História Katekyo Hitman Reborn X - A Lenda do Décimo Vongola - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~Mari_Mitarashi

Postado
Categorias Katekyo Hitman Reborn!
Personagens Adelheid Suzuki, Alaude Vongola, Bluebell, Byakuran, Chrome Dokurou, Colonnello, Dino Cavallone, Giotto Vongola, Gokudera Hayato, Haru Miura, I-Pin, Koyo Aoba, Kozato Enma, Kyoko Sasagawa, Kyoya Hibari, Lal Mirch, Lambo, P. Shitt "Shitopi-chan", Personagens Originais, Reborn, Rokudo Mukuro, Ryohei Sasagawa, Tsunayoshi "Tsuna" Sawada, Viper "Mammon", Xanxus, Yamamoto Takeshi
Exibições 46
Palavras 3.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shounen, Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yo, pessoal! \o/ Tava com saudades de vocês! Decidi postar esse capítulo para matar um pouco da saudade e ansiedade da Fic nesse tempo de hiato que estamos passando, até o retorno dela.

Este capítulo se passa 2 semanas antes dos eventos do Capítulo 002, 2 semanas antes do Hibari vir pedir a ajuda de Tsuna e seus amigos. Nele irei explicar um pouco sobre o que aconteceu para traumatizar tanto o Hibari.

Fiquem com este Capítulo Especial de 40 Favoritos! \o/ :v
Espero que gostem, e peço desculpas se ficou muito grande e repetitivo, haverá cenas que eu estarei descrevendo como nunca descrevi antes, pois seriam "cenas mudas". Enfim, boa leitura.

Capítulo 19 - Capítulo Especial 02: Me perdoe...eu falhei...


Fanfic / Fanfiction Katekyo Hitman Reborn X - A Lenda do Décimo Vongola - Capítulo 19 - Capítulo Especial 02: Me perdoe...eu falhei...

  21 de outubro de 2015, às 14hs33. Era uma tarde chuvosa e nublada em Namimori.

  Hibari Kyoya, o Guardião Vongola da Nuvem e Temível Líder do Comitê Disciplinar da Escola Secundária de Namimori, se encontrava na sala do diretor. O diretor estava obviamente aborrecido, furioso mais precisamente, e Hibari se mantia neutro, sem esboçar qualquer tipo de emoção. O quê sera que havia ocorrido para que o diretor ficasse nervoso com o aluno mais dedicado ao bem estar dessa escola? É o que será contato a seguir...

  O Diretor gesticulava, com muita raiva, em pé perante sua mesa, enquanto Kyoya estava sentado à frente dele, extremamente sério, como se estivesse em transe, com a mente em outro lugar, quando o responsável pela escola bate na mesa com força, trazendo Hibari de volta dos seus pensamentos.

  - Ei, Kyoya-kun!!! Está me escutando?!? -ele mostrava firmeza e aborrecimento na voz.

  Hibari, levemente assustado com o soco que seu superior havia dado na mesa, recobra seus sentidos, e o encara, com uma expressão meio aérea e atordoada, como se não fizesse a mínima ideia de como havia parado ali.

  - Err... Perdão, Sr. Diretor, acabei me distraindo um pouco...por favor, prossiga. -ele era muito educado e calmo com o Diretor da escola. Extraordinariamente, era a única pessoa que Hibari não se dirigia de forma agressiva, grosseira ou rebelde, tendo um respeito altíssimo e espantoso com o homem que coordena a escola inteira.

  Ele bufa, impaciente, mas continua com seu sermão.

  - Kyoya-kun...como eu dizia nesses últimos 15 minutos em que você me deixou falando sozinho... O quê você anda fazendo nesses últimos tempos...passou de todos os limites dos limites que você já havia passado...

  - Mas Sr. Diretor, permita-me... -ele tenta falar, mas o mais velho esboça uma raiva imensa.

