História Karma - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Jikook, Vkook
Exibições 41
Palavras 3.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Mistério, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bom, como vocês estão vendo, é um capítulo extra, então esse vai ficar no lugar do que eu postaria amanhã, ok? Eu ia postar amanhã, mas pensei "por que não?". Até quarta, amores <3 boa leitura

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Karma - Capítulo 9 - Capítulo 9

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[ P.O.V. Hye ON ]

- Você está falando sério, Hye? – Taehyung me perguntou com os olhos marejados. – Você realmente está suspeitando de mim?

- Tae...- tentei falar, mas ele me interrompeu.

- Não, não me chame assim. Você acha que eu teria coragem de matar o Jimin? Por que eu faria isso? – eu via que ele segurava as lágrimas com todas suas forças. Quando a primeira lágrima caiu, tentou levar sua mão até o rosto para secar, mas lembrou-se que estava preso.

- Eu não estou dizendo que foi você. Por isso estou te perguntando antes de tirar conclusões precipitadas. – falei me sentando ao lado dele na cama e levando minha mão até seu rosto. Ele ainda estava olhando para baixo, sem olhar para meu rosto. – Talvez você estivesse bêbado demais... Descontrolado demais? Talvez você não se lembre de algumas coisas? – perguntei. Ele virou seu rosto para me encarar. Já havia parado de chorar. Seu olhar penetrava meus olhos. Eu nunca tinha o visto daquele jeito, ele simplesmente não tinha expressão alguma, seus olhos estavam fundos e escuros. Eu sentia como se ele estivesse me estrangulando com apenas um olhar. Ele pegou meu pulso quando minha mão ainda estava em seu rosto e apertou-o, puxando para longe de si. Era assustador.

- Você acha que eu estava tão bêbado ao ponto de ter matado o meu melhor amigo e não me lembrar? – sua feição era de repulsa, como se eu tivesse falado a coisa mais absurda no mundo, e realmente era surreal se você pensasse um pouco.

- Suas digitais bateram com as marcas no pescoço dele, Taehyung. Se não foi você, quem foi então? –exclamei.

- Se eu disser... Você acredita? – me olhou sarcástico.

- Se você disser algo condizente com a realidade, talvez. – devolvi seu sarcasmo. Ele suspirou e me contou sua versão da história.

- Então? – eu o olhava espantada.

- Você quer mesmo que eu acredite que alguém entrou no quarto dele pela janela, você não viu, e essa pessoa te bateu te deixando inconsciente e logo depois assassinou o Jimin e que provavelmente Yoongi estaria envolvido no crime? – eu definitivamente não conseguia acreditar logo de cara.

- Provavelmente não, com certeza. Ele deu um jeito de te tirar do hospital aquela noite. Não é muita coincidência? – pensei um pouco e assenti.

- Mas por que ele faria isso? Eu fiquei sabendo que eles eram amigos há muitos anos. E aquele dia na sala de espera ele parecia muito preocupado. Ele não teria motivos pra...- fui cortada.

- Jungkook. – ele fitou o telefone em sua mão livre. – Acho que já está na hora de te contar uma história, Hye. Você quer tanto saber sobre ele, então vou te falar, mas não se arrependa. – ele falou sério. Eu apenas esperava ele começar. – Quando eu tinha sete anos de idade, conheci um garoto que era filho de uns amigos de meus pais, que acabou virando meu amigo. Nós fazíamos tudo juntos. Dormíamos um na casa do outro, íamos para a escola juntos, saíamos para brincar juntos... Enfim. Nós criamos um mundo apenas nosso, que era isolado do resto das pessoas. Mas eu me mudei para outra cidade, ele ficou atordoado, descontrolado, tentou impedir que eu fosse de todas as maneiras que podia, me fazendo até quebrar um braço uma vez dizendo que assim eu teria de ficar mais tempo na cidade para me tratar, não lembro bem qual foi a situação. – ele deu uma pausa, suspirando e voltando a falar. – Como esperado, eu me mudei mesmo  assim com meus pais. Na nova cidade, fiz novos amigos, novos hábitos, saí daquele mundo limitado que tinha criado outrora. Fiquei dois anos sem receber notícias do garoto. Voltei para minha antiga cidade, e o reencontrei. Ele parecia o mesmo de sempre, mas percebia que estava sempre solitário, e sequer me encarava. Foi  quando eu  te conheci, Hye. Você toda quietinha, tímida, senti que devia me aproximar de você imediatamente assim que te vi pela primeira vez. – me senti corando, e ele me olhou rindo, como se estivesse debochando da minha vergonha. – então nos aproximamos e viramos grandes amigos, e o garoto começou a nos seguir, ficou possessivo, ele não aceitava me ver com outra pessoa. Então ele pedia para entrar nas brincadeiras, e sempre que o fazia, dava algo errado, como aquele dia... Esse garoto era Jungkook. – ele deu uma pausa abaixando a cabeça com uma feição triste. – Ele parecia controlar de longe tudo o que eu fazia, inclusive quando ele tentou... Você sabe... Te matar. Então você ficou alguns meses em coma, e disseram que seus pais tinham morrido em um acidente e que ao acordar não se lembrava dos últimos acontecimentos de sua vida, como o acidente. Por você estar órfã, eles sabiam de seu poder e você não podia ir para um orfanato comum. Você então foi adotada por um senhor. Nós perdemos o contato por um longo tempo, o que me fazia ficar extremamente preocupado me perguntando se você estaria bem onde quer que estivesse. Nos encontramos anos depois quando entramos na A.S.S, mas você não se lembrava mais de mim. Tentei me aproximar diversas vezes, mas você parecia se esquivar a cada vez que chegava perto. Jungkook também havia entrado na academia, mas fiquei sabendo que ele abandonou depois de ter uma séria briga com os meus...- ele pareceu se lembrar de algo, e corrigiu sua fala – digo, com os governantes da A.S.S, fazendo-o ser expulso. Então nunca tinha tido notícias suas até umas semanas atrás.

