História Kamui - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Karin, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha, Temari
Tags Romance, Sasusaku, Universitário
Visualizações 59
Palavras 3.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei!
Espero que gostem. Boa leitura.

Capítulo 4 - Terceiro passo


Eu detesto as aulas de sexta-feira por inúmeras razões.

Primeiro, porque não é uma aula sobre uma área que eu goste. Sei que preciso, mas se eu pudesse escolher, certamente não estaria aqui. 

Segundo porque eu não gosto de todas essas equações que o professor está explicando agora. 

Entediado demais, decidi olhar minhas redes sociais pelo celular. Quando desbloqueei a tela, percebi uma notificação do messenger.  Sakura havia me chamado. 

“Ei, tudo bem? Você pode me passar  a foto da Ino que ta no seu celular?” 

Eu estava tentando não abrir minha galeria justamente para não ver a foto. 

“Me passa seu número? Te mando pelo whatsapp.” — Eu respondi e embora soubesse que era possível enviar a imagem ali mesmo, aquela me pareceu uma ótima oportunidade de conseguir seu número.

Logo pude ver seu ícone na lista de contatos do aplicativo. Anexei aquela foto desagradável antes mesmo de mandar um oi. 

Ela visualizou a imagem. 

“Eu ainda choro de rir quando lembro da situação.”

“Nunca vou esquecer daquela cena, mesmo se eu quisesse.”

“Eu nem quero. Ainda vou tirar muita vantagem com aquela foto.”

“Vai usar para chantagem?” 

“Chantagem não, suborno.” 

“Hã?”  

“Ta, vou usar para chantagem”

“O que você quer dela?”

“No momento, só quero que ela arrume a própria bagunça, mas essa foto é o meu passaporte para a tranquilidade.”

“Hã?”

“Ino é uma amiga muito controladora, isso vai ajudar a me livrar dela algumas vezes.”

“Eu duvido que um dia você use essa foto contra ela.”

“Isso é verdade”

“Você ta na faculdade?” 

“Sim, aula de história da dança.”

“E eu estudando estatística. Não vejo a hora de sair daqui.” 

“Eu também, hahaha.” 

“Você tem companhia para almoçar hoje?”

“Eu sempre almoço em casa mesmo.” 

“Que tal almoçar comigo?”

“Ué, por que não?”

“Te espero na frente do seu pavilhão.”

Ela não respondeu mais, e o que me restou foram as fórmulas de estatística. Quando o sinal que anunciava o término da aula soou, eu finalmente pude respirar em paz. Meu prédio ficava bem distante do bloco artístico. De longe vi Sakura me olhando enquanto andava ao meu encontro. Seguimos até o meu carro e decidimos ir comer em um restaurante não muito distante, onde ela disse que já tinha frequentado antes. 

—Já vim aqui com Sasori. Ela é de família italiana e adora o macarrão daqui. 

—Vocês se conhecem há muito tempo? 

—Há quase um ano. 

—E ficam há quanto tempo? 

—Há quase um ano. — ela riu balançando os ombros — Nós demos nosso primeiro beijo em uma dessas festas que te classificam pelo seu relacionamento, sabe? 

—Acho que sei... 

—Tô falando dessas festas em que te dão uma pulseira com uma cor. Quem usa verde é solteiro, amarelo namora, e vermelho é casado. 

—E vocês dois estavam de verde. 

—Exatamente.  Nós dois estávamos bêbados, ele pegou meu número e depois me ligou. Depois disso ficamos algumas vezes.

—Você não tem medo de que ele nos veja? 

—Estive pensando sobre isso. Sasori não é ciumento como eu, então acho que na verdade ele não ficaria bravo, como eu disse no sábado. Se ele me visse com você e eu dissesse que somos amigos, provavelmente ele sentaria com a gente. 

—Bacana. 

—Enfim. Qual curso você faz? 

—Administração e fotografia. 

