História Karma - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Jikook, Vkook
Exibições 44
Palavras 6.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem o atraso de 3 dias, era pra eu ter postado na segunda e hoje, mas se vocês tem que culpar alguém, culpem os meninos por fazerem um MV arrasador daqueles, me fazendo dar replay 600 vezes por dia. Mas então, o verdadeiro motivo de eu não ter postado foi porque...eu esqueci. SIM, EU ESQUECI. Fiquei tão entretida lendo uma fanfic que achei por aí que nem percebi o tempo passando. Mas pra compensar a demora, tá aí esse capítulo enorme. Boa leitura <3

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Karma - Capítulo 7 - Capítulo 7

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[ P.O.V. Hye ON ]

Assim que virei as costas para Taehyung, que não teve reação após os meus dizeres, logo me arrependi de ter dito aquelas palavras. Parabéns para mim, se eu já achava que nossa relação estava “desabando”, agora que ela ia desmoronar de vez. Eu sou uma babaca, pensei comigo mesma. Tentei afastar um pouco os sentimentos do diálogo de alguns segundos atrás e entrei na sala do delegado, pois afinal ele tinha me chamado para depor sobre aquela noite por eu ser sua namorada. Quando ele me ligou a princípio eu não estava entendendo nada, não desmenti logo de cara, mas também não assumi ser diretamente, porque sabia que se ele me ligou me dizendo isso foi porque alguém citou meu nome e ainda passou o meu número com algum propósito. Então assim que ele disse que Taehyung quem me citara em seu depoimento, assenti e ele me chamou para que “conversássemos”. Adentrei na sala depois de dar duas batidas e ouvir um “entre” do lado de dentro. O homem sentado na cadeira atrás de uma larga mesa de metal me olhou dos pés á cabeça e depois voltou a fitar meus olhos, lançando um olhar que me pareceu malicioso. Naquele momento tive uma imensa vontade de voar em seu pescoço e o estrangular até fazê-lo se desculpar, mas logo tirei esse pensamento da cabeça ao me lembrar que ele era  o degado – acho que era, ainda não tinha certeza – e podia me prender quando quisesse.

- Senhorita Joo? – ele perguntou ainda com aquele olhar.

- Eu mesma. Prazer. – disse erguendo minha mão em sua direção com um sorriso forçado, mesmo estando com um certo nojo.

- O prazer é meu. Sinto muito por seu namorado... – ele disse apertando minha mão e depois acariciando a mesma, então logo fiz questão de puxá-la de volta para mim. -...mesmo que você pareça não se importar muito com ele agora... – falou baixo em um som quase inaudível e deu uma risadinha irônica que eu não entenderia se não estivéssemos sozinho em uma sala vazia e silenciosa.

- O que você quer dizer com isso? – olhei dentro de seus olhos transmitindo toda minha raiva por eles.

-  Você não está tendo um affaire com o melhor amigo dele? – seu sorriso irônico me dava ojeriza. – Bom, isso não importa. Conte-me onde estava naquela noite, com quem estava e o que fazia. – me encarou sério. Que cara de pau, pensei.

- Eu estava na festa bebendo no bar, pode pegar as filmagens ou até consultar o momento em que abri minha conta até o que eu a fechei, e os horários irão bater. Eu estava sozinha, afinal cheguei não há muito tempo na escola, então não conheço quase ninguém. – respondi suas perguntas de forma seca e direta.

- E quem você conhece exatamente? – largou o papel e a caneta que eu nem percebi que havia pegado e anotado tudo que eu disse e levou uma mão até o queixo, se reclinando na cadeira. O olhei desentendida como se dissesse “é da sua conta?”, e ele voltou a dizer – Tudo que questiono é em prol da investigação.

- Não tenho outra escolha mesmo. – bufei. – conheço apenas Jimin, que conheci há mais ou menos um ano pela internet antes de me mudar, Taehyung, Yoongi... – tentei me recordar de mais alguém, e me lembrei daquela garota estranha que me cutucou na sala outro dia. – e Lee Seok Min. Acho que era esse seu nome.

- E onde morava e por que se mudou? – ele parecia já não ter mais interesse na investigação e sim em mim.

- Eu morava em Busan. Me mudei por causa do trabalho do meu pai. – “ Por favor, não me pergunte sobre o emprego do meu pai” pensei.

- E qual é o emprego do seu pai? – merda. Eu nunca tinha parado para pensar nisso.

- O senhor não está sendo curioso demais? – perguntei de uma forma grossa, vendo o homem á minha frente fazer uma cara de assustado com minha resposta. – Achei que o interrogatório fosse sobre o acidente do meu namorado, então já que está me questionando sobre minja vida pessoal é porque deve ter acabado. – dizia enquanto me levantava. – Tenha um bom dia. – dei um sorriso falso e me direcionei á maçaneta da porta, quando ouvi-o murmurar.

- Vadiazinha... – me virei e bati a porta que estava entreaberta bruscamente, fazendo-o me olhar assustado.

