História Kacey Ruegsegger - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~zMrAzulada

Postado
Categorias Originais
Tags Dylan Klebold, Eric Harris, Massacre De Columbine
Exibições 3
Palavras 674
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


eita porra, olhem quem apareceu

Capítulo 1 - One


O som era ensurdecedor. Poderia comparar tudo o que está acontecendo à uma desta do Dia da Independência, mas não ouvia-se aplausos ou fogos de artifício e sim o som de bombas explodindo; nisso, os vidros da janela estouraram, juntamente com os alarmes de incêndio sendo ativados. Pode-se dizer que isso é um pesadelo na vida real. As bombas tinham um forte odor químico horrível, que ao ser inalado, fazia seus pulmões queimarem em resposta, mas, no meio disso tudo, o pior foi a gritaria. As luzes piscaram em sobrecarga, antes de se desligarem por completo. Ela ficou lá embaixo da mesa, forçando seus olhos; tentando enxergar alguma coisa. O pânico percorria seu corpo da cabeça aos pés, fazendo-a por impulso olhar para a porta aberta, de onde vinha a única iluminação da sala.

Sua visão teve uma leve recaída por conta da iluminação, mas logo se adaptou. O seu primeiro pensamento foi: Eu vou morrer. Gritou por ajuda, tendo sua voz abafada pelos outros diversos sons naquela confusão caótica. Se viu incapaz de identificar a pessoa que havia entrado na sala, por conta de sua posição ao longo do chão. Percebeu botas estilo militar se aproximando...

Cinco, quatro, três, dois, um.

O som calmante de uma voz suave seguida de um estalo de dedos fez com que Luiza voltasse ao presente, no escritório seguro e familiarizado do Dr. Jones. Ele era um homem de fala mansa em seus meados dos anos 50, que se esforçou para ajudar seus pacientes a superarem suas preocupações e dores da vida real. Kacey, no entanto, provou ser um caso um pouco diferente para ele. Ela era um caso incomum para suas sessões habituais de saúde mental e não havia outra pessoa como ela que havia passado por suas mãos, mesmo estando nesse ramo a 25 anos.

Kacey estava imóvel, deitada sobre o sofá. Dr. Jones se aproximou da garota, colocando uma de suas mãos na nuca da garota, sentindo o local frio, extremamente frio. Suas mãos suavam e seus pés tremiam, a respiração estava pesada e tensa.

[...]

Ela estava retornando aos poucos, se estabilizando. Dr. Jones deu um sorriso ladino e falou:

— Acho que isso é tudo por hoje.
Ao escutar isso, Kacey suspirou aliviada por não ter que passar por mais uma hipnose.

— Eu venho fazendo isso por muitos anos. — Comentou o doutor, batendo a caneta em seu prontuário — Vi muita gente se sentando aí aonde você está.

Kacey se sentou calmamente no sofá, escutando o que o Dr. Jones tinha a falar.

— Todos tem problemas diferentes, bem como histórias diferentes por trás dessas questões. Mas todos tem uma coisa em comum. Você sabe qual é, Kacey? — indagou, fitando a menina.
Em resposta, apenas negou com a cabeça, ainda ouvindo tudo atentamente.

— O medo. Todos tem o mesmo nível de medo, de certo modo. A pessoa que tem medo de altura e de aranhas não tem menos medo do que alguém que foi assaltado. O medo de manifesta de formas diferentes, porém com mesmo efeito.

Kacey olhou para os seus pés, meio constrangida com o discurso de encorajamento do doutor.

— Sua experiência não foi menos real do que as lembranças que te levaram à ela, o medo pode ser tratado e você pode superar isso e vai conseguir.

Ele se inclinou, pegando sua caneca de café, observando Kacey se levantar e pega sua bolsa, agradecendo o Dr. Jones, assim como já havia feito diversas vezes no passado. Ela saiu do escritório em tempo recorde, tanto que não conseguiu se despedir da secretária em seu caminho para fora do local. Cruzou o estacionamento, indo até seu carro e o destrancando, se sentando no banco do motorista e pousando suas mãos sobre o volante; ficando imóvel.

Faziam dois anos desde aquela manhã. Desde aquela manhã que alterou a essência do seu ser, suas ações e sua vida por completo, e ela sabia disso. Na manhã de 20 de abril de 1999, Kacey Ruegsegger sobreviveu ao trágico acontecimento desenrolado em sua escola. Ela sobreviveu ao Massacre de Columbine.


Notas Finais


espero q tenham gostado, deu trabalho alpacas


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