—Uau, são áreas muito diferentes. 

—Fotografia é o que eu faço por gostar, mas administração eu faço a pedido do meu pai. Ele tem uma empresa de...

Quando olhei para Sakura, vi que ela sequer olhava na minha direção. Tinha a atenção em um ponto fixo atrás de mim, os olhos levemente arregalados, a boca ligeiramente aberta e o cenho franzido. 

Ao olhar na mesma direção que ela, pude entender o motivo de sua surpresa. 

Sasori estava com uma mulher. E não com uma simples amiga, já que ele fazia carinho em seu pescoço, por baixo dos cabelos. 

Quando assistimos os dois tocarem seus lábios num beijo rápido, Sakura se levantou. 

—Fica aqui, eu já volto. Disse, enquanto pegava um pequeno bloco de anotações e uma caneta na bolsa. 

Permaneci sentado, mas acompanhei seus passos com o olhar. Senti um leve frio no estômago ao ver que ela se dirigia à mesa de Sasori. Eu absolutamente não sabia o que faria se ela arrumasse uma briga no meio do restaurante. 

Mesmo um pouco afastada, pude escutar suas palavras com clareza, e meu maior espanto foi quando ela, abrindo um largo sorriso, perguntou: 

—Bom dia, posso anotar o pedido de vocês?  

O sorriso de Sakura e o espanto de Sasori eram grandezas diretamente proporcionais. 

—Nós já fizemos nosso pedido, muito obrigada. — A moça que o acompanhava respondeu. 

— Qualquer coisa, basta chamar. 

E com o mesmo andar calmo com que Sakura foi, ela voltou e se sentou.

— Podemos ir para outro lugar se você quiser. — Sugeri, enquanto trocava de lugar, me sentando ao lado dela e ficando, ao mesmo tempo, de perfil para Sasori. 

— E perder a oportunidade de incomodar ele? Jamais. 

Fizemos nossos pedidos, e pude perceber que a cada 3 minutos, Sasori olhava disfarçadamente   em nossa direção. Eu não pude deixar de imaginar como aquela situação deveria estar sendo desesperadora para ele.

Comemos conversando sobre o trabalho voluntário que ela desempenhava. Sakura amava cães e geralmente passava as tardes do fim de semana em um abrigo de animais abandonados. Conversar com ela era leve, o assunto surgia e fluía de forma natural, então aproveitei para fazer outro convite.

—Você tem alguma coisa pra fazer hoje? 

—Não, amém. O máximo de esforço que terei hoje é fazer as unhas.

— Tô pensando em ir em um barzinho hoje. O que acha?

— Preciso encher a cara mesmo. Já topei sem pensar no amanhã.

As suas frases de efeito eram estranhas, mas no fim, um pouco divertidas.

—Então eu te pego às dez, pode ser? O Sai deve ir, quer chamar a Ino também?

— Isso se ela não tiver combinado com ele, o que provavelmente já aconteceu.

— Acha que esse lance vai dar certo? Os dois juntos e todo esse compromisso informal.

— Ele fala dela quando não estão juntos?

Não, ele não falava, mas se eu dissesse a verdade, Ino saberia que Sai não tem muito interesse nela. Em contrapartida, se eu respondesse com um “sim”, Ino poderia achar que ele estava apaixonado, e isso não o deixaria satisfeito.

— Eu não passo muito tempo com ele, na verdade. Moramos juntos, mas ele passa muito tempo envolvido com a faculdade.

— O que ele cursa?

— Artes plásticas.

— Jura? Ino, do jeito que é, não demora a obrigar o coitado a fazer um quadro dela.

— Ele tem uns bem bacanas, mas não é uma área que me atrai muito.

— Você tem seu lado artístico, já que trabalha com fotografia.

— Eu não trabalho, ainda. Às vezes tiro umas fotos em casas de festas, mas não é nada fixo.

— Isso deve render um bom dinheiro extra.

— Dá uma força.

