? Ele é certo das ideias?

Jessica fechou a cara e deu um riso forçado antes de dar um soco, consideravelmente forte, no braço de Chanyeol.

- Certo das ideias?! Sério, Chanyeol?! Me respeita! Assim você faz parecer que estou a me relacionar com um desequilibrado.

- Mas seus casos anteriores foram com desequilibrados. Você tem dedo podre, se lembra?

- Eu sei. - Fez careta, mas em um piscar de olhos o sorriso empolgado estava de volta. - Não estou indo com tanta sede ao pote. Ele é mais reservado, eu que tive que tomar a iniciativa. Ele também é bem respeitoso, devo dizer que isso fez com que ele ganhasse muitos pontinhos comigo. E sobre quando isso aconteceu... - Jessica pareceu pensar por um minuto. - Quase duas semanas, acho. - Deu de ombros. - E sim, ele é daqui. Ironicamente ele trabalha naquela lanchonete de sanduíches naturais que comemos naquela vez.

- Hm, ele é daqui. Qual é o nome do cara? Ele pode ser um lobo na pele de um cordeiro, cuidado. - Chanyeol comentou voltando a atenção para o computador. Mentalmente havia pensando na linha que faltava para sua composição. Sorriu satisfeito enquanto a digitava.

- Alessandro, achei um nome forte. Já pesquisei o significado do nome dele, significa "Defensor da humanidade" e "O que repele os inimigos". - a garota fez gestos exagerados com as mãos ao falar os supostos títulos do tal de Alessandro. - E ele não é um lobo na pele de um cordeiro, não sinto que ele esteja sendo falso comigo. Olha que sou bem sensitiva! Nos meus casos anteriores, sempre ficava tentada a cair fora. Já nesse não estou sentindo isso. 

- Será que ela está apaixonada? - Chanyeol provocou e Jessica fingiu que jogaria uma pelúcia em sua cara, mas acabou rindo. - Me sinto naqueles filmes de adolescentes bem clichês. Já estamos fofocando sobre garotos, quando vamos começar a pintar as unhas de cor de rosa? 

- Idiota! É só um lance, só estou animada porque estava sedenta por beijar na boca e... - Hesitou por um momento, mas logo sorriu perversa e continuou. - E transar, estava sedenta por transa casual.

Chanyeol fez uma expressão cômica de choque, até mesmo levou uma das mãos até a boca entre aberta e arregalou os olhos.

- Ai, meu Deus! Ela transa. - debochou.

- Babaca! - dessa vez Jessica jogou a pelúcia nele. - Me deseje sorte.

- Te desejo sorte.

- Com mais sentimento, babacão! 

- Te desejo sorte. - Sorriu travesso. - Com sentimento. 

- Desisto de você, Chanyeol! - Revirou os olhos ao mesmo tempo que se arrastava na cama até encostar as costas na parede.

- Esse relacionamento vai para frente, têm a minha benção. 

- E eu lá preciso de sua benção, sorvetão?! 

- Me respeita! - Retrucou ao mesmo tempo em que corrigia seus erros de digitação.

- Respeitando. Mas, me diga: o que tanto você digita nesse computador? Seu sorrisinho não desmancha nenhum minuto.

O mais velho ergueu os olhos da tela do notebook e espichou o sorriso até os dentes ficarem amostra.

- A música que darei para o Baekhyun de presente. Acabei de escrevê-la, só estava corrigindo umas coisas. Agora só falta escolher a melodia. 

- Você compôs uma música para ele?! Meu Deus, eu quero mesmo ir no casamento de vocês dois! Isso é tão fofo! Baekhyun sabe disso? Diz que não. - e a empolgação em pessoa tinha voltado.

- Ele sabe que eu compôs...

- Porra, Chanyeol! Nem para guardar segredo.

- Calma aí. Ele sabe que eu estava compondo a música, mas não sabe que a música está pronta ou que irei cantá-la para ele amanhã. E casamento?! Não acha que é muito cedo para pensar nisso, não? - Riu nervoso. Até porque havia sonhando com seu suposto casamento com Baekhyun na noite passada. Tal sonho havia sido tão real que, logo que acordou, verificou seu dedo anelar para ver se havia alguma aliança. Era bizarro Jessica fazer menção a isso, seria um sinal?

- Deixa eu dá uma olhada, passa o notebook para cá. - Fez um gesto ansioso com as mãos.

