História Kaede - Elfen Lied - Capítulo 1


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Categorias Elfen Lied
Personagens Kouta, Lucy (Nyu), Nana, Yuka
Tags Drama, Elfen Lied, Kouta, Lucy, Nyu, Nyuu, Romance
Visualizações 139
Palavras 2.082
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quem me conhece sabe que Elfen Lied é meu mangá e anime favorito... bem, espero que gostem.

AVISO: A história contem spoilers do mangá, portanto, se ainda não leu o mangá mas ainda pretende ler, eu recomendo que o leia antes de ler esta história.
A história também segue o mangá, então, se ainda não leram o mangá, sugiro que leiam para entender melhor os acontecimentos da história.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Kaede - Elfen Lied - Capítulo 1 - Prólogo

Depois que ele a perdeu novamente naquela noite, depois de recuperar todas as suas memórias que havia perdido, ele foi até aquela praia, onde havia a encontrado como Nyu, ele sabia que poderia reencontrá-la ali, ele sabia que era para ali que ela voltaria.

Assim ele fez. Quando chegou no local, ela não estava ali, mas ele sabia que mais cedo ou mais tarde ela voltaria. Sentou-se na areia da praia e ficou à espera dela, Lucy, ou melhor, Nyu como ele a chamava.

Mesmo com tudo o que havia acontecido, ele ainda sentia falta da garotinha de pequenos chifres em sua cabeça e de cabelos cor de carmim que brincava com ele na sua infância. Sentia falta de Nyu, a garota infantil que conviveu com ele em sua casa... mesmo sabendo de toda aquela dor que ela lhe causou, da qual ele se lembrou assim que recuperou suas memórias perdidas sobre sua infância.

Depois de algumas horas, ela apareceu, ela estava sem roupas como da primeira vez, mas desta vez, ela não estava sem suas memórias. Ela sabia quem ela era, sabia sobre todas as vidas que matou, incluindo Kanae - a irmã caçula e o pai de Kouta. A culpa a destruía por dentro.

– Eu estive esperando. – ele disse assim que a viu. – Já faz um tempo.

– Kouta? – ela perguntou surpresa e assustada. – O que está fazendo aqui? – perguntou aproximando-se dele.

– NÃO ME TOQUE! – gritou irritado.

Kouta também estava com sua memória recuperada, ele a odiava, mas ele sabia que tinha algo a fazer. Se levantou, jogando seu casaco para que ela vestisse, então ele a levou até aquele farol, eles precisavam conversar sobre tudo o que acontecera em seus passados, e ele acreditava que aquele era um lugar ótimo para aquilo.

– Lindo... – ela disse observando a paisagem de cima do farol.

– Eu queria te mostrar essa paisagem. A vista daqui... minha irmã adorava. Aqui era um farol mas a Kanae amava o oceano. – ele a encarou com lágrimas nos olhos. – Como você pôde matar a Kanae e o meu pai? Como você pôde matar tantas pessoas tão facilmente?

– Porque dentro de mim há outras consciências além da minha. – Lucy o olhava nos olhos. – Existe a “eu” que quer trazer destruição aos humanos e a “eu” que tenta viver com os outros... mas eu escolhi o caminho de me livrar dos humanos e criar um lugar só pra mim quando pensei que você havia me traído Kouta. – lágrimas escorriam pelo rosto dela. – Eu pensei que não conseguiria viver mais com os outros... Eu desejei tanto isso, mas eles me traíam todas as vezes. Eu queria colocar um fim nesses sentimentos pelas pessoas que permaneciam por você, então eu matei sua família... Porém, nós nos encontramos novamente, ambos sem suas memórias passadas. Foi como um sonho. Nós poderíamos viver em paz novamente... Meu outro eu é barulhento e insuportável, e tentou desesperadamente ser capaz de viver com as outras pessoas.

– Nyu? – ele perguntou encarando Lucy.

– Eu realmente cometi muitos erros irreversíveis, eu não espero ser perdoada... Mas eu simplesmente queria te dizer que eu sinto muito Kouta, esse é o único motivo pelo qual me mantive viva até agora. – ela jogou-se de joelhos no chão diante dele. – Kouta, eu sinto muito mesmo. Sabe, eu sempre... sempre... – ela falava entre soluços. – Sempre quis fazer as pazes com você Kouta.

– Não importa o quanto se desculpe. – ele secou seu próprio rosto com a manga de sua blusa. – Isso não me fará te perdoar por ter matado a Kanae e meu pai.

Ela sentiu mais lágrimas escorrerem pelo seu rosto que já estava completamente molhado pelo choro.

– Eu acho que sim. – ela disse abaixando a cabeça. – Ainda assim, eu queria te dizer que todas as poucas vezes que me senti feliz, foram quando eu estava com você. – ela se levantou ficando de costas para ele. – Aquele tempo foi curto, mas eu estava realmente feliz por poder viver pacificamente com os outros...

