História Karma - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Jikook, Vkook
Exibições 34
Palavras 3.688
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem o atraso. Minha mãe me escravizou em casa hoje, e só fui conseguir começar a escrever umas 8 da noite, então tive que fazer correndo, ou seja, não sei se ficou muito bom. Desculpem se não estiver, mas prometo que o próximo vai ser bem melhor (e maior, cof cof) boa leitura <3

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Karma - Capítulo 8 - Capítulo 8

.
.
.
[ P.O.V. Taehyung ON ]

Depois da ligação de Hye, me senti um pouco mal por ela, mas ela quem tinha começado, certo? Eu estava na cama com Iseul. Me surpreendi bastante ao me deparar com sua beleza, não me lembrava dela então não lembrava que era tão bonita, e tinha um belo corpo. Ficamos a tarde toda na casa dela, fazendo coisas e tendo sensações que eu tinha esquecido que existiam por fazer bastante tempo desde minha última foda, que foi com Sook antes de terminarmos. Agora a garota que se deitava ao meu lado, estava rebolando em cima de mim. Eu de repente perdi toda minha atração por ela depois de falar com a Hye. Droga. Lá estava eu novamente pensando nela estando com outra garota.

- A namorada ligou, é? – falou enquanto beijava meu pescoço. Estremeci quando ela me fez lembrar da Hye. Lembrei de seu lindo sorriso que fazia seus olhos sumirem, seu cheiro, seu cabelo no qual ela tinha mania de ficar enrolando com os dedos quando estava distraída, comecei a perceber isso quando à observava nas aulas. Ela era linda de todas as maneiras, estava começando a cogitar que talvez fosse até perfeita. - Deixe-me provar que posso ser melhor que ela. – a garota dizia enquanto descia os beijos até meu abdômen, depositado chupões ali enquanto levava sua mão até minha cueca, com a intenção de tirá-la. Eu não podia continuar.

- Eu preciso ir. – parei suas mãos, fazendo-a olhar confusa em minha direção. Apenas dei de ombros pela sua expressão e me levantei, pegando minhas roupas e às vestindo.

- O quê? Vai simplesmente ir embora e me deixar aqui? – ela perguntou vindo em minha direção com uma feição de raiva frustrada.

- O que quer que eu faça? Te leve comigo? – tentei não ser grosso, mas foi em vão. Eu dei de ombros mais uma vez e procurei as chaves da minha moto. Eu precisava vê-la.

- Então é isso? Você só me usou porque estava chateadinho? – ela seguia meus passos até a porta.

- Sim. – fui curto e frio. Apenas abri a porta a minha frente, me colocando para fora da mesma. – Boa noite. – falei e pisquei pra ela antes de sair completamente. Ela tinha uma expressão completamente enfurecida. Eu não conseguia sentir pena dela. Ela era aquele tipo de garota que faria qualquer coisa pra conseguir um cara, aquele tipo de mulher fácil e oferecida. Odiava isso, mas elas serviam para algo de vez em quando, como em situações assim.

Subi em minha moto que estava parada na rua e arranquei rápido para não ter que encará-la por mais tempo que estava estática na porta. Eu sentia o vento frio da noite colidindo com meu corpo, que pareciam com milhares de agulhas que atravessavam meu corpo, mas eu gostava daquilo. Eu ainda estava um pouco bêbado depois de beber quase uma garrafa inteira de whisky na casa de Iseul, mas ainda estava sóbrio o suficiente para conseguir manter equilíbrio na moto. Pra falar a verdade, eu não sabia meu destino. Pensei no hospital, indo em direção ao mesmo, mas me lembrei que Hye disse estar indo para a casa de Yoongi. Senti meu corpo formigar e meu sangue subir para a cabeça. Pensei no que poderiam estar fazendo, me deixando com mais raiva ainda, me fazendo frear a moto bruscamente e ir na direção contrária ao hospital, na qual o caminho levava até a casa do mesmo. Por que ele a chamaria para ir para sua casa? Ele quer me provocar ou o quê? Fui correndo, chegando lá depois de uns quinze minutos. Desci da moto cambaleando um pouco. Parei em frente á porta, ia tocar a campainha quando ouvi algo vindo do lado de dentro. Eram... gemidos?