  - MAS O QUÊ?! ESPERA QUE EU RELEVE O QUÊ ACABOU DE ACONTECER À MOMENTOS ATRÁS, PASSASSE A MÃO NA SUA CABEÇA E AGISSE COMO SE NADA TIVESSE ACONTECIDO?!?! -ele gritava com fúria. Ninguém até hoje havia gritado com o temido Hibari Kyoya dessa forma... NINGUÉM.

  O próprio Hibari suava frio, era evidente que além de temor e respeito, ele possuía um grande medo de seu superior...

  - Não, Sr. Diretor, eu apenas...

  - Não me interrompa quando eu estiver falando, Kyoya-kun. -ele exalava mais frieza e impaciência na voz. De certo, havia acontecido alguma coisa muito grave. Ele continua... -Bom...Mas antes que eu tome qualquer decisão...quero ouvir sua versão dos fatos. Conte-me o quê aconteceu.

  E nisso, Hibari fixava um olhar sério, com várias gotas de suor escorrendo por seu rosto, ele pensava cuidadosamente no que ia dizer, pois sabe do quão severo era seu superior quando ele queria.

  ***FLASHBACK ON***

  ...40 MINUTOS ANTES...

  Havia um pequeno grupo de delinquentes rondando pelas ruas de Namimori, bem próximo ao Templo de Namimori. Composto de 5 jovens, sendo 2 deles na faixa de 16 à 17 anos, outros 2 na faixa de uns 15 anos e o mais velho, que parecia ser o lider do bando, tinha por volta de 18.

  Eles estavam atacando vários outros jovens estudantes que passavam por lá, batendo neles e pegando seu dinheiro em seguida, como todo típico delinquente juvenil, e logo os expulsava cheio de hematomas.

  O pessoal do grupo começa a conversar:

  - Ei, Rikyo-sama, -um dos de 15 anos começa a falar- será que isso que estamos fazendo não tá chamando muita atenção? -ele estava evidentemente com medo, gotas de suor escorriam de sua cabeça.

  O mais velho do grupo, possuía uma cicatriz cruzando sua bochecha direita, cabelos negros arrepiados, porte grande, com um físico típico de pessoas que vivem na academia malhando e um olhar de poucos amigos e sorriso cruel vê seu Kouhai inseguro.

  - Pois é essa a intenção mesmo, Kaito! Logo, nosso alvo irá aparecer, pois estamos atacando membros da escola dele.
-Rikyo dá uma batida de leve no ombro do rapaz- Pode ficar tranquilo, somos fortes, e daremos conta do recado...

  - Ma...Mas, Rikyo-sama, o problema não é só "aquele cara", mas também a polícia, e se eles... -Kaito não termina de completar a frase, e logo é suspendido no ar, pela gola da camiseta, sendo erguido pelo seu senpai.

  - Deixa de covardia, moleque, aqui não tem vez para fracotes não! O alvo é forte, se um bunda-mole como você entrar na luta, vai apanhar mais que mulher de malandro! Isto é, se eu não te encher de porrada e te mandar pra UTI antes, seu verme!

  - S...Sim, Rikyo-sama, m...me perdoe, eu apenas me descontrolei, não foi por mal... -ele gesticulava pelo ar, amedrontado com o olhar assassino que seu Chefe encarava ele.

  Os outros 3 começaram a rir de seu companheiro sendo encurralado pelo chefe.

  - Não comecem com risadinhas, ou podem acabar como ele, ou até pior! -Rikyo rosna, e logo eles se recompõem também.

  O primeiro de 16 anos, que usava óculos de leitura, se manifestou.

  - Foi mal, Rikyo-san....não pudemos deixar de rir desse pobre infeliz que não conseguiu esconder seu medo. -o nome deste era Shô.

  O segundo de 15 anos, tinha dentes serrilhados como de tubarão, e uma extensa cicatriz pelo braço esquerdo, da uma risada irônica também.

  -Verdade, Kaito nem parece ser do mesmo ano que eu, é o mais fraco de todos nós. -o nome deste era Meme.

  - Pare de zuar seu brother de sala, vacilão, não tem senso de companheirismo? -o último, que era o segundo de 17 anos, olhos de cor vermelha, olhar calmo e ao mesmo tempo aterrorizante, repreendia Meme. O nome desse último era Keiji. Ele comia uma barra de chocolate, e aparentemente tinha inúmeros doces em sua bolsa, transbordando até pelos bolsos.

