História Justice League: We are a Family - Capítulo 8


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Barry Allen (Flash), Bruce Wayne (Batman), Canário Negro, Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Rainha Hipólita, Shiera Hall (Mulher-Gavião)
Tags Batman, Bruce Wayne, Diana Prince, Luta, Mulher Maravilha, Poderes, Romance, Violencia
Visualizações 35
Palavras 3.371
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Chegou a hora da Eva se enturmar mais com o pessoal
Será que vai dar certo?
Vem conferir
Boa leitura!
Bjus. L

Capítulo 8 - Novos amigos


Fanfic / Fanfiction Justice League: We are a Family - Capítulo 8 - Novos amigos

Diana

E a reunião se encerra, me levanto e vou para onde Eva está, e assim que chego ao seu lado, ela solta o ar pesadamente como se não respirasse a um longo tempo.

- Isso foi tenso.-diz ela me olhando.

- Fique calma, você foi ótima.-respondo.

- Podemos sair daqui?-diz ela, aparentemente desconfortável.

- Gostaria de fazer alguns exames antes de mais nada.-diz J'onn se aproximando.

Eva retesou o corpo na hora e segurou minha mão instantaneamente, já era de se esperar que ela pudesse se sentir intimidada diante de J'onn, porque vamos combinar, não é todo dia que se vê um marciano assim, tão de perto.

- Isso se Eva permitir é claro.-continua ele.

Evanora me lança um olhar de duvida e eu apenas assinto com a cabeça.

- Você pode ir comigo?-pergunta ela num sussurro, super tímida.

- Mas é claro que sim.-respondo sorrindo.

Ela olha para J'onn e balança a cabeça em afirmação. Antes de sairmos, olho para Bruce que nos encara com cara de poucos amigos, não entendo por quê disso então apenas continuo meu caminho. Vamos para uma área anexa da enfermaria, pego a mochila de Eva assim que J'onn pede para que ela se sente na maca, e fico a segurando, estava bem pesada, mas prefiro não comentar nada.

Eva se senta e os exames começam, são tantos que eu até fico meio perdida. J'onn é muito cuidadoso com todos os procedimentos, sempre a tranquilizando, e isso é bom, porque depois da pequena demostração de seu poder na reunião, a última coisa que quero é deixá-la nervosa. Após horas, J'onn resolve fazer uma tomografia e Eva apenas segue suas instruções. No começo, ela faz umas expressões de desconforto, e considero a ideia de pedir para J'onn parar, mas logo ela volta ao normal. 

Observo, que por algumas vezes, em uma fração de segundo, os computadores ficam com interferência, olho para Eva dentro da máquina, mas ela não mexe um músculo sequer. Depois que o exame termina, Eva vem para perto de mim novamente.

- Obrigada por ficar aqui comigo.-diz ela sorrindo meigamente.

- De nada.-respondo.- E aí J'onn? Quais são os resultados?

- Olha Diana vai demorar pra eu te responder, tenho que analisar tudo isso mais uma vez, tem umas coisas que me deixaram intrigado.

- Tudo bem, Eva vai indo na frente que eu só preciso falar com o J'onn rapidinho.

- Ok.-responde ela acertando a mochila nas costas e saindo do recinto.

Acompanhamos ela saindo da sala e assim que me certifico de que Eva já está longe o bastante, me viro para J'onn e cruzo os braços.

- Pode falar.-digo o encarando.

- O que?-responde ele sério.

- Não me segurou aqui por duas horas pra depois me dizer que ainda tem que analisar tudo outra vez.-digo séria.- Você já tem as respostas, e pela sua cara, não me parecem muito boas. Então desembucha.

- Está pronta pra ouvir?

- Manda.

- Vou ser o mais breve possível, mas já aviso que isso pode ser meio chocante.-diz ele num tom preocupado.

- Estou ouvindo.-digo decididamente.

Evanora

Depois que saio, fico sentada num banco do lado de fora da enfermaria, segurando as alças de minha mochila, balançando minhas pernas pra frente e pra trás. O que aqueles dois estariam conversando? Quero muito saber, mas não ouso entrar na mente do marciano J'onn pra isso. Estou tão absorta em pensamentos, que nem percebo a pessoa que se aproxima pelo meu lado direito do corredor.

- Olá Eva.-diz Arthur.

- Oi.-respondo dando meio sorriso.

- O que está fazendo aqui?-diz ele se sentando ao meu lado.

- Estou esperando Diana, ela está conversando com o J'onn.-digo olhando para o chão.- E você?-o encaro.- O quê estava fazendo?