- Quero você dentro de mim. – Eu infelizmente reconheci a voz. Eu não consegui pensar em nada além dos dois fodendo  do lado de dentro. O ódio consumiu meu corpo por inteiro naquele momento. Por impulso comecei a esmurrar a porta, percebendo que os barulhos e gemidos se encerraram com meu ato. A porta se abriu, revelando um Yoongi com os cabelos meio molhados e bagunçados, e seu rosto estava vermelho. Ele me encarou com surpresa. Dei um sorriso irônico pra ele.

- Estou atrapalhando alguma coisa? – falei já entrando sem ele ao menos me convidar. Passei meus olhos por todo o cômodo procurando por ela, mas não encontrei. Pude ouvir passos no andar de cima. Olhei para o balcão á minha frente, e tinha uma caixa de pizza que ainda estava lacrada. – Parece que vocês se empolgaram tanto que nem deu tempo de comer, hein? – disse dando uma risada sarcástica. – Está se escondendo por que, Hye? – falei em um tom mais alto para que ela conseguisse escutar onde quer que estivesse, e indo em direção às escada. – Está com medo? – subi um degrau. – Ou será que está com vergonha de me encarar? – subi mais um degrau, mas fui impedido de continuar por uma mão que me puxou.

- Quem você pensa que é pra invadir a minha casa assim e ficar gritando coisas sem sentido? – Yoongi disse. Ele se aproximou de mim como se tentasse sentir meu cheiro. – E que cheiro horrível de bebida é esse? – ele me pegou pelo punho e me puxou até a porta, eu me soltei de seu toque de uma só vez. – Você está fora de si, saia daqui.

- Eu não saio até poder olhar nos olhos daquela... – fui interrompido.

- O que você está fazendo? – Ouvi a voz de Hye atrás de mim. – Enlouqueceu? Cadê a garota que estava te acompanhando mais cedo? Já chutou ela depois de usá-la apenas para transar? Aposto que sim, afinal já não seria a primeira nem a ultima vez que faria isso com uma garota por causa de infantilidade. – me virei para ela. Como era bom vê-la com ciúmes.

- Olha quem fala. – fui em sua direção para me aproximar. – A garota que estava prestes a foder desesperadamente com o primeiro cara que apareceu por ciúmes. - falei ríspido. Ela ficou vermelha, mas não parecia ser por vergonha.

- Ciúmes? De quem? De você? – disse dando ênfase ao “você” – Você se acha muito, garoto. Só vou te lembrar de um detalhe: você não é  ninguém. – ela olhou fixamente em meus olhos enquanto dizia. Abaixou sua cabeça como se parasse para refletir um pouco. – Apenas vá embora, Taehyung. – falou baixo ainda fitando o chão. – Parabéns, você já conseguiu o que queria. Não vai acontecer nada mais entre mim e Yoongi.  – vi uma lágrima escorregando por seu rosto.

- Você está cho...- fui cortado pela mesma.

- Sim. – ela voltou seu olhar ao meu. Seus olhos vermelhos brilhavam com o reflexo da luz. – Não era isso que você queria? Me chatear ficando com outras garotas e me impedindo até de chegar perto de outros caras? – eu senti meu rosto ardendo. Eu queria que ela não dificultasse as coisas assim como ela faz. Queria apenas agarrá-la ali mesmo e a ouvir gemendo meu nome. Torná-la apenas minha. Mas eu não podia, eu estava ruindo nossa relação aos poucos com essas pisadas na bola. Por que você  faz isso, Hye? – Apenas saia. – ela virou suas costas para mim indo em direção às escadas novamente. Eu puxei-a pelo braço, fazendo a mesma se virar para mim de novo.

- Eu... Eu não queria isso. – disse um pouco hesitante. Eu não podia chorar agora. – Por favor, me entenda.

- Então me explique como eu posso te entender, Taehyung. Porque eu realmente não faço ideia de como fazer isso. – ela se soltou de meu toque. Sua expressão era de descontentamento.

- Taehyung... – Yoongi disse tocando meu ombro. Me esquivei de sua mão instantaneamente. – Apenas faça o que ela disse. – falou cruzando os braços.

- Você deve estar muito feliz com essa cena, não é? – falei o provocando. – Você é igual ao Jungkook mesmo. Vocês se merecem. – falei indo em direção á porta.

- O quê? – ouvi Yoongi falando antes de sair dali com minha moto.