Ele abraçou os joelhos e pousou sua cabeça sobre eles.

– E a Nyu? Pra onde ela foi?

Lucy sorriu mesmo com os olhos marejados e o rosto molhado.

– A personagem que todos vocês chamam de Nyu era a “eu” perfeita que criei inconscientemente... Se eu não tivesse meus chifres, eu realmente seria daquele jeito. Mas agora eu sou o que aquela outra voz me diz pra ser.

– Outra voz? – ele perguntou confuso olhando para os cabelos cor de carmim dela.

– O instinto que me ordenou a destruir toda a humanidade, a voz do meu DNA. Não é como se essa voz tivesse tomado meu corpo como a Nyu fez... ela só me ordena, e eu escolhi obedecer essas ordens...

– Por que você fez isso? – perguntou com tristeza.

– Você não entende... Eu não queria mais ser mal-tratada, eu era diferente. – as lágrimas não cessavam um segundo sequer. – Eu estava feliz o bastante por estar com alguém... era só o que eu queria dizer, mas agora eu não posso fazer nada além de sujar as minhas mãos. – ela secou seu rosto com o casaco se afastando dele sem olhar para trás. – Adeus. Nós não nos encontraremos novamente.

Observando a cena que se seguia em sua frente, ele sabia que não podia deixá-la ir, ele sabia que mesmo com tudo o que havia acontecido, se ela fosse embora, ele sentiria um vazio dentro de si para sempre.

– Espere! – ele gritou fazendo-a parar. – Só porque seu instinto é matar pessoas, você está desistindo como se não tivesse escolha? Sabe, os humanos também tem instintos, mas nós os contemos e vivemos nossas vidas normais. Como seus chifres poderiam ter algo haver com isso? Se você simplesmente seguir seus instintos e fazer tudo o que tem vontade, é como se você fosse apenas um animal! Só porque algum poder estranho te permite matar, você achou mais fácil seguir o desejo do seu coração?

– Mas você... não sabe de nada. – ela disse sentindo mais lágrimas descerem.

Ele se levantou e correu até ela, a segurando pelos ombros e a virando, a fazendo olhar para ele.

– Me prometa que não vai mais matar! Que não vai mais usar esse poder estranho!

– O.. O que?

– Se você fizer isso, pode viver com todos novamente. – ele sorriu para ela pela primeira vez naquele dia. – Nyu e você, junto com todo mundo.

– Eu... Prometo... Eu não vou matar mais ninguém, não vou usar mais esse poder. Porque eu quero estar sempre com você Kouta.

Ele então a puxou para um forte abraço. Fazia tanto tempo que ela não recebia nenhum tipo de afeto, aquilo foi tão bom para ela.

– Não a quebre, certo?

– Não vou. – ela o apertou.

Depois de toda aquela conversa, Lucy desceu as escadas da torre calmamente, Kouta permaneceu lá em cima por mais um tempo. Ao chegar ao fim da escada, ela deu de encontro com Kurama, que lhe apontou uma arma.

Ela não iria fazer nada contra ele, sabia que morreria ali, mas ela não temia. Ela sabia que havia feito uma promessa para Kouta, para aquele que ela amava, ela jamais quebraria.

Kouta... Você vai se orgulhar de mim agora... Eu... Não quebrei minha promessa...

É mesmo... No final eu... Eu nunca disse ao Kouta que o amava...

Foi neste momento que ela perdeu sua consciência, por um momento ela acreditou ter morrido... Quando recuperou a consciência, viu apenas Kurama com um de seus braços decepados em sua frente.

– Por que eu ainda estou viva?

Não pode ser!! Eu...

– Nyu. – Kouta disse descendo as escadas. – Você está...

– Kouta...

– O que... Você fez? – ele perguntou olhando horrorizado para ela e para o homem ferido em sua frente.

– NÃO!! – gritou desesperada. – EU NÃO FIZ NADA!

– Apesar de tudo, você não consegue parar de matar. – ele voltou a derramar lágrimas. – Eu pensei que poderíamos morar juntos, eu pensei que podia confiar em você. Mas você me traiu!

– Não... Eu tentei cumprir a minha promessa. – ela chorava da mesma forma que ele. – Eu pensei que morreria por causa disso...

– ENTÃO O QUE É ISSO? – ele gritava, estava verdadeiramente decepcionado. – Você machucaria qualquer um...

– Não... Você está errado. – não era a primeira vez que ela via quela expressão no rosto de seu amado, ela se sentia destruída por dentro. – Não entendo como isso aconteceu.

Ela sabia que seu instinto a havia dominado, mas ela também sabia que seria inútil explicar tudo para ele novamente.