- Estava indo treinar.

- Nos tanques?

- Como você sabe sobre eles?-pergunta Arthur sorrindo amigavelmente.

- Diana me contou.

- Eu contei o que?-diz ela aparecendo na porta da enfermaria.

- Sobre os tanques.-diz Arthur rapidamente.- Estava indo pra lá quando a vi sentada aqui sozinha, pensei que alguma coisa tivesse acontecido.

- Não aconteceu nada, só vim fazer alguns exames.-respondo.

- E quais foram os resultados?-pergunta ele olhando para Diana.

- J'onn ainda está analisando, são muitas coisas pra assimilar.-responde ela.

Algo no semblante de Diana me diz que ela está preocupada, ou melhor chocada com algo.

- Posso ir ver o Arthur treinando Diana?-pergunto a encarando.

- Se pra ele estiver tudo bem...

- Pra mim está ótimo.-diz ele se levantando num salto, alegre.- Vou te mostrar um monte de coisas Eva.

- Quer que eu vá com você Eva?-pergunta Diana docemente.

- Não precisa, sei que você tem mais coisas pra fazer além de me ajudar, então pode ir, eu vou ficar bem.-respondo já me levantando.

- Ok então, cuide bem dela Arthur.

- Pode deixar.-responde ele sorrindo.- Eva está em boas mãos.

- Sei disso, só não faça nenhuma maluquice, sei muito bem que você gosta de fazer treinos nada convencionais.

- E qual seria a graça se eu não os fizesse?-diz ele sarcástico.

Diana ri, se despede e caminha pelo corredor pela esquerda. Olho para Arthur e ele faz um sinal com a cabeça me indicando para segui-lo na direção oposta de Diana, e assim o faço. Quando chegamos na área de treinamento dele, Arthur me pede para descer um andar, pois assim irei conseguir vê-lo treinar. Obedeço, fico escorada no vidro grosso observando as exóticas espécimes marinhas. 

Em poucos segundos, vejo Arthur entrando na água, ele está usando uma calça legging preta e para minha surpresa, vejo que seu tronco inteiro também é tatuado. Isso dá a ele um ar de guerreiro surpreendente, e agora olhando mais atentamente, percebo o quão musculoso ele é, de verdade, se ele socasse a cara de alguém, essa pessoa morreria com o pescoço quebrado.

Seu nado é rápido e consistente, o que me impressiona bastante. Mas eu não estava preparada para os 3 arpões que foram lançados em sua direção. Arregalo os olhos e prendo a respiração, os projéteis são extremamente rápidos, mas para meu alívio, Arthur é mais, se esquivando de todos com extrema facilidade e precisão. Os instrumentos se fincam nos corais, e ele os tira de lá, só que mais arpões são lançados de dispositivos que estão nas extremidades do tanque e ele novamente se esquiva dos instrumentos mortais, destruindo os mesmos com os arpões que havia pego ainda a pouco. Em seguida ele me indica que irá voltar a superfície, então subo as escadas correndo e o encontro saindo do tanque. Seu cabelo pigava gotas d'água em seu tórax deixando o mesmo com um tom cintilante devido a luz.

- Isso foi incrível!-digo me aproximando.

- Isso aqui?-diz ele me mostrando os apões e passando a mão livre pelos cabelos, os jogando para trás.- Foi só o aquecimento, a verdadeira diversão vem agora.-diz ele rindo.- Venha Eva, vou te mostrar o que são armas de verdade.

...

- Tridentes?!-digo depois de ve-lo abrir a porta de um compartimento perto dos tanques.

Arthur tinha guardado os arpões em um cesto e foi para frente do que antes achei ser um armário. Não sabia o que ele tramava, mas quando vi os tridentes, fiquem encantada, eles eram dos mais diversos tamanhos e modelos, e certamente causariam um estrago em quem fosse atingido por eles.

- Escolhe um.-diz Arthur ao meu lado.

- O que?-pergunto o encarando.

- Escolhe um deles.-diz ele sorrindo.- Vou te ensinar como usá-los, ou você já sabe como usar um tridente?

Balanço a cabeça em negativo.

- Que bom, então...

Volto minha atenção para o compartimento, observando atentamente as armas, mais comprido, mais curto, mais pontas, menos pontas, vejo que estou demorando demais, então escolho um tridente negro um pouco maior do que eu de três pontas. Arthur sorri, diz que fiz uma boa escolha e então, fecha o compartimento.

