História Just Waiting ( I I ) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Lu Han, Xiumin
Tags Fases Da Vida, Lemon, Lumin, Xiuhan, Yaoi
Visualizações 13
Palavras 1.866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Cafeteria


Fanfic / Fanfiction Just Waiting ( I I ) - Capítulo 2 - Cafeteria

Meses Depois

Minseok recebeu uma mensagem em seu celular, nela havia um convite para um festa organizada por Kim Jongin, seu ex colega de classe, seria em uma boate badalada, inicialmente quis negar o convite, mas conhecendo Junmyeon sabia que o mesmo não o deixaria em paz até que aceitasse o convite. Resolveu respondê-lo com uma mensagem de voz, afinal estava com preguiça de digitar.

— Virá que horas então? Espero que tenha comida pelo menos. — enviou e esperou a resposta, o outro ouviu e respondeu com mensagem de áudio.

— Me encontre em frente a livraria as 15hrs, acha que tem comida em boate Xiumin? Me poupe, para de ser guloso cacete. — suspirou. — Mas conhecendo eles, acredito que vai ter open bar e muito sexo.

— Está falando sério?

— Mais sério que o final do filme que vimos semana passada que a menina morre.

— Que seja então, até amanhã verme safado. — disse bloqueando a tela do celular e a colocando em cima da estante na sala, morava em um apartamento sozinho desde que a tia morreu, arranjou um emprego numa cafeteria e nas horas vagas passava um tempo com o melhor amigo Junmyeon. — Como será que está vivendo Luhan... — disse lembrando-se da cena da biblioteca, sorriu com isso e foi para o banheiro tomar um banho.

Saiu enrolado na toalha e foi para o quarto, pretendia descansar o suficiente para curtir o dia seguinte, mas algo o deixava inquieto e ele não sabia dizer o motivo. Vestiu o pijama de algodão, com estampa de gatinhos rosa e deitou-se na cama de casal, sentia seu coração acelerar de repente, resolveu então ignorar isso e fechou os olhos torcendo que o sono chegasse. Sonhou que encontrava Luhan em uma praça, ele ficou feliz em vê-lo e a partir daí começaram a conversar e passear pelo local, acordou com um enorme e largo sorriso estampado no rosto, mesmo sabendo que tudo não passou de um sonho bom. Olhou para o relógio ao lado da cama na mesinha de canto, era duas horas da tarde, levantou-se rapidamente e correu para o banheiro para a higiene pessoal. Quando saiu de casa notou estar atrasado e correu para o ponto de encontro, torcia que Junmyeon não o xingasse tanto, mas assim que chegou se deparou com Luhan, usava um casaco longo cinza de botões pretos, o cabelo continuava loiro, a calça jeans preta rasgada nos joelhos e um tênis adidas branco.

— Luhan? — ele então virou-se e abriu um largo sorriso ao reconhecer o rapaz, o abraçou apertado e nesse instante Junmyeon chegou com seu Porsche Cayenne marrom.

— Entrem, e você está atrasado. — disse e apontou para Minseok, usava um casaco azul escuro, calça jeans azul, tênis também azul e um boné preto. Já Junmyeon, usava apenas uma camiseta branca escrita Wolf derretendo, calça preta e um tênis preto.

— Quer realmente falar disso? — provocou o mais novo que bufou.

— Ah, cala a boca e entra logo. — sentaram-se então no banco de trás, Junmyeon sabia sobre os sentimentos do melhor amigo pelo Luhan, por essa razão armou aquela situação. — Estava batendo punheta, por isso demorou? — olhou pelo retrovisor para os dois, o moreno fechou os olhos sentindo as bochechas queimarem.

— Vai para o inferno. — os dois riram e ele permaneceu vermelho e em silêncio.

— Suho, quem estará na festa? — perguntou Luhan mexendo no celular.

— Os de sempre, não perdem uma festa e open bar. — respondeu virando a rua. — Por que a pergunta?

— Entendi, por nada. — ficou sério de repente e Minseok cochichou algo para ele fazendo-o rir de novo. — Sonhei contigo, estavamos em um parque e...

— Calma, eu também sonhei isso. — riram com aquilo, Junmyeon observava satisfeito.