Hesitantemente, Chanyeol estendeu o notebook para a morena.

A música acabou por ficar bem íntima e demasiadamente romântica. Havia colocado em cada verso sua visão sobre Baekhyun, se sentia meio encabulado de deixar Jessica ler. Ainda mais quando ergueu os olhos das próprias mãos no colo e viu os olhos da menina crescerem e múltiplos "Ai, meu Deus! Que lindo!" saírem de sua boca.

- Se eu ganhasse uma música dessas, casaria na hora! Mesmo sem receber proposta alguma de casamento, mentalmente eu me casaria com a pessoa.

Chanyeol riu auditivamente.

- Está lindo, Chanyeol! O modo que você vê o Baekhyun é muito bonito. Ele vai amar essa música, tenho certeza! - Entregou o notebook de volta ao Park e este, por sua vez, sorriu largamente. Sentia as orelhas quentes, havia ficado constrangido com os elogios a sua música. Raramente mostrava suas composições a alguém. - Aliás, essa música com o acompanhamento de um violão ficaria fantástica! Já sabe em que tom irá cantá-la? Já praticou o canto?

- Isso seria ótimo, mas meu violão não está aqui. E quanto a praticar, só cantarolei baixinho, mas amanhã irei treinar mais.

- Bom, eu tenho um violão no meu quarto, posso te emprestar. - Ergueu a sobrancelha de modo sugestivo.

- Você toca?

- Arrisco um pouquinho. Mas e ai, vai querer emprestado?

- Mais é claro! Obrigada, Sica. - Sorriu docilmente.

- Não precisa me agradecer, adoro romances. Melhor eu ir pegar o violão, aproveitar que o Baekhyun não está aqui. - Falou ao mesmo tempo que o próprio entrava no quarto e pegava o último trecho da conversa.

- Aproveitar que o Baekhyun não está aqui? - indagou o mais novo ao passo que encarava Jessica, que no momento sorria amarelo.

- Você não morre tão cedo, em! Chegou logo quando eu iria tirar um cochilo na sua cama. - Chanyeol havia prendido a respiração, mas a soltou assim que Jessica respondeu. Não saberia qual desculpa dar para essa indagação sem levantar a desconfiança do Byun.

- Por que faria isso? - Baekhyun ainda parecia desconfiado, mas ao menos o vinco em sua testa havia desaparecido, Chanyeol observou.

- Porque estou cansada e acho que minha colega de quarto está se pegando com o namorado dela dentro do armário do nosso quarto, não quero interromper ninguém.

- Engraçado você falar nisso, já que você mesma já nos interrompeu três vezes. - Sorriu presunçoso.

- Foi sem querer! Poxa, a porta estava destrancada nas três vezes! - se defendeu.

Baekhyun suspirou frustrado, a Jung tinha razão.

- Chanyeol é o culpado no fim das contas.

- Ei! - o maior se manifestou.

- Nada de "ei", você sempre esquece de trancar a droga da porta! - ainda encheria Chanyeol de socos por causa dessa mania irritante.

- Deve ser por isso que vocês não transam. - Jessica comentou risonha.

- Capaz. - Baekhyun lançou um olhar incriminador a Chanyeol, que por sua vez se limitou a sorrir amarelo.

Nos últimos meses, a convivência de Baekhyun e Jessica ia sendo bem sadia e amigável, no ver de Chanyeol. O menor havia parado de implicar com a morena e parado de ser grosseiro com a mesma. Isso, para Chanyeol, já era grande coisa. Gostava dessa camaradagem dos dois.

- Ok, agora me sinto horrível. - Chanyeol resmungou fechando o notebook. Havia tomado o cuidado de salvar a música e de desligar o computador. Não queria correr o risco de Baekhyun fuxicar e ver o que não deveria, não agora.

- Também me sentiria horrível se perdesse tantas oportunidades de transar. 

- Você não está ajudando! - o mais velho a censurou.

- Quem disse que estou aqui para te ajuda?! Só vim tirar um cochilo. - Implicou antes de dar a língua para o mais alto e ir até Baekhyun, que no momento parecia lutar contra a vontade de dar risada. - Irei abortar meu cochilo e deixar os pombinhos a sós. Saibam aproveitar. - deu um beijo estalado na bochecha de Baekhyun antes de sair saltitando do quarto.

- O que deu nela? - Apontou para a porta.