Vamos para a área de treinamento e lá vejo Shayera voando em uma das salas, por um momento só vejo suas pernas suspensas no ar, mas não é isso que me chama a atenção, mas sim um brilho verde constante que se move rapidamente de um lado pro outro. E quando vejo uma bola de fogo verde atingindo o chão e se desfazendo logo em seguida, paro de andar na hora.

- Pode ir vê-las se quiser, vou escolher uma sala pra gente enquanto isso.-diz Arthur sorrindo amigavelmente.

- Tudo bem.-respondo.

Ele se oferece para ficar segurando meu tridente e eu aceito, agradecendo em seguida.

Me aproximo da sala, a porta de vidro me separa das pessoas que treinam dentro dela. Sabia que eram duas mulheres, sendo uma delas Shayera, mas quem seria a outra?

Tenho minha pergunta respondida, quando vejo a mulher verde com o labaredas no lugar dos cabelos, voando e treinando com a mulher alada. Ela lança uma bola de fogo na direção de Shayera, e essa por sua vez a bloqueia com sua estrela do amanhã. A bola incandescente é desviada e lançada ao chão velozmente, bem na direção da porta em que me encontro. Tudo foi tão rápido, que dou um pulo de susto, o impacto foi fortíssimo, mas as duas permanecem indiferentes a isso, apenas continuam lutando, acho que nem notaram a minha presença.

- Ainda bem que o vidro é reforçado.-escuto Arthur dizer ao fundo.

Me viro em sua direção e o vejo parado em frente a porta de outra sala. Dou uma última olhada para as mulheres que ainda continuam lutando e depois me volto para Arthur.

- Ainda bem mesmo.-reafirmo enquanto me aproximo.

A sala é gelada e comprida, mas isso não me incomoda, Arthur vai até um painel perto da parede, digita alguns comandos e logo três alvos se erguem do chão bem no fundo do recinto. Instantaneamente me lembro das minhas sessões de tiro ao alvo na instalação.

- Bom... Vamos começar.-diz ele me entregando o tridente que eu havia escolhido.

- Não podemos.-respondo.

- Por quê?-diz ele.

- Você está sem um tridente.

Ele estende a mão direita para frente, e então uma bolha d'água surge sob a mesma, se alongando e tomando forma, e quando menos espero, Arthur está segurando um imponente tridente maior que ele em sua mão direita.

- Problema resolvido.-diz ele rindo.

Passo meu tridente de uma mão pra outra enquanto os alvos se iluminam. São três pontos que podem ser acertados, cabeça, peito e abdômen. Arthur se posiciona na linha marcada e prepara seu tridente. O observo, seu alinhamento corporal é impressionante, beirando ao insano. Arthur está concentrado e quando menos espero ele o lança, acertando a região da cabeça do alvo da esquerda com a mesma precisão da hora em que ele estava no tanque.

Fico embasbacada, já tinha treinado com lanças, mas por um período muito curto, pois na instalação, eles queriam que eu soubesse usar armas de fogo, atuais, mas isso... Isso era completamente fora de série.

Arthur estende a mão e logo seu tridente volta voando para ele, como um metal atraído por um ímã.

- Sua vez.-diz ele.

Coloco minha mochila perto do painel, e em seguida refaço seus movimentos, me posiciono atrás da linha marcada, respiro fundo e lanço o tridente, que se finca no pescoço do alvo da direita.

- Seria uma morte terrível sem dúvida.-diz Arthur sarcástico.

Ele vai até o alvo, tira o tridente dele, volta e o entrega a mim.

- Vamos tentar outra vez, só que agora, visualize o que quer acertar, e jogue com mais firmeza.-diz ele calmamente.

Aceno a cabeça em afirmativo e ele se afasta um pouco.

Me posiciono novamente atrás da linha, encaro o alvo decididamente, respiro, e lanço o tridente novamente.

Para meu espanto e de Arthur, o tridente acerta e arranca a cabeça do alvo do meio.

- Me lembre de nunca comprar briga com você.-diz ele rindo.

Estou chocada, esqueço que as vezes posso ser mais forte do que aparento. Corro até o alvo que acertei, pego o tridente fincado na estrutura de madeira em forma de cabeça e volto para onde Arthur está.

- Desculpa.-digo sem jeito lhe entregando o tridente.- As vezes eu me empolgo.

- O que?-diz ele sorrindo amigavelmente.- Não tem que se desculpar por nada não, isso foi incrível.

Sorrio em resposta, Arthur é maravilhoso. Ele tira a "cabeça" do tridente e me encara.

- Topa aprender como é um combate de tridentes?