Chegaram no local, ficava no subsolo e a entrada era somente uma porta de garagem cinza pichada, o mais novo então bateu naquela porta e a mesma se abriu revelando Jongin e Kyungsoo, estavam apenas de cueca. Luhan e Minseok se entreolharam querendo saber onde estavam se metendo, mas seguiram o trio até o interior do local, lá havia uma pista de dança, gaiolas, um palco e um bar no canto, visualmente não era feio ou ruim. Na pista de dança estavam os rapazes de cueca dançando e bebendo, Junmyeon se juntou a eles, mas o loiro e o moreno preferiram ir até o bar pedir uma bebida.

— Não mudou nada desde a última vez que te vi. — disse para o loiro que abriu um largo sorriso.

— Sei que está mentindo para me agradar.

— É sério, quanto tempo não nos vemos?

— Quase um ano, mas não é muito tempo. — o outro discordava, para ele foi uma eternidade ficar longe dele por tanto tempo. — Mas como está a vida?

— Complicada, e a sua?

— Igualmente, faculdade consome o ser humano até virar pó.

— Trabalho também.

— Quer participar? — perguntou Sehun aparecendo entre os dois de repente, estava muito bêbado.

— Do que? — perguntou o loiro.

— Suruba. — respondeu apontando para trás de si com um sorriso malicioso.

— Muito obrigado, mas recuso a oferta.

— Igualmente. — o mais novo deu de ombros e voltou para aquele amontoado, era uma cena um tanto desagradável naquele momento. — Por que viemos mesmo?

— Suho. — viraram-se e o barman serviu-lhes as bebidas.

— Quer ir para um lugar mais confortável? — assentiu e levantaram-se saindo daquele local, seguiram andando até a cafeteria mais próxima e adentraram nela no mesmo instante, não havia quase ninguém e a música ecoava pelo local. — Isso sim que eu chamaria de confortável, está tocando Beatles? — tocava Let Be, subiram um degrau e foram para a mesa que ficava ao lado da janela, era uma vista razoável da movimentação da  rua. — Acho uma música bonita.

— O que mais acha bonito? — perguntou enquanto sentavam-se naquelas cadeiras acolchoadas, a mesa redonda de vidro combinava com a cadeira metálica.

— Pessoas, comida... — respondeu virando-se para a janela e baforando na mesma, o loiro observou a cena em silêncio. — Boas histórias, e você?

— Tantas coisas, que se eu lista-las levará um dia inteiro. — sorriram e o moreno o olhou envergonhando, um sorriso bobo estampado em seu rosto, a garçonete então chegou com o tablet e um cigarro pendurado atrás da orelha, o cabelo rainbow raspado dos lados e o piercing no septo, a pele negra e com algumas cicatrizes.

— Posso ajudá-los? — o loiro virou-se e fez o pedido, o moreno sentiu o celular vibrar e o pegou desbloqueando a tela, era Junmyeon mandando mensagem. — E o senhor?

— Hum? — tirou a atenção do celular e virou-se para a garçonete. — Um frappuccino de caramelo, por favor. — ela anotou o pedido no tablet preto e olhou-os novamente.

— Mais alguma coisa?

— Não, obrigado. — respondeu o loiro sorrindo de maneira simpática.

— Também não, obrigado.

— Desculpe ser inconveniente mas, se estiverem atrás de um apartamento, meu amigo está se mudando e quer saber se alguém se interessa. — o loiro aumentou o sorriso.

— Era exatamente sobre isso que eu iria falar Min, estava procurando um apartamento mesmo. — disse empolgado e ela sorriu.

— Logo vai ser meu horário de almoço, então poderei explicar melhor sobre, então com licença. — retirou-se voltando para trás do balcão.

— Vai sair da casa dos seus pais?

— Vou, muitas brigas e eles não aceitam a minha carreira dos sonhos. — desfez o sorriso e encarou a mesa, as mãos inquietas e se esfregando.

— Qual carreira? — preocupou-se pela forma como o outro estava agindo.

— Fotógrafo. — olhou nos olhos dele buscando um ombro amigo, acolhedor.