- Está ficando com o italiano dos sanduíches naturais.

- Sei quem é, ele é bonito.

- Eu sou mais. - Chanyeol se apressou em rebater.

- Não espere que eu concorde. - Provocou em um tom risonho ao passo que caminhava em passos preguiçosos até a cama de Chanyeol.

- Eu sei que você concorda.

- Será mesmo? - Falou meio embolado enquanto mastigava o último pedaço de pepero de chocolate.

- Não tenho dúvidas. - Afirmou antes de prender os olhos no que Baekhyun segurava. - Não me diga que você estava lá fora estudando esse tempo todo?!

- Não estava lá fora estudando esse tempo todo. - retrucou simplista.

- Baekhyun...

- Também bebi suco de laranja e depois comi pepero, ainda estou comendo aliás. 

- Ha ha ha. Você não acha que anda estudando demais? Olha, você é um ótimo aluno, não têm motivos para estudar que nem um condenado. 

- Não acho que estudo tanto. Na verdade, me distraio muito durante meus estudos.

- Com o quê? 

- Com meus pensamentos. - respondeu distraidamente ao mesmo tempo em que colocava alguns dos livros que carregava em cima da cômoda que ficava no meio das duas camas. - Penso em várias coisas e me distraio fácil.

- Eu estou entre esses pensamentos? 

- Na maioria deles. - respondeu antes de bagunçar os fios de Chanyeol. - Estou cansado. Queria dormir agora, mas ainda tenho que tomar banho. Estou fedendo. - muxoxou.

- Deixa eu ver se você está fedendo mesmo. - Puxou o menor para mais perto de si e começou a cheirá-lo de modo divertido. Parecia um cãozinho, o que fez Baekhyun rir.

- Está com cheiro de grama e grudento de suor. 

- É, eu vou tomar banho. - Já se desvencilhava dos braços de Chanyeol. Estava pronto para se arrastar até o banheiro quando sentiu seu pulso esquerdo ser segurado fracamente.

- Quer que eu esfregue suas costas?

- Irei dispensar. - Sorriu de um jeito gozado. - Na última vez que tomou banho comigo, você me chupou.

- E foi ótimo. - e realmente havia sido. Se deliciou observando Baekhyun se contorcendo contra os azulejos do banheiro enquanto tentava abafar os gemidos altos com a palma da mão. Era bom em tudo o que fazia, fazer o quê?!

- Foi até eu escorregar e você ficar rindo da minha cara.

- Foi engraçado e fofinho você caindo. - era inevitável não rir com a lembrança do baixinho escorregando no box do banheiro e caindo de bunda no chão, pareceu um filhotinho acabando de sair do primeiro banho. Até chegou a falar isso para o menor e acabou por levar vários chutes raivosos nas canelas.

- Diz isso para a marca roxa na minha bunda!

- Vem cá que eu digo. - Provocou.

- Vai se foder, Chanyeol!

- Não dá para foder sozinho.

- Usa os dedos! - dito isso, Baekhyun se trancou no banheiro ao som dos risos escandalosos de Chanyeol. Certas coisas não mudavam.

 

Esperou cerca de uns cinco minutos até pegar o celular e enviar uma mensagem de texto para Jessica trazer o violão. Felizmente, logo foi respondido.

Sica: O Baek está aí?

Chanyeol: Está tomando banho.

Sica: Por que não foi tomar banho com ele, manezão? 

Chanyeol: Lembrei do tombo dele no banheiro, ele se irritou. Parece que o traseiro dele ainda está com a marca roxa ks

Sica: Mas é um otário, mesmo! Vou levar o violão, esconda ele no seu armário ou sei lá.

Chanyeol: Iria esconder lá mesmo.

Sica: Sempre tão óbvio...

 

Não demorou muito para Jessica estar de volta ao quarto com um violão rosa em mãos.

- Devia imaginar que era rosa. - comentou baixinho. Afinal, não queria que Baekhyun ouvisse.

- É minha cor favorito, lógico que meu violão seria rosa. Cuide bem de Penelope. - sussurrou a menina antes de entregar o violão

- O violão têm nome?! - por algum motivo, Chanyeol não se surpreendeu nadinha com tal revelação.

- Sim, Penelope é o nome. Agora vê se para de dar mancada e aprenda a trancar a porta dessa droga de dormitório! Ouviu?! - Chanyeol assentiu freneticamente. - Ok. Agora vou pro meu quarto, tenho um trabalho para terminar.