Aceno com a cabeça em afirmação.

E então Arthur começa a me explicar como devo manusear o tridente, quais são os melhores golpes pra cada tipo de situação, e com que intensidade devo executar os movimentos. Ele vai até o painel, digita mais comandos, e um tatame se ergue no centro da sala. E logo estamos lutando um contra o outro. Mesmo com uma diferença de mais de meio metro de altura, não estou tendo dificuldade para lutar com ele, pelo contrário,é ele quem está tendo de se esforçar para bloquear  meus golpes.

- Se eu soubesse que você fosse aprender tudo tão rápido eu não tinha te ensinado nem a metade.-diz ele assim que o desarmo pela 5ª vez.

Estamos respirando ofegantes, quanto escutamos aplausos e dirigimos nossos olhares para a porta. Shayera e a mulher verde estão lá, nos encarando com cara de surpresa. 

Ajudo Arthur a se levantar.

- Caramba Eva, não sabia que lutava tão bem assim.-diz Shayera quando nos aproximamos.

- Detalhe que ela aprendeu tudo nos últimos 20 minutos.-diz ele.

- Nossa! Então temos uma super dotada.-diz a mulher verde.

A encaro em silêncio.

- Opa, acho que não me apresentei.

E como uma vela sendo apagada, porque foi bem essa analogia que me veio a mente, a mulher que antes parecia uma fogueira, se transformou em uma mulher comum, ok, nem tão comum assim, pois seus cabelos eram verdes. Mas no geral ela era normal, pele clara, olhos azuis e um corpo curvilíneo muito bonito.

- Prazer, Beatriz, mas pode me chamar de Bea ou Fogo se preferir.-diz ela me estendendo a mão.

- Evanora, mas pode me chamar de Eva.-digo estendo a mão também e a cumprimentando.

- Fiquei sabendo que você é nova por aqui.-diz Bea.

- Sim, Diana e Bruce me acharam e agora estão tentando me ajudar.-respondo.

- Sei, que barra você está passando hein?-continua ela.

Não entendo muito bem a expressão, então só assinto levemente com a cabeça.

- Saiba que se precisar de alguém pra conversar, ou pra fazer brigadeiro... É só me chamar.-diz ela sorrindo.

- Brigadeiro?-digo franzindo o cenho em dúvida.

- Ai Deus, você não sabe o que é né?-diz ela aparentemente triste.

Balanço a cabeça negativamente.

- Não seja por isso, Arthur, posso roubar a Eva de você por um tempinho? Não posso deixar essa menina sem experimentar o melhor doce do mundo.

- Tá maluca?!-diz ele perplexo.- Eu vou é junto, também amo brigadeiro.

- Ótimo.-diz Bea alegre.- Shayera?

- Só se a gente abrir uma Pepsi pra acompanhar.-diz ela rindo.

- Opa, agora a coisa ficou boa.

Não digo nada, apenas vou no embalo, e sem perceber, já estamos no corredor conversando e dando risada.

- Você vai ver Eva, brigadeiro é uma delícia, tenho certeza que você vai gostar.-diz Bea ao meu lado.

Beatriz é bem empolgada pelo que posso notar, gosto disso, me deixa alegre e confortável.

- Ainda não entendi o que é esse tal brigadeiro.-digo.

- Brigadeiro é um doce brasileiro, feito de chocolate, manteiga e leite condensado, uma bomba calórica eu sei.-diz ela despojadamente e dando de ombros.- Mas é uma delícia, é servido em aniversários ou pode simplesmente ser feito pra comer de colher, que é o que vamos fazer já já.

- Chocolate? Leite condensado? Aniversários? O que é tudo isso?-pergunto.

- Minha Nossa Senhora!-exclama Bea.- Você realmente vivia numa bolha não é?

- Não diria uma bolha, mas se essa expressão lhe agrada, pode usá-la.-digo dando de ombros

- Bom, pelo menos seu linguajar é ótimo.-continua ela.

- Obrigada.-respondo.- Como você sabe tanto sobre esse doce?-digo, só para não deixar o assunto morrer.

- Eu sou brasileira, saber sobre brigadeiro faz basicamente parte dos meus genes.-diz ela rindo.

- Alguém disse brigadeiro?-diz uma voz atrás da gente.

Paramos e nos viramos em direção a voz.

Uma mulher, aparentemente da mesma idade de Beatriz se aproxima caminhando calmamente. Seu cabelo é curto e branco, dando a ela um ar de cautela e serenidade, totalmente o oposto de Bea. Seus olhos são de um azul extremamente claro, frios, intensos, coisa que me faz sentir um arrepio na nuca.