  O líder do quinteto dava gargalhadas com seus subordinados.

  - Hahaha se acalmem crianças, não precisam brigar...pelo visto nossa vítima principal já chegou...

  E logo todos param de brigar. Eles viam um certo homem chegar.

  - ...Então...são vocês que andam fazendo confusão pela cidade, certo? -esse homem andava tranquilamente, e sua voz mantinha uma calma tamanha que chegava à matar uma pessoa de tão aterrorizante era essa tranquilidade na voz- Vocês... estão causando muitos problemas pra mim, e isso chega a ser um incômodo...Vandalizar a minha cidade é um erro grave de se cometer....

  - He... finalmente você chegou... -Rikyo sorri triunfante e sarcástico- ...Hibari Kyoya!!! Viemos aqui para te matar de uma vez por todas!

  O moreno os fita com certa estranheza.

  - Te garanto, existem diversas pessoas por ae a fora desejando me matar...pode ser mais específico quanto às suas "queixas" sobre mim? -o Guardião da Nuvem saca suas tonfas, se segurando para não partir pra cima de seus adversários e extermina-los de vez.

  - Vou refrescar sua memória, Hibari... À 4 meses atrás, estávamos num esquema na região de sua escola, esse esquema envolvia muita grana, e você e seus subordinados acabaram com tudo!

  - E eu com isso? -Kyoya exibia indiferença- Para ser franco, nem me lembro dessa cara feia de vocês, mas pra eu ter batido em vocês, devem ter feito algo que ameaçava o prestígio e bem estar da Escola Secundária de Namimori -ele gira suas tonfas no próprio eixo, posicionando elas melhor em suas mãos- Nada pessoal, apenas cumpri meu dever.

  - Huhu...se fosse só isso, até dava pra relevar... -essa frase de Rikyo instiga a curiosidade de Hibari.

  - Como assim? -Kyoya o interroga.

  - Bem simples...fazemos parte de uma facção da Yakuza, e você mexeu em negócios que não devia... Guardião Vongola da Nuvem.... -eles sacam katanas super afiadas- Vamos te cortar em pedacinhos e mandar cada pedaço para seu Chefe Vongola...

  Aquilo mexeu com os nervos do Líder do Comitê Disciplinar.

  - Eu não tenho nenhuma conexão com a Vongola... -e nisso, quando o grupo vê novamente, Hibari já estava quase à frente deles, numa velocidade incrível, forçando Rikyo à bloquear o golpe de tonfa com sua espada- ...E também... NÃO TENHO NENHUM CHEFE, SÓ PRA INICIO DE CONVERSA!

  Meme e Kaito investem contra Hibari.

  - VOCÊ JÁ ERA, MALDITO!! -eles gritam em uníssono, o golpeando com um corte duplo ascendente.

  Numa fração de segundo, Kyoya ativa rapidamente a Parcial Vongola Gear, fazendo com que as correntes de sua tonfa segurassem os golpes de espadas.

  Com uma de suas armas ainda chocada contra a espada de Rikyo, ele o empurra com grande força (usando apenas a tonfa, sem sequer encostar nele), e num movimento ágil, ele girou em torno de si próprio pelo ar, chutando Meme e Kaito, os arremessando para longe.

  Keiji e Shô, que aparentemente eram os mais calmos e racionais do grupo, apenas observavam o desempenho de seus parceiros lutando contra o Guardião Vongola.

  Hibari retorna suas Tonfas ao estado normal, mas antes havia separado 2 bolinhas, e um segundo depois, ele jogou as duas bolinhas no ar, concentrou um pouco de Chamas da Nuvem na ponta de uma de suas armas, e bateu nas duas pequenas esferas antes que elas caíssem, no mesmo segundo, fazendo as bolinhas virarem torpedos esféricos com espinhos, acertando Kaito e Meme, que logo morrem com os espinhos atravessados em seus peitos.

