História Justice vs Injustice - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Evil_Is_Better

Postado
Categorias Arlequina (Harley Quinn), Batman, Esquadrão Suicida, Hera Venenosa, Liga da Justiça, Mulher Gato, Mulher Maravilha, Superman, The Flash
Personagens Alfred Pennyworth, Barbara Gordon, Barry Allen (Flash), Bruce Wayne (Batman), Canário Negro, Clark Kent (Superman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Diana Prince (Mulher Maravilha), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Pamela Lillian Isley, Pamela Lillian Isley / Poison Ivy (Hera Venenosa), Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Gotham Sirens, Harley Quinn, Joker
Exibições 61
Palavras 2.496
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, primeiro quero agradecer a Evil_is_better por ter dado a ideia dessa fic que a gente fez um ótimo trabalho em grupo 💓💓💓
Boa leitura!

Capítulo 1 - Lar doce lar.


Doze anos atrás em algum lugar nos subúrbios de Brooklin...

O prédio de classe baixa era um ótimo lugar pra três fugitivas da policia, mesmo não sendo reconhecidas em New York como seriam facilmente em Gotham Ivy, Selina e Harley não podiam se dar o luxo de alugar um apartamento em um lugar mais luxuoso. Elas tinham dinheiro o suficiente em uma falsa conta no banco, podiam bancar os melhores mimos e luxos, mas tinham que se manter no anonimato para o próprio bem.

Quando chegaram a New York confiaram em Harley a missão de encontrar um apartamento. Bem, a loira achou um que lhe cabia muito bem, em um subúrbio do Brooklin, ou mais conhecido como os guetos do Brooklin, um lugar repleto de drogados, prostitutas e famílias desestruturadas, “Afinal, se vamos ficar quietas durante esse tempo, precisamos de um pouco de emoção! Nada melhor que acompanhar os dramas familiares dos vizinhos.” Era o que a loira sempre dizia quando suas amigas repetiam com cara de nojo entortando os lábios que odiaram o lugar.

O prédio não era tão grande, os apartamentos eram pequenos ou medianos, elas pagaram pelo maior, o mesmo estava caindo aos pedaços mas aos poucos foi ficando com uma aparência impecável depois de boas reformas.

Harley Quinn POV on

Mais um dia em uma tentativa falha tentando relaxar, eu já não agüentava mais meus pés inchados e minha depilação por fazer. Meus cabelos caiam molhados pelos meus ombros e as pontas flutuavam sobre a água, enrolo meus dedos nas pontas e levo a mais perto para observá-los melhor, os tons que antes eram de um azul e rosa agora eram de um rosa pastel quase invisível e um leve tom esverdeado, esverdeado... Era impossível não lembrar dele, isso me matava a cada dia, eu sentia falta, mesmo sabendo que ele me fazia mal, eu ainda via um lado bom ali, ele não estava sentindo minha falta, provavelmente não, isso era o que me fazia querer arrancar essa criança de mim.Estava quase com nove meses, eu não sabia se era menino ou menina, se iria parecer comigo ou com ele. Será que teria cabelos verdes como os dele? Eu não agüentaria olhar pra algo que me lembrasse dele, ele não seria um bom pai, eu temia o que poderia acontecer comigo e com o bebê se ele soubesse de algo.

Volto a prestar atenção a TV que posicionei em uma cadeira no banheiro, estrategicamente a frente da minha banheira. Audrey Hepburn simplesmente brilhava em tela no filme Bonequinha de luxo, “Amar é por alguém em uma gaiola.” Talvez o senhor C. se sentisse em uma gaiola, ah como eu queria ser igual a Holly, ela é tão independente. Desligo a TV pra evitar chorar mais ainda, jogo o controle no chão ao lado da banheira e fecho os olhos relaxando na água morna.