- De artes? - Chanyeol arriscou.

- De artes. - Jessica afirmou antes de mandar um beijinho no ar para Chanyeol e sair do quarto o mais silenciosamente possível.

Assim que a Jung saiu, Chanyeol se levantou da cama e foi até o próprio armário. Guardou o violão lá e o trancou. Felizmente cultivava o hábito de trancar o armário para Baekhyun não o arrumar e acabar mudando o local de suas peças de roupas favoritas. Haviam entrado em um acordo mútuo: Nenhum dos dois podia mexer nas coisas do outro sem a devida permissão.

Uma vez com o violão escondido, voltou para cama e se deixou afundar no colchão macio.

Havia mudado de cama. Conseguiu colocar uma cama maiorzinha no quarto, não tanto, até porque o espaço não permitia, mas era melhor do que a que estava antes. Ao menos agora tinha espaço para colocar seus pés, antes estes ficavam para fora da cama, desvantagem de ser uma pessoa alta demais para camas de tamanho padrão. Outra vantagem da cama maior foi que, vez ou outra, Baekhyun dormia com ele. Adorava se aninhar ao menor e sentir o cheirinho dele e o calor do corpo miúdo junto ao seu enquanto era embalado pelo sono. Mas, ultimamente, Byun vem optando por dormir na própria cama. Chanyeol nem retruca, sabe que Baekhyun costuma dormir sozinho quando está exausto. Nessas situações, Baekhyun gosta de ter bastante espaço na cama, já que se esparrama todo. Tanto que o mais velho acorda no dia seguinte e se depara com o menor dormindo de qualquer jeito.

Não sabia quanto tempo havia se passado quando ouviu a porta do banheiro sendo destrancada e a figura de Baekhyun sair de lá vestindo a camisa de mangas compridas dos Power Rangers. Byun havia gostado tanto de vestir tal peça de roupa que Chanyeol acabou o dando. Gostava de ver o baixinho usando essa camisa, gostava ainda mais do fato de Baekhyun deixar as pernas expostas, até porque a camisa batia um pouco abaixo do meio de suas coxas. Por falar em coxas, nutria um tipo de fascinação pelas coxas do mais novo.

Mesmo que Baekhyun tivesse emagrecido nos últimos meses, as coxas deste prevaleciam deliciosas.

- Que sono. - Bocejou o baixinho antes de se sentar de qualquer jeito na cama do namorado. Havia quase tropeçado no banheiro outra vez, sendo que dessa vez não havia sido por causa do piso molhado, mas sim pelo sono. Felizmente, conseguiu se segurar na pia a tempo.

- Por que molhou o cabelo a essa hora? - Chanyeol indagou instantes antes de tirar a toalha da mão preguiçosa de Baekhyun e começar a secar o cabelo do menor, em resposta Byun murmurou um "Porque estava fedendo".

- Vou pegar o secador. - se mobilizou. Colocou a toalha em cima da cabeça de Baekhyun, de modo a tampar a cabeça dele por completo, antes de se levantar da cama.

- Não precisa. - Baekhyun retrucou com sua voz bocejante sem mover um dedo para tirar a toalha da cabeça.

- Precisa sim, Gasparzinho. Você pode se resfriar. - respondeu enquanto ligava o secador na tomada. Tal secador era de ambos, mas já havia sido de Irene. A mesma havia contado ao Park que Baekhyun havia roubado o secador silencioso dela pelos motivos de ser silencioso e ser prático de manusear.

Ao sentir a toalha ser tirada de sua cabeça, Baekhyun abriu os olhos, mas logo voltou a fechá-los ao sentir o arzinho quente do secador em seus cabelos e os dedos gentis de Chanyeol dar leves agitadas em seus fios úmidos.

- Isso é bom. - seu tom soou manhoso até para si mesmo, mas nem deu muita importância.

- Cuidado e carinho é uma ótima combinação.

Um sorrisinho besta ergueu os cantinhos dos lábios do Byun. Parece que a hora dele de se permitir ser manhoso tinha chegado.

- Queria mudar a cor do meu cabelo. - Baekhyun deu voz aos seus pensamentos. Tal pensamento havia ganhado força nos últimos dias. Sentia a necessidade de mudar. Nem sabia por quanto tempo mantinha as madeixas negras. Gostava do preto em seus cabelos, mas queria refrescar sua própria imagem.