Eu me arrependi de ter falado daquele jeito com Hye. Eu me arrependi de ter ido até lá e ouvido os dois. O que teria acontecido se eu não tivesse chegado naquela hora? Será que ela cederia e iriam até o fim? Ela não pensou em mim? Meus pensamentos apunhalavam minha mente. Eu iria para o hospital. De certa forma, ficar com Jimin e desabafar com ele mesmo desacordado era bom, parecia libertador. Ele sempre me causara essa sensação, eu sentia que meus segredos estavam seguros com ele.

_______23:53_______

Eu estava no quarto de Jimin. Todas as lágrimas que eu guardei nos últimos dias, tinha derramado tudo por ali mesmo. Não era a primeira vez que isso acontecia. Na última vez, Hye me viu naquele estado deplorável. Não queria que se repetisse, então ficava sempre alerta, mesmo sabendo que ela não iria querer me ver por um bom tempo.

- Eu acho que ela não se sente da mesma forma que eu, Jimin. – falei cabisbaixo. – Ela nunca demonstra interesse, mesmo estando nítido que ela também gosta de mim. Ela insiste em negar tudo que temos. – Eu sentia como se fosse observado. Então parei de falar e olhei para os cantos do quarto ao meu redor. Não tinha nada. Eu definitivamente estava enlouquecendo. – Eu me pego pensando nela toda hora. E ela parece simplesmente... Me ignorar. Eu preciso da sua ajuda, Jimin. Eu preciso que você acorde. – Senti um vento frio por trás de mim. Olhei para trás e a janela estava aberta. Não me lembrava de estava aberta quando cheguei. Levantei-me e fui fechá-la. Ao me virar para a cama em que Jimim estava, um homem alto e com as vestimentas pretas estava me encarando ao lado da mesma.

- Merda, não era pra ter ninguém aqui. – o homem murmurou. – Aquele idiota não tinha se livrado da garota? – pareceu sussurrar para si mesmo. Ele se referia à Yoongi?

- Q-quem é você? – perguntei dando passos para trás.

- Você não precisa saber. – falou vindo rapidamente em minha direção. – me desculpe por isso, garoto. – ele disse levando suas mãos até uma arma que apareceu de repente na sua cintura, por um segundo achei que ele atiraria em mim, mas me deu uma forte pancada na cabeça com a mesma. Minha visão ficou turva e escureceu de uma vez. Por incrível que pareça, naquele momento eu pensava na Hye.

______11:09_____
Dia seguinte

Eu acordei com a forte luz do sol batendo em meu rosto e queimando meus olhos. Olhei ao meu redor, estava em um quarto branco, no qual a luz do sol refletia e ficava mais claro ainda. Eu estava no hospital. Só que dessa  vez eu era o paciente. Tentei me lembrar do que aconteceu na noite anterior e do motivo por eu estar ali, mas falhei por minha cabeça estar me matando de dor. Levei minha mão até minha testa, mas fui impedido por uma... Algema? Por que eu estava algemado? Relutei tentando me livrar daquilo achando que poderia ser algum tipo de brincadeira. Alguns minutos depois uma enfermeira entrou no quarto e parecia surpresa ao me ver acordada, mantendo uma expressão de medo. Ela saiu novamente correndo sem falar nada, então pude a ver voltando, mas acompanhada de dois homens que estavam vestidos com roupas sociais, apenas com um sobretudo preto por cima. Eles vinham em minha direção com um sorriso. A enfermeira saiu do quarto fechando a porta atrás de si.

- Bom dia, Sr. Kim. Já está melhor? – perguntou um dos homens se dirigindo à mim.

- Quem são vocês? – perguntei ignorando a pergunta anterior.

- Somos policiais. – disseram mostrando seus distintivos.

- Por que eu estou algemado? – perguntei novamente. Eles se entreolharam e trocaram sussurros como se estivessem um pouco confusos. Mas com certeza não estavam tanto quanto eu.

- Você poderia nos contar o que aconteceu na noite passada enquanto visitava Jimin? – o mesmo homem se referiu à mim.

- Eu... Não me lembro muito bem. Lembro de estar falando com ele, quando senti um vento frio vindo da janela... Aí levantei, fui fechá-la e quando eu me virei de novo... – dei uma pausa me lembrando lentamente do ocorrido. – Um homem apareceu e me bateu com a arma. Aí acho que desmaiei depois disso. Por quê? O que aconteceu? Quem era ele? – eles se entreolharam mais uma vez, enquanto o segundo anotava algo em um bloco de notas.