-Merda!- Ergo minha coluna me sentando ereta na porcelana da banheira. Aquelas dores de novo, há uns dias eu já sentia o bebê se mexendo até demais, parecia que o pequeno Coringuinha dava cambalhotas e piruetas dentro de mim, acho que ele puxou a mim nesse quesito. Sorrio sozinha ignorando as pequenas pontadas de dor, mas minha feição sorridente logo se transforma em uma careta de dor, de novo,agora um pouco mais forte. Passo a mão pela minha enorme e pálida barriga sentindo um rebuliço enorme, mas não era intestinal, bem queria que fosse intestinal. Apoio uma das mãos na borda da banheira e segurando a barriga com a outra mão como se a mesma fosse cair consigo me reerguer. Já de pé, olho para baixo e me assusto com o que vejo, as espumas que flutuavam sobre a água estavam vermelhas, o sangue escorria nas minhas pernas, e não era pouca coisa, eu não estava nenhum pouco afim de estar menstruada. Saio de dentro da banheira e sinto outra pontada extremamente dolorosa, estava difícil me manter de pé, tento me segurar na privada mas acabo caindo de quatro no chão, me encosto na parede de azulejos e fico sentada respirando fundo.

-Harley?!- Ouço a voz de Selina do outro lado da porta.- O que ta acontecendo?

-Nada. Eu só to com cólica, acho que...- Gemo de dor.- Eu acho que menstruei.

-Como assim menstruou?- Ela pergunta do outro lado.- Harley, eu vou entrar!

-Não precis...- Antes que eu pudesse terminar a frase ela entra e me olha de olhos arregalados.- Eu disse que era só menstruação!- Falo apontando pro sangue no chão.

-Harley, você não menstrua!- Ela puxa os cabelos curtos para trás desesperada.- VOCÊ TÁ GRAVIDA!

-Ah...- Me contorço novamente sentindo uma dor exorbitante.- Por isso ta doendo tanto.

-Eu vou chamar a Ivy!- Selina corre pra fora do quarto. A dor aumenta, e solto um grito, dessa vez ela não parou, só aumentou mais ainda.

-Meu deus!- A cabeleira ruiva de Hera logo aparece no banheiro, ela se ajoelha ao meu lado segurando minha mão.- Selina! Esquente toalhas, rápido!- Ela volta sua atenção pra mim com os olhos verdes se fixando aos meus.-Tá doendo muito?- Ela passa a mão pela minha testa, e eu afirmo com a cabeça.

-O bebê vai nascer?- Pergunto.- Ele não pode nascer agora.- Olho pra minha barriga enorme e passo a mão por cima da mesma a sentindo mexer se contraindo e doendo ainda mais, grito de dor.- Eu não to pronta Hera!- Digo com lágrimas nos olhos e ela me abraça tentando me acalmar.

-Vai ficar tudo bem.- Hera beija minha testa. Tento passar meus braços pelo seu corpo a fim de retribuir o abraço mas o movimento faz minha barriga doer ainda mais, então só me contorço no chão. Selina entra correndo pela porta do banheiro e se ajoelha no chão.

-Aqui.- Ela entrega as toalhas quentes para Hera.

-O parto vai ter que ser natural.- Ela olha pra minha barriga tentando procurar o que fazer.- Selina sirva de apoio pra ela.- Selina concorda e levanta um pouco meu troco o que doeu bastante e se senta atrás de mim comigo entre suas pernas, minha cabeça encostando em seu peito. Hera abre uma toalha quente e a põe cobrindo minha barriga e a outra Selina põe sobre minha testa.

-Abra mais as pernas.- Selina pede e eu obedeço.- Faça massagens fortes na barriga.- Hera prontamente obedece passando as pontas dos dedos com uma certa força sobre meu ventre, eu gemia de dor, aquilo estava sendo horrível.

-Tá doendo muito!- Digo entre gemidos e contorcidas.

-Eu sei como dói, mas vai valer a pena.- Selina fala. Ela sabia como era ter um filho, ela perdeu a guarda da sua filha, Chiara, quando ela tinha apenas dois anos por mauricinho Wayne que ela era casada, eu sempre a disse que ele não era gente boa, as vezes Sel chorava escondida com saudades da filha, mas a gente fingia não ouvir, ela não queria que a gente ouvisse.- Respira fundo Harley...- A obedeço buscando todo ar que eu podia e soltando em seguida.- Agora faça força, o máximo que você conseguir.- Forço sentindo uma dor latejante.- Isso! Continue!- Faço mais e mais, mas nada acontecia, a dor não parava, eu preferia morrer a sentir aquilo.