- O que foi que você disse? – falei aproximando meu rosto do dele sobre a mesa, que ainda estava sentado com um olhar sádico para mim.

- Agora você vai se consolar com o Taehyung sobre o quanto sente falta do seu namorado? – o sarcasmo era óbvio na sua voz. – ou será que vai um pouco além disso? – não pensei duas vezes e dei um murro em sua face. Minha mão doeu com o impacto, mas fiquei satisfeita ao saber que provavelmente doeu mais nele do que em mim. – Pra uma mulher você é bem forte, gracinha – disse se levantando e vindo em minha direção. – pena que eu sou mais. – Ele levantou o punho contra mim e fechei meus olhos esperando pela minha morte. Mas fiquei surpresa ao perceber que nada aconteceu. Me atrevi a abrir os olhos e me deparei com alguém o segurando, o impedindo de me atingir.

- O que você pensa que está fazendo? – Tae se direcionou ao delegado com uma voz mais grossa e séria do que o normal. – O que acha de brigar com alguém do seu tamanho? – percebi claramente que o homem estremeceu e deu um passo para trás. Taehyung o soltou, não parando de encarar bem no fundo de seus olhos em momento nenhum. – Foi o que eu pensei. – Então  se virou para mim e me pegou pelo punho, me puxando pela porta na qual eu tinha entrado.

- Espera.. – falei me soltando das mãos de Tae e indo em direção ao delegado. – Pode me dar sua mão? – perguntei com um sorriso irônico no rosto. Fazia muito tempo que não usava meu “dom”, pois não haviam muitas situações em que eu necessitasse dele. Ele me olhou confuso, então virei os olhos e peguei sua mão á força mesmo. Pude ver uma data, um horário e uma morte. A dele, claro. – Ótimo. – falei devolvendo-o sua mão.

- O que você fez? – ele perguntou.

- Você vai morrer daqui a seis meses. Sugiro que comece a tratar o tumor no seu cérebro. – falei e saí de vez da sala, o deixando com aquele olhar de quem estava achando tudo aqui um absurdo. Eu nunca gostei de usar do meu dom, odiava ter que lidar com o pensamento de que aquela pessoa vai morrer, e mesmo eu tendo conhecimento eu não poderia fazer nada. Se eu tentasse de alguma forma modificar o futuro, apenas pioraria as coisas.
Tae deu uma risada de leve e me levou até o lado de fora da delegacia em  até chegarmos na vaga em que sua moto estava no estacionamento.

- O-o que você está fazendo? – perguntei enquanto ele colocava seu capacete e montava na moto, erguendo o capacete reserva em minha direção.

- Suba. Vou te levar para casa. – seu rosto não tinha expressão. Eu sentia que ele estava fazendo aquilo apenas por se sentir obrigado a confortar uma mulher que quase foi agredida minutos atrás.

- Não precisa. Não se sinta obrigado á nada. – falei me virando e indo embora, mas ele puxou minha cintura por trás e me virou para si, deixando nossos corpos muito próximos. Eu adorava aquilo, mas sabia que ele não estava com as mesmas intenções que eu.

- Se eu estivesse me achando “obrigado” eu sequer faria. – disse enquanto se desvencilhava do meu corpo, me fazendo soltar um leve gemido de repreensão. Ele me encarou novamente. – Isso foi um gemido? – disse irônico. – Então você gosta quando te toco assim? – falou enquanto me puxava para si de novo, mas dessa vez mais próximo, me fazendo arfar. Eu realmente gostava, e o queria ainda mais próximo. – E gosta quando te toco... Assim? – falou levando sua mão direita até meu rosto, tocando meu lábio. Eu estava imóvel, a única coisa que consegui fazer foi assentir. Então ele aproximou seu rosto do meu, conseguia sentir sua respiração a milímetros de distância. Apenas fechei meus olhos esperando ele iniciar o beijo. Mas ele não o fez. Apenas dirigiu sua boca até bem próximo do meu ouvido. – Mas não vai acontecer. – ele se distanciou e me soltou de uma vez, me fazendo cambalear.

- Você está brincando comigo? – perguntei ofegante e com raiva enquanto ele se virava para a moto novamente, me ignorando.

- Foi você quem começou. Afinal, é isso que eu causo nas pessoas, não é? – disse dando partida na moto. – Aliás, esqueça o que eu disse. Mudei de ideia sobre a carona. Até amanhã. – falou já arrancando a moto e me deixando completamente desamparada ali ainda com os pensamentos meio bagunçados.

- Taehyung. Eu te mato. – sussurrei para mim mesma.