— Mas engraçado, se ele faz artes plásticas, então estuda no mesmo pavilhão que eu, só que eu nunca o vi por lá.

— Ele se transferiu para cá no início do semestre.

—Entendi... Bom, a Ino está bem empolgada com ele, não diga a ela que te contei isso, ok? Espero que ele não vacile...

Coitadas. Duas que serão decepcionadas.

— Já eu espero que a música hoje seja boa. — tentei me esquivar do assunto.

— Amém. Cadê esse pedido? Eu poderia comer um boi — ela esticou o pescoço procurando pelo garçom.

***

Entrei em casa já pensando em passar a tarde na companhia do meu Playstation 4, mas antes que eu pudesse subir as escadas, Naruto me abordou com dois tickets na mão.

— Olha quem conseguiu entradas para o jogo de hoje! — disse, quase colando os ingressos no meu rosto.

— Eu não vou.

— Como assim não vai? Cara, são os Yankees!

— Quem gosta deles é você, Naruto. Eu não tô nem aí pros Yankees.

— Poxa, não parte o meu coração desse jeito. Eu tô te dando o ingressos, você não tem nada para fazer hoje mesmo...

— Quem disse que eu não tenho?

— Vai fazer o quê então?

— Vou sair com a Sakura.

Ele parou por um minuto, aparentemente abalado. Devia estar mesmo assustado com o meu avanço em só uma semana.

— Ah, ta bem. — E deu as costas, voltando para a cozinha. — Quem sabe na próxima — abriu um largo sorriso, coçando a nuca.

 

***

Já passei por situações delicadas, já tive brigas na época do colégio, e passei por alguns constrangimentos em público, mas nada até então tinha me deixado tão furioso como estou agora.

Meus pneus. Os quatro pneus, completamente vazios, com pequenos cortes na parte traseira.

Naruto além de burro é exagerado. Furou os meus pneus e nem disfarçou. Aliás, o desgraçado já tinha saído de casa, assim como Sai, que já tinha ido para a casa da namorada, embora ele negasse esse título a todo custo.

Ele sabe que eu detesto ônibus e que não gosto de depender de taxistas, mas eu não tinha outra alternativa a não ser chamar um.

Quando o táxi parou em frente ao prédio de Sakura, eu desci para tocar o interfone. Logo ela desceu, feliz com a minha escolha de transporte.

— Então você vai morrer de tanto beber hoje também né? Genial você chamar um táxi. — disse, abrindo um largo sorriso.

A viagem não durou certa de quarenta minutos. O local mais parecia uma pequena balada. Apesar do pouco espaço disponível, era perceptível a separação de ambientes, como a área para dança, para drinks e, mas afastada e tranquila que a primeira, a de mesas. Havia muitas pessoas no local e a maioria já devia estar bêbada.

Segui até o balcão, mas Sakura foi a primeira a alcançá-lo.

— Uma dose de tequila, por favor — disse ao barman, que a percebeu entre as diversas pessoas escoradas na superfície de mármore. — E pra você...?

—Whisky.

—Whisky com gelo. — voltou-se para o garçom de novo, mas com o celular nas mãos. — Você não é doido de tomar esse troço sem ao menos estar gelado, né? Segura os pedidos rapidinho aí, Sasuke. Eu já volto, é só um segundinho.

Logo ela sumiu do meu campo de visão e então eu dediquei minha atenção às pessoas que estavam dançando.

Não consegui deixar de lembrar da Kamui e em como Sakura ficava bonita dançando em cima das mesas. Ela era uma pessoa legal, no fim das contas, e certamente não merecia a vida que levava. Contudo, ela não parecia triste, e isso martelava meus pensamentos frequentemente. Será que ela gostava, então?