  - Kaito! Meme! Maldito... -Keiji começou a se irritar, mas logo Shô o segurou pelo ombro- Me solte, Shô!

  - Se acalme, idiota. Não vê que a situação se elevou para um nível mais perigoso...? Estamos falando do Guardião Mais Forte à serviço da Família Vongola, tida como a Família mais poderosa de toda a Máfia... Vamos agir com calma e ponderação, senão teremos o mesmo fim de nossos amigos.

   Até mesmo Rikyo se situa, percebendo que dois de seus subordinados mais habilidosos foram mortos facilmente.

  - ...E então...quem será o próximo? -Hibari gira suas armas em torno do próprio eixo novamente, impondo pressão psicológica e medo nos adversários- Mesmo se vocês três viessem ao mesmo tempo contra mim, o resultado será o mesmo...Irei bater em vocês até a morte!!!

  O moço de óculos, os ajeita de forma intelectual, e saca sua espada também.

  - Interessante proposta, Hibari Kyoya...eu serei seu oponente agora. Meu nome é Shô Urameshi, sou o espadachim mais forte à serviço de Rikyo-sama. Se defenda!

  Hibari o olha com sadismo.

  - Huhu...isso me soou convidativo...venha com toda sua força! -ele se põem em guarda.

  E Shô investe contra Kyoya, e os dois começam a trocar golpes violentos e velozes, colidindo suas armas ferozmente, produzindo até mesmo faíscas.

  Keiji e Rikyo observam tudo em silêncio. Mas já planejavam atacar Hibari na traição, quando ele apresentasse apenas um momento de descuido durante a luta.

   Ambos ainda travavam seu combate, quando os dois esquecem dos dois espectadores. Foi nesse momento em que Rikyo e Keiji avançam pra cima deles, com suas espadas prontas para perfurar Hibari.

  O Guardião Vongola, só havia percebido o ataque ao ver Shô, que durante o combate estava de costas para seus companheiros, ser atravessado pelas espadas deles, e empurrado junto, para que as lâminas o atingessem também.

  - Ri...kyo...-sa...ma.... -Shô não conseguia falar direito, pois engasgava com o próprio sangue, até que ele nao demorou muito e desfaleceu enquanto seu corpo ainda era empurrado pelos traidores que ele chamava de "amigos" que perseguiam Hibari para atingir-lo no mesmo golpe, que recuava para trás para evitar o mesmo fim de seu adversário.

  - Não nos leve à mal, Shô... Não é nada pessoal, apenas negócios...

  - Olha só, -Hibari fala calmamente enquanto recuava para trás para se defender do ataque surpresa- além de arruaceiros e grossos, atacam seus amigos na traição...vocês são mais desprezíveis do que eu imaginava... -ele queimava as Chamas de sua Pulseira da Nuvem Ver. X, chamando o Roll para fora e transformando suas tonfas- Me deu vontade de trucidar tipinhos nojentos como vocês.

  Ele pula para direita, surpreendendo seus inimigos, os deixando confusos com a mudança de movimento repentina, e em seguida pula denovo na direção deles, pois já havia saído do campo de alcance das katanas ainda cravadas do corpo de Shô, e golpea o braço esquerdo de Rikyo, e seguida, dando um chute giratório nas costas dele, o forçando-o à largar a espada e o jogando para alguns metros de distância de lá.

  Antes que Keiji pudesse chamar pelo seu Chefe, Kyoya o ataca com um soco direto no seu maxilar, e em seguida, começa à golpear-lo violentamente num combo veloz e incessante, fazendo com que ele largasse sua espada também, e o cadáver de Shô caí, com as duas armas de seus antigos amigos ainda cravadas em seu peito.

  Hibari havia perdido totalmente a noção do certo e errado...aquilo o havia enchido de fúria, de alguma forma...tudo que ele queria era ver seus adversários mortos, ali e agora.

  Ele o socava usando as Tonfas numa velocidade sobrehumana, quase não se podia ver seus movimentos, e a Vongola Gear dele aumentava o dano aplicado pelas Tonfas, fazendo os ossos de Keiji começarem a estalar de tantos socos.

