História Karma - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Jikook, Vkook
Exibições 40
Palavras 2.416
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Antes que vocês leiam quero avisar que esse capítulo não é um capítulo de verdade, ou seja, não é bem uma continuação do capítulo anterior, então você pode pular se quiser, mas o capítulo tem detalhes ESSENCIAIS para entendimento do capítulo 12 (último), então por favor, leiam. Como vocês vão reparar, são flashbacks do Taehyung contados em terceira pessoa, e não estão em ordem cronológica. Boa leitura <3

Capítulo 11 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Karma - Capítulo 11 - Capítulo 11

As imagens passavam como um flash na frente dos olhos de Taehyung.

3 anos atrás

On

- Você é um inútil. Por que eu deixei que sua mãe criasse um estúpido como você? Você não passa de um desgosto pra mim, pra sua mãe e pra toda família. O que mais se esperar de um bastardo, também? Não é de se surpreender. – Sr. Kim soltava as palavras com tal raiva que Taehyung mal conseguia digerir.

- O que... O que você está dizendo? – dizia o Taehyung de quinze anos de cabeça baixa e voz quase inaudível e que denunciava claramente sua gigantesca vontade de liberar as lágrimas que ficaram trancafiadas durante os últimos anos de sua vida.

- Isso mesmo. Eu não sou seu pai, seu garoto mimado. Aquela vagabunda da sua mãe me deixou para fugir com outro homem e engravidou. De você. E depois veio procurar consolo com o rabo entre as pernas já que o seu querido amante havia a deixado. Como pude ser tão burro em acolher aquela mulher de braços abertos para dentro de minha casa novamente e carregando o filho de outro homem dentro de si? – Sr. Kim disse levemente alcoolizado, sem pensar direito nas palavras que proviam de sua boca. Não que ele pense normalmente.

Aquelas palavras foram como tiros no peito de Taehyung. Até então não passavam de apenas balas à queima-roupa. Mas isso foi o suficiente para ele se desmoronar em lágrimas segredadas á si mesmo durante muito tempo. Ele já não aguentava mais essa pressão. Sentia suas pernas fraquejarem, mas não podia voltar atrás agora que já tinha caçado.

- Vagabunda? Então é esse o motivo de todo seu ódio por mim? – mesmo não contendo o choro, disse com a voz firme. Apertava os punhos em busca de reunir forças para continuar aquilo. Para continuar de pé e não fraquejar como sempre fazia na frente de seu pai.

- Ora, mas tem que ser muito ingrato pra me tratar assim depois da caridade que fiz á você e sua mãe, alimentando e vestindo vocês por todo esse tempo. E ainda pergunta por que eu não gosto de você? Moleque insolente...

- De qualquer forma, eu sempre soube. Você nunca me tratou como filho, não será agora com essa informação que irá mudar muita coisa. Você pra mim não passa de um inseto desprezível. – Taehyung dizia firme, a voz trêmula de choro comprimido já não estava mais lá. Ele até estranhou a si mesmo por um instante por conseguir expressar tão bem seu ódio e sua insatisfação em apenas algumas palavras.

Pelo visto, as provocações de Taehyung pareciam surtir algum efeito no velho a sua frente, pois o mesmo se encontrava mais vermelho do que o considerado normal. Então ele continuou.

- Você quer que eu vá embora de casa, não é? Pois eu irei, mas antes você vai ter que me dar no mínimo um suporte financeiro mensal e pagar minhas despesas fixas. – fez uma pausa apenas para apreciar sua reação. – Caso contrário, vou fazer o que eu fiz anteriormente, mas dez vezes pior, e contar toda a sujeira que você faz pra aquela academia para todos. E me certificarei de que sairá em todos os jornais e noticiários possíveis.

Sr. Kim deu uma risada sarcástica. Taehyung sabia o quão furioso e em pânico ele estava. Na verdade, ele podia sentir isso vindo dele.