_______  07:24 _________

Cheguei no colégio no outro dia completamente cansada. Passei a noite toda estudando para o teste que teria no segundo horário de história e pensando no que disse para Taehyung. Eu realmente sou uma idiota. Mas o quanto mais eu me afastasse, mais seria melhor para que minha missão seja cumprida e eu possa voltar para casa para minha antiga vida, que com certeza não envolviam adolescentes irritantes que disputam entre si sobre quem é mais desesperado por atenção ou professores mais irritantes ainda. Estava perdida nos pensamentos enquanto fitava a parede branca em minha frente, quando sinto alguém tocar meu ombro por trás, como da última vez. Me virei e era a mesma pessoa.

- Olá, Hye. – Min se direcionou à mim com um sorriso um pouco maquiavélico.

- Ah, oi, Min. – disse num tom meio sem interesse.

- Por que mudou sua expressão tão rapidamente? Ficou desapontada ao ver que era eu e não outra pessoa? – dei de ombros para seus comentários me levantando e indo em direção á porta. – quem sabe seria... Taehyung? – parei de andar e olhei em sua direção. Ela me olhou como se contasse vantagem de algo. – Você sabe que não pode se aproximar dele, Hye. Por que dificulta as coisas?

- Quem é você? – perguntei um pouco trêmula.

- Não se lembra de mim, Hye? Sério? – neguei com a cabeça. – Bom, era de se esperar que o mestre apagasse qualquer memória de sua mente que comprometesse seu plano. Estudei com você durante uns anos na academia. Fomos adotadas pelo mesmo senhor algum tempo depois. Mas você teve um futuro melhor que o meu, sempre foi a mais querida e com mais privilégios. Mas não tenho nenhuma inveja de você, e fico feliz por não ser eu quem esteja fazendo esse trabalho sujo. – eu ainda a encarava perplexa.

- Ainda não me disse o que faz aqui. – falei.

- Ora, não é óbvio? Fui enviada para te vigiar. Impedir que você cometesse erros, como está cometendo nesse momento se envolvendo emocionalmente com ele. O personagem principal do drama. – disse dando uma risada irônica. – E tenho permissão para me livrar de qualquer um que ousar obstruir o caminho para atrapalhar  a missão.

- Eu não fiz nada de errado. Apenas estou fazendo o trabalho que me foi designado. Você já pode ir. Tenho tudo sobre controle. – disse me virando novamente.

- Tem certeza disso? – parei no meio do caminho de novo. – Será que devo mencionar aquela troca de carícias durante o intervalo? Ou será que devo mencionar Jungkook? Aquele que matou seu amiguinho. Ou namorado. Nem sei mais o grau de afinidade de vocês.

- Como você sabe disso? E Jimin não está morto, ainda está hospitalizado, mas não morto. – ela me cortou.

- Será? – me olhou e se levantou se aproximando de mim. – está vendo Taehyung aqui? – olhei em volta e vi que ele ainda não tinha chegado. – Está vendo Yoongi? – passei os olhos novamente pela sala, e nenhum dos dois estava lá. – Você por acaso se preocupou em ligar para seus “amigos” hoje? Se preocupou com Jimin? Ah, é mesmo, está preocupada apenas com seu relacionamento incompreensível com Taehyung, não é? – ela falava próxima ao meu ouvido. Eu simplesmente não conseguia me mover, ela não podia estar falando a verdade. Não podia. – Olhe mais ao seu redor, Hye. O mundo não gira apenas em torno de você. Sugiro que vá de encontro à eles. Eles vão vão precisar de consolo agora mais do que nunca. – falou  em tom provocante e saindo pela porta logo em seguida.

Não conseguia me mover. Era muita coisa pra ser digerida de uma só vez. Suas palavras eram como facas. A primeira coisa que consegui pensar foi em ligar para os meninos só para me certificar que aquela mulher estava mentindo para poder me provocar. Não era verdade. Com certeza não era. Liguei para Yoongi três vezes seguidas, e ele não atendeu. O mesmo com Taehyung. Minhas mãos tremiam e suavam frio. Só tinha uma maneira de descobrir. Peguei minha mochila e desci as escadas rapidamente, quase caindo em cima dos professores que já subiam para dar suas aulas. Cheguei até a rua. Os alunos me observavam estranhamente, talvez por eu ser outra aluna que está saindo correndo da escola no primeiro horário. Liguei pra um táxi que chegou em cinco minutos pelo ponto deles ser perto do colégio. Entrei e pedi para que me levasse até o hospital de Jimin. Estava no caminho e sentia que estava esquecendo de algo. Merda! A prova de história! Agora dane-se, era só inventar algum atestado qualquer e refazer a prova. O carro parou em frente ao hospital, puxei algumas notas na bolsa para pagar o motorista e não me preocupei com o troco, apenas saí correndo em direção á entrada. Ao entrar, fui por impulso até á sala de espera. Nenhum dos dois estava lá. Fui até a recepção.

- Com licença, você pode me informar qual o quarto de Park Jimin? – perguntei nervosa. A moça me olhou um pouco  com a minha agitação.

- Ah, sim. Vou conferir. – soltei um suspiro de alívio, pelo menos agora sei que ele ainda está vivo. – Você é amiga ou parente do paciente? – ela perguntou. Pensei um pouco e me lembrei. Agora eu sou sua namorada.