- Bom, pelo visto você não se “lembra”, então vou lhe contar. – disse a palavra “lembra” num tom sarcástico. – Ontem recebemos um chamado dizendo que uma enfermeira entrou no quarto e se deparou com você estirado no chão e que o paciente Jimin estava sem pulso e com marcas de mãos em seu pescoço. Imediatamente constatamos que fora homicídio, já que além de terem as marcas, o paciente estava se recuperando bem nos últimos dias. – eu o olhava sem piscar. Eu não conseguia compreender. Eu estava ouvindo direito?

- O que aconteceu com Jimin? – perguntei desesperado, esperando que eu tenha escutado errado e eles me corrigissem.

- Ele está morto, Sr. Kim. Foi assassinado. – eu senti meus olhos ardendo. Eu não podia acreditar. Não podia ser real. – E o principal suspeito é você.

- Como...? – perguntei trêmulo. Meu corpo todo tremia. Podia sentir todos os meus membros formigarem. Eu definitivamente estava enlouquecendo.

- Foram encontradas suas digitais no pescoço de Jimin, Taehyung. Agora nos diga a  verdade sobre cada memória que você tem de ontem. Nós não te julgaremos de imediato. Mas sugiro que se entregue o mais rápido possível, e será tudo mais fácil. – disse levando sua mão até meu ombro.

- Por que eu levaria a culpa de algo que eu não fiz? – minha voz saiu baixa. Eu simplesmente não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Eram muitas coisas para serem digeridas de uma só vez. – Eu não fiz isso. Eu não fiz isso...ele era meu melhor amigo. Eu não fiz isso. – repeti várias vezes, cobrindo meu rosto com as mãos, deixando a primeira lágrima cair, que desencadeou com que as outras milhares também quisessem se libertar. Eles me olharam com olhar de reprovação.

- Bom, garoto, você tem o direito de não querer assumir algo que “você não fez”. Mas eu peço para que, se foi você, se entregue imediatamente, não nos dê o trabalho de ter que encontrar mais evidências que levam á você e depois termos que o caçar. – eles me olhavam com um olhar de tédio, como se pedissem “não nos dê esse trabalho, por favor”.

- Pode deixar. – dei um sorriso cínico. – Não vou me entregar. Porque não fui eu. Agora se não se incomodam, gostaria que dessem licença do meu quarto. – eles me encararam e apenas assentiram. – Ei. - chamei-os novamente, os fazendo se virarem para mim. – E essas algemas?

- Não temos permissão de tirá-la até que receba alta. Questões de segurança. – saíram pela porta, indo embora. Questões de segurança? O que eles achavam que eu seria capaz de fazer? Eu vinha todos os dias visitar Jimin e nunca nada desse tipo aconteceu. Por que logo agora? Tinha que ter alguma maneira de provar que aquele homem esteve ali, que foi ele quem... Matou Jimin. Eu esperava ansiosamente para acordar daquele pesadelo. Mas não consegui. Comecei a temer que aquilo fosse realmente verdade.

Aos poucos fui me lembrando da noite passada.

“Aquele idiota não tinha se livrado da garota?”

Ele falava de Yoongi. Eu tinha certeza. Isso explicava o fato de tê-la levado para a casa dele. Achei suspeito desde o início, já que ele nunca tinha demonstrado ter algum tipo de sentimento a mais pela Hye. Então ele era cúmplice do crime? Ele sabia do que aconteceria? Será que ela estava bem? Eu subitamente peguei meu celular que estava no bolso do casaco que estava na mesa ao lado e tentei ligar, mas lembrei que estava sem bateria. Droga. Eu pensei em chamar a enfermeira e pedir para que me deixasse dar um telefonema, mas fui surpreendido ao ver a porta  se abrindo.

- Hye?

[ P.O.V. Hye ON ]
[Flashback noite passada]

- Você é igual ao Jungkook mesmo. – parei no meio das escadas quando ouvi Taehyung.

Jungkook. Aquele nome de novo. Quem era ele afinal? Pensei em tentar alcançar ele e o perguntar, mas depois de nossa breve discussão, acho melhor não.

_

-Hye? – Yoongi bateu na porta do quarto onde eu estava. Ele tinha me dito para ficar pelo menos até o outro dia, já que estava  muito tarde pra chegar em casa. Ele me ofereceu seu quarto. – Está confortável? – disse entrando com um sorriso de lado.

- Fisicamente sim. Mas ainda acho que está exagerando. Poderia ficar no quarto de hóspedes livremente sem ter que te incomodar tomando seu espaço na sua própria casa. – sorri.