- Seus o quê? – perguntei me referindo às suas palavras anteriores.

- Nada. Eu me perdi nas palavras, perdão. Vou voltar ao assunto. Hoje Jungkook está em um esquema de tráfico de drogas. Ele é muito perigoso. Yoongi se uniu á sua gangue há um tempo atrás, como um cachorrinho que faz tudo que ele manda. Quando ele cisma que alguém pode ser uma pedra em seu caminho, ele manda executar sem pensar duas vezes. Que foi o caso do Jimin. Ele sabia que Jimin tinha descoberto coisas que não eram para ele saber e simplesmente mandou quitarem sua vida. Provavelmente foi esse mesmo caso. Yoongi deve ter sido ameaçado por Jungkook, colocando algo muito grande para ele à prova. Ele não deixaria que matassem seu amigo de infância como se fosse algo normal. Com certeza estamos vendo apenas a ponta do iceberg.

- Então você está dizendo que alguém mandado por Jungkook quem cometeu o crime? – perguntei devastada. Aquilo era muito louco. Ele não estava mentindo, era impossível que alguém mentisse tão bem e com tantos detalhes assim.

- Sim.

- Então não é melhor que o entreguemos á polícia?

- Você ficou louca? – deu uma risada sarcástica. – Se fizermos isso, ele dará um jeito de fugir e não ser encontrado nem se toda a polícia da Coréia fosse atrás dele. E depois viria atrás de nós.

- Eu preciso entender, Taehyung. Eu preciso saber o porquê dele ter feito tudo isso conosco, com nossas vidas! Não podemos o deixar sair impune! – eu gritava em meio às lágrimas que insistiam em sair. – Eu vou encontrar esse cara.

- O quê!? – ele exclamou, pegando meu braço e segurando com força. – Você não pode fazer isso. Mesmo depois de tudo que falei ainda quer teimar em ir atrás dele!? – vi seus olhos ficando  vermelhos, indo para uma expressão de poucos amigos. – Eu não posso perder você também...- sussurrou. Encarava seus olhos, que estavam novamente voltados para baixo. Droga, estava sentindo aquela sensação de novo. Como borboletas no estômago.

- Você não vai me perder. Eu prometo. – falei sorrindo sem mostrar os dentes, ele virou seu rosto para mim. Tão lindo, pensei. Não aguentaria segurar.

Peguei seu rosto com as duas mãos e o puxei para mim, selando nossos lábios. Ele ficou surpreso, mas logo correspondeu-me e levou sua mão livre até minha nuca. Não sei o que deu em mim, apenas senti a necessidade de fazer aquilo, seus lábios eram tão convidativos. Ele pediu passagem com a língua, então cedi. Percebi que gemia em desaprovação ao tentar libertar sua mão que estava algemada para me tocar. Confesso que achei um pouco engraçado. Eu subi em cima dele para o poupar de esforços. O beijo era quente, mas ainda sim era delicado. Parecíamos ambos estar ansiando por isso há séculos. Seus lábios eram tão macios, nossas línguas pareciam estar sempre em sincronia. Sua mão descia pelas minhas costas, acariciando a mesma. Puta que pariu, que beijo delicioso. Eu parecia estar no céu, tinha até esquecido que estávamos em um hospital. Eu retiro o que disse sobre Yoongi ser melhor. Estávamos completamente “distraídos” com aquela brincadeira, que nem percebemos quando alguém entrou no quarto.