Quase uma hora depois, eu não sabia ao certo quanto tempo foi, eu não pude contar, nem pensei em contar. Eu já estava ensopada de suor, o chão estava inteiramente sujo,cheirava a sangue e outras coisas. Eu percebi que toda aquela dor havia valido a pena, quando eu ouvi seu choro desesperado, quando Hera a pegou no colo com os olhos brilhando e olhou pra mim sorrindo.

-É uma menina!- Hera disse a entregando pra mim. Peguei seu corpo pequeno e delicado em meus braços, um pouco sujo de sangue, mas isso não importava, seu choro não me incomodava. Ela era linda, os cabelos ralos e molhados indicavam que eram loiros como os meus. Aos poucos seus olhos sensíveis foram se abrindo, curiosos com algo novo, eram azuis, tão intensos, como os dele, mas esses tinham a pureza, inocência, algo que eu nunca veria vindo dele.

-Ela é linda Harley.- Selina fala atrás de mim. A aconchego em meu colo e ela logo busca pelo meu seio exposto o sugando a procura de leite que logo encontra.- Como vai chamar ela?- Penso em um nome e logo um vem na minha cabeça, era o nome da minha mãe que morreu quando eu tinha doze anos.

-Lucy.- Digo passando a mão por aquele rosto delicado.- Ela vai se chamar Lucy!

Nos dias atuais...

BELLE REEVE: PRISÃO DE SEGURANÇA MÁXIMA. LOUISIANA.

Harley Quinn POVs

Depois de me perder nas estrelinhas de “Entre lençóis”, livro que eu estava lendo pra passar o tempo, não há muito o que se fazer quando se está em uma cela que mais se parece uma gaiola, sem privacidade alguma já que alguns guardas marmanjos as vezes ficavam de olho em mim.

Levo minha xícara até os lábios para bebericar um pouco do meu café mas percebo que a mesma estava vazia. Dou de ombros me levantando da cama, marco a página do livro com um marcador, pego a xícara em mãos e a levo até minha máquina de café expresso recém colocada só pra mim, cortesia pra quem é a mais nova heroína do pedaço já que acabou de salvar o mundo de uma feiticeira maligna.

Aperto alguns botões e espero que o liquido quente preencher minha xícara enquanto cantarolava baixo bohemian rhapsody do Queen. A maquina apita anunciando que meu café estava pronto, inspiro para sentir aquele cheirinho agradável. Antes que eu pudesse pegar minha tão esperada xícara, um barulho extremamente alto, faz com que eu grite pelo susto esbarrando na xícara e derramando o liquido preto pelo chão. Uma explosão, a parede que ficava do lado de fora da minha cela estava no chão, homens uniformizados como todos os guardas que eu via no meu dia a dia invadem o local, então começam a disparar com suas armas para todos os lados, me encolho no canto da cela assustada e com as mãos tapando as orelhas. Os guardas que ficavam armados me vigiando agora estavam no chão sem a mínima chance se poder trocar tiros com os outros. Ok, por que os guardas estavam matando outros guardas? Me arrasto pelo chão até o lado da cama quando eu vejo que um dos portões que dava pra minha cela estava sendo aberto pelos homens, dois caras tentam abrir o segundo portão com um tipo de serra elétrica. Então o portão se rompe se abrindo, o outro homem que estava sem nada em mãos entra na cela sozinho. Levanto agora destemida.

-Olha se você vier com essa serra pra cima de mim, eu juro que...- O guarda tira a viseira escura que cobria seu rosto e meu coração dá saltos e cambalhotas de alegria.- Pudinzinho?- Pergunto, ele estava mesmo na minha frente?- Meu pudinzinho está vivo!- Corro saltando sobre ele enroscando minhas pernas em sua cintura e meus braços no seu pescoço, o apertando como eu podia. Ele me abraça pela cintura, como eu tinha saudades do seu abraço.

-Vamos pra casa, docinho.- Ele diz com sua voz rouca, eu estava com tanta saudade do meu lar, tantas saudades de Gotham. Vai ser como nos velhos tempos.

Horas depois em Gotham City...