- Qual cor você tem em mente? - Chanyeol indagou distraidamente. No momento, o cheiro do shampoo de Baekhyun o inebriava. Era um cheirinho tão gostoso, tão Baekhyun.

- Loiro escuro ou castanho escuro, o que acha?

- Acho que combinaria com você. O daria um ar mais angelical.

- Meu cabelo preto não dá tal ar?

- Na verdade, seu cabelo preto o dá um ar sexy. - sussurrou no ouvido do mais novo antes de deixar um selar na parte de pele molinha da orelha.

- Cansei de ser sexy. - Brincou, logo seus risos nasais vieram. - Pintarei amanhã.

- Você não vai perder o ar sexy. Na verdade, você não tem noção do quão sexy é.

O mais novo riu com vontade. Nessa altura já sentia seu cabelo seco quase que por completo. Ainda havia certas partes úmidas, mas Chanyeol fez um bom trabalho em secá-las com a toalha.

- Se você diz. - escutou o secador ser desligado. Ouviu Chanyeol murmurando um "Prontinho".

- Obrigado, meu amor. - se virou para o mais velho e o lançou um sorriso sonolento.

Chanyeol mandou um beijinho no ar para o baixinho e se levantou mais uma vez para colocar o secador para esfriar em cima da cadeira de madeira, que ficava ao lado da escrivaninha de Baekhyun.

Á medida que o Park se afastava, os olhos do mais novo o acompanhavam. Chanyeol era muito bonito, até mesmo de costas. Este estava usando uma calça de moletom cinza e sua famigerada regata preta que se colava ao seu peitoral; esta, além de dar ênfase ao abdômen, destacava as costas largas e os braços sarados. Mas, o que mais chamou sua atenção naquele momento, foi a tatuagem da omoplata, que era tampada precocemente por uma das alças da regata.

- Sua tatuagem na luz da lua fica com um aspecto misterioso. 

Apenas a luz do abajur de cabeceira estava acesa no quarto. Passava um pouco das nove da noite e, como de costume, desligaram as luzes do dormitório e deixaram o quarto ser inundado por um misto de luz de abajur, luzes dos postes do campus e luz da lua.

Chanyeol virou o pescoço para o moreno que o mirava com os olhinhos pequeninos.

- Você nunca me falou o significado dela. Por quê?

- Você nunca perguntou, não diretamente. - Revidou. E era verdade, Baekhyun só havia achado a tatuagem bonita, na primeira vez que a viu, e dai em diante não manifestou nenhuma curiosidade sobre ela.

- Verdade. Não queria ser indelicado nem nada, até porque sei o significado de tatuagem de âncora, mas também há as rosas negras que adornam a âncora e...Bem, eu também sei o significado delas. - Fez uma pausa sutil enquanto observou o Park voltar a ocupar o seu lugar na cama. Acompanhou a mudança no semblante dele, Chanyeol parecia reflexivo. - Não sei o que a junção de tais elementos significa para você e o respeitarei caso não quiser falar.

Chanyeol negou com a cabeça antes de pegar a destra do mais novo e a entrelaçar na sua.

Passou-se uns bons minutos de um silêncio incômodo, no qual Byun se sentiu inquieto. Pensou que Chanyeol não falaria nada e já estava pronto para falar algo aleatório para afastar o clima ruim que havia pairado no ar, mas antes que pudesse abrir a boca a voz grave de Chanyeol foi ouvida.

- Meu fardo, o tipo de fardo que sempre irei carregar comigo. É isso que significa a tatuagem em si. - Chanyeol ergueu a cabeça e encarou o menor com os olhos nublados de uma tristeza antiga, que ele tentava disfarçar com um sorriso quebrado. - Pesado, né? - Riu sem um pingo de humor. - Melhor não falarmos sobre isso agora.

Baekhyun apertou a destra de Chanyeol na sua involuntariamente, como quem diz "Eu estou aqui".

- Tudo bem, não precisa falar nada. - Agitou a mão livre, como se assim pudesse afastar as nuvens negras imaginárias de cima deles. - Me desculpe, sou meio enxerido. - Fez uma careta engraçadinha, não queria tornar o clima ainda mais pesado.

Chanyeol abriu um sorrisinho fraco antes de beliscar o nariz do pequeno.