- Sou namorada dele. – disse com um sorriso forçado.

- Quarto 2-A. Mas parece que já tem alguém lá como visita também.

- Tudo bem, obrigada. – saí disparada até o quarto, já sabendo quem seria a suposta visita.

Avistei uma placa escrita “2-A Paciente Grave”, parei em frente ao mesmo, olhando através da porta de vidro. Sorri ao ver Taehyung sentado ao lado da cama de Jimin, que estava coberto por máquinas e aparelhos, mal dava pra ver seu rosto. Tinham hematomas por todo seu corpo, o que me deu uma pontada de tristeza no peito. Pude ver que Taehyung falava algo, mas não dava pra ouvir, e lagrimas caíam de seu rosto. Meu coração se quebrou ao ver aquela cena. Queria entrar e abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem. Mas eu não podia. E não ficaria nada bem. Eu resolvo esperar um pouco para entrar para não atrapalhar o momento de privacidade deles. Esperei uns 15 minutos do lado de fora, então a porta atrás de mim foi aberta, revelando um Taehyung com um olhar sem emoção alguma, com os olhos fundos enquanto passava a mão no rosto para limpar os vestígios de lágrimas que caíram alguns minutos atrás. Ele me olhou surpreso. Ele ia dizer algo mas o interrompi.

- Antes que me repreenda ou me corte de alguma forma, queria pedir desculpas por ter sido uma babaca aquele dia. – ele cruza os braços e parece esperar por algo mais. – E obrigado por me ajudar. E obrigado por me ignorar também. – disse a última frase com uma cara emburrada. Ele deu um sorriso cínico.

- Era só isso? – assenti. – ok, já vou indo então. – falou dando de ombros para a minha presença ali e indo embora. Pensei em tentar impedir, mas decidi apenas deixá-lo ir. Ele parou no meio do caminho e voltou a se virar para mim.

- Esqueceu de algo? – perguntei enquanto ele se aproximava de novo.

- Está com fome? – ele perguntou fitando o chão. Ele estava envergonhado. Eu sabia que ele também queria um tempo a sós pra conversar comigo. Assenti.

_______12:34_______

Ele me levou até um restaurante próximo dali. Não esboçou emoção nenhuma desde que saímos do hospital. Sentamos na mesa próxima á porta de entrada. Ele chamou pela garçonete e antes que ela viesse, eu me retirei para ir ao banheiro. Entrei no mesmo e vi que tinha 3 compartimentos, sendo que um estava em uso. Entrei no do meio. Quando saí para lavar as mãos, pude ouvir alguém chamando meu nome do lado de dentro do compartimento que ainda estava fechado.

- Hye. – uma voz feminina me chamou.

- Quem é você? – perguntei para a pessoa dentro do banheiro que continuava fechado.

- Eu já disse que estaria te observando em todos os lugares que fosse, não disse? – a porta se abriu.

- Min? – perguntei não muito surpresa.

- Por que você insiste em cometer imprudências? Por que insiste em sua relação com Kim Taehyung? Você sabe que não deve. – ela saía do banheiro e vinha em minha direção.

- Não se preocupe, não vou deixar isso influenciar no meu papel nessa cidade. – disse segura.

- Será? – ela me lançou aquele mesmo olhar provocativo de mais cedo. – Porque acho que já está influenciando. – me olhando séria.

- Não estou te entendendo.

- Eu sei. Você não entenderia nem se quisesse. Você é assim. – disse se direcionando á porta para sair, mas parou por um momento e se virou para mim com a mão na maçaneta da porta já entreaberta. – Ah, e se eu fosse você, prestaria um pouco mais de atenção em Jimin. – deu um sorriso sarcástico e saiu do banheiro, me deixando com um “por quê?” entalado na garganta.

Saí do banheiro e fui em direção á mesa onde Tae estava, ainda um pouco atordoada. Ele me olhou com uma expressão confusa. Ele abriu a boca para dizer algo mas a fechou novamente. Depois de algum tempo ele disse:

- Já fiz o pedido, espero que não se importe. – neguei com a cabeça sorrindo.

- Você queria me dizer alguma coisa? – perguntei enquanto fitava seus belos olhos.

- Não. Por quê? – me perguntou indiferente.

- Achei que tivesse algum motivo para ter me chamado para vir aqui.

- Ah, sobre isso. – ele pareceu reflexivo. – O que você ouviu daquela minha conversa com Yoongi na delegacia? – Já tinha me esquecido de Yoongi. Não o via há dois dias, comecei a ficar preocupada. Onde será que ele estaria?

- Eu cheguei na parte em que você disse algo sobre Jungkook e  que iria o matar. – coloquei ênfase na última palavra, como se estivesse pedindo uma explicação para a ameaça.

- Ah, então você não sabe o motivo. – disse cabisbaixo.

- Motivo?