- Você parece melhor, não é Taehyung? – uma garota que aparentava ter uns vinte e poucos anos estava parada na em frente a  porta nos encaranddo.

[ P.O.V. Taehyung ON ]

- Você parece estar melhor, não é Taehyung? – estremeci ao ouvir uma voz familiar dentro do quarto. Hye logo se apressou para sair de cima de mim.

- Sook? – perguntei confuso. – O que você está fazendo? Como sabia que eu estava aqui?

- Eu não sou a única que sabe disso, amor. – disse sarcástica.

- Quem mais sabe disso?

- Além da cidade toda? Acho que ninguém. – eu olhei para ela ainda mais confuso. Ela percebeu e bufou – Saiu em vários jornais, já está todo mundo sabendo que você é o possível assassino de Park Jimin. - Merda, exclamei internamente. Ela se virou para Hye, á olhando de cima a baixo. – Essa é a tão comentada Hye? – disse ironizando novamente. – É realmente bonita. Você não perde tempo hein, Taetae? – senti ojeriza daquele apelido sendo pronunciado por ela.

- Você me conhece? – Hye perguntou um pouco deslocada na conversa.

- Oh, sim. E como. – Sook disse se virando para mim. – Nós estávamos tendo um momento de prazer no meu apartamento quando...

- Cala a porra da boca, Sook! – exclamei a impedindo de terminar a frase. Ela deu uma risada da minha reação. Hye se virou para mim assustada.

- Termine de falar, por favor. – disse Hye séria.

- Não, Hye. Ela é louca, não sabe o que diz. – falei me direcionando á ela.

- Você não me chamava assim quando me chamava pra transar pra afogar suas lágrimas por dessa aí. – apontou com a cabeça para Hye. Por um segundo agradeci por estar com aquelas algemas, caso contrário faria algo no qual ne arrependeria mais tarde.

- O que você está falando? – Hye se virou para Sook. Eu estava na merda.

- Isso mesmo, garotinha. Ele  vinha atrás de mim quando estava magoado por sua causa. E eu não sou a única... – dizia com um sorriso perverso.

- Pare de falar bobagens, maldita. – disse entre os dentes.

- Por minha causa? O que ela quis dizer com isso, Taehyung? – ela se direcionou à mim.

- Bom, acho que vou deixá-los se resolverem agora. Meu dever já foi concluído. Até logo. – Sook mandou um beijo de longe pra mim. Ela não sabia o tamanho do meu ódio por ela agora.

- Olha, Hye...

- É verdade? O que ela disse é verdade? Você faz isso...por minha causa? – assenti cabisbaixo. – Por quê? Isso não faz sentido, Taehyung! Eu nunca fiz nada pra nutrir esse ódio gratuito por mim. Está sempre me tratando bem, e de repente me ignora ou finge que nem me conhece. Quem deveria estar chateada aqui sou eu! – ela explodiu e sentou-se na cadeira atrás de si com o rosto apoiado nas mãos em cima dos joelhos como se tentasse se acalmar.

- Você está falando sério? Você não faz ideia do motivo? – perguntei irônico.

- Eu pareço estar brincando? – me encarou de volta. Sorri um pouco descontente.

- Você é uma lesada mesmo. – falei sarcástico.

- Se você for ficar fazendo joguinho eu vou emb...- falou já levantando mas á cortei.

- Eu te amo. – falei rápido fitando o chão. Ela parou de fazer o que quer que estivesse fazendo e olhou para mim fixamente. Senti minha pele arder, como se tivessem milhares de olhares sobre mim esperando por uma reação da mocinha que acaba de ganhar uma “declaração”. O medo de ser rejeitado e ter meus sentimentos jogados aos porcos vinha com mais intensidade a cada minuto de silêncio que se passava. Ela parecia pensar no que dizer, abria a boca para tentar falar algo, mas logo a fechava novamente. Ótimo. Eu levaria um pé na bunda da garota que eu gostei em segredo por mais de 8 anos. Meu melhor amigo estava morto e eu estava prestes a ser preso. Não tinha como ficar pior. Ou tinha? Fui cortado de meus pensamentos quando a porta do quarto se abriu, revelando um médico. Ele sorriu e entrou.