Eu já me sentia em casa, olhar os becos escuros, os prédios altos e rústicos, os mendigos e drogados na rua, esse lugar me fazia tão bem. Olho pro lado observando o Sr. C. Fazia tanto tempo que eu não reparava nele, parece que os anos apenas o fazia mais bonito, ele apertava as mãos no volante enquanto dirigia velozmente cantarolando uma musica qualquer, ele estava quieto demais.

-O que está planejando?- Ele me encara por alguns segundos com um sorriso no rosto e depois volta sua atenção pra a rua, ainda sem me responder.- Eu não acredito que fez isso tudo só pra me salvar. Eu tenho um papel grande nos seus planos?

-Na verdade sim. Tenho planejado algo grandioso e você está envolvida.- Bufo, eu sabia que ele não estava com saudades o suficiente pra ter ido atrás de mim na missão nem em Belle Reeve.- Mas esse não foi meu maior incentivo pra te tirar de lá.

-Não?

-Não. Se eu não fizesse isso Lucy acabaria fazendo, ela ficou longas semanas tentando rastrear você. Quando conseguiu, eu fiz acontecer. – Abro um sorriso ao ouvir o nome da minha garotinha. Como eu estava com saudades dela, deve ter crescido tanto. Eu ouvia falar tão bem dela, o quanto era engenhosa e inteligente, eu sabia que ela era capaz de me encontrar.

Saio de meus pensamentos quando senhor C. para o carro a frente do nosso lar, por fora era um galpão de lixo tóxico mas por dentro era nossa casa e era bastante aconchegante. Saio do carro abrindo os braços esticando todos os meus músculos e respirando em alivio.

-Lar, doce lar.- Outra porta do carro bate e Coringa sai do mesmo, olho pra ele sorrindo, me enrosco em um de seus braços e entramos em casa. Vou até a sala de estar encontrando Lucy concentrada no seu celular, pulo sobre ela no sofá a abraçando com toda a força.-Meu docinho!- Ela retribui o abraço, a solto para poder observá-la melhor, passo a mão por seus cabelos dourados, da mesma cor que os meus um dia foram.- Seu cabelo está enorme.- Comento.- Você está enorme! Ah meu deus, você cresceu tanto!- A abraço novamente.- Eu senti tantas saudades. – A solto me sentando ao seu lado com as mãos sobre seus ombros, ela não gostava muito de demonstrações de afeto, mas abria uma pequena exceção pra mim.

-Eu também!- Ela diz.- Aqui não tem graça sem você, e os negócios estão indo mal.- Coringa que eu mal notei que estava na sala revira os olhos ao ouvir a última declaração do meu bebê

-Os negócios não são da sua conta!- Senhor C. a interrompe e ela bufa cruzando os braços.- Você faz apenas o que eu mandar, não tem que se preocupar com o sucesso dos meus planos.- Ela se levanta.

-Claro Sr. C. talvez por isso seus negócios não vão pra frente.- Coringa estende a mão pra dar um tapa na direção de Lucy, mas ela segura sua mão e rapidamente vai para trás dele torcendo seu braço, mas ele logo se solta. Olho a cena sem reação até ver os dois começarem a rir feito loucos, os acompanho nas gargalhadas.

-Isso mesmo! Esteja sempre um passo a frente, ou um palmo.- Lucy assente.- Nossa reunião está confirmada?- Reunião? Olho para os dois procurando respostas, acho que perdi muita coisa.

-Sim Senhor Coringa, todos os convidados confirmaram presença e já está tudo pronto. Dentro de minutos o salão estará repleto dos maiores vilões de Gotham!- Ela fala animada.- Mal vejo a hora!

-Você está bem enganada se acha que vai ficar pra a reunião.- Ela bufa cruzando os braços.- Vai dormir.

-Mas...- Ela tenta argumentar.

-Vai. Dormir.- Ele fala pausadamente a olhando sério e ela obedece dando de ombros, me desejando um boa noite e passando reto por ele.

Eu não fazia idéia do que esse tal plano envolvia, mas tinha certeza que era algo grande.


Notas Finais


O que acharam pessoal? Espero que tenham gostado! Comentem, favoritem, digam o que acharam.


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