— Mas por que ser contra uma profissão tão linda? — colocou a mão esquerda sobre a mesa, a palma estendida para cima, o loiro apertou-a e suspirou.

— Porque... Já é vergonha demais ter uma filha stripper, torciam que eu fosse a salvação. — aquela notícia caiu feito um meteoro, conhecia de vista a irmã de Luhan e tinha certeza que ela era “certinha”. — Tudo isso aconteceu porque meu pai, ele perdeu o emprego em uma fábrica que trabalhava. — o moreno acariciou-lhe a mão o confortando. — Minha mãe dona de casa, não sabia fazer nada além das tarefas domésticas, para não passarmos sufoco a minha irmã começou a trazer muito dinheiro para casa, muito mesmo e sem uma explicação... Meu pai me mandou investigar a fonte de todo o dinheiro, eu então a segui depois da escola e vi que ela entrou em um bordel, mas não entrei atrás... Informei o que vi e quando ela voltou começou uma briga muito feia, minha mãe apenas chorava e eu só observava sem saber o que fazer.

— Ele a expulsou? — concordou com a cabeça sentindo os olhos encherem de lágrimas.

— A expulsou deixando-a somente com a roupa do corpo, nada mais. — as lágrimas desciam expondo um pouco da dor que ele sentia, que ele guardava para si a tanto tempo. — Ela sabia que eu havia contado, nem por isso me odiou ou fez algo contra mim, mas depois disso nunca mais tive contato com ela. — uma mulher passou, estava muito bem vestida e lembrava o Luhan, usava um casaco de pele artificial juntamente a um salto alto preto plataforma, parou para atender ao celular e ao virar-se para a cafeteria viu o irmão chorando. — Se eu a encontrasse eu diria que a amo muito. — Sentindo que iria chorar, colocou os óculos redondos escuros sobre os olhos e jogou o cabelo para o lado, saiu então andando sem olhar para trás, não tinha coragem de rever a família ou manter contato.

— Onde quer que esteja, deve estar muito bem e sabe o que sente por ela, até porque sente o mesmo. — sorriu fraco ainda chorando, nesse momento a amiga da irmã de Luhan a reconheceu e a fez entrar na cafeteria, disfarçou e sentou-se na mesa ao lado da do irmão.

— Faz tanto tempo que não te vejo, o que andou fazendo desde que nos formamos? — perguntou a amiga. — Huan!

— Ash, por que me trouxe aqui? Hein? Tenho coisas importantes para resolver. — respondeu em tom grosseiro.

— Pessoas mudam mesmo, principalmente VOCÊ HUAN! — Luhan e os demais na cafeteria viraram-se para elas, o moreno reconheceu-a de imediato mas hesitou em avisar o loiro, a moça então saiu chateada, Huan somente bufou e pegou a bolsa levantando-se.

— LuHuan? — chamou o loiro antes que ela desse algum passo para fora dali, sem escolha virou-se retirando os óculos e os colocando acima da cabeça.

— Luhan... — não aguentou mais segurar aquelas lágrimas, a vontade de chorar sufocava-lhe a garganta, ele então levantou-se e a abraçou tão apertado quanto conseguiu, Minseok observava a cena emocionado.

— Eu senti tanto a sua falta.

— Não imagina o quanto senti a sua também meu cervinho. — separaram-se e ela pode olha-lo melhor. — Tem se alimentado bem? — ele concordou com a cabeça. — Vive ainda com nossos pais?

— Mas já estou saindo de lá, muitas brigas.

— Preciso ir agora, realmente tenho que resolver uns assuntos, então me procure depois no meu escritório. — retirou da bolsa um cartãozinho e entregou ao mais novo. — Conversaremos melhor lá e em outra hora. — ele a abraçou novamente se despedindo. — Cuide-se.

— Você também.

Ficaram conversando depois da saída de Huan por horas, principalmente quando Lisa, a garçonete juntou-se a eles. Foi um dia maravilhoso, que começou não muito bom mas que logo melhorou, assim como meses atrás. Despediram-se quando a cafeteria fechou, as oito horas, não trocaram contato por terem esquecido disso, afinal ficaram o tempo todo longe dos celulares.



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