História Kaleidoscope - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Personagem Original, Romance, Serie, Suga
Exibições 17
Palavras 2.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoinhas gatas!
Trouxe mais um capítulo hoje, pois não fui pra aula e assim tive tempo de escrevê-lo.
Espero que gostem, pois me tomou bastante tempo.
Gostaria de agradecer hoje à todas as pessoas que favoritaram a Fic. Muito obrigada por darem esse apoio moral para uma história tão louca! ksjskasjkapksj
'army66556' você realmente é uma fofa!
Beijos na testa.

Capítulo 6 - Eu salvarei você.


Fanfic / Fanfiction Kaleidoscope - Capítulo 6 - Eu salvarei você.

O meu apartamento nada mais era do que um cômodo pequeno dividindo a cozinha por um balcão e o banheiro minúsculo era conjugado. Não era lá uma casa luxuosa, ou coisa do tipo, mas no momento era o mais seguro que eu conseguia pensar. Por isso acabei trazendo Suga para o meu prédio e havia praticamente o escondido em minha sala.

Ajudei o garoto a deitar no meu carpete felpudo e mais macio do que o chão liso, bem ao lado da minha mesinha de centro que também servia como mesa para refeições. Os dois únicos sofás em volta eram retos e compridos, também sendo utilizados como cama durante o sono. Porém Yoongi preferiu o chão e eu não pensei em contradizê-lo de alguma forma.

Trouxe também uma bolsa de gelo para seu olho roxo e analgésico para dor junto à uma garrafinha de água. Ele tomou tudo sem questionar e novamente se deitou naquele tapete com uma das mãos sobre o abdômen e a outra segurando a bolsa de gelo contra o olho machucado.

Tudo era tão silencioso dentro daquele apartamento. Eu podia ouvir o trânsito lá fora. Podia ouvir alguns vizinhos por culpa das paredes finas, mas dentro daquele cômodo tudo parecia embalado com plástico bolha.

Yoongi não falava uma palavra se quer enquanto mantinha os olhos fechados. Eu me sentei sobre o carpete no outro lado da mesinha e tudo o que eu podia ver era o seu cotovelo levantado por estar segurando a bolsa de gelo. E tudo o que eu podia ouvir era a sua respiração pesada de alguém que estava cansado.

Apoiei meus cotovelos sobre a mesinha de madeira muito baixa e fitei o seu rosto por cima dela de maneira bastante cautelosa. Mordi meus lábios ao perceber suas bochechas ainda vermelhas, mas nem tanto. E ele pareceria estar realmente dormindo, se ainda não estivesse segurando aquele gelo nos olhos.

— Suga? — Chamei baixinho quase em um sussurro. Mas não obtive qualquer resposta. — Suga! — Chamei mais forte cutucando o seu ombro com o indicador. — Hey, Min Yoongi! — Reclamei sacudindo seu ombro.

— Huh? — Gemeu em resposta com um tom irritado. Mas nem se quer abriu os olhos ou se moveu do seu estado de “morto”.

— Você não pode dormir agora. Levou um golpe na cabeça. — Avisei preocupada enquanto puxava sua mão e observava seu olho roxo tapado pela bolsa de gelo.

— Eu estou bem. — Reclamou puxando sua mão de volta e escondendo o olho com o gelo. — E se dormir um pouco vou ficar melhor ainda. — Advertiu em tom preguiçoso. Me fazendo sorrir de forma encantada.

— Não mesmo. Aqui… — Empurrei a cartela de analgésicos sobre a mesa aonde eu estava praticamente curvada de bruços. — Tome mais alguns desses. Vai se sentir melhor. — Expliquei de um jeito que se falaria com uma criança.

— Se eu tomar mais remédio vou ter uma overdose. — Advertiu impacientemente. Mas eu não queria que ele realmente os tomasse, eu só queria distraí-lo para que não dormisse e sua irritação me dizia que ele havia percebido isso.

— Mas você não pode ficar aí jogado no meu carpete assim. Se você morrer como vou descer o elevador com um corpo? — Debochei sorrindo.

— Então porque me trouxe para o seu apartamento? — Questionou mal humorado com sua voz rouca pelo cansaço trazendo tédio às suas palavras. Franzi meu cenho em desgosto e empertiguei meu corpo com revolta.