  Ele cessa seu combo, e Keiji, ensanguentado e muito machucado caí morto. Ele definitivamente não era rival para a força do Guardião Mais Forte da Vongola...

  Rikyo, observando toda aquela barbárie, horrorizado, vê que cometeu o pior erro que definitivamente não deveria cometer em toda a vida: Entrar no caminho de Hibari Kyoya!!!!

  - E...ele... é...um monstro!!! -aterrorizado, se levanta, tremendo, e lentamente recua para trás, mas depois de 3 passos, ele sente seu ombro ser perfurado por alguma coisa, e grita de agonia.

  Era o Roll,o Porcospino di Nuvola, a Arma de Box de Hibari, que havia crescido numa enorme esfera de espinhos de aço, graças ao Atributo da Nuvem, a "Propagação".

  Hibari, ainda um pouco sujo com o sangue de sua vítima anterior, caminha lentamente em direção de seu último adversário, com um olhar psicopata.

  - Hu...HUAAAHHH P... POR FA... FAVOR, N... NÃO ME...ME MATE!!!!! -Rikyo clamava, com dor no ombro ainda preso nos espinhos de Roll, e com o puro pavor e medo estampados em seu rosto, temia o monstruoso e invencível inimigo à sua frente, que para, e o encara silenciosamente.

  - ...Vou te mostrar...o que acontece à aqueles que se atrevem à mexer com a Escola Secundária de Namimori!

  Um grito de dor e terror ecoa pelo céu.

  ...15 minutos depois, a polícia chega, e encontra os 5 cadáveres e algumas poças de sangue espalhadas pelo local, e Kyoya estava sentado no chão, com um olhar travado e assustador, olhando para o nada. Ele não dizia nada.

  Os policiais, se entreolham, aflitos, e os médicos de uma ambulância que acompanhava as viaturas veio para ver se o único sobrevivente desse terrível espetáculo tinha algum ferimento.

  O Diretor chegou no exato momento, com muita raiva, decepção e desespero no rosto.

**FLASHBACK OFF**

  Hibari ainda olhava para o nada, com uma expressão que não se sabe identificar se era de seriedade, medo ou aflição.

  O Diretor o encarava, aterrorizado e chocado com a história que havia acabado de escutar. Hibari, obviamente, havia omitido os detalhes que diziam respeito sobre a Vongola e os assuntos da máfia, mas todo o contexto do relato em sí fazia a ligação entre a Família italiana e este ocorrido não ter a menor relevância.

  - Kyoya-kun... Hibari...eu não acredito...depois...depois de tudo que eu fiz por você...

  Ele senta na sua cadeira, desacreditado.

  - Kyoya...depois daquele incidente eu decidi te criar como se fosse meu filho, te dei tudo que você precisava, alimento, moradia, atenção...tudo! Até mesmo treinamento em artes marciais, para que você pudesse descontar todo o estresse gerado por aquela ocasião, mas depois...depois você começou a ter surtos assassinos, você começava a agredir violentamente à todos que violavam as regras de onde quer que você estivesse, quantas vezes eu já não havia conversado com você, e tantos métodos eu já havia usado para acabar com esse comportamento seu...

  Ele continua, com sua voz tremida e falhando, devido ao choque sofrido agora.

  - Lógico...você tinha suas recaídas...algumas vezes, durante seu serviço como Líder do Comitê Disciplinar, acabava fugindo do controle, e mandava diversos alunos, fossem garotos, garotas, crianças, para a UTI, e vários outros casos espantosos... Mas...dessa vez Kyoya...você passou de todos os limites mesmo...

  Hibari o olha, com certa ansiedade.

  - Sr. Diretor...o quê o senhor vai faz...

  - Eu já decidi...Hibari Kyoya, aluno do 3º Ano C do Escola Secundária de Namimori...este será seu último ano nesta escola.

  Agora Hibari mostra uma grande surpresa.

  - O QUÊ?! Mas o que o senhor está dizen...