— Seu amigo Naruto tá aqui — Ela disse, colocando-se ao meu lado depois de alguns minutos — Na verdade, estava. Ele veio buscar uma amiga minha aqui em frente. Os dois vão assistir um jogo de beisebol. É aquela da festa, sabe? A que entrou com ele em um quarto. Será que eles também estão juntos? É... daqui a pouco vou ficar sem amigas. Ino tá com o Sai, e agora até  Hinata tá arrumando alguém. São tempos sombrios mesmo...

— E o que tem de sombrio em arrumar um namorado?

Ela virou o pequeno copo de tequila num só gole — Nada, ué, mas a Ino é uma perdida da vida, nunca se apega a ninguém. A Hinata é um poço de timidez, então é de se espantar ao ver tudo contrariando a sua própria natureza. Aliás, seu amigo bem que podia ser um pouquinho mais romântico, viu?! Levar uma garota num jogo de beisebol logo no começo... Eu heim...

— Ele não é muito normal mesmo, mas é legal. Idiota na maior parte do tempo, mas é legal. Vou ao banheiro, me espera aqui.

Quando já estava voltando, acabei me distraindo com alguns quadros na parede ao lado da porta de entrada. Muita gente famosa já tinha passado por aquele bar, especialmente músicos de rock, e o dono do estabelecimento, ao que parece, tinha feito questão de tirar foto com cada um deles.

Senti meu celular vibrar repetidas vezes, e quando fui conferir as notificações, vi mensagens seguidas da Sakura.

“sos” 23:40

“sos” 23:43

“SOS” 23:45

Um pedido de socorro?

Caminhei de volta ao outro extremo do bar, mas antes que chegasse até onde Sakura estava, vi o motivo das mensagens. Agora eu sabia exatamente o que fazer.

Sasori estava em sua frente. Eu podia ver seus lábios se mexendo ao mesmo tempo em que sustentava um sorriso no rosto. Ela tinha um olhar tedioso e quando ele pegou uma de suas mãos, ela a puxou quase que instantaneamente.

Fui até ele com passos largos e duros, e assim que cheguei ao alcance de Sakura, passei um dos meus braços por seus ombros ao mesmo tempo em que dei um beijo em sua bochecha.

—Demorei?

Escutei um pigarro vindo de Sasori.

— Ah, prazer, Sasuke — eu disse, estendendo uma mão, mas ele não retribuiu o cumprimento.

— Vocês estão juntos?

— E o que parece? — respondi, deixando minha falsa cordialidade para trás.

— Olha só... Interessante... Você me ignora por eu ter ficado com outra pessoa, mas está fazendo a mesma coisa. Tá dando pra ele também, Sakura?

— Tô, e sinto muito em te informar, mas ele é melhor de cama que você. — respondeu, num misto de frieza e deboche.

Depois dessas palavras, Sasori lançou um olhar desgostoso em direção a nós dois e, acredito que constrangido, se afastou.

—Vraaaa! — ela gritou, arregalando os olhos e eu só consegui sorrir com a situação.

—Pegou pesado.

—E você foi genial!

—Eu?

—Sim! Eu pensei que só viria aqui e diria que estávamos indo embora ou coisa assim, mas o que você fez foi muito melhor!

—Você não vai se arrepender do que fez depois, né?

— Por ter dispensado aquele ruivo? Bom, digamos que ficarei sozinha de novo. Ele foi minha única companhia masculina nos últimos meses, sabe... Mas não, não vou me arrepender.

—E você precisava mesmo afastar ele? Afinal vocês não namoravam, ele tinha liberdade de ficar com outra pessoa.

—Eu não te contei, mas nós tínhamos combinado de não ficar com mais ninguém, então né...

—E pra quê combinaram uma coisa dessas se vocês não namoravam?

— Porque eu sou ciumenta — disse num tom natural — e uma vez que nós tínhamos sexo, eu não ia aceitar outra na jogada. Bom, sem mais Sasori na conversa! Vamos beber! Moço! — ela chamou o barman — Duas doses de tequila!

— Não bebo tequila.

— E quem disse que uma é para você?