– Foi uma idiotice minha confiar em você. – ele disse apertando o corrimão da escada. – Eu te odeio! Não quero vê-la nunca mais!

Ouvir aquilo foi como se uma faca atravessasse seu coração, ela estava tão abalada que nem notou que Kurama já estava em pé, e prestes a atirar em seu peito. Foi acordada daquele transe quando viu Kouta atirar-se na sua frente, tomando o tiro em seu lugar.

– KOUTA!!! – gritou em desespero. – KOUTA NÃO MORRA! – ela se abaixou olhando para ele, ele estava em seus braços. – POR QUE ME PROTEGEU? Você acabou de dizer... que me odeia...

– Eu já sinto muito remorso pelo que disse para a Kanae antes de sua morte... Se você também morresse, eu sentiria mais remorso ainda... – uma linha de sangue escorria de sua boca.

 

 

Chega

 

 

Não

 

 

Eu não vou perdoar...

 

 

Você que feriu...

 

 

Quem eu amo...

 

 

Tudo que eu aguentei...

 

 

Não adiantou nada...

 

 

Esse mundo...

 

 

Eu vou...

 

 

DESTRUÍ-LO!

 

 

Tomada por um mar de ódio e fúria, ainda com Kouta ferido em seus braços, ela começou a destruir tudo o que estava ao seu redor, estava cansada de sofrer, ela sabia que jamais seria feliz.

Voltou a consciência quando seu corpo começou a derreter-se espontaneamente, ela sabia que o uso excessivo de seu poder destrutivo uma hora ou outra causaria aquilo. Então, naquele momento, ela lembrou que o poder de seus vectores eram capazes de não apenas destruir, mas também de regenerar, ela poderia salvar Kouta.

Derreter meu corpo e direcionar meu poder para o Kouta... Se os ferimentos dele fecharem nem que seja apenas um pouco, eu daria a minha vida com prazer.

Ela cantava, enquanto fechava os ferimentos de seu amado e sentia seu corpo derreter-se aos poucos...

.

.

.

Quando Kouta acordou, Lucy não tinha mais uma forma humana. Ele chorava, soluçava... Sabia que ela havia salvado sua vida, ele não queria perder Lucy. Sua amada Nyu.

Segurou o que ainda restava de seu corpo no colo, ainda chorando, ele dizia que a salvaria. Ela estava feliz, ela sabia que pela primeira vez, havia feito algo bom... Mesmo que pudesse custar sua própria vida.

Alguns minutos depois, a equipe do laboratório onde Lucy estivera presa por anos chegou. Eles a queriam de volta... Foi inevitável o instinto dela a dominar novamente. Desta vez ele apareceu ainda mais descontrolado, matando muita gente... outra vez...

Enquanto mais um massacre acontecia diante de seus olhos, ele a viu em sua frente... Mas agora eram duas, era Lucy e Nyu, ele sabia que eram duas almas diferentes, e ele também sabia que não era nenhuma das duas que estava causando tudo aquilo... Era aquele maldito instinto. Era como se as três consciências dela estivessem divididas agora. Afinal, o massacre acontecia, mas Lucy e Nyu estavam em sua frente, o protegendo daquele maldito instinto que estava matando varias pessoas outra vez.

– Kouta...

– Nyu! Estou tão feliz por vocês não estarem machucadas.

– Nossas consciências estão funcionando no limiar da parte inconsciente do nosso DNA, suprimindo nosso instinto de atacar você Kouta, mas só podemos proteger essa pequena área com todo o nosso esforço.

Kouta as escutava, ele sabia que estava seguro, de certa forma estava arrependido por ter dito que a odiava.

– Kouta, você se lembra? O que eu te disse há oito anos atrás?

– Oito anos atrás? – ele disse tentando se lembrar.

– “Se eu for matar muita gente...”

Me mate, Kouta.

– Se eu fizer isso... Vocês duas iriam... – ele falava entre lágrimas.

– É claro que iríamos morrer, mas se você não me matar, muitas pessoas vão morrer. Nossas vontades dentro do nosso subconsciente só conseguem distorcer o poder do nosso instinto, não podemos nem nos matar... por isso... por favor me mate... tudo bem?

Elas começavam a desaparecer aos poucos... ele ainda chorava.

– Nyu, você está desaparecendo.

– Me mate, antes que nossa consciência desapareça.

Ele tentou, mas não conseguiu, ele estava com a arma na mão, mas era difícil demais puxar o gatilho. Depois de uma tentativa falha de atirar em Lucy, ela mesma devolveu a arma para ele...

Foi difícil... mas ele finalmente conseguiu puxar o gatilho...

Ele conseguiu matar Lucy... Sua amada Nyu.


Notas Finais


Sei que isso está tudo no fim do mangá, mas usei esta cena como o prólogo para a minha história, para dar mais sentido a ela!


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