- Tudo bem, filho. É isso que você quer, então que o faça. Dinheiro pra mim é um dos problemas menores. Delinquentezinho. Foi isso que aprendeu com sua mãe? Fazer chantagem? Se foi isso ela o ensinou muito bem...

Ele foi impedido de continuar a falar pela mão de Taehyung, que atacou violentamente seu rosto. O garoto só pensava sobre o quanto queria fazer aquele homem calar a boca. O sangue escorria de seu nariz. Ele parecia um pouco atordoado ainda pelo soco, mas recuperou-se e logo se pôs de frente do garoto novamente, com um sorriso obviamente falso, mas que se desfez rapidamente. Taehyung se abaixou um pouco em sua direção, por ser um pouco mais alto que o pai, como se quisesse se mostrar superior.

- O que houve? Está desapontado por não poder me comprar assim como você faz com todas as pessoas que te ameaçam? – debochou.

- Mas eu estou te comprando nesse exato momento, não? - falou baixo, mas firme. – Ou melhor... É você quem está se vendendo. Chega a ser lamentável para alguém tão “digno”.

- Você não está me comprando. Está comprando meu silêncio, apenas. Você precisa me ajudar para que eu te ajude, vamos lá.

- Tudo bem. Contanto que suma daqui o mais rápido possível.

Off

Cinco meses atrás

Taehyung acordou em um quarto extremamente claro, no qual parecia ser manhã, então os raios de sol atacavam seus olhos ferozmente. Os azulejos e o piso eram de uma cor semelhante ao verde água. Lembrava perfeitamente de onde estava, afinal ia pra lá praticamente toda semana por conta de seus ataques, e agora não era diferente. Se estava lá era por apenas uma razão. O antigo e gasto quarto lhe causava arrepios. Como sempre.

Estava deitado na cama – um dos poucos móveis do cômodo – com os pés amarrados pela mesma, como sempre. Era patético como eles ainda conservavam os mesmos costumes dos anos passados mesmo sendo quase inútil, pensou. Olhou para o lado e lá estava ele, desmaiado na poltrona ao lado da cama. Provavelmente passou a noite inteira acordado e preocupado consigo. Como sempre.

Taehyung sentia uma vontade imensa de tocar o garoto ao seu lado, de dizer que sentia muito por deixar que aquilo acontecesse de novo, mas de qualquer forma não podia fazer nada. Isso continuaria. E apenas pioraria.

- Jungkook... - chamou-o finalmente depois de conflitar internamente se devia ou não. – Acorde, vá para a casa. Não é saudável para você ficar aqui. – falou enquanto acariciava os fios de Jungkook.

O garoto vagarosamente ia abrindo seus olhos e levemente levantava o rosto, que estava afundado no braço da poltrona desconfortável, em sua direção. Aos poucos ia despertando e olhava ao redor. Ao se lembrar de onde estava e do motivo de estar ali, rapidamente se virou para seu amigo na cama que o encarava com um semblante alegre.

- Você está bem, Tae? – perguntou se ajeitando na cadeira, sem perder o foco de seus olhos.

- Você não precisava ter vindo, Kook. Eu sei o quanto cansativo é cuidar de mim, então não tem que fazer isso. – disse em um tom de repreensão ao amigo.

- Eu sei, hyung. Estou aqui porque quero, não porque me sinto obrigado. Já te disse isso milhares de vezes, não deveria estar se preocupando comigo e sim consigo mesmo. Já disse que gosto de você e sou seu amigo, e o meu papel é te dar suporte nessas horas. – Taehyung se lembrou da quantidade de vezes que já ouvira aquelas palavras da boca do mais novo. E era, de certa forma, muito reconfortante saber que pelo menos alguém se importava com ele. Alguém. Ele.

- E de qualquer forma, tenho certeza que faria o mesmo por mim. – o garoto continuou falando, exibindo um largo – e belíssimo – sorriso, que aquecia o coração de Tae instantaneamente. Ele nunca entendeu o porquê disso acontecer desde que conhecera Jungkook.