— Porque sou idiota e estou tentando ser legal. Você sempre precisa ser tão irritante? — Briguei me sentando de pernas cruzadas sobre a mesinha e ainda o fitando de cima com interesse.

— Eu sou irritante? — Devolveu com desdém quando seus olhos estreitos se abriram em raiva e encarou-me sem acreditar em minhas palavras. — Você já viu o meu olho? — Retirou a bolsa do rosto e mostrou-se a marca púrpura e inchada. — Eu levei um soco por você! — Exclamou bravo. — Irritante… — Resmungou roucamente, como se eu fosse ingrata e escondeu o olho novamente.

— Eu já agradeci por isso, ok? — Deveria estar brava com o seu jeito emburrado, mas tudo o que aparecia em meu rosto era um sorriso maravilhado. Até mesmo bravo ele era apaixonante. — Aliás, por que foi fazer uma coisa dessas? — Perguntei semicerrando os olhos com dúvida.

— Não sei porque fiz isso. Mas sei que estou me arrependendo. — Afirmou sem qualquer tom de humor. Eu ainda sorria me divertindo com o seu mal humor.

— Você não deveria ter feito. — Adverti passando por cima da mesinha e consequentemente por cima do seu corpo no carpete logo em seguida. — Estava bravo comigo. Me tratou tão mal. Por que você fez isso? — Indaguei com um tom baixo e receoso quando me joguei no sofá bem ao seu lado e deitei sobre ele, fitando o seu rosto machucado de cima.

Percebi quando ele inflou seus pulmões com todo ar que fosse possível e então soltou um suspiro rouco por seus lábios entreabertos. Eu ainda admirava o seu rosto perfeito com uma devoção desconhecida. Ele era um desconhecido. E geralmente eu mantinha desconhecidos longe da minha casa. Mas não ele. Yoongi havia entrado em minha vida e agora invadia o meu apartamento. E o meu bom senso parecia não dar a mínima pra isso. Eu estava fascinada.

— Por que você me tratou tão mal, Yoongi? — Questionei insistindo naquela questão mais uma vez. Eu precisava ter a certeza nas dúvidas que rondavam minha mente.

— Porque você fez primeiro. — Respondeu apenas. Sem muitas explicações e eu acreditei que nem precisava. Havia me tocado que o único “mal” que havia feito para o garoto tinha sido largá-lo na noite passada e acho que merecia ser punida por isso. Eu realmente havia sido uma idiota. — Pensei que não queria a minha amizade. — Comentou em tom baixo com a voz sonolenta.

Foi a minha vez de respirar bem fundo e ficar fitando o seu belo rosto em silêncio durante algum tempo. Eu queria que ele falasse mais do que isso. Que ele me explicasse mais do que sentia. Ou de como se sentiu mal por me ver escapar de sua vista. Mas o garoto não ousou falar mais nenhuma palavra e confesso que não estava surpreendida por isso.

— Me desculpe. — Pedi sinceramente em um tom baixinho. — Eu não queria magoá-lo. Eu quero muito a sua amizade. — Confessei docemente enquanto ainda fitava o seu lindo rosto quase adormecido. — Não fui até o parque com Sun Hee naquela noite. Eles me deixaram na esquina e eu voltei para casa. Você pode perguntar à ela se não acreditar em mim… — Por algum motivo eu sentia a necessidade desesperada de me explicar.

Esperei por suas palavras de novo, mas ele não disse absolutamente nada. Desconfiei que estivesse caindo no sono de novo e então levei minha mão aberta até sua testa para sentir a sua temperatura.

Afastei sua franja lisa de cima da sua testa, a jogando para trás em um topete estranho bastante engraçado. E senti sua temperatura tentando entender se havia alguma reação que não podia ser vista fisicamente. Mas graças à bolsa de gelo contra a sua fronte, o seu rosto estava frio. Suspirei aliviada.

— Não entendo porque você trabalha em um lugar como aquele. — Comentou com um sussurro enquanto eu arrumava de volta o seu cabelo.

— Para pagar esse apartamento e minhas contas. — Expliquei em tom agudo, mostrando que era óbvio. — Eu sei que parece perigoso e fútil para uma garota frequentar, mas eu sei me virar e já estou acostumada com os riscos. — Contei como uma forma de tranquilizá-lo.