- Pra isso você não está ocupada né Tora?-diz Bea.

- Ninguém nunca está ocupado quando o assunto é brigadeiro.-responde ela se juntando a nós.- E aí, o que estão fazendo?

- Vamos levar essa pobre alma para experimentar essa dádiva dos deuses que é o brigadeiro.-responde Bea.- A propósito, essa cidadã aqui é a Tora.-diz ela olhando para mim e depois para a mulher de cabelo branco.

- Ou Gelo, se preferir.-diz Tora.

Dou em breve sorriso, as duas falaram a mesma coisa.

- Então...-começa Shayera.- Esse brigadeiro sai ou não?

- Claro que sai, vamos.-diz Beatriz.

Em poucos minutos estamos no refeitório, que no momento está vazio, Beatriz e Gelo somem cozinha adentro, e eu fico conversando com Shayera e Arthur.

- Quantos anos você tem Eva?-pergunta shayera.

- 17.

- Nossa! Achei que tivesse uns 14.-diz Arthur.- É tão pequena.-continua, rindo.

- Lembre-se de que foi essa pequena aqui que te desarmou 5 vezes.-repondo também rindo.

- Depois dessa eu calava a boca.-diz Shayera reprimindo uma gargalhada.

Continuamos rindo até que vejo Kara se aproximando.

- Oi gente.-diz ela se sentando à mesa conosco.- O que acontece?

- Bea foi fazer brigadeiro.-responde Arthur.

- Opa, então cheguei em boa hora.-diz ela animada.- E você Eva? Está tudo bem?

- Sim.-respondo.

- Você vai presenciar um fato inédito Kara.-diz Shayera.

- O que?-pergunta ela entusiasmada.

- Eva vai experimentar brigadeiro pela primeira vez.

- Num creio!-diz Kara atônita.

- É.-digo dando de ombros.

E como se lessem pensamentos, Bea e Tora saem da cozinha apressadas, Fogo segura uma travessa e várias colheres, e Tora trás consigo uma garrafa com um líquido escuro, e copos. Elas se sentam à mesa conosco, cumprimentam Kara e distribuem os copos e as colheres.

- Acho que a Eva tem que ser a primeira a experimentar.-diz Bea.

Todos concordam, e então eu dou uma colherada no doce macio e fico o encarando por alguns segundos.

- Pode comer, não tem veneno não.-diz Kara.

Coloco a colher na boca e por um segundo é como se o mundo tivesse parado. É a melhor coisa que já comi na vida, cremoso, doce, intenso e delicioso. Me sinto como se tivesse sido drogada, porque estou até mole, mas se isso fosse uma droga, em me mataria por overdose, porque o negócio é muito bom.

- Gostou?-pergunta Bea.

- Eu amei!-respondo.

- Espera então até experimentar isso.-diz Tora me estendendo um copo com o líquido escuro.

Tomo um gole e a sensação é quase tão alucinante quanto a do brigadeiro, as minúsculas bolhas explodem em minha boca e o sabor indescritível toma conta do meu paladar. Sinto que meu organismo vai entrar em colapso a qualquer momento, mas não me importo, isso tudo é bom demais pra não ser aproveitado. Continuo comendo e sou acompanhada pelos outros.

 Já estou na 4ª colher de brigadeiro e no 3° copo do líquido e me sinto extasiada. É como se todas as sensações boas que já tive se juntassem e formassem nesse doce e nessa bebida.

Acho que a minha cara deve estar muito estranha, porque todos estão rindo.

- Imagina se ela me experimenta caipirinha.-diz Tora rindo e tomando um gole do que Shayera chamou de Pepsi.

- Nossa.-diz Bea rindo.- Ia ser muito engraçado.

- O que é caipirinha?-pergunto percebendo que minha voz está meio embargada.

- Um dia a gente te mostra.-diz Kara.

- Gente, parece que ela tá bêbada.-diz Shayera rindo.

- Também, com esse porre de doce até eu ficaria.-diz Arthur rindo.

E no refeitório continuamos, comendo esse doce maravilhoso e rindo. 

Pensei que fazer novos amigos seria difícil, mas foi mais fácil do que imaginei.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Uma homenagem ao Brasil é mais do que bem vinda né?
Nossa Eva está descobrindo a felicidade nas coisas mais simples da vida kkkk
Espero que tenham gostado e deixem suas opiniões. E se gostou bastante, pode favoritar que eu deixo kkkkk
Bjus. L


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