- Bom dia. Precisarei fazer extração de sangue para fazer alguns exames para conferir sua saúde antes de te dar alta. – falou ele em minha direção. Então se virou para Hye, que continuava parada no mesmo lugar sem dizer nada. – Precisarei que a senhorita saia.

Ela apenas assentiu em um gesto com a cabeça, pegou a sua bolsa em cima da cadeira e saiu, sem olhar para mim. Você realmente é um imbecil, Taehyung. Você é um fodido declarado agora. Olhei para o celular em minhas mãos que estavam ali desde o início da conversa com Hye. Aquele celular não era meu. Com certeza é da pessoa que veio aqui aquela noite e deixou cair por engano, e a enfermeira na hora de recolher os meus pertences achou que era meu e colocou junto às minhas coisas. Eu faria um ótimo proveito daquilo.  

_____Dois dias depois_____
[ P.O.V. Hye ON ]

Eu estava indo ao encontro de Jungkook. Havia pegado o contato dele no celular de Yoongi enquanto ele ia ao banheiro na aula. Marquei um encontro com ele em seu depósito, onde todos iam como sempre comprar suas drogas. Eu confesso que estava um pouco hesitante, com medo por não saber exatamente que tipo de pessoa ele era e se faria algo comigo caso me considerasse uma “pedra em seu caminho”. Eu podia ver o táxi se aproximando do endereço no qual me foi dado. Ele parou em frente, onde tinha uma estreita porta com  tipo de segurança rondando a mesma. Agradeci ao motorista e saí do carro, me direcionando ao homem na frente da porta, que me olhava sério.

- Quem é você? – perguntou.

- Ah, eu tenho uma... Reunião marcada com Jungkook. Pode perguntar pra ele, meu nome é Eun Jeong Hye. – ele me olhou dos pés a cabeça.

- Tudo bem, senhorita. Não precisa ficar nervosa. Eu já estou acostumado. Se bem que você é diferente das outras que ele traz aqui. Deve estar renovando seus gostos. – deu e ombros e abriu a porta para mim. Ele achava que eu era algum tipo de mulher de programa? Adentrei sem discutir, e senti a porta sendo fechada e trancada novamente atrás de mim. Dei alguns passos para frente observando aquele enorme depósito com centenas de caixas empilhadas. Por mais escuro e “medonho” que aquele lugar fosse, tinha cheiro de produto de limpeza, e e parecia estar bem limpo. Realmente são gostos bem peculiares.

- Jeong Hye. – e surpreendi ao ouvir uma voz vindo de um canto escuro do depósito. Saiu de lá o homem que deduzi ser o Jungkook. Ele foi se aproximado e pude ver seu rosto melhor. E que homem bonito, meu Deus do céu. Fiquei fitando seu corpo por um momento antes de ele dar um risada irônica e voltar a dizer. – Ao que devo a honra de sua excelentíssima presença? – perguntou ficando se frente para mim. Ele passou seus olhos por meu corpo, me fazendo corar violentamente. – Você cresceu, hein. – disse dando um sorriso. O seu sorriso era tão bonito quanto o resto. Por um segundo até esqueci que ele era um traficante assassino. – Está bem diferente desde a última vez que à vi. Está mais... – pareceu pensativo.

- Alta? – tentei completar.

- Bonita. Para não dizer outra coisa... – disse dando outro sorriso lindo, porém com malícia. Ah.

- Obrigada. Mas não vim até aqui para falar sobre isso com você. – falei tentando transparecer seriedade.

- Eu sei que veio falar sobre a morte de Jimin. – deu um sorriso sádico de novo. Ele era uma pessoa horrível de acordo com o que todos me disseram, pena que esteticamente era completamente o contrário disso. Comecei a me perguntar se ele seria tão “mau” assim. – Então? – Ele me questionou, então me dei conta que estava o encarando há um bom tempo perdida em meus pensamentos. Dei um longo suspiro.

- É verdade? – tentei parecer séria, mas falhei ao ver que me minha voz saiu trêmula. Droga.

- Você está nervosa por quê? – falou acendendo um cigarro e vindo em minha direção.

- Não se aproxime. – recuei um passo. – Pelo que eu sei de você, já tentou me matar várias vezes, então não seria de se espantar que tentasse de novo.

