História Kaiserkeller - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Personagens Originais, Ringo Starr
Tags Astrid, George Harrison, Hamburgo, John Lennon, Paul Mccartney, Pete Best, Ringo Starr, Stu, The Beatles
Exibições 24
Palavras 1.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu sei, demorou :c
Mas, como eu disse, demora mas vem, então n desistam rsrs
Esse cap teve q ficar meio curto pq as aulas n estão me dando mt tmp :(
(Aula + trabalho = sem vida -.- )


Bjoos

Capítulo 20 - O pesadelo... Continua?


~~Lisa~~

 Uma luz bem clara foi aparecendo aos poucos, jurei que já estava no céu ou algo assim. Eu pensei realmente que tinha passado dessa pra melhor. Quando consegui finalmente abrir os olhos percebi que não, o pesadelo aqui na Terra não terminaria tão fácil. Vi os rostos embaçados e confusos de Paul e Stuart. Minha cabeça doía tanto que eu lutava pra manter os olhos abertos; o barulho parecia me ensurdecer; meu corpo estava pesado e extremamente dolorido – era como se eu tivesse sido atropelada por um trem.

 Os dois Beatles me encaravam como se eu fosse uma assombração e, depois de uns minutos de observação silenciosa, percebi que tinha o corpo todo ferrado. Isso inclui um braço quebrado, vários roxos, hematomas, dor de cabeça, e uma certa imobilidade pelo que creio serem costelas quebradas. As lembranças queriam voltar a minha mente, mas eu tentava ignorá-las. Eram um pesadelo sem fim que eu queria mesmo esquecer.

 Eu mal conseguia me movimentar na cama, sentia que meu rosto inteiro devia estar inchado. Eu já odiava aquele aliciador, agora tenho uma real vontade de mata-lo, junto com seu cliente bigodudo idiota. Paul e Stuart andavam de um lado pro outro, percebi que estavam preocupados. Na hora, me lembrei de John e Carolina; onde os dois estariam agora? Aliás, como é que aquele alemão desgraçado não veio atrás de mim? Não me prendeu de volta na boate ou terminou de me matar?

“Meninos, podem me falar o que aconteceu exatamente?” – interrompi o silêncio, encarando os dois – “Claro, sem a parte que eu já sei”

“Bom, primeiramente que nós não estamos mais em Hamburgo” – Paul começou – “Tiveram que transferir você e John pra outra cidade ou aquele cara não ia desistir”

“John? Transferi-lo por que? Pra onde?” – perguntei, sem entender como Johnny se encaixava na história

“Disseram que a gente devia poupar a criatura, Paul. Lembra da parte que incluía não fazer passar por stress?” – Stu cutucou o colega, me deixando ainda mais curiosa/preocupada

“Não adianta querer disfarçar agora” – encarei os dois – “Me falem logo”

“Foi John quem te encontrou aquele dia no quartinho” – Paul começou – “Obviamente ele brigou com seu gerenciador e acabou encrencado”

“O que? Mas o que aconteceu?” – falei, já mais assustada – “Onde ele tá? Tá tudo bem com ele?”

“Calma, Lisa” – Stuart tentava me acalmar – “Ficou um tempinho no hospital também, mas já saiu”

“Encontramos vocês no quartinho antes que fosse tarde demais” – Paul completou, mexendo na cômoda que estava ao lado da minha cama – “O cara acertou John com uma faca, mas não foi nada grave”

“Você não sabe mesmo deixar as pessoas mais calmas né, Paul?” – Stuart repreendeu o amigo – “Johnny tá bem, Lisa, foram ferimentos leves. Só não pôde vir até aqui porque está de molho no apartamento de um amigo da Astrid”

“E vocês falaram um tempinho... Faz quanto tempo que eu estou nesse hospital?” – perguntei, tentando ligar os pontos

“Quase cinco dias” – Paul respondeu, bem natural. Me parece que tudo foi mais grave do que eu imaginava

“E minha irmã? A Carolina estava com a Astrid, ela veio pra cá também?” – questionei, mas já imaginei uma resposta não muito agradável pela cara deles – “Ei! Ouviram e vão ficar me ignorando mesmo?”