— Aparentemente não está. — Ele puxou a bolsa do rosto novamente e me encarou do carpete com seu meio sorriso apaixonante nos lábios. — Ou então eu não estaria com o rosto detonado agora. — Riu maldosamente.

— Eu não tenho culpa se você não é bom de briga! — Provoquei com um sorriso travesso enquanto tomava a bolsa de sua mão e eu mesma colocava em seu olho.

— Aish! — Reclamou se encolhendo de dor, mas apoiando as mãos sobre o abdômen e me deixando ajudá-lo um pouco. — Essa foi a primeira briga que eu me meti. — Tentou justificar sua falha quando voltou a fechar seus olhos.

A sua primeira briga de bar havia sido por minha causa. Não entendia o porquê, mas o meu coração pareceu vibrar mais uma vez. Com a emoção de que aquele simples ato demonstrasse muito mais do que parecia. Que a sua necessidade em me proteger havia superado o seu senso de preservação. Aquela havia sido a melhor declaração que eu recebi nos últimos anos.

— Então porque se envolveu? — Questionei quando retirei a bolsa dos seus olhos, impedindo que qualquer coisa ficasse entre nós e o encarei de perto quando me curvei do sofá em sua direção deitado no chão.

O garoto abriu seus olhos sonolentos em minha direção e vê-lo machucado só me fazia ter mais vontade de abraçá-lo e cuidar dele. Para que nunca mais ele se ferisse. Para que nunca mais ele precisasse fazer coisas como essas por minha causa.

A sua expressão séria não era mais emburrada ou fria. Na verdade, sua seriedade me mostrava uma pequena confusão em seus olhos, sentimentos que não podiam ser mesurados ou descritos. Mas estavam ali à nossa volta, empurrando à nós dois, como fantasminhas coloridos.

— Porque você é uma garota. — Explicou resmungando roucamente com sua voz sempre tão grave. — E garotas devem ser cuidadas e protegidas. Não maltratadas. Eu nunca veria alguém te tratando assim e não faria nada. — Deixou bem claro quando praticamente reclamou com revolta ao lembrar-se da ousadia do outro cara.

Um sorriso automático apareceu em meu rosto imediatamente. Meu coração estava sendo preenchido por uma manta quente que vinham dos seus olhos negros. Entendia que muitos caras pensavam daquela maneira, mas ouvir aquilo saindo dos seus lábios justamente para mim, por mim, havia acendido a pequena chama que consumiria minha alma como papéis de carta. Era isso o que ele me causava, um caos absoluto. E ainda sim eu estava completamente apaixonada pela bagunça.

— Sinto muito por você ter se machucado. — Fui o mais sincera possível, sentindo que tinha a obrigação de tratá-lo muito bem depois de uma declaração como aquela. — Eu não queria isso.

— Não se preocupe. Eu só preciso descansar um pouco e quando essa dor de cabeça passar posso ir embora. — Advertiu fechando seus olhos novamente e acomodando melhor o seu corpo sobre o meu carpete felpudo.

— Você não precisa sair às pressas se não quiser. Eu o trouxe aqui porque confio em você. — Adverti deitando de bruços sobre o sofá ao seu lado e apoiando meu queixo sobre os braços cruzados. — É o mínimo que posso fazer depois de você ter me defendido daquela forma. — Garanti agradecida.

— Isso não está certo. Eu não deveria estar aqui. — Respondeu gravemente, como se estivesse me explicando algo urgente.

— E por que não? — Indaguei em um tom mais afetado. — Não estamos fazendo nada de errado. Eu estou apenas cuidando de você. — Formulei como bons motivos. — Não acho que exista algo errado nisso.— Afirmei.

— Os seus vizinhos podem me ver aqui e não gostar disso. — Lembrou não apenas preocupado, mas de certa forma bastante puritano. O que acabou me fazendo levar a mão para os lábios para conter um risinho de deboche.

— Suga, as pessoas lá fora não tem nada a ver com a minha vida. Elas não são importantes. Não acrescentam nada na situação e por isso elas não fazem diferença alguma. — Expliquei, mostrando que não me importava com as fofocas. — Você não quer avisar aos seus pais que você está aqui e então passar a noite? Pelo menos até parar de enxergar estrelinhas roxas. — Debochei fitando o seu olho inchado novamente.