- Pelo visto já te contaram uma historinha sobre mim, não é? – deu uma risada. – Você tem certeza que vai acreditar em tudo que é dito pra você sem ao menos tentar saber a versão de outras pessoas só porque ele é alguém que você “confia” e que “nunca” mentiria para você?  - ele largou o cigarro no chão e pisou sobre ele. – Você é muito ingênua, Hye. Você acredita em qualquer um que mostrar ter afeto por você. Mas me deixe te revelar algo. – ele veio dando passos largos para se aproximar de mim. – O ser humano é podre. Nós matamos, roubamos, infligimos leis, pecamos de todas as maneiras possíveis todos os dias de nossas vidas até a morte sem nem percebermos. Não necessariamente digo que ao matar, você acaba com a vida de alguém na realidade, me refiro ao que acontece aqui dentro. – falou apontando para sua cabeça. – É lá que são cometidos os piores e mais repulsivos pecados. – pegou uma mecha do meu cabelo com os dedos. – Não adianta você seguir os ensinamentos da bíblia se na sua mente você deseja coisas que até Deus duvida.

- O que você quer dizer com isso? – perguntei com um pouco de medo. Ele definitivamente estava num ataque de insanidade.

- Eu quis dizer que você deveria abrir seus olhos. Nada disso é real, garota. Acorde. Estamos apenas dentro da cabeça de alguém sendo manipulados por pré-determinações criados para nós antes mesmos de existirmos. – ele falou rindo.

- Dentro da cabeça de quem? – eu não podia estar mais confusa.

- Você logo descobrirá. A verdade está bem à sua frente. – ele se afastou um pouco, indo em direção á sua mesa.

- Eu não estou entendendo nada... – falei levantando meu tom de voz. – Você está dizendo que não tem ligação com a morte de Jimin?

- Eu não disse que não tinha ligação. Mas também não disse que tinha. – eu odiava seu olhar sarcástico e penetrante, que fazia eu me sentir tão pequena diante dele. – Ele já estava praticamente morto, apenas o fizeram um favor. – foi seco.

- Como você pode dizer algo assim? Disseram que ele estava se recuperando e...- fui cortada.

- Mais uma vez você acredita em algo que te dizem sem ao menos questionar se seria verdade ou não. Se era apenas isso que você tinha para falar comigo, pode se retirar. – disse virando suas costas para mim.

- Eu... Eu quero saber a verdade, Jungkook. – ele parou no meio do caminho e se virou de volta para mim. – Sobre oito anos atrás. – Ele deu um sorriso.

- Finalmente. – falou se sentando em sua mesa e apontando para a cadeira á sua frente. - Sente-se.

[ P.O.V. Taehyung ON ]

Eu estava sem ir á escola nos últimos dias. Estava com receio do que as pessoas diriam. Estava com receio de ter que encarar Hye. Agora eu sabia como Jimin se sentia sobre mim. Não era uma boa sensação. Ah, Jimin. Eu ainda não tinha lidado com o fato dele ter morrido. Algo dentro de mim ainda tinha esperança de que tudo isso seria apenas um terrível pesadelo, e que logo eu acordaria no sofá ao lado de Jimin assistindo algum filme e comendo pipoca numa noite de sábado qualquer. Eu precisava achar aquele homem.

O celular que encontrei ainda estava comigo, mas eu ainda não tinha tido coragem para ligar e vasculhar o que tinha nele. Hesitei por vários motivos, e o principal era se eu fosse rastreado de algum modo e seja lá quem fosse o dono do telefone me encontrasse e achasse que eu tinha visto algo comprometedor e quisesse me matar. E o pior... E se o dono do telefone fosse realmente Jungkook?

Eu estava no táxi indo em direção ao cemitério onde estava enterrado Jimin. Seu enterro foi no mesmo dia da descoberta de sua morte. Eu teria ido ao velório, mas achei que não cairia bem o assassino visitar a vítima em seu velório. Ao chegar na porta do mesmo, paguei o motorista e agradeci saindo do carro.

Ao ir me aproximando de seu túmulo, pude ver a silhueta de um homem. Ele me era famliar, mas não conseguia ver seu rosto pela distância. Fui chegando mais perto e pude vê-lo ainda de costas. Quem era esse homem e o que veio fazer no túmulo de Jimin? Ele percebeu minha presença e se virou para mim. Eu não podia acreditar. Eu cogitava ser qualquer um, menos ele.

- Quanto tempo, Taehyung. – disse meu pai com um sorriso.
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Notas Finais


Não me batam, a história já tá começando a ficar confusa de novo, mas já já vocês vão esclarecer suas dúvidas. Continuem me acompanhando e comentando e não desistam de mim <3


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