- O motivo de tudo isso. Do acidente. É tudo culpa desse desgraçado. – falou fechando o punho e cerrando os dentes. – Você sabia que Jimin estava envolvido com drogas?  - ele perguntou. Depois de um longo tempo em silêncio, assenti.

- Eu sabia. Ele me contou antes de vir para a cidade, e quando cheguei ele disse que tinha parado havia muito tempo. Eu sabia que ele estava mentindo para não me preocupar. Tentei oferecer ajuda, mas ele negou qualquer impulso que eu desse para o fazer. – suspirei e vi que o homem que antes tinha um olha vazio e indiferente, agora tinha o rosto com uma expressão de choro com os olhos marejados. – Eu juro que tentei. Mas ele estava passando por muitas dificuldades com a família, então decidi apenas não encher ele mais ainda com problemas. Mas o que isso tem a ver com Jungkook?

- Então... Até você sabia e eu não? Bom, Jungkook era seu traficante. Ele o estava devendo, então ele mandou sabotarem seu carro aquela noite.– ele soltou a primeira lágrima que percebia-se que ele tentava segurar a todo custo, que deu passagem para um mar sair de seus olhos. Não pensei, apenas me sentei na cadeira ao seu lado e o puxei para um abraço. Ele encostou seu rosto em meu peito e desabou, mas eu não me importava que minha blusa ficasse encharcada, apenas queria que ele parasse de se torturar dessa forma e colocasse para fora o que sente. Passaram-se alguns  minutos com nós dois na mesma posição, eu percebia o olhar estranho das pessoas que passavam, mas eu não ligo. Depois de um tempo, as lágrimas se encerram e ele me encara, e assim que se lembra que sou eu, ele logo se , limpando o rosto. Entendi o recado e voltei para o meu lugar. A garçonete entregou nossos pratos, não olhei em seu rosto de primeira.

- Aqui está o prato que vocês pediram. – a mulher colocou os pratos sobre a mesa. Eu conheço essa voz. Olhei para a mesma. Era a Min, que me olhava com um olhar malicioso. – Bom apetite. – ela disse e se retirou, como se não me conhecesse. Apenas engoli em seco. Ela realmente estava vigiando, assim como ela me disse. Me virei para Taehyung, que encarava a comida.

- Não vai comer? – perguntei.

- Não. – disse se levantando. – Já está pago, então pode ficar. Eu vou voltar para o hospital.

- Como é? – perguntei me levantando também. – O que eu fiz para você, Taehyung? Me diz, porque eu realmente não estou te entendendo. – falei puxando seu braço. – Por que me trata assim?

- Você não fez nada. O problema sou eu. Por favor, se afaste, não sei do que sou capaz se continuar com isso. – falou se desvencilhando de meu toque.

- O que passa na sua cabeça, sinceramente? – falei barrando sua passagem. – Uma hora você me beija loucamente e outra você simplesmente quer que eu suma da sua vida? – eu tinha vontade de chorar. Muito. Mas a raiva era maior do que a tristeza, então me contive.

- Eu não quero. É preciso. – ele disse me empurrando tentando passar, mas não sou de ceder fácil. – Sai da frente, porra. – ele elevou o tom de voz.

- Quer saber? Você tem razão. – disse saindo da frente e liberando a passagem. – É realmente melhor. Para nós dois. Eu não mereço ter alguém como você na minha vida. Já tenho problemas demais. Não quero mais um. – falei fria, pegando minha bolsa e indo em direção á , saindo pela mesma. Não consegui me conter e olhei para trás para ver sua reação. Ele estava em pé parado, da mesma maneira que o deixei, porém com um olhar que parecia transbordar ódio. Apenas continuei andando até o hospital. Eu queria realmente distância dele agora, e estava indo para o hospital ver Jimin, e sabia que ele também iria mais cedo ou mais tarde, mas Jimin é mais importante que essas brigas idiotas. Embora, venhamos e convenhamos, nós sabemos que no fundo eu não quero distância dele, e sim me afundar em seu beijo e permanecer assim até minha morte.

A cada vez que meu cérebro criava essas expectativas, meu coração doía mais. Eu sabia que era impossível que desse certo. Eu não podia me deixar ser levada por antigos sentimentos. Agora eu entendo por que meu senhor decidiu que seria melhor que eu não me lembrasse dele. Eu fui uma tola ao mergulhar de cabeça sem saber a profundidade desse caos chamado Kim Taehyung. Eu sou uma tola.

_______13:20_______

[ P.O.V. Taehyung ON ]

Depois do ocorrido no restaurante Hye foi embora, me deixando entalado com suas palavras. Eu sabia que ela ia em direção ao hospital, então decidi não ir até lá. Não agora que ela mesma disse que eu era apenas mais um problema em sua vida. E eu realmente sou. Acho que é o fato de eu reconhecer isso que mais dói em mim. Eu não conseguia tirar ela da cabeça. Por que diabos você foi reaparecer na minha vida, Eun Jeong Hye? Estava tudo indo tão bem. Claro que não estava tudo exatamente bem. Mas a chegada desse fantasma do passado só bagunçou o pouco de sanidade e normalidade que ainda tinha na minha vida.