O garoto tornou-se sério imediatamente com a menção da sua família. Eu percebi isso na forma como ele apertou os lábios e fincou seus dentes nele. Obviamente Sun Hee havia me falado que ele morava nas ruas. Mas eu só queria arranjar uma desculpa para saber se ele confiava em mim e uma forma para que ele se abrisse finalmente.

— Já faz um bom tempo que os meus pais não ligam para notícias. — Comentou de modo bastante sombrio. Mostrando a quantidade de mágoas que ainda estavam embaralhadas nessa história misteriosa. — Mas eu não quero falar sobre isso. — Advertiu bastante incomodado quando tentou ficar sentado para se levantar.

— Tudo bem! Tudo bem! — Cedi completamente quando apoiei minha mão sobre o seu ombro e o obriguei a se deitar novamente sobre a almofada no chão. — Eu não vou mais fazer nenhuma pergunta sobre isso. Você pode descansar o quanto quiser. — Deixei bem claro, querendo deixá-lo à vontade. — E não temos apenas o chão como cortesia. Você pode dormir também no sofá se achar melhor. — Lembrei quando fiquei novamente sentada e então me levantei do sofá ao seu lado.

Passei por cima do seu corpo tomando cuidado para não pisá-lo. Eu sentia dentro das minhas veias que Suga possuía problemas sérios com a família por algum motivo. Talvez eles tivessem colocado o garoto pra fora de casa. Mas obviamente ele não se sentia à vontade para conversar sobre isso ainda e tudo o que eu podia fazer era apenas confiar cegamente nele. Confiar porque a minha outra opção era vê-lo ir embora.

E, infelizmente, o meu coração não queria vê-lo partir ainda.

Caminhei em direção ao balcão que separava a minúscula cozinha e peguei a carteira de cigarro sobre o mesmo. Puxando o isqueiro de plástico de cima do frigobar e voltando para a janela do apartamento, para expulsar a fumaça da nicotina enquanto acendia a ponta do cigarro.

— Você está fumando isso de novo? — Suga perguntou em tom repreensivo e incomodado. Me fazendo rolar os olhos com tédio, pois já esperava uma reação dessa.

— Por que o cigarro te incomoda tanto, hein? — Indaguei franzindo meu cenho. Porém mesmo assim traguei mais um pouco enquanto me escorava no batente da janela e expulsava a fumaça por ela.

— Porque isso é ruim e não faz bem pra você. — Explicou tentando se sentar de novo e encostando suas costas no sofá castanho ao me observar de perfil. — Vamos fazer um trato… Eu te conto porque os meus pais não querem notícias e você nunca mais toca em algum cigarro. — Sorriu de modo esperto, iluminando seu rosto com sua sagacidade e me fazendo semicerrar os olhos com sua inteligência malandra.

— E como vou saber que você está falando a verdade? — Perguntei desafiadoramente enquanto ainda segurava aquele cigarro entre os dedos.

— Eu sou um homem de palavra. — Garantiu. Como se já tivesse muita idade para afirmar uma coisa daquelas com tanta certeza. Isso acabou me fazendo rir rapidamente antes de dar uma última tragada no cigarro.

— Não entendo porque isso é tão importante pra você. — Debochei de um jeito risonho quando lancei a bituca do cigarro pela janela e, soltando a fumaça por ela uma última vez, me afastei do vão aberto e me aproximei do sofá aonde o garoto estava encostado de novo.

— Eu já disse… Porque não consigo ficar calado enquanto vejo algo te fazendo algum mal. — Deixou bem claro, com sinceridade, e foi incrivelmente surpreendente perceber como suas palavras tão banais faziam tanta diferença em meu consciente.

Ele se preocupava.

Eu não queria decepcioná-lo.

Aquilo realmente funcionava.

— O lado bom é que você agora precisa me contar uma historinha. — Meus olhos brilharam de animação quando voltei a me sentar naquele sofá com um pulo.

— E você precisa manter a sua promessa… — Esticou seu dedo mindinho em minha direção como prova de um trato. Eu sorri com desdém de novo. — Ou eu nunca vou perdoar você. — Advertiu em tom sombrio.

— Eu sou uma garota de palavra. — Repeti a sua mesma frase quando entrelacei meu dedo mindinho ao seu e o fiz sorrir lindamente mais uma vez.

Aposto todo o dinheiro do aluguel que as estrelas lá fora não brilhavam mais do que aquele belo sorriso.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Obrigada por ler!!


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