- Não mais do que eu, isso você pode ter certeza. E você não foi enxerido, teria a mesma curiosidade se visse alguma tatuagem em você. - Apertou a bochecha de Byun levemente. Este estava sério e com os olhos expressivos um tanto receosos. - Ainda irei falar tudo o que precisa saber sobre mim, mas, por enquanto, o pouparei dessa maré de merda.

- Não se preocupe com isso. Tudo têm seu momento certo, eu sou paciente. - no fundo, sabia que Chanyeol não estava pronto para se abrir e respeitaria o tempo dele. Sabia mais do que ninguém o quanto certas feridas do coração demoravam para se cicatrizarem e como tais feridas, mesmo depois de cicatrizadas, corriam o risco de se abrirem e sangrarem. 

- Te amo, pulguinha. - Chanyeol ronronou.

- Também te amo. - retribuiu o sorriso do namorado antes de fechar a cara - Mas não use esses apelidos que Irene me dá, pelamor de Deus! 

- Por quê? É fofinhho. - fez um bico involuntário.

- Porque é broxante ser chamado assim por alguém que chupa meu pau.

- Bom argumento, pitoco. 

- Você está querendo insinuar o quê, Park Chanyeol?! - Levantou o tom da voz e arqueou a sobrancelha em claro desafio.

- Não estava falando do seu pinto, até porque ele é grandinho, estou falando de você mesmo.

- Você é ridículo! - Pulou em cima do maior, mas antes que pudesse o dar um soco no estômago, o mais velho o agarrou pela cintura. Chanyeol ouviu alguns protestos e xingamentos até Baekhyun parar de se contorcer em seus braços. Por fim, mordeu a bochecha do Park com força (em retaliação ao beliscão que Chanyeol deu na coxa dele).

- Vai dormir na minha cama hoje? - Chanyeol indagou em certo ponto.

Baekhyun deu uma risada gostosa de olhos fechados. Este já havia se aninhado ao lado de Chanyeol na cama, até mesmo estava enrolado nas cobertas. O Park estava a perguntar o óbvio.

- Quero acordar com meus dezoito anos ao lado do cara que amo.

- Ama mais do que o Senhor Elefante? - provocou.

- Amo mais do que o Senhor Elefante. - beijou a ponta do nariz do maior, que espremeu os olhinhos e abriu um sorriso largo. - Boa noite.

- Boa noite, anjo.


....

Baekhyun sentiu cheiro de morangos frescos quando acordou.

Não abriu os olhos, se permitiu farejar o ar mais uma vez para verificar se de fato estava sentindo cheiro de morangos ou era apenas seu olfato o pregando peças devido a fome matinal. Ao tragar o ar, mais uma vez, suas narinas foram invadidas pelo cheiro de sua fruta favorita. 

Rolou na cama e apalpou o local que Chanyeol deveria estar, mas, ao contrário do esperado, o maior não estava lá. O espaço dele na cama estava gelado, o que evidenciava que ele havia se levantado há um tempo.

Franziu o cenho ao abrir os olhos, o quarto estava claro, inundado pela luz solar. Ao vagar os olhos rapidamente pelo quarto, pode ver que o mais velho não estava por lá. Porém o cheiro de morangos estava tão forte que Baekhyun acabou deduzindo que Chanyeol havia deixado alguns para ele em algum canto e ido tomar café da manhã ou correr, quem sabe.

Preguiçosamente, Baekhyun se sentou na cama e se espreguiçou. Coçou um dos olhos e olhou para o relógio digital da cabeira, que no momento marcavam nove e meia da manhã.

- Feliz aniversário, Baekhyun. - murmurou para si mesmo, meio grogue de sono.

Iria se levantar da cama quando seus olhos se prenderam ao chão do quarto. Haviam petálas de rosas vermelhas pelo chão, estas formavam duas linhas gêmeas que faziam um caminho que ia da cama até algum ponto que Baekhyun não conseguia ver estando ainda sentado, estático e de queixo caído na cama. No meio da trilha de rosas vermelhas haviam caixinhas de plástico com morangos gorduchos, de aparência saborosa, dentro.

Santo Deus! Havia uma trilha de rosas vermelhas e morangos pelo quarto! 

Baekhyun coçou os olhos para ver se não estava dentro de mais um de seus sonhos sem sentido. Se surpreendeu ao limpar a vista e se deparar com as mesmas pétalas de rosas e morangos há poucos passos de seus pés descalços.