Eu não sabia o que fazer depois de sair do restaurante, então pensei na coisa mais fútil que eu podia fazer, mas que me relaxasse. Peguei meu celular e fui rolando os contatos. Eu era um tipo de “favorito” pelas garotas no colégio, eu costumava receber uns cinco papéis com seus números por dia. Eu nunca fiquei realmente com nenhuma delas, eu tinha repulsa de mulher oferecida. Não sei o que eu vi em Sook pra gostar dela como eu gostei. Fui em uma letra aleatória e parei na letra I, a primeira que apareceu foi uma Iseul, não me lembrava dela – na verdade, de nenhuma delas – mas se não fosse bonita eu sequer teria salvo seu número. Mandei uma mensagem para a mesma.

“Oi, gracinha. Lembra de mim?”

Ela respondeu quase que imediatamente.

“Claro, como poderia me esquecer? Rs
Tudo bem? Precisa de algo?”

Eu pensei um pouco e resolvi mandar algo que com certeza a faria arfar onde quer que estivesse.

Sim. Preciso de você.
Onde você está?”

Ela me respondeu na mesma hora. Como eu pensei. Ela me mandou seu endereço. Até que enfim tiraria um pouco da Hye da minha cabeça. Há muito tempo eu não fazia essa coisa de “usar” uma menina, eu achava meio babaca da minha parte, mas elas gostam, o que eu posso fazer?

_______21:51______

[ P.O.V. Hye ON ]

Já era tarde e Taehyung ainda não tinha aparecido. Estava começando a me preocupar. Será que o que eu disse realmente causou um impacto nele? Será que ele cometeu alguma loucura? Será que foi preso? Será que sofreu um acidente? Por mais que eu odiasse pensar nessas possibilidades, ainda continuavam sendo possibilidades. Estava pensando em tudo quanto era de coisas que poderiam ter acontecido com ele, mas logo voltei à mim quando vi alguém entrando no quarto do Jimin, onde eu também estava. Não reconheci de imediato.

- Yoongi? – perguntei me levantando.

- Joo... Digo, Hye. – ele disse com uma voz um pouco embargada – desculpe, ainda não me acostumei com seu verdadeiro nome.

- Tudo bem – eu sorri – Onde estava? Fiquei sem notícias suas por dois dias, estava preocupada. – levantei indo em sua direção. Pude ver alguns cortes e hematomas em seu rosto, que antes não tinha visto pela ausência de luz no quarto. – Que machucados são esses? – falei colocando a mão em sua bochecha. O mesmo fechou os olhos em resposta ao meu toque.

- Não é nada. – ele disse tirando minha mão de sua face e segurando a mesma para si. Ele me olhava nos olhos, o que me deixava um pouco sem graça. – Apenas me meti em uma dessas brigas de balada, nada demais. – eu sentia que estava mentindo, mas não o contestei.

- Entendi. Não é melhor pedir para a enfermeira cuidar pra você? – falei com uma expressão preocupada.

- Não, eles geralmente fazem muitas perguntas. Eu estou bem. – deu um sorriso forçado. – Você já comeu? Porque eu estou morrendo de fome. – disse em um tom divertido.

- Eu saí para almoçar com Tae, mas acabei nem comendo depois de uma discussão, e até agora ele não deu sinal de vida. – vi seu rosto mudar de alegre para triste novamente. O que ele tinha?

- O que acha de irmos para minha casa e pedirmos algo para comer? Uma pizza, que tal? – disse dando um sorriso sincero. Fiquei desconfiada de início, pensei em hesitar, mas ele transparecia inocência em seu olhar, e eu sei bem quando alguém está mentindo para mim. – Pelo visto você parece não ter saído desse hospital. Tente relaxar um pouco.

- Claro. Eu realmente estou precisando. – sorri para o menino na minha frente. – Vou só tentar ligar mais uma vez para o Tae. – falei vestindo meu moletom que estava em cima da cadeira e pegando minha bolsa, indo em direção ao corredor acompanhada de Yoongi, que passou o braço em volta da minha cintura, já que estava mais frio do que o normal, e eu não estava vestida adequadamente para essa temperatura.

Digitei o número de Taehyung e apertei para chamar. No terceiro toque foi atendido.

- Tae? – perguntei.

- Oi. – ele respondeu baixo num tom um pouco irônico.

- Onde você está? – perguntei. – Vou para a casa do Yoongi, então vou precisar sair do hospital. Você pode vir aqui ficar com Jimin? – ele bufou do outro lado da linha.

- Vai fazer o que na casa dele? – perguntou seco. Percebi que sua voz estava um pouco alterada. Parecia estar bêbado.