“Temos alguns problemas em relação a isso, Lisa” – Stuart respondeu, sem parecer muito animado

“Aquele desgraçado achou a minha irmã?” – perguntei, já um tanto desesperada

“Não, ainda não” – Stu respondeu – “Está escondida na casa da Astrid em Hamburgo. Não conseguimos trazê-la pra cá sem que aquele cara descobrisse”

“Mas então qual o problema?” – não entendi a cara de preocupação dos dois já que Carol estava bem e a salvo. Logo eu poderia me encontrar com ela de novo e planejar um jeito pra sairmos desse inferno que é a Alemanha (e vou me lembrar de nunca mais trabalhar pra alguém)

“Ele está com George” – Paul retrucou, encarando a parede – “Tentou fazer a troca, era ele pelo paradeiro da sua irmã”

“Tá falando sério?” – questionei, achando realmente que era brincadeira. Só podia ser. Infelizmente, Paullie assentiu confirmando que era tudo verdade – “Mas como assim? Aquele idiota simplesmente acha que pode sair por ai sequestrando pessoas?”

“Ele não só acha como faz, Lisa” – Stu respondeu, finalmente deixando claro o real motivo da preocupação dos dois – “A gente não pode voltar pra lá, não pode falar com ninguém porque estamos no país de maneira ilegal e George é menor de idade. Astrid tentou ir até a polícia, mas parece que todo mundo da cidade é capanga daquele miserável”

“A gente tem que dar um jeito de tirar ele de lá! Aquele idiota... Vai machucar o paquerinha da minha irmã” – retruquei, só pensando em todas as atrocidades que aquele velho tinha feito comigo e em tudo que ele faria com o caçula dos Beatles pra conseguir o paradeiro da Carolina – “Temos que tramar algum plano de fuga, sei lá. Resgatamos o George e saímos da Alemanha”

“Seria ótimo se fosse tão fácil, Lisa” – Paul respondeu, visivelmente desanimado. Ok, dessa vez nem eu tenho um plano, minha única ideia é fugir desse lugar o quanto antes e nunca mais voltar. Mas não podemos fazer isso sem buscar Carol, muito menos deixando o coitadinho do George pra trás – “Talvez eu devesse ir falar com ele”

“Tá maluca? Foi a pancada na cabeça?” – Stuart me encarou, sem acreditar muito. Eu estava falando sério, comecei isso e agora tenho que terminar (não sei como, mas tenho). Todo mundo está nesse inferno por minha culpa, principalmente minha irmã – “Aquele cara quase te matou, garota. Tá esquecendo?”

“Não, mas ele não vai deixar a gente em paz enquanto eu não me acertar!” – tentei convence-los, mesmo sabendo que não funcionaria (aliás, eu estava tentando convencer até a mim mesma)

“Ele nunca vai te deixar em paz, Lisa. Nem que você pague pra ele todo dinheiro que ele diz ter perdido por sua causa. Esses caras não ligam pra ninguém” – Paul se sentou na única poltrona do quarto, bufando e voltando a encarar o teto – “Sabe, a gente prometeu pra Sra. Harrison que ia cuidar dele”

“Isso não é culpa de vocês, meninos” – o encarei, vendo que, além de preocupados, também estavam se sentindo culpados – “É culpa minha, na verdade”

 Aquilo tudo acabava comigo. Por que eu fui meter a Carolina no meio disso? Agora não só ela como meus amigos estão encrencados por minha culpa. Cedo ou tarde aquele alemão desgraçado vai acabar encontrando minha irmã no esconderijo de Astrid e nem imagino o que ele seja capaz de fazer com o caçulinha da banda. Com certeza deve estar maltratando o coitadinho a essa altura, como ele faz com todo mundo que é ‘submisso’ a ele.

 Uma ideia até veio a minha mente, talvez não seja muito boa, mas pode ser a única opção. Tem lados ruins em aguentar clientes esquisitos e nojentos, mas tem lados bons. Me veio em mente um dos clientes que é da minha lista vip (aqueles caras que não em dão paz, que não saem do meu pé, que eu enrolo sempre que posso), um empresário italiano que, na verdade, é um chefão do crime que gosta de se divertir nas noites alemãs. Ele já saiu comigo várias vezes, já passou várias noites comigo, já me deu vários presentes e, mesmo quando tenho outros ‘clientes’ (tipo John), ele está lá esperando uma chance.

 Bom, essa criatura sempre me promete um milhão de coisas, diz que pode acabar com qualquer um por mim. Eu, que não sou idiota, finjo que o adoro e aumento suas expectativas e sua fantasia. Talvez agora seja um bom momento pra pedir um favor. Se esse italiano safado conseguir, eu posso trocar algumas horas pela liberdade do caçulinha George. Seria apenas mais uma noite enrolando o velho mafioso em troca de uma viagem de volta pra Inglaterra, com minha irmã e todos os Beatles sãos e salvos. Valeria a pena. Só espero que dê certo.



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