- Se quiser posso dormir aqui então... Com você. – falou se sentando ao meu lado na cama. Meu corpo se arrepiou ao lembrar de nós dois momentos antes de Taehyung chegar e impedir aquela loucura. Aliás... Estava preocupada com Tae, ele parecia alterado quando saíra daqui, espero que esteja tudo bem. Voltei à mim depois de alguns minutos de reflexão. Yoongi me olhava com a sobrancelha arqueada. – Podemos continuar de onde paramos. – ele se aproximou passando as mãos por minhas coxas cobertas pelo moletom, às apertando um pouco.

- Yoongi. – tentei chamá-lo, mas mais pareceu um gemido enquanto ele beijava meu pescoço subindo a mão direita até minhas costas por dentro da blusa, que me fez arrepiar de novo, e ele percebeu, pois no mesmo momento sorriu. – Eu não posso fazer isso. – disse me soltando de seus toques. Eu odiava ter que fazer aquilo. Queria mais que tudo me entregar á ele, mas sentia que não era certo. Não naquele momento. Ele parou com as carícias e me olhou com um olhar frustrado.

- Tudo bem. Vou indo então. Qualquer coisa é só...

- Gritar. – o cortei sorrindo. – Entendi. Obrigada. – Ele sorriu de volta, se levantando e indo até a porta.

- Hye... – ele me chamou, e o encarei de volta. – Você está bem? – o olhei confusa. Ele abriu a boca para dizer algo, mas desistiu. – Nada. Boa noite, linda. – saiu pela porta, fechando a mesma. Eu sabia do que ele falava. Ele perguntou se eu estava bem depois de tudo aquilo que Taehyung falou. Mas pelo menos me poupou de ter que mentir.

_

Era madrugada, e meu telefone tocava, me acordando do meu sono profundo. Quem diabos liga essa hora pra alguém? Ou era algo sério ou era um trote. Olhei  o identificador e era um número desconhecido.

- Alô? – atendi com a voz rouca por acabar de acordar.

- Srta. Joo? – uma mulher perguntou do outro lado da linha. – Aqui é do hospital em que se estava hospitalizado o paciente Park Jimin. Peço perdão por ligar esse horário, mas seu número está na ficha dele como contato de emergência.

- Aconteceu algo com ele? – perguntei ficando ereta na cama ainda sonolenta.

- Ele... Morreu há algumas horas. – eu fiquei imóvel. – Ele foi assassinado.

- As-assassinado? Por quem? Como assim? – as palavras saíam emboladas de minha boca.

- Bom, eu não poderia estar te revelando isso, mas vou abrir uma exceção por você ser próximo à vítima. Parece que o principal suspeito é um garoto que vinha aqui todos os dias o visitar. Acho que seu nome era Kim Taehyung. – meu corpo estremeceu. Por um segundo achei que meus pulmões haviam parado de funcionar por causa da falta de ar.

Comecei a chorar desesperadamente, suspeitava até que meus gritos pudessem ser ouvidos a dez quadras daqui. Yoongi entrou no quarto correndo ofegante contornando seus olhos por todo meu corpo e depois para o quarto ao redor.

- O que aconteceu? Por que está chorando? – ele se aproximava.

- Ji-jimin... – ele arregalou os olhos. Não consegui terminar a frase, mas ele pareceu já entender o que eu queria dizer, então me puxou para um forte abraço. Pude sentir suas lágrimas quentes de encontro á minha pele descoberta do ombro. Não queria sair dali nunca.

[Flashback OFF]

- Taaehyung. – falei me aproximando de sua cama. Meu olhar era frio e indiferente, assim como minha voz.

- Você não sabe o quanto eu estou feliz sabendo que você está bem – exclamou sorrindo.

- Então é assim que você se sente depois de ter o melhor amigo morto? – me virei para seu braço preso na cama por uma algema, voltando meus olhos para o seu.

- O quê? Não estou entendendo. – ele falou confuso. Suspirei.

- Tae, me diga a verdade. Eu te imploro. Não vou fazer nada, não vou contar para ninguém. Eu apenas preciso saber. – falei olhando em seus profundos olhos castanhos escuros. – Você matou Jimin?

.
.
.


Notas Finais


Desculpa pelo capitulo tão pequeno e "sem sal". Talvez eu deva reescrever o capítulo amanhã e excluir esse, mas caso não aconteça, espero que não desistam de mim e do meu bloqueio de criatividade <3 beijos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...