- Olha, não são coisas nas quais você fique interessado. Apenas diga se você vai vir ou não. – falei em um tom mais alto. Yoongi que andava na rua comigo me olhou um pouco confuso.

- Eu vou mais tarde quando acabar meu serviço aqui. – ele disse malicioso, e pude ouvir uma risadinha feminina no fundo.

- Você está com alguém aí? – perguntei. – O que estão fazendo?

- Não são coisas nas quais você fique interessada. – disse imitando minha fala de segundos atrás com uma voz alterada. – Eu não me meto nos seus esquemas, então não se meta nos meus. Se era só isso que tinha pra me dizer, boa noite. – desligou na minha cara.

Meus olhos imediatamente se encheram de lágrimas, mas às contive. Eu não deixaria que ele fosse o motivo de minhas lágrimas. Ele não vale tudo isso. Yoongi me olhou e me abraçou de lado ao ver meus olhos  marejados. Paramos em frente á um carro que aparentemente era seu. Não sou boa com marcas de carros, mas esse era um grande carro preto, muito bonito na minha opinião. Ele destravou e abriu a porta do passageiro para mim. Entrei no mesmo até ele a fechar e entrar pela porta do motorista.

- Tem certeza que sabe dirigir, Yoongi? – disse o lançando um sorriso irônico.

- Você me subestima demais. – falou entre risos também.

________22:15__________

Chegamos até sua casa. Me surpreendi ao ver uma casa enorme, que mais parecia uma mansão. Ele contornou o carro e abriu a porta para mim novamente.

- Você mora aqui sozinho? – perguntei assim que entramos na casa.

- Moro com meus pais, que raramente ficam em casa. Estão sempre viajando. – disse com um pequeno sorriso de canto, mas seus olhos pareciam tristes.

- Entendo... Mas então... O que vamos pedir? – falei num tom animado para espantar um pouco aquele clima , me sentando no sofá que estava á vista.

- Pode escolher o lugar e ligar. O telefone está em cima da mesa no balcão. Vou subir e tomar um banho. – falou se dirigindo ás escadas. – qualquer coisa  é só gritar.

- Tudo bem. – dei um risada vendo ele desaparecendo no andar de cima.

Procurei alguns contatos de pizzarias próximas na internet pra chegar mais rápido já que estava praticamente o dia todo sem comer. Liguei para o primeiro que vi, pedindo uma pizza tamanho família de calabresa. Na hora que o atendente pediu o endereço, fiquei com receio de ir incomodar Yoongi, então avistei uma envelope em cima do mesmo balcão onde estava o telefone, que pra minha sorte tinha as informações necessárias. Agradeci e desliguei.

Me virei para o envelope que estava em minhas mãos e vi um nome que eu conhecia como remetente. Jungkook. Eu fiquei completamente tentada a abrir, mas não era da minha conta, e poderia não ser o mesmo Jungkook que eu pensava. Enquanto esperava a pizza, decidi andar pela casa para conhecer. Subi as escadas. As paredes eram numa cor dourada que tinham arabescos em  tom claro de amarelo. Tinham quadros por toda a parede, alguns de família, e outros de coisas distintas. Fui caminhando pelo longo corredor que estava escuro. Vi um feixe de luz escapando de uma porta entreaberta no final do mesmo. “Deve ser o cômodo que o Yoongi está”, pensei. Fui me aproximando e pude ouvir um barulho de água caindo. Olhei através da porta por curiosidade. Era um grande banheiro, que chegava até a queimar os olhos de tão branco e brilhante que era. Rolei meus olhos pelo mesmo e pude ver algumas roupas espalhadas por ali. Andei com meus olhos um pouco mais e pude ver Yoongi nu debaixo do chuveiro. Corei imediatamente, mas não conseguia me mover um centímetro pra fora dali. Ele era ainda mais branco sem suas roupas. Ele estava de costas, me dando uma visão privilegiada de seu corpo mesmo com o vapor quente que deixava aquele aspecto de “neblina”. Ele era magro, mas tinha um corpo bem definido. As gotas de água caíam sobre sua pele, e eu as acompanhava descendo de sua nuca até suas coxas. E que coxas. Ele passava a mão sobre os ombros, me fazendo imaginar milhares de possibilidades envolvendo aquelas mãos. Ele se virou de uma vez, fazendo seus olhos encontrarem os meus. Eu fiquei imóvel, e ele continuava me olhando, e ficamos assim por alguns segundos, que mais pareciam horas. Ele não parecia ter vergonha nenhuma por eu estar o vendo desprovido de  dentro do banheiro. Eu por impulso fitei seu corpo que agora estava de frente para mim, contornando cada parte dele, e logo voltei a olhar em seus olhos, que continuavam me olhando. Ele passava as mãos pelo corpo ainda com o olhar virado para mim, como se quisesse “provocar”. Ele deu um sorriso malicioso e mordeu o lábio inferior. Eu sentia meu corpo bambear um pouco. Consegui recuperar meus sentidos assim que ouvi a campainha tocar. Fui em direção á porta disparada. Abri a mesma ofegante, o entregador parecia confuso, então apenas sorri e entreguei algumas notas à  ele da minha carteira, peguei a pizza e fechei a porta rapidamente. Yoongi tinha dito que pagaria, mas não acho que teria coragem para falar com ele naquele momento. Fui até a mesa, deixando a entrega em cima dela. Me sentei bruscamente na cadeira ao lado. Coloquei a mão cobrindo minha testa e pensando no que eu acabara de fazer.