Off

Taehyung se sentiu desperto por um segundo. Tentou abrir os olhos. Falhou. Tentou se levantar, andar, gritar. Falhou. Ele simplesmente não conseguia fazer nada além de respirar. Sentia-se dentro de um cubículo escuro e abafado, cujo o único som audível era o do seu coração acelerado batendo em seu peito. Um silêncio ensurdecedor. As memórias passavam na velocidade de luz diante de seus olhos, completamente embaralhadas e desconexas. O que era tudo aquilo, se perguntava.

De repente pôde sentir como se seu corpo estivesse sendo levitado e arremessado duramente contra a parede. Estremeceu de dor quando finalmente conseguiu abrir os olhos. Já não estava mais no quarto branco nem no cubículo escuro, muito menos no escritório do pai ou em seu apartamento, mas sabia que já estivera naquele lugar antes. Uma sensação de nostalgia preenchia seu interior.

12 anos atrás

Estava em sua primeira casa de quando criança. O único lugar no qual sentia que realmente fora feliz. Quando o poder não tinha subido totalmente à cabeça de seu pai e sua mãe era mentalmente estável. Podia reconhecer claramente seu quarto ao olhar ao redor. Piso de madeira, paredes num tom claro de amarelo. A janela aberta que tinha visão para a janela vizinha, na qual morava um garoto estranho que o ficava encarando algumas vezes com seus grandes olhos negros e aparentava ser uns dois anos mais novo. Jungkook era seu nome.

Foi aí que se deu conta de que estava em mais uma de suas voltas ao tempo, e dessa vez, voltou ao dia que conhecera Kookie. O vizinho estranho.

_

- Tae? Você está acordado? – sua entrava pela porta, pegando Taehyung desprevenido observando algo pela janela. Ele parecia não ter escutado, então se aproximou, tocando seu ombro de leve. O garoto deu um pulo da cadeira e olhou assustado nos olhos da mas, que sorria com a reação do filho.

- Mãe? – seus olhos brilhavam ao rever a mãe depois de tanto tempo, embora hipoteticamente estivesse errado.

- Acordou cedo. O café já está na mesa. Lave o rosto e desça pra fazer companhia para seu coleguinha que está te esperando lá embaixo. – disse indo até a porta sem falar mais nada. Coleguinha?

Desceu as escadas como ordenado pela mãe. Não ouvia a voz de ninguém, apenas a da mãe que parecia tentar conversar com alguém que estava a ignorando. Quando chegou no fim dos degraus pode ver um garotinho de costas sentado na mesa, tendo visão apenas de seus cabelos negros.

- Quem é você? – perguntou Taehyung amigavelmente, se sentando à sua frente. O menino continuou calado de cabeça baixa e bochechas coradas. Talvez fosse tímido, pensou. – Não precisa ter vergonha. Eu sou Kim Taehyung. – disse estendendo a mão.

- Eu sei. – disse baixo, pela primeira vez naquela manhã olhando-o nos olhos. Reconheceu aqueles olhos que os seguia às vezes da janela vizinha. – Eu sou o Jungkook.

Então Jungkook é seu nome, pensou consigo mesmo.

- Vamos nos dar bem. – Taehyung disse sorridente.

Off

A imagem de Jungkook escureceu de um só vez. Ele novamente se sentiu naquele cubículo escuro. Não sentia nada abaixo de si. Ele só queria que aquilo acabasse, e acreditava que levar um tiro de verdade seria menos doloroso do que essas memórias. Memórias? Agora tudo aquilo começava a fazer um pouco de sentido, e ao mesmo tempo, só o confundia ainda mais.

3 dias atrás

- O que você está dizendo, garota? – Yoongi exclamou.

- Chegou a hora. – Hye repetiu.

Ele pensou um pouco e pareceu se lembrar de algo.

- Quando vai acontecer? – ele perguntou. Sua conversa estava se limitando a poucas palavras.

- Em breve. Espere o meu sinal. Vou convencê-lo a ir comigo “executar” o pai.

- Você já falou com a garota?

- Sim, ela já está conosco desde o início.