  - Cale-se, eu não terminei de falar!! -ele bate na mesa de novo, com firmeza e postura, e logo recobra a frieza e calma- Kyoya, de todos os alunos que já pisaram neste estabelecimento educacional, nunca houve aluno mais dedicado, fiel e apaixonado pela causa, ordem e bem estar da nossa escola como você. Inúmeras tragédias envolvendo brigas interescolares, atritos entre gangues, e várias outras ameaças à nossa segurança foram reprimidas após você ter assumido o Comitê Disciplinar daqui...

  Ele se levanta, e vai até a janela, ficando de costas para o Guardião Vongola.

  - Porém...suas medidas nada convencionais chegavam à serem até muito mais violentas e brutais que as tentativas de ataque direcionadas à nossa escola, causando grande tremor e pavor no coração de nossos alunos, gerando um grande aumento na produtividade no aprendizado deles, mas igualmente, uma enorme queda no aprendizado também, pois muitos alunos passaram a faltar com mais frequência com muito medo de você...

  Hibari abaixa a cabeça, calado, escutando tudo que ele dizia.

  - Graças aos seus serviços tão prestativos à nossa escola, eu até pensava em deixar você trabalhando aqui como Líder do Comitê, sendo até mesmo assalariado, enquanto cursava seu Ensino Superior à noite, exercendo seu bom trabalho como sempre fez... Mas Depois do que você fez hoje, Kyoya...não posso mais tolerar ou acobertar esses seus atos de vandalismo e violência cometidos na escola...aproveite bem suas últimas semanas aqui, Kyoya-kun...me perdoe, mas essa situação incômoda já deu o que tinha que dar.

  Hibari estava com o rosto estampado de um único sentimento, visível de forma assustadora...TERROR. O termo mais próximo para definir o quê o rosto dele transmitia nesse momento era esse...terror. Choque. Medo. Surpresa.

  - Obrigado, já pode se retirar Kyoya-kun...Aliás, hoje você está liberado para ir pra casa e descansar um pouco... Deve estar exausto depois disso tudo... -o Diretor dizia isso tudo, ainda olhando para a janela, sem sequer se virar para Hibari, enquanto ele se levanta, calado, e sai do escritório.

  Ele andava pelos corredores...seus passos eram lentos e pesados...a face de sentimento inexpressivo e aterrorizante ainda permanecia, sem mover sequer um músculo de seu rosto...

  Ele se dirige para o pátio de fora da entrada.

  O céu cinzento e nublado havia decidido abrir suas comportas,e uma chuva forte caia sobre aquele lugar. Hibari andava sem se preocupar com a chuva torrencial lhe encharcando.

  Ele andava ainda mais devagar, até que parou bem no meio do pátio de entrada, com a chuva ainda lhe lavando.

  Ele levanta seu rosto para o céu, encarando o espaço desprovido de qualquer luz solar acima dele.

  Com a respiração pesada, ele não mexia um pelo sequer de sua sobrancelha, enquanto as gotas caiam sobre seu rosto.

  Uma rápida lembrança lhe surgia na mente.

  *** FAST FLASHBACK ON ***

  Duas crianças estavam brincando num quintal, ambas pareciam muito felizes. Eram um garotinho de aparentes 5 anos de idade, e uma garotinha 1 ano mais nova que ele.

  Logo, se dava para notar que o garotinho era ninguém menos que Hibari, em sua infância. Um sorriso de felicidade jamais visto por ninguém em sua adolescência.

  A garotinha corria pelo quintal, alegre, e parava ao lado do pequeno Hibari, meio ofegante devido à corrida, e abre um enorme sorriso.

  - Ei ei, Aneki! Viu só? Tô ficando boa nisso!

  - Sim sim, eu tô vendo (.....)! -Um som censurava o nome pronunciado pelo pequeno Hibari- Continue firme, quero ver você se tornar uma grande atleta!

  - Hai! Você é o melhor irmão maior desse mundo! -ela abraçava o pequeno Hibari com força, e ambos caíram na grama, rindo alegremente.