- Chanyeol é muito biruta, meu Deus! - Exclamou para ninguém em especial. Estava encantado, tão encantado que quase não notou o post it azul fixado em cima da caixinha de plástico dos primeiros morangos. Se agachou na frente da caixinha, pegou o post it e levou até a altura dos olhos:

- Siga os morangos. - a letra irregular não escondia, era Chanyeol que havia aprontado aquilo tudo. 

Com o coração agitado e com um friozinho gostoso no estômago, Baekhyun colou novamente o post it na caixinha dos morangos e voltou a se levantar, sem antes pegar um morango bem gorducho da caixinha. Andou a passos cautelosos pela trilha de pétalas e morangos. Mentalmente contou cinco caixas de morangos - cinco caixas de morangos que, se Chanyeol não escondesse, Baekhyun faria questão de comer tudo -, antes de parar em frente a porta do banheiro.

Novamente se agachou. Havia mais um post it azul com a letra irregular de Chanyeol colado em cima da última caixinha de morangos.

- Knock Knock. - Soltou um riso frouxo enquanto revirava os olhos. Tão típico.

Pregou o post it na porta do banheiro instantes antes de erguer o punho fechado e dar os famigerados "Knock Knock" na porta.

Levava o último pedaço do morango que havia pego a boca quando a porta do banheiro se abriu revelando um Chanyeol com um celular em riste apontado em sua direção.

- Amo fotos espontâneas! - comentou o mais velho antes de enfiar o celular de qualquer jeito no bolso traseiro da calça. Logo puxou o pequeno aniversariante para seus braços. 

- Parabéns, meu amor! - o carinho era palpável em seu tom de voz. 

Baekhyun sentiu o aperto em sua cintura se tornar mais firme segundos antes do Park o erguer uns bons centímetros do chão. Só conseguia sorrir nesse meio tempo e retrucar um empolgado "Obrigado!".

- Gostou da minha surpresa? - o Park quis saber assim que colocou Byun no chão.

- Eu amei! Onde conseguiu tantos morangos?! E essas pétalas de rosas?! Caramba! Ou eu durmo como uma pedra ou você têm os passos de um fantasma! Você arrumou tudo isso enquanto eu dormia?! - Deu uns pulinhos enquanto metralhava palavras empolgadas no mais velho que, por sua vez, encarava tal empolgação genuína com um sorriso brilhante nos lábios, tal sorriso também era visível em seus olhos. Havia conseguido deixar seu anjo feliz logo pela manhã. Se sentia ainda mais motivado a colocar em prática o resto dos seus planos do dia.

- Você realmente tem um sono pesado e Jessica me ajudou com os morangos e rosas. Fico feliz que tenha gostado, até porque tudo isso. - Chanyeol fez um gesto abrangente com as mãos para o que havia feito. - É apenas uma prévia do que te espera hoje.

- Porra, Chanyeol! É sério, o que mais você fez?! - Deu um soquinho no braço do maior, que devolveu com um cutucão em sua cintura. Byun nem se abalou, estava elétrico. - Isso aqui foi incrível! É sério, nunca ninguém fez algo parecido para mim. Eu estou muito feliz! - Subiu nos tênis de Chanyeol e o roubou um beijo demorado. Mais uma vez o sabor de morango se fez presente na troca de saliva, coisa que fez o mais novo rir soprado ao quebrar o ósculo. - Obrigado. E não precisa fazer mais nada para me agradar. Você sabe que não curto festas de aniversário, mas curto morangos, pétalas de rosa e você.

- Não me agradeça agora. Espere pelo o que está por vir, garanto que você não irá se arrepender.

 


Notas Finais


Chanyeol é um sonho de homem, fico até triste....
E para quem ficou curioso quanto a tatuagem dele, eu a imagino mais ou menos assim: http://data.whicdn.com/images/141952534/superthumb.jpg

Aniversário do meu anjinho sendo fora de época, porque sim! Amo escrever "dias de aniversário" XD

Já que falei muito nas notas inicias, irei poupá-los aqui ks
Mas I'M BACK! E estou energizada! Já, já vou começar a escrever o próximo capítulo de mbds (que será postado semana que vem, se tudo der certo). Quanto ao próximo capítulo de JSY, se Deus permitir, será até o fim desse mês.

Beijinhos de luz <3


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