- Você está bem com tudo isso? Estou preocupado com você.

- Estou. Não é como se eu não soubesse que esse dia chegaria. Só espero que dê tudo certo.

Off

3 anos atrás

- O... O que você... Fez? – Taehyung não conseguia pronunciar as palavras corretamente.

Sua mãe estava estirada no chão, uma poça gigante de um líquido vermelho formava-se sob ela. Seu pai estava com o braço erguido, em sua mão um revólver que reconhecera por já ter visto o mesmo acariciando-a escondido em sua sala. Ele havia atirado nela. Em sua mãe.

- Me desculpe, filho. – foi a última coisa que ele disse antes de posicionar a arma em sua cabeça e puxar o gatilho.

Taehyung nunca poderia esquecer a cena da massa encefálica do pai cobrindo a parede, seu corpo no chão juntamente com o de sua mãe. Ele não podia se mover, muito menos conseguia derramar uma lágrima, estava simplesmente congelado naquele momento. Acredita-se que foi ali, naquela sala, naquele instante, que tudo começou.

Off

O que era tudo isso? Era tudo o que Taehyung queria saber, mais nada. Se pareciam lembranças que obviamente ele estava envolvido, mas não conseguia se lembrar de nenhum daqueles acontecimentos, será que estava delirando?

Taehyung pôde sentir controle sobre o próprio corpo novamente. Sua cabeça doía demasiadamente, se não soubesse o que tinha acontecido diria até que tinham arremessado um tijolo contra ele. Conseguiu mover levemente o braço e lentamente abria os olhos. A claridade perfurava seus olhos de início, mas aos poucos foi se acostumando. Estava em um lugar escuro e amplo e ouvia algumas vozes ecoando lá dentro, mas ainda estava desnorteado demais para decifrar o que as pessoas diziam, muito menos quem eram essas pessoas.

Tentou olhar ao redor, percebendo que estava deitado sobre uma maca, amarrado na mesma. Ele conhecia aquele lugar. Parecia um tipo de galpão. O galpão de Jungkook. Ao reconhecer o local tentou lutar contra as cordas que o prendiam ali, mas falhou. O que havia acontecido e por que estava ali?

Ao tentar se recordar, lembrou do que acontecera antes de apagar completamente imerso em sua própria mente. Hye.

O que diabos estava acontecendo?

- O nosso convidado acordou. – uma voz conhecida exclamou ao seu lado.

- Jungkook? – Taehyung disse surpreso em resposta, vendo o rosto sorridente sarcástico do garoto na sua frente, o fazendo lembrar da pequena viagem que fez entre suas lembranças momentos atrás. Ouviu mais passos se aproximando, mas ainda com os olhos vidrados nos de Jungkook, que se encontrava bem próximo á ele agora. Olhou ao redor e pôde ver todos. Todos que menos esperava ver naquele momento. Hye, Yoongi, Seok Min, Jimin, seu pai, Jungkook e um homem que o era familiar, mas que não sabia dizer quem era exatamente. Seu pai? Jimin?

- Por que parece tão surpreso? – Jungkook voltou a dizer.

Taehyung deu mais uma olhada nas pessoas que o rodeavam. Suas expressões eram frias, não esboçavam reação. Nunca em sua vida tinha visto Hye com aquela expressão tão... Inexpressiva? Chegava a ser angustiante ter todos aqueles olhos assustadores mirados em si. Mesmo tentando encaixar todas as peças do quebra-cabeça, mesmo tentando não acreditar em tudo aquilo, mesmo querendo acreditar que ainda estava vivendo apenas em um sonho ruim e que logo despertaria, ele sabia que era real, e sabia o que viria a seguir.


.

.

.

Esperem por isso.


Notas Finais


Como vocês já devem saber, esse é o penúltimo capítulo, e ficou bem curto já que não tinha intenção de ser um capítulo de verdade, apenas detalhes que vocês precisam saber pro capítulo final. Peço desculpas pela demora. Vejo vocês no próximo capítulo e não desistam de mim <3


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