*** MUDANÇA DE CENÁRIO ***

  Era um dia chuvoso e nublado no Cemitério. As nuvens chegava a pintar o céu de negro, dando a impressão de que já era noite, sendo que ainda era 15 horas da tarde.

  Várias pessoas estavam ao redor de um certo local, onde haviam 3 túmulos, chorando.

  Nas lápides, havia palavras escritas que não se dava para ler, e o pequeno Hibari estava na frente dessas lápides, chorando amargamente.

  Um homem chega do lado dele, com um guarda chuva, para acudir-lo. Este era o futuro Diretor da Escola Secundária de Namimori.

  O pequeno garotinho chorava compulsivamente, era lamentos tão tristes que poderiam fazer até o mais frio e insensível dos homens chorar de depressão com tamanha tristeza vinda duma criança.

  Ele não se importava com a chuva lhe molhando, ele apenas observava os túmulos com grande sofrimento.

  HIBARI MIKOTO
  HIBARI MINATO
  HIBARI (..............)

  O nome da terceira lápide estava impossível de se ler.

  - Ei... (.........) -novamente um som censurava o nome, quando Hibari o pronunciava- ...Eu...serei o homem mais forte de todo esse mundo... -de tristeza, sua postura foi mudando para raiva- Não haverá homem, mulher, criança, criatura ou situação alguma neste mundo que me fará recuar ou tremer...NUNCA MAIS EU DEIXAREI DE TER FORÇA PARA PROTEGER AQUILO QUE ME IMPORTAR!!!!! É UMA PROMESSA!!!! -ele sentia ódio, mas as lágrimas, misturadas com as gotas da chuva, escorriam pelo seu rosto.

  *** FAST FLASHBACK OFF ***

  Um trovão quebrou o silêncio naquele local deserto.

  A chuva engrossou, produzindo um barulho enorme, que abafava a seguinte declaração feita a seguir, fazendo com que ninguém alem do próprio Hibari pudesse escutar essa declaração.

  - Eu quebrei...eu quebrei aquela promessa...por favor...me perdoe...

  Lágrimas espessas e geladas caiam mescladas com a chuva pelo rosto de Hibari, assim como naquele dia.

  - Me perdoe...eu falhei... Me perdoe...

..........................

  ...1 Semana atrás...

  Faltava apenas 2 semanas para o final das aulas. Os alunos, que comiam seus lanches tranquilamente no terraço da escola, se levantam amedrontados.

  Hibari passava por lá. Seu rosto estava um pouco inchado. Ele chorava por dias e mais dias. Foi quase um mês inteiro de pura tortura emocional e psicológica.

  Após todos os alunos que estavam lá fugirem, e até mesmo deixando seus lanches para trás, ele foi até a grade de segurança do terraço.

  Ao chegar lá, ele observa Tsuna e seus amigos, acompanhados de Reborn lá de baixo, andando normalmente pela escola após comerem.

  Ele começa a pensar cuidadosamente.

  - ...Sim...É isso... Não terei outra escolha... -ele coloca sua mão sobre a grade, sua mão tremia devido à fraqueza do momento- ...Eles...somente eles poderão me ajudar.

  O "temível" Líder do Comitê Disciplinar sai de lá, caminhando tranquilamente, sem dizer mais qualquer palavra sequer.

FIM DO CAPÍTULO ESPECIAL 02


Notas Finais


Bom...para quem não entendeu, os pais e a irmã mais nova de Hibari acabaram morrendo num acidente desconhecido(que mais futuramente irei aprofundar na história), e isso mexeu de certa forma com Hibari, "avalancando" o início do fortalecimento incrível do Hibari. E gerando também um estresse Pós-Traumatico, resultando nos seus surtos de "quero te morder até a morte", etc etc.

E aliás, deixei uma referência no nome dos pais do Hibari, vejamos se vocês perceberão... Kekeke

Aos poucos, eu irei explicando a história de como Hibari ficou tão forte apartir da minha perspectiva, sabendo que nossa querida Titia Amano deixou isso em aberto para explicações.

Espero que tenham gostado, daqui a pouco postarei umas notas de esclarecimentos sobre a Fic! Até logo!


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