— São para quem então?

— Para mim! — Ino chegou enroscando dos braços no pescoço de Sakura.

— Então pretende passar a noite bebendo cicuta? — eu perguntei.

— Cicuta? O que é isso? Pede pra mim também, Sakura — Ino perguntou, e ouvi meu primo rir ao meu lado.

— As duas doses são para mim, tá ouvindo?

— Você tá muito ranzinza, sabe o que isso é né? — ela disse olhando para mim — é falta de...

— De uma boa porção de fritas — Sakura tapou a boca de Ino e eu ri um pouco mais alto que o comum, sabendo o que ela realmente diria.

Quando as duas tequilas pousaram sobre o balcão, Sakura e Ino pegaram e viraram suas doses juntas.

— Falar com você e falar com uma parede é a mesma coisa — Sakura olhava com desprezo para o pequeno copo nas mãos da amiga. — Bom, eu preciso ir ao banheiro. Já volto.

Ino foi atrás, mesmo sem ser chamada.

—E aí, já se pegaram?

—E isso é do seu interesse?

— Do meu não, mas acho que é daquele carinha ali. — Sai indicou o fundo do salão com um aceno rápido de cabeça. — ele não parou de olhar para Sakura, e depois que ela saiu, não parou de olhar para você.

Sasori me olhava como se fosse capaz de me fuzilar.

Ou ele gostava dela e estava com ciúmes, ou estava só com o orgulho dilacerado.

— E quem garante que ele não tava de olho na sua garota?

— Na minha garota? Calma lá. Eu só saí com ela algumas vezes. Eu vi ele tentando pegar a mão da Sakura quando ela passou por perto. Se eu fosse você, já marcava território logo.

— Não sou um bicho pra ter que marcar território.

Quando as meninas voltaram, Sai e eu já tínhamos pedido duas garrafas a mais de cerveja e sem perguntar, cada uma pegou a sua.

— Sasori não para de olhar para cá — eu cochichei no ouvido de Sakura, mas ela nem se deu ao trabalho de procurá-lo com os olhos.

A maneira como ela me olhou, o sorriso torto, de lábios fechados, brindando a vitória, me deram a certeza que Sakura era uma manipuladora nata.

— Deixa olhar, não faz mal.

— Mas eu sei uma coisa que faz, e acho que nós dois podemos torturá-lo um pouquinho.

Seus olhos brilharam num misto de surpresa e incerteza. Ela sabia do que eu estava falando.

— Tem certeza?

 Foi então que eu passei um dos braços por sua cintura e como ela envolveu meu pescoço com os seus, tive a convicção de que estávamos de acordo.

Dei uma mordida leve em seu queixo, e posso justificar que fiz isso pela encenação, mas sei que, na verdade, o motivo era puramente a minha própria vontade. Sakura sorriu por um instante e em seguida buscou por meus lábios, que capturaram os seus de forma sedenta.

A boca dela era quente, e o leve sabor de cerveja não mudava muito o gosto eu já sentia antes. Seus lábios úmidos roçavam os meus de um modo diferente, como se ela pudesse sugar, com delicadeza, toda a minha energia e eu não duvidei que aquela fosse a sua intenção.

— Eu realmente detesto incomodar, mas estamos em um espaço público — Ino disse baixo, chegando mais perto — Só para vocês lembrarem mesmo.

Nos separamos e eu precisei recuperar o fôlego, algo que fiz discretamente, ao contrário de Sakura.

— E aí? Funcionou?

— Sim, ele não está mais ali — eu respondi, olhando de relance para onde Sasori estava.

— E vocês negaram quando eu perguntei se estavam se pegando! Isso que é amizade, heim? — Ino protestou à amiga, como se ela lhe devesse satisfação.

— Era segredo — Passei um braço pelos ombros de Sakura.

Pude ouvir sua risada num tom um pouco sem graça — E então, bora beber?


Notas Finais


E então, vamos conversar???


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