- Eu acabo de me excitar vendo um cara tomando banho. Eu sou um caso a ser estudado mesmo. – disse sussurrando pra mim mesma.

- Excitada, é? – Yoongi apareceu atrás de mim. Merda. – Eu te convidaria para participar, mas aí a campainha tocou. Lamento. – disse com um sorriso, e por incrível que pareça, não transparecia malícia.

- Y-Yongi... Eu... Desculpa ter bisbilhotado sua casa, e por t-ter ficado te olhando tomar banho – ele me cortou.

- Desculpa pelo quê? Acha que eu achei ruim? – perguntou se aproximando mais de mim, que ainda me encontrava sentada. – Tem certeza que não quer continuar de onde paramos? – sussurrou em meu ouvido. Senti todo meu corpo se arrepiar. Ele me pegou pela cintura, me fazendo sentar sobre o balcão. – Eu não aguento mais segurar isso, Hye. Já faz tempo que comecei a me sentir assim. – falou passando o polegar por meus lábios. – Me desculpe por isso.

Logo tomou meus lábios para si. Ele pediu passagem com a língua, eu cedi. O beijo já começou selvagem, como se nós dois já desejássemos aquilo há muito tempo, como se precisássemos um do corpo do outro. Levei minha mão direita até sua nuca, e com a outra eu acaricio seu abdômen. Seu beijo era delicioso, transbordava luxúria. Não queria parar nunca. Ele levou sua mão até minha perna, que acariciava a mesma, alternando entre a bunda e a coxa, apertando por onde percorria sua mão. Ele tirou minha blusa vagarosamente. Pausou o beijo e olhou para a minha pele descoberta como se me comesse com os olhos. O puxei de volta para mim. Agora a mão que antes estava em seu abdômen, eu usava para desabotoar sua calça. Seu cheiro era maravilhoso. Estava perdendo minha sanidade ali naquele balcão. Ele tirou sua própria camisa, parecendo estar tão desesperado para ser tocado quanto eu. Suas mãos foram de encontro ao fecho do meu sutiã, o abrindo rapidamente. Ele distribuía beijos e chupões fazendo uma trilha pelo meu pescoço até meus seios agora descobertos. Eu não   acredito que estava me entregando tão fácil. Mas era irresistível. Seus toques eram precisos e ele sabia exatamente onde tocar. Naquele momento me lembrei dos toques de Taehyung na sala de aula aquele dia, mas não chegamos tão longe assim. Ele também começou a desabotoar a minha calça, mas não a tirou. Apenas senti-o enfiando sua mão por dentro da minha calcinha, acariciando minha intimidade. Arfei com seu toque. Ele voltou a me beijar e continuou fazendo movimento circulares com os dedos, até que o senti penetrar os dois dedos de uma vez dentro de mim. Me fazendo gemer um pouco alto.

- Yoongi...

Enquanto fazia os movimentos dentro de mim com uma mão, com a outra ele apertava meus seios. Aquilo estava melhor do que qualquer transa que já tive, não que tenha tido muitas, e olha que até agora ele só usou as mãos o tempo todo.

- Quero você dentro de mim...- sussurrei em seu ouvido, que mais soou como se eu estivesse implorando. E eu estava.

Ele deu um sorriso sádico, e pude ver que ele se apressava para tirar sua calça. Mas fomos interrompidos por fortes batidas na porta. Nós dois olhamos para a porta ao mesmo tempo assustados. Ele fechou sua calça num pulo e vestiu a camisa novamente, se direcionando á porta. Ele fez um sinal com a mão como se dissesse para que eu subisse por estar praticamente nua no meio da copa. Eu peguei minhas roupas e subi as escadas. Então pude ouvir ele abrindo a porta.

- Estou atrapalhando alguma coisa? – uma voz conhecida exclamou no andar de baixo, e parecia estar enfurecido.

Taehyung?
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.
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Notas Finais


NÃO ME MATEM, LINDAS DO MEU HEARTEU <3 vocês gostam quando faço capítulos grandes assim? Eu juro que só deixei minha imaginação fluir, mas quando percebi já tinham dado 16 páginas no word. Eu queria ter continuado, mas aí não daria aquele gostinho de quero mais né? Continuem fazendo comentários e compartilhando com os amigos, vocês não sabem o quanto isso me influencia a continuar escrevendo. Não preciso nem avisar que o próximo capítulo vai ter muita treta né? Amo vocês. Até